Hart of Dixie; Boss; Revenge; Terra Nova; The Ringer

Já estamos em agosto e a época de estreias das novas séries já está chegando. Os próximos dois meses são de muita intensidade na televisão americana. Além dos programas novos, os seriados antigos também retornam com novas temporadas. É também uma época de muitas apostas em relação aos novos programas. Quais serão aqueles que ganharão temporadas completas? Quais serão logo cancelados e descartados pelo público? Será que as expectativas em relação a determinadas programas se concretizarão?

Desde maio, quando as emissoras começaram a divulgar os shows cancelados e os que iriam estrear, alguns já começaram a despontar por diversas razões. Terra Nova, por exemplo, ganhou a expectativa do público por ser uma produção de Steven Spielberg, por estar sendo considerada “a nova Lost” e, além disso, por conta do seu orçamento que é bastante elevado para os padrões da televisão americana.

Nesta primeira parte do especial, apresento cinco séries que merecem uma atenção especial por parte do público. São elas que darei uma chance quando a fall season começar. Na semana que vem, mais cinco séries farão parte deste especial, que é uma maneira de já começar a se preparar para o que vem por aí. E esperamos que esta seja uma temporada de boas estreias, porque nos últimos anos temos tido mais cancelamentos do que programas renovados. Confiram abaixo o especial:

Série: Hart of Dixie
Emissora: CW
Estreia: 26/09/2011
Elenco: Rachel Bilson, Wilson Bethel, Jaime King,  Scott Potter e Cress Williams.
Produtores: Josh Schwartz, Leila Gerstein,  Stephanie Savage e Len Goldstein.

Este é o elenco de "Hart of Dixie", nova série da emissora CW

A nova série da CW, Hart of Dixie, traz de volta a atriz Rachel Bilson (a Summer de The O.C) ao mundo dos seriados. Ela andou fazendo uma participação aqui e ali, mas nesta nova série ela será a protagonista. A história gira em torno de Zoe Hart, uma jovem médica novaiorquina que perde a oportunidade de ser promovida em um importante hospital de Manhattan. Ao ver seu noivo trocá-la pela sua melhor amiga, Zoe decide se mudar para uma cidade localizada no Alabama, onde um amigo seu lhe ofereceu um emprego.

O problema é que quando ela chega na cidade, Zoe descobre que o seu amigo morreu. Ainda assim, ela resolve se estabelecer porque não tem nenhum outro lugar pra ir. No entanto, além de enfrentar os problemas da mudança e de ter que se adaptar à nova cidade e começar uma nova vida, ela ainda terá que enfrentar a oposição do único médico na cidade, Brick Breeland, que não aceita a sua presença.

No elenco, além de Rachel Bilson, estão os atores Scott Potter e Cress Williams (ambos da série Friday Night Lights), Wilson Bethel (Generation Kill) e Jaime King (My Generation).

Por ser uma série do canal CW, e criada por Josh Schwartz, é bem possível que o programa adote o tom teen da emissora – que também se desprende deste gênero ao exibir Supernatural, The Vampire Diaries e a nova The Secret Circle (que escreverei sobre em um outro moemnto). Mesmo assim, Hart of Dixie conta com o carisma de Rachel Bilson para conquistar o seu público.

Além disso, a série marca mais uma vez a parceria do criador de The O.C com a produtora e roteirista Stephanie Savage, que também trabalha com ele em Gossip Girl, outra série do canal CW. Confira abaixo o trailer:

Série: Boss
Emissora: Starz
Estreia: 21/10/2012
Elenco: Kelsey Grammer, Jeff Hephner, Hannah Ware, Thomas Kosik e Jennifer Mudge.
Produtores: Peter Giuliano, Richard Levine, Farhad Safine, Brian Sher e Stella Stolper.

