Séries Em Foco - Parte II
By Vinícius Silva. Filed in 90210, Dollhouse, Flashpoint, Reviews, Skins, Séries em Foco |Segunda parte da coluna e vou tomar este espaço apenas para fazer duas ressalvas: a primeira, o crossover de Private Practice está expresso no episódio “Acceptance” (2×15) e concluirei o mesmo na coluna da semana que vem, assim que eu ver também o capítulo de Grey’s Anatomy. Pensei em colocar tudo na mesma edição, mas não gostei do resultado porque pode criar alguma confusão para quem está lendo. Por essa razão, preferi dividir. Segundo, tem a estréia nesta coluna da série Dollhouse, criação de Joss Whedon (Buffy). Recheada de muita expectativa, é bom os fãs e sériemaníacos irem com um pouco mais de calma e ter paciência com o programa. A história não é lá muito confusa, mas a maneira como eles fizeram foi que complicou um pouco. No mais, tenham uma boa leitura!
1×01 – Ghost: Criada por Joss Whedon (Buffy), Dollