Séries em Foco

24 horas, Flashpoint, Reviews, Seriados, Séries em Foco 6 Comentários »

Estou começando a partir de hoje uma nova coluna aqui no Sob a Minha Lente: “Séries em Foco”. Como venho fazendo comentários sobre algumas séries desde o ano passado, sempre surgiu a necessidade de trazer mais resenhas. No entanto, não tenho espaço suficiente aqui no blog porque também preciso postar as críticas para os filmes que eu assisto no ano. Por essa razão, uma coluna com todos os comentários do que assisti na semana me parece muito mais prático. Ainda estamos engatinhando. Como nem todas as séries voltaram, farei breves comentários sobre os retornos de The Mentalist e Flashpoint, além estréia da segunda temporada de Damages e a sétima de 24 horas. Uma ressalva para a série comandada por Jack Bauer: como foram exibidos quatro episódios, entre domingo e segunda, resolvi colocar dois nesta coluna e o restante será publicado na próxima. A coluna será sempre postada aos domingos. Mas como essa semana teve o Globo de Ouro, tive que publicá-la na terça-feira.

The Mentalist 1×11 – Red John’s Friends: A série deixou de criar episódios isolados – como vinha fazendo, até então – e passou a ter um enquadramento mais voltado para Red John, o assassino da família de Patrick Jane e que o motivou a entrar para a polícia com o objetivo de fazer justiça. Dessa vez, Jane tem uma pista do seu assassino, mas para obter a informação ele precisa provar a inocência de Jared, que foi acusado de matar a sua amante. A sequência na qual Patrick mostra a maneira como Jared foi possivelmente incriminado é genial. No entanto, o episódio é completamente contrário ao que estava fazendo. Primeiro temos um caso de incesto que justifica a inocência de Jared e a culpa da sua mãe. Logo em seguida, vemos Red John atacando novamente. A sensação de Patrick Jane ao final da investigação: “eu errei de novo”.

Cotação: ★★★★½

Damages 2×01 – I Lied, Too: Damages está de volta! Um dos melhores dramas da temporada passada retorna para a sua segunda temporada, cheia de expectativas sobre o que poderemos ver. E neste episódio, vimos exatamente aquilo que já esperávamos. Ellen Parsons está realmente procurando vingança depois que foi contratada pelo FBI para investigar Patty Hewes. O lapso de tempo de 6 meses que a série procura demonstrar, faz com que o seu telespectador fique apreensivo por saber a identidade da pessoa que a Ellen está conversando, uma vez que a câmera está apenas focada nela. Isso gera um clima de suspense muito importante para o episódio e, obviamente, para a temporada. No entanto, gostei muito do personagem do William Hurt, Daniel. O caso intrigante parece girar em torno dele, principalmente depois do que houve com a sua esposa. Uma nova temporada, mas as mentiras continuam assim como os segredos. Mesmo possuindo uma narrativa arrastada, já era de se esperar que a série, neste primeiro momento, estivesse muito mais preocupada em situar os seus personagens para o público. E acredito que ela fez isso com bastante mérito, além de apresentar de maneira “secreta” aqueles que entraram.

Cotação: ★★★½☆

24 – Day 7: 08:00 am – 09:00 am: Jack Bauer está de volta! Tivemos uma pequena introdução desta 7ª temporada com o telefilme 24: Redemption. Agora, a história começou pra valer a partir do julgamento que ele está passando pelas torturas que cometeu quando ainda existia a CTU. Com ela extinta, ele precisa se explicar pelos métodos que utilizava. Enquanto isso, o FBI está seguindo a pista de uma organização terrorrista que tem o plano de invadir o sistema de Firewall do governo, sendo responsável por todo o controle de tráfego aéreo, questões de segurança, telecomunicações, sistema de esgoto. É uma história muito parecida com o que vimos no filme Duro de Matar 4.0. E Jack Bauer é chamado pelo FBI porque o terrorrista que está por trás disso tudo é Tony Almeida! Sim, ele está vivo! Não sei explicar como e ainda tenho duras críticas quanto a isso, mas esperemos alguma explicação mais adiante. Vale dizer que foi um bom episódio, bem ao estilo da série. É repetitivo? Sim, muito. Mas só de ver Jack Bauer em ação novamente, faz tudo valer a pena.