Kelsen Grammer é o BOSS

BOSS não é uma série que faz parte de um canal muito conhecido por nós lá dos Estados Unidos, mas começou a chamar atenção desde o início. Isso porque trazia de volta à televisão o ator Kelsey Grammer, que ficou conhecido ao estrelar “Cheers” (1982) e “Frasier” (1993). Ele já tentou voltar antes, mas fracassou com as séries Back to You e Hank.

Neste seu novo retorno, ele interpreta o seu primeiro papel dramático dando vida ao impiedoso prefeito de Chicago, Tom Kane, que descobre sofrer de uma doença degenerativa. Com o primeiro episódio dirigido pelo experiente e premiado diretor Gus Van Sant (Milk), Tom está no centro do poder político da cidade e faz o melhor governo que este povo já viu. No entanto, ele já não pode mais confiar em sua condição mental, ou nos seus aliados e muito menos em si mesmo.

Tom Kane lembra bastante o personagem Denny Crane (William Shatner) da série Boston Legal. Um advogado condecorado, fundador da Crane, Poole & Schmidt e um dos mais respeitados da cidade, mas que começa a sofrer com o Mal de Alzheimer e, com isso, passa a duvidar da sua própria capacidade de continuar advogando. Ele encontra forças no amigo Alan Shore (personagem que rendeu um Emmy para James Spader), inseparável companheiro que promete cuidar do amigo quando a sua mente resolver lhe abandonar.

Segundo o que foi divulgado pelos roteiristas à imprensa, a história de BOSS é baseada em “Rei Lear”, de William Shakespeare.  Como em outras peças teatrais do escritor britânico, nesta história a tragicidade está mais uma vez no centro quando o Rei enlouquece após ser traído por duas de suas três filhas ao tentar dividir o Reino entre elas. O cômico desta história é que o Rei Lear expulsa do seu reino a filha que fez o discurso mais sincero, dizendo que o amava com o respeito e a obrigação que uma filha precisa ter em relação ao seu pai. As outras duas filhas, que disseram tanto que o amava, traíram o Rei e o fizeram enlouquecer.

BOSS foi aprovada pelo canal Starz sem passar sequer pelo episódio piloto. A primeira temporada terá oito episódios, já encomendados pela emissora. Confira o trailer abaixo:

Série: Revenge
Emissora: ABC
Estreia: 21/09/2011
Elenco: Emily VanCamp, Gabriel Mann, Ashley Madekwe, Madeleine Stowe, Henry Czerny e Joshua Bowman.
Produtores: Mike Kelley e Phillip Noyce.

Elenco de "Revange", a nova série da ABC

Revenge é a nova série da ABC que traz a atriz Emily VanCamp (Brothers and Sisters e Everwood) como protagonista. A história gira em torno de Amanda (VanCamp), que adota Emily como o seu novo nome ao se mudar para os Hamptons (o balneário da elite americana) e começar a sua vingança. Ela teve uma infância conturbada e viu a sua família ser destruída quando eles moravam nos Hamptons. Passados quinze anos, e após ser entregue  a uma casa de adoção, Amanda esconde a sua verdadeira identidade e volta a conviver no meio daquelas mesmas pessoas que orquestraram a prisão do seu pai.

Seu objetivo é se vingar dos Graysons, responsáveis por terem acabado com a vida do pai dela. Para conseguir tal feito, ela conta com a ajuda de dois amigos. É claro que toda esta adaptação em “O Conde de MonteCristo” não vai fazer muito efeito porque, por se tratar de um programa “serializado”, muitas mudanças na história serão feitas ao longo dos episódios.

Além disso, a ABC Studios sempre tem uma maneira muito peculiar de tratar os seus seriados. Não iria me surpreender se, no início, Revenge  se trate também de montar um perfil dos moradores de Hamptons – assim como o passado obscuro e sombrio que eles preservam. É como o canal faz com a série “Desperate Housewives”, ou também de como fazia com “Brothers and Sisters”: estudos das famílias norte-americanas. Confira o trailer:

 Série: Terra Nova
Emissora: Fox
Estreia: 05/10/2010
Elenco: Jason O’ Mara, Steve Lang, Christine Adams, Jason Chong, Shelley Conn e Naomi Scott.
Produtores: Steven Spielberg, Craig Silverstein e Kelly Marcel.

