Até o momento, a HBO exibiu quatro episódios de “True Blood”. Ainda é pouco, considerando que muita coisa poderá acontecer e a série não chegou nem sequer na metade desta sua quarta temporada. Mesmo que alguns estejam duvidando da qualidade dos episódios até o momento – eu sou um deles – não tem como deixar de notar o quanto a história amadureceu. Ainda não havia escrito uma linha sequer sobre este quarto ano (muito por conta do meu computador, que esteve quebrado nas últimas semanas), mas estou realmente ansioso pelo que está por vir.
E digo isso porque, em primeiro plano, temos agora o envolvimento da “magia negra” na história. E isso já despertou preocupação em Bill Compton, o recém-nomeado Rei da Louisiana. E não poderia ser diferente. Se os vampiros conseguiram eliminar a preocupação que tinham quanto ao fato de terem que se alimentar de humanos, o surgimento do Tru Blood os ajudou neste quesito. Mas a magia negra representa uma outra preocupação porque ela tem a capacidade de controlá-los. E nenhum vampiro deseja ser controlado por alguma bruxa, não é mesmo?
Os episódios estão realmente lentos e não têm mostrado muita evolução, mas quem vem se destacando é o ator Alexander Skaarsgard. O intérprete de Eric Northman tentou cumprir a missão de Bill quanto ao fato de estarem praticando magia negra na região, mas o feitiço acabou fazendo com que ele se esquecesse quem ele realmente é. Eric sabe que é um vampiro mas, como todo lacaio, ainda não consegue entender o que é isso. Tem sido interessante e divertido acompanhar os desdobramentos desta história, principalmente pelo envolvimento de outros personagens (não pretendo soltar spoilers).
Por outro lado, “True Blood” também tem conseguido aproveitar o “show” televisivo provocado pelo vampiro Russell Edgington na última temporada. Os humanos reinvidicam e protestam a decisão de terem que conviver na mesma sociedade que os vampiros. E isso é óbvio. Afinal de contas, eles estão com medo e apavorados pelo descontrole provocado por um vampiro. Na realidade, os humanos talvez nunca quisessem que isto acontecesse. Quem deseja conviver com criaturas tão sombrias e famintas?
Mas não podemos nos esquecer da personagem principal desta história, isto é, o fio condutor de todas as tramas que são abordadas pela série. Ao entrar naquele mundo espiritual ao final do terceiro ano, Sookie achou que tinha passado apenas um dia na convivência de outros seres que são como ela (ao que parece, eles também estão em conflito). No entanto, no plano real, se passou um ano e todos de Bon Temps pensavam que ela estava morta – o que resulta nas mudanças bruscas e drásticas na cidade e na vida de alguns personagens.
Poucos episódios e, por conseguinte, pouca coisa foi mostrada. Mas ainda tenho boas expectativas de que “True Blood” possa realizar uma boa quarta temporada. A série está recheada de sub-tramas (como a trama de Jason Stackhouse e também os aprendizados de Jessica, agora que está vivendo com Hoyt, além destes três pretendentes que Sookie tem). Quatro episódios exibidos e, por enquanto, é esperar para saber o que Alan Ball está reservando para esta temporada.
Follow me on Twitter