Cotação: ★★★☆☆

24 – Day 7: 09:00 am – 10:00 am: O segundo episódio da noite de 24 horas ainda foi melhor que o primeiro. A temporada realmente promete, principalmente o duelo entre Jack Bauer e Tony Almeida. Os dois já se encontraram e não sei até que ponto ele estará disposto a ir para arrancar do seu melhor amigo informações para impedir os ataques na cidade de Washington que, por sinal, tem como grande mentor Juma, o General acusado de genocídio em Sangala e que vimos no telefilme 24:Redemption. As referências com o filme não páram por aí, porque quem está na capital dos Estados Unidos para promover os ataques é o Coronel que teve o seu irmão morto por Jack Bauer quando ele estava em Sangala, ou seja, tudo está começando a fazer sentido. Além disso, vimos também o drama do marido da Presidente para encontrar a causa da morte do seu filho, que foi dada como suicídio. Enquanto isso, o governo americano tenta lidar com os problemas em Sangala e também com a iminência de um ataque terrorista. E a temporada mal começou…

Cotação: ★★★★☆

Flashpoint 2×01 – Eagle Two: Flashpoint também estreou a sua segunda temporada nesta semana que passou. E começou bem, com um bom episódio. O formato continua o mesmo, pelo menos na montagem dos fatos. Primeiro a série mostra parte do desfecho do caso e depois retrocede algumas horas para narrar como a história chegou até aquele ponto. E foi interessante porque, dessa vez, não foi um mero caso premeditado como nos episódios da temporada passada, mas sim, uma tentativa de vingança de um grupo de chilenos contra um magnata da mineração. Também é importante notar que a série mostrou um pouco da vida pessoal de Ed ao vermos a sua namorada e o “dia de encontro” que eles possuem para ficarem juntos. Normalmente não gosto dos finais meio românticos da série, mas até que funcionou para este episódio específico.

Cotação: ★★★☆☆


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24: Redemption

24 horas, Críticas, Reviews 3 Comentários »

Estou um pouco atrasado mas ainda em tempo de dizer: Jack Bauer is back! Mesmo não sendo uma estréia oficial, 24: Redemption marca o retorno do personagem de Kiefer Sutterland depois de dois anos afastado da televisão, devido à greve de roteiristas. Este telefilme, que são duas horas dentro do episódio, serve de prerrogativa para a história da sétima temporada que estreará no mês de Janeiro lá nos Estados Unidos, pelo canal FOX.

A história do telefilme se passa em Sangala, um país pobre que está em plenas transformações políticas e vive aterrorizada pelo medo que está sendo imposto por Juma. Ele e seus capangas estão recrutando crianças para se tornarem soldados e ajudarem na libertação do país do governo imperalista. Isso não quer dizer necessariamente que apenas os Estados Unidos possuem embaixadas no país, mas os americanos é a principal força pela qual Juma está tentando aniquilar, com o seu exército juvenil. No entanto, o comandante só está conseguindo montar este “grupo de rebeldes” graças a ajuda de Sr. Hodges (Jon Voight, que deve ser o vilão na sétima temporada). Ele é o responsável pelo financiamento de armas que Juma está tendo. O exército, entretanto, é por sua conta e por isso ele recruta as crianças com o intuito de transformá-las em soldados.