Elenco de "Terra Nova", aposta da FOX para a fall season deste ano

Desde que o projeto foi apresentado, Terra Nova se tornou uma ambição do canal Fox. E como poderia ser diferente? A série traz o produtor Steven Spielberg que, por se tratar de uma obra jurássica que o remete aos filmes da franquia “Jurassic Park”, já pode atrair os olhares do público e também da crítica. Outro ponto interessante que desperta curiosidade em assistir Terra Nova é que a série tem um custo de mais de US$ 10 milhões (e isso só para o primeiro episódio).

Já chamada de “a nova Lost”, o seriado conta a aventura de um grupo que viaja no tempo e volta à pré-história com o objetivo de começar uma civilização. Com o primeiro episódio dirigido por Alex Graves (das séries Fringe, The West Wing, entre outras), o diretor e os produtores já disseram que não pretendem inventar uma trama complexa, mas sim, apostar nos efeitos especiais, no carisma dos personagens e nas suas aventuras entre reptéis gigantes e florestas visalmente exuberantes.

Centrada na sobrevivência dos personagens em um ambiente ameaçador, Terra Nova se concentra em uma família do ano 2149 que volta 85 milhões de anos para tentar salvar a humanidade (e, assim, salvar a si mesmos). A primeira temporada contará com treze episódios, o que mostra que a série não pretende utilizar a fórmula de outras séries com muitos capítulos em cada temporada. E isso é bom, uma vez que dará mais objetividade à história.

Terra Nova levou dois anos em desenvolvimento. O ator Stephen Lang (do filme Avatar), que interpreta o Comandante Nathaniel Taylor, chegou a dizer que “podemos ver a série como um alerta ecológico”. E na mistura de Avatar, Lost e Jurassic Park, Terra Nova tentará achar o seu lugar sem perder a intenção de ser um programa de puro entretenimento. Confira o trailer:

Série: Ringer
Emissora: CW
Estreia: 13/10/2011
Elenco: Sarah Michelle Gellar, Jaime Murray, Nestor Carbonell, Ioan Gruffudd, Kristoffer Polaha, Tara Summers, Mike Colter.
Produtores: Eric C. Charmello, Sarah Michelle Gellar, Nicole Snyder, Peter Traugott e Pam Veasey.

Sarah Michelle Gellar retorna ao mundo das séries com "Ringer"

Ringer, a nova série do canal CW, marca o retorno de Sarah Michelle Gellar (Buffy – A Caça Vampiros) ao mundo televisivo norte-americano. Por trás da sua exibição tem uma história bastante curiosa. Ringer veio, digamos, do “lixão” da emissora CBS, que abortaram a produção do projeto. Eis então que os produtores do canal CW resolveram apostar na série e encomendaram, além do “Piloto”, novos episódios para a primeira temporada.

Aliás, Ringer não é só a aposta do canal CW para esta fall season, mas também do novo presidente da emissora, Mark Pedowitz. Ele entrou no lugar de Dawn Ostroff, que esteve à frente da emissora desde a fusão entre a WB e a UPN, que se transformaram em CW. Pedowitz com certeza está tentando mudar o perfil do canal e, para isso, confia em Ringer para atrair um novo tipo de público.

A história gira em torno de Bridget Cafferty (Gellar) que, ao presenciar um assassinato dentro do clube onde trabalhava como stripper passa a ser a testemunha-chave do caso e, por isso, a máfia a persegue. Para fugir, ela utiliza a identidade da sua irmã gêmea, que tem uma vida bem diferente e mora nos Hamptons. No entanto, durante a noite a irmã gêmea de Bridget desaparece misteriosamente, o que a leva a assumir a sua identidade. Mas logo ela vai descobrir que a vida da sua irmã não era nada perfeita.

