Um novo dia para Jack Bauer

By Vinícius Silva. Filed in 24 horas, Opinião do Editor  |  
TOP del.icio.us digg

Depois dos eventos que ocorreram no telefilme 24: Redemption (que já está nas locadoras e deve chegar na Fox Brasil em Abril), a série 24 horas retorna para mais um dia eletrizante na vida de Jack Bauer o qual terá que responder pelos crimes que cometeu quando a CTU ainda existia. Para fugir disso, ele foi para Sangala e vimos, no telefilme, todo o genocídio e o caos que o General Juma implantou no país, obrigando os Estados Unidos a fechar a sua embaixada e preparar uma ofensiva para derrubar Juma e instalar o novo governo sangalês.

Basicamente, esta é a premissa que está em pauta para a Presidente Taylor assim que a temporada se inicia. O exército americano espera apenas as suas ordens para invadir Sangala e expulsar Juma. Enquanto isso, Jack Bauer está na Suprema Corte sendo julgado pelos os seus possíveis “crimes” de tortura. Eu sempre achei, assistindo a série desde o início, que um dia ele seria punido. Tá certo que ele também já foi torturado em várias ocasiões, o que pode servir como punição. Mas, senão fosse dessa maneira, como ele iria conseguir as informações que ele necessitava para impedir um determinado ataque? É este o argumento de defesa que Bauer utiliza para provar que ele agiu daquela forma porque era necessário.

Agora todos querem culpar Bauer pelos seus crimes mas também esquecem o quanto ele fez pelo País. Desde salvar o Sen. David Palmer até impedir que bombas atômicas matassem milhares de pessoas inocentes. E é assim que o FBI “recruta” Jack para trabalhar com eles por acreditar que o país está em perigo novamente. Como se não bastasse, o terrorista agora é uma pessoa que ele conhece de longa data, talvez o seu melhor amigo em época de CTU, apesar das desconfianças na primeira temporada: Tony Almeida.

Revoltado com o sistema político do país e por não ter recebido nenhuma assistência quando a sua mulher Michelle faleceu, ele agora está em posse de um dispositivo chamado CIP, que controla todo o sistema aéreo dos Estados Unidos, sistemas de segurança, de água, luz elétrica, etc. É uma premissa muito parecida com a do filme Duro de Matar 4.0. Não sei se todos assistiram, mas no longa-metragem os terroristas promovem uma ação conjunta na cidade de Washington para desnortear a polícia e promover o caos. Porém, John McClane está lá pronto para salvar o país, assim como Jack Bauer está pronto para salvar o dia.

A narrativa da série com a do telefilme começa a se encontrar a partir desse momento. Até então, apesar dos Estados Unidos estarem movendo uma ação militar contra Sangala, ainda não tínhamos uma ligação com o que havia passado em 24: Redemption. Pode até ser óbvio (eu não tinha imaginado isso), mas quem está por trás dos ataques deste sétimo dia é exatamente o Gen. Juma. O que torna a história ainda mais interessante, porque cria uma dúvida na Presidente Taylor: continuar com a ofensiva e cumprir a palavra de retirada do Gen. Juma ou proteger os cidadãos americanos de um ataque terrorista?

Com outras tramas paralelas também interessantes – como o suicídio do filho da Presidente Taylor, por exemplo – pudemos perceber que a série tem um bom roteiro para não enrolar tanto como na temporada anterior. Ainda assim, vejo o retorno de Tony Almeida como um dos erros deste novo ano. Por mais que eu goste do personagem, passamos duas temporadas acreditando na sua morte. E também a historinha contada por Tony de como ele sobreviveu não convence nem um pouco. Foi forçado e todos sabem disso, mas talvez tenha sido a maneira que os roteiristas encontraram para agradar o público.

Também neste primeiros episódios tivemos boas reviravoltas. No quarto capítulo, por exemplo, quando a história se concentra mais na política, vemos o quanto o gabinete da Presidente está corrompido por pessoas que apóiam o genocídio do Gen. Juma em Sangala. Além disso, a corrupção parece ser um dos focos nesta temporada que pode começar a ser discutida da metade pro final. Como ainda não vimos o personagem de Jon Voight (e já se sabe que ele é um dos antagonistas), é possível que isso seja desenvolvido mais pra frente. Por ora, é bom dizer, para alegria de uns e infelicidade de outros, que Jack Bauer está de volta!

4 Comments

  1. Comment by Vinícius P.:

    Eu realmente gostei bastante desse início de temporada de “24″, que em pouco lembra o criticado sexto ano da série. Acho que as tramas são muito mais interessantes e, mesmo com um ou outro absurdo (não poderia deixer de ter), Jack Bauer is back =)

  2. Comment by Vinícius Silva:

    @Vinicius P.

    Eu acho que esse ano 24 tem tudo para fazer uma excelente temporada. Fiquei super entusiasmado com o começo, gostei das premissas, das tramas e das reviravoltas. Tomara que a série volte a ser o que era antes.

  3. Comment by Ale Rocha:

    Sou fã de 24 Horas. Para mim, a melhor série que já vi. Muitos criticam a sexta temporada pela falta de ação, mas eu gostei muito. O debate político foi o forte da temporada, com excelentes debates sobre a guerra ao terror promovida pelos EUA.

    Mas, confesso que fiquei receoso com o começo da sétima temporada. Tirando as reviravoltas do terceiro episódio, achei o restante um tanto quanto morno.

  4. Comment by Vinícius Silva:

    @Ale Rocha

    O único episódio que, de fato não gostei, foi o segundo. O restante, apesar de ter sido meio morno, gostei da história. Eu não culpo a sexta temporada pela falta de ação, não acredito que a série seja apenas isso. Eu culpo mais pela enrolação. No entanto, é óbvio que teremos que nesta sétima temporada episódios mais mornos e outros mais intensos. Ela não pode se tornar ação o tempo até porque existem outras tramas para serem desenvolvidas. Mas eu acho que a série está no caminho certo, assim espero.

    abração, Ale.

Trackbacks / Pingbacks

  1. Spoiler: Um novo dia para Jack Bauer » TeleSéries

Leave a Reply