Este mesmo tema foi discutido no ano passado com o filme Diamantes de Sangue. Neste longa-metragem, o personagem interpretado por Djimon Hounson tem o seu filho raptado pelo exército de libertação e controlador da região de diamantes na busca pela riqueza com o intuito de gerar capital para financiar as armas. Durante o processo, vemos a maneira com a qual eles conseguem fazer uma lavagem cerebral nas cabeças dessas crianças que, sem perspectiva alguma, são obrigadas a aceitar o fato de que estão destinadas a proclamar o mal para a libertação do seu povo. As crianças se tornam irreconhecíveis e é impressionante o resultado que eles conseguem com isso. Eles realmente incorporam a causa, por serem mentes fáceis de serem manipuladas.

E é nesse meio que surge Jack Bauer, que se esconder dos seus crimes federais em Sangala na escola de um velho amigo. Jack, porém, está prestes a deixar o lugar porque decidiu não mais fugir do seu passado e daquilo que ele fez para salvar o país e salvar as pessoas que ele ama. Ele está pronto para encarar o seu futuro e responder pelos processos em Washington. Mas Jack não seria ele mesmo se simplesmente saísse de Sangala sem ao menos ser o herói, sem ao menos lutar por aquelas crianças e pelo futuro delas. Sabendo do que está acontecendo e do plano proposto por Juma de atacar a Embaixada Americana, Jack Bauer finalmente entra em ação e nos relembra o porquê de 24 horas ser uma série altamente viciante, nos tornando pessoas dependentes das ações e peripécias de Jack Bauer.

Assim, Jack segue a sua jornada juntamente com o seu amigo Carl Benton para levar as crianças até a embaixada. Mas é claro que no caminho eles encontrarão dificuldades e é exatamente neste percurso que 24 horas nos entrega o momento mais dramático deste episódio. Carl Benton, ao tentar proteger uma das crianças, acabando ficando refém de uma mina terrestre. Jack tenta achar um dispositivo que possa desligar o aparelho, mas eles não tinham tempo. Benton não pensa duas vezes e dá a sua vida em troca da liberdade das crianças que ele tanto protegeu e cuidou dentro de uma humilde escola, em um lugar tão desorientado e tomado pelo caos. Na verdade, a série sempre tem esses momentos para proporcionar aos seus fãs, tendo a dose perfeita entre a ação e o drama, elementos que moveram a série desde a sua estréia.

Enquanto tudo isso acontece em Sangala, em Washington, os Estados Unidos está passando por um momento de transição. A troca de presidentes e a entrada de Allison Taylor na Casa Branca, a primeira Presidente mulher da história do país norte-americano. Dentro dessa equipe de transição, as falcatruas e corrupção já estavam tomando forma antes mesmo dela fazer o juramente para assumir o cargo máximo da maior nação do mundo. Eis que Jon Voight tem um papel muito importante, uma vez que ele é quem articula o que constantemente é colocado pra “debaixo do tapete”.

No entanto, tantas coisas ainda serão respondidas quando a sétima temporada se iniciar como, por exemplo, aquelas informações que um dos amigos do filho da nova presidente havia copiado para o seu computador mas, logo em seguida, ele foi obrigado a apagá-los e a contar tudo o que sabia sobre o conteúdo do mesmo. É óbvio que continha informações valiosas sobre este financiamento armamentista para que Juma pudesse formalizar o seu exército a partir das armas entregadas para ele. Além disso, podem conter ainda outras informações que só iremos descobrir a partir do momento em que a temporada iniciar pra valer.

Mesmo assim, como foi bom finalmente ver algo que indique o caminho que a nova temporada irá tomar. Posso dizer que sou um fã confesso da série e nunca estive tão empolgado para chegar logo este momento. Pelo o que podemos perceber, temos realmente uma temporada promissora. Jack tendo que responder pelos seus crimes federais, a Presidente precisando contornar a situação em Sangala, além dos problemas internos e uma nova ameaça terrorista que ainda não sabemos qual será efetivamente. Enfim, 24 horas está de volta! Jack Bauer está de volta! E agora só nos resta esperar até janeiro para que finalmente possamos conhecer os eventos que marcarão esta tão aguardada sétima temporada.

Cotação: ★★★★☆

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Cartaz de “24 - Redemption” e da nova temporada

24 horas, Seriados Sem comentários »

24 Redemption vai ao ar nos Estados Unidos no dia 23 de Novembro (domingo) pelo canal FOX.

A nova temporada de 24 Horas estréia no dia 11 de Janeiro, com um episódio de duas horas, pelo canal americano FOX.

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A nova estratégia das emissoras

Opinião do Editor, Seriados 1 Comentário »

Por Vinícius Silva
Tema da Coluna do site OverSéries: http://www.overseries.com/colunas

Impressionante como as emissoras estão correndo para estrear as novas séries em terras brasileiras. A Warner já comprou “Californication”, “Gossip Girl”, “Cane” e tantos outros programas para a sua nova grade que começa no mês de Novembro. A Sony também não ficou atrás e anunciou a tão esperada estréia de “Ugly Betty”. O Universal Channel já confirmou a volta de “House” para o próximo mês e de “Heroes” para Janeiro. Enfim, medo da internet, ou apenas a apropriação de um novo modelo?

Eu poderia ficar aqui citando as séries recém compradas pelas emissoras, mas o meu intuito não é esse. Isso vocês podem pesquisar na internet e achar a lista da nova programação dos canais fechados brasileiros, eu estaria perdendo meu tempo listando elas aqui. De qualquer forma, a Internet pode ter “contribuído” para que os canais brasileiros tenham feito essa nova estratégia: antecipar o quanto antes a estréia, ou reestréia, das principais séries que passam lá fora. O público tem crescido cada vez mais e os seriados americanos têm alcançado popularidade outrora nunca vista. Isso é tão evidente, que grandes atrizes do cinema estão migrando para as séries. É o caso de Glenn Close, protagonista da ótima “Damages”. Mas isso também nos leva a um outro questionamento: será que atrizes, como Glenn Close, ainda teriam espaço no Cinema?

A cada novo ano as emissoras americanas lançam o seu pacote para a fall season e a mid season. E esses pacotes têm crescido bastante. Claro que algumas não tem vida longa vide, por exemplo, “Day Break”, “Heist”, entre outras. Mesmo grande parte sendo cancelada prematuramente, as séries vem conquistando um espaço cada vez maior dentro da programação de emissoras americanas e também brasileiras, tanto nos canais fechados quanto nos canais abertos.

A Record e o SBT são as que mais investem. Os telespectadores ainda preferem acompanhar pelos canais fechados, por conta da dublagem que é proporcionada nos canais abertos. O único que mantém tal formato doentio é a FOX. A dublagem estraga qualquer tipo de obra cinematográfica - e estou considerando, nesse momento, as séries como produções de mesmo gênero. Apesar do número crescente de cópias dubladas que estão sendo investidas pelas grandes produtoras e distruibuidoras, os telespectadores ainda preferem as legendas. Graças a Deus! Acredito que o povo brasileiro está ficando cada vez mais preguiçoso, mas o fato é que também existe o público que prefira o formato dublado. Vai entender!

A Internet tem proporcionado tanto essa “comercialização”, que ajuda na propagação dos seriados entre as pessoas – há quem discuta isso. Sendo a favor ou contra, não resta dúvida de que a grande rede ajuda, em alguns casos, no aumento da audiência. A Warner acreditou na idéia que é feita nos Estados Unidos de, logo depois da exibição, os episódios são disponibilizados para serem baixados ou assistidos. Isso aconteceu, aqui no Brasil, com “Studio 60”, sendo exibido a season premiere na Internet.

Para as emissoras brasileiras ainda falta muito. Agradar o grande público é sempre muito difícil, mas elas vem tentando. Faço uma ressalva só para a FOX, que a cada dia que passa, cai no meu conceito. Warner, Universal e Sony tem lançado boas estratégias para não fazer da espera de acompanhar uma determinada série por aqui, tão longa. Demorou pra entender que a Internet é uma aliada, mas a esperança é a última que morre.

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