O “Piloto” de Ringer foi escrito pela dupla Eric C. Charmello e Nicole Snyder. Ambos trabalharam juntos em Supernatural, outra série do canal CW. Confira o trailer abaixo:


Desde a sua estreia, há quatro anos, “Damages” conquistou a crítica com roteiros bem inteligentes e personagens fascinantes. Glenn Close, que andava meio esquecida na indústria do entretenimento, recuperou a sua carreira ao encarnar com autoridade e veemência a advogada implacável Patty Hewes. Após três temporadas, o cancelamento e a salvação por meio de um canal pago norte-americano, a série encabeçada por Glenn Close e Rose Bryne está de volta para mais uma história de conflito, segredos e surpresas.

Desde a morte de Tom Shayes, três anos se passaram e tanto Patty quanto Ellen (Bryne) seguiram caminhos diferentes em suas vidas – apesar de manterem um ou outro contato. Hewes está tentando sobreviver sozinha com a sua neta, Catherine, mas não consegue lidar com a solidão, o cansaço e o estresse do trabalho. Na outra via está Ellen, determinada a fugir da estagnação do seu novo emprego e lutando para conseguir um caso que possa valer a pena. É por meio disso que ela volta a se encontrar com um ex-amigo de escola, Chris Sanchez, um ex-fuzileiro que prestou serviços para a High Star, empresa contratada pelo governo americano para dar suporte à guerra no Afeganistão, e que está passando por problemas de readaptação por conta da última missão que participou.

É claro que Ellen sente falta daquela “emoção” de pegar um grande caso. A High Star é uma boa oportunidade para ela voltar a trabalhar da forma que aprendeu com Patty. Mesmo porque, apesar dela negar durante bastante tempo e, principalmente, condenar as ações de Hewes em relação à condução dos seus processos, Ellen sabe que no mundo atual cada um faz o que é necessário para conseguir vencer. Por isso que a sua pergunta à Patty Hewes ao final da terceira temporada soa de forma tão retórica: “valeu a pena?”. O governo americano não deseja renovar o contrato com a High Star e, no centro desta negociação, o Congresso acusa Howard Ericksson (John Goodman) sobre a maneira como a sua empresa atuou na Guerra.

Aliás, foi uma escolha acertada por parte dos criadores chamarem o ator John Goodman para interpretar um personagem que está diretamente ligado à guerra. Ele já fez isso quando trabalhou com os Irmãos Coen em “O Grande Lebowski” (1998). Walter Sobchak, seu personagem  no filme que virou um símbolo cult nos EUA, era judeu, jogador de boliche e lutou no Vietnã. Todas as suas ações são motivadas por métodos paranóicos que colocam, tanto ele quanto “The Dude”, em apuros durante o filme. Em “Damages” ele aparece com outros “chefões” que a série já apresentou nas últimas temporadas: alguém que, além das atrocidades que porventura tenha cometido, está tentando fazer o melhor para a sua empresa. Pelo menos, é nisso que eu quero acreditar.

Outros personagens que também foram processados como, por exemplo, Arthur Frobisher e Louis Tobin, eram “medalhões” que cometeram erros e que, acostumados com a impunidade, seguiram em frente sem pensar em consertá-los. No entanto, a partir do momento em que Patty Hewes esteve no encalço deles, de alguma forma era possível perceber que eles estavam tentando corrigir os seus erros (neste caso, pagando para aqueles que eles provocaram “danos”). É por isso que Howard desaprova os métodos de Jerry Boorman (Dylan Baker) que, como ele próprio diz, “está limpando a sujeira” deixada por Ericksson.

Se “Damages” apresenta esta relação entre os seus personagens, as tramas são ainda mais fáceis de perceber isso porque estão diretamente ligadas a casos que aconteceram de verdade. Na primeira temporada, a história apresentava um grupo de funcionários de uma empresa falida que lutavam para receberem indenização. Este caso teve como base um escândalo ocorrido em 2001 envolvendo a empresa de energia Enron. Localizada no Texas, ela foi acusada de fraudar os lucros da empresa ao longo de seis anos, foi processada por seus funcionários e depois pediu falência.

