Swingtown 1×07 - Heatwave
Reviews, Swingtown 30 de julho de 2008Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers
Título: Heatwave
Temporada: 01
Episódio: 07
Data de Exibição: 17/07/2008
Emissora: CBS
Desde o episódio passado, Swingtown começava a ensaiar uma certa turbulência nos casais principais, colocando em questão que existem conseqüências para se ter um relacionamento aberto. É importante enfatizar isso para que a série não perca a sua verossimilhança com a realidade, já que ela está tentando também mostrar as diferenças que a época começava a impôr.
O casal Trina e Tom, por exemplo, que sempre demonstravam um certo controle sobre o relacionamento que eles mantinham, começou a dar uma balançada. Depois que Tom aceitou o trabalho do Japão, o que Trina temia está acontecendo: a distância entre eles está acabando com as regras que eles criaram para fazer o casamento dá certo. Primeiro foi um ex-namorado de Trina quem apareceu na série provocando ciúmes em Tom, algo que os telespectadores ainda não tinha visto. Dessa vez foi Tom quem escorregou e provocou em Trina uma certa desconfiança sobre as próprias regras que existem entre eles.
A mesma coisa tem acontecido com Bruce e Susan. Já faz um tempo que Susan tem tentado experimentar novas coisas, mudando o seu comportamento em relação às várias questões. Do outro lado, Bruce tem mantido uma relação cada vez mais próxima com Melinda (já se tornando até o seu mentor), novata na bolsa de valores onde ele trabalha. Além disso, Susan e Roger (esposo de Janet) formalizou algo que já estava sendo trabalho em episódios passados. Os dois se aproximaram ainda mais e é uma questão de tempo para que aconteça alguma coisa entre eles.
É importante observar que Swingtown vem comprovando o que comentei na época em que o Pilot foi exibido. Esta é uma série que, no primeiro momento, pode não agradar. Mas ela começa a crescer aos poucos e vem demonstrando potencial para isso. Por mais que seja uma história difícil de transpôr para um gênero que é baseado em episódios, Swingtown tem alternado as suas histórias, apesar de oscilar como qualquer outro seriado. O caminho é esse: ser mais realista e continuar investindo nas transformações que a década propicia para estes personagens.
















31 de julho de 2008 as 10:55
Vinícius, gostei muito do último parágrafo do seu texto. Às vezes, nós, como espectadores, precisamos dar tempo para que a série se desenvolva de forma correta. Não precisamos ser ansiosos e querer ver algo interessante logo de cara. Esta lição também vale para as emissoras de TV, que cancelam séries boas antes do tempo por justamente não ter paciência de ver a trama se desenvolvendo no seu próprio tempo.
31 de julho de 2008 as 13:57
Verdade, Kamila. Às vezes também as séries não têm o tempo que elas necessitam. As emissoras perdem a paciência com muita facilidade. Mas tem que dar um tempo mesmo. Não se pode tirar conclusões precipitadas sobre um primeiro episódio. Existem muitos pilots que não bons, mas que a série ao longo da temporada vai demonstrando que tem uma história interessante e que tem potencial para crescer.
Acho que esse é detalhe em Swingtown. Uma série com um tema muito difícil de colocar na forma de episódios, mas que aos poucos vai dando forma à sua história e aos plots da temporada. Enfim, tem que ter calma mesmo.
3 de agosto de 2008 as 0:23
Cara, tem gente dando nota 5 ou 7 prá Swingtown! Como é que pode? Tudo bem que não tem grandes dramas e ações, mas eu curto a cada episódio. E o clima dos 70 é perfeito - remete inclusive às séries daquela época.
O mesmo descrédito acontece com Flashpoint. Não dá prá entender os americanos. Deram nota 9 prá Fringe, que é previsível e renovaram In Plain Sight, que é bem fraquinha. Vá entender!
3 de agosto de 2008 as 12:10
Tem muita gente falando mal, Silvia. Mas é o que eu disse no meu artigo do episódio Pilot: esta é uma série que vai criando histórias e o clímax aos poucos. É dificil assistir um episódio e já colocá-lo como ruim ou algo do gênero. É preciso continuar vendo, porque ela vai criando fôlego aos poucos e vai ficando ainda mais interessante.
Tem que ter paciência. E isto é, infelizmente, algo que poucas pessoas têm, principalmente a imprensa.