Já no segundo ano, a série apresentou a relação da indústria com problemas ambientais. E esta é uma referência a vários casos que ainda estão acontecendo, não somente nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. A história da terceira temporada girou em torno de um esquema aplicado por um empresário e filantropo com base no caso de Bernard Madoff, em 2009. Intitulada de “pirâmides financeiras”, o esquema se baseava em investimentos e promessas no centro de Wall Street. Movimentando mais de 50 bilhões de dólares, Madoff não poderia explicar como o dinheiro era investido, em que era investido e da onde ele saía para ser investido, já que a transação se baseava no investimento das pessoas que entravam na pirâmide – o que fazia o dinheiro render a partir do investimento que cada um fazia.

Nesta quarta temporada, a relação da empresa particular High Star está diretamente ligada à BlackWater e em suas atividades na Guerra do Iraque. Fundada em 1997, o seu objetivo era treinar ex-militares e civis para serviços de segurança. Ela foi contratada pelo governo americano sem passar por nenhuma licitação pública, recebendo recursos para atuar na segurança da Embaixada Americana no Iraque, proteção de diplomatas e também de instalações. Nos anos 2000, a partir de uma série de reportagens publicadas nos veículos de comunicação dos Estados Unidos, vários processos foram abertos contra a empresa acusada de 200 casos de corrupção, abuso de poder e um massacre de civis ocorrida na praça de Bagdá, que resultou na morte de 17 iraquianos mortos e outros 20 feridos.

No livro “BlackWater: The Rise of the World’s Most Powerful Mercenary Army”, publicado em 2007 pelo jornalista investigativo americano Jeremy Scahill, ele esmiúça ainda mais as práticas ilegais da BlackWater, a sua relação com o governo americano e em como ele se envolveu, além dos casos de corrupção n0s quais foi acusada. E é isso que o canal DirecTv, que salvou “Damages” do cancelamento, deseja que os roteiristas também façam: esmiuçar a história para ir cada vez mais fundo na complexidade deste jogo de poder que a série tratará ao longo desta quarta temporada.

“Damages” começou bem, mas ainda acredito que episódios com mais de cinquenta minutos os tornam extremamente cansativos e enfadonhos. Em um determinado momento, perto do seu final, os editores do capítulo deram uma acelerada na ação e no corte das cenas. Seria prudente se eles pensarem em fazer isso mais vezes para tentar criar um certo dinamismo para a história para não torná-la por demais arrastada. Este foi o mal que ocorreu com “Rubicon”, da AMC, e que praticamente provocou o seu cancelamento. Para este primeiro episódio faltou, sim, dinâmica. No entanto, a série esbanjou poder em seu roteiro e na composição dos personagens.

Agora é aguardar o que mais poderá vir por aí…


Foi divulgado nesta quinta-feira (14), os indicados para o “Oscar da TV”. Sim, é o Emmy Awards. Poucas foram as surpresas com relação às cerimônias anteriores, uma vez que novamente “Mad Men” está liderando com 19 indicações. E quem está competindo com a série da AMC é “Boardwalk Empire”, da HBO. O seriado se passa na Atlantic City nos anos 20 em meio à proibição e também nas vésperas da Crise de 29.

No entanto, a minha grande surpresa foi ver que “Friday Night Lights” havia ganhado uma indicação na categoria principal de Melhor Série Dramática. E alguns podem dizer que o Emmy está fazendo uma homenagem porque foi a última temporada do seriado da NBC, mas “Friday Night Lights” é um dos programas cuja qualidade a televisão aberta americana não conseguiu compreender – e até por isso ela passou a ser transmitida na DirecTv. É bom saber que um drama adolescente, de alta qualidade, foi indicado e está no meio de séries como “Boardwalk Empire”, “Mad Men”, “Game of Thrones”, “Dexter” e “The Good Wife”.

É bem verdade que o Emmy Awards pode repetir os vencedores do Globo de Ouro, que aconteceu no início deste ano. Se “Mad Men”, por exemplo, alcançou tantas indicações, é difícil saber se os votantes vão ainda prolongar por mais um ano as vitórias (merecidas) que conquistou. É esperar o dia 18 de setembro, quando finalmente conheceremos os vencedores do Emmy Awards 2011.

Confira os indicados:

Melhor série de drama
“Boardwalk empire”
“The good wife”
“Mad men”
“Friday night lights”
“Dexter”
“Game of thrones”

Melhor série de comédia
“Glee”
“Parks and recreation”
“The office”
“Modern family”
“30 rock”
“The big bang theory”

Melhor atriz em série de drama
Elizabeth Moss, por “Mad men”
Connie Britton, por “Friday night lights”
Mariska Hargitay, por “The killing”
Julianna Margulies , por “The good wife”
Kathy Bates, por “Harry’s law”

Melhor ator em série de drama
Steve Buscemi, por “Boardwalk empire”
Michael C. Hall, por “Dexter”
Kyle Chandler, por “Friday night lights”
Jon Hamm, por “Mad men”
Hugh Laurie, por “House”
Timothy Olyphant, por “Justified”

Melhor atriz em série de comédia
Laura Linney, por “The big C”
Edie Falco, por “Nurse Jackie”
Amy Poehler, por “Parks And Recreation”
Melissa McCarthy, por “Mike & Molly”
Martha Plimpton, por “Raising Hope”
Tina Fey, por “30 Rock”

Melhor ator em série de comédia
Matt LeBlanc por “Episodes”
Jim Parsons por “The Big Bang Theory”
Steve Carell por “The Office”
Johnny Galecki por “The Big Bang Theory”
Louis C.K. por “Louie”
Alec Baldwin por “30 Rock”

Melhor atriz coadjuvante em série de drama
Kelly Macdonald, por “Boardwalk empire”
Christina Hendricks, por “Mad men”
Michelle Forbes, por “The killing”
Archie Panjabi, por “The good wife”
Margo Martindale, por “Justified”
Christine Baranski, por “The good wife”

Melhor ator coadjuvante em série de drama

John Slattery, por “Mad men”
Andre Braugher, por “Men of certain age”
Walton Goggins, por “Justified”
Peter Dinklage, por “Game of thrones”
Josh Charles, por “The good wife”
Alan Cumming, por “The good wife”

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia
Jane Lynch por “Glee”
Betty White por “Hot in Cleveland”
Julie Bowen por “Modern family”
Kristen Wiig por “Saturday night live”
Jane Krakowski por “30 Rock”
Sofie vergara por “Modern family”

Melhor ator coadjuvante em série de comédia
Jon Cryer por “Two and a half men”
Chris Colfer por “Glee”
Jesse Tyler Ferguson por “Modern family”
Ed O’Neill por “Modern family”
Eric Stonestreet por “Modern family”
Ty Burrell por “Modern family”

Melhor minissérie ou filme para a TV
“Cinema verite”
“Downton abbey”
“The Kennedys”
“Mildred pierce”
“The pillars of the earth”
“Too big to fail”

Melhor atriz em série de minissérie ou filme de TV
Kate Winslet, por “Mildred pierce”
Elizabeth McGovern, por “Downton abbey”
Diane Lane, por “Cinema Verite”
Taraji P. Henson , por “Taken from me: The Tiffany Rubin story”
Jean Marsh, por “Upstairs downstairs”

Melhor ator em série de minissérie ou filme de TV
Greg Kinnear, por “The Kennedys”
Barry Pepper, por “The Kennedys”
Edgar Ramirez, por “Carlos”
William Hurt, por “Too big to fall”
Idris Elba, por “Luther”
Laurence Fishburne, por “Thurgood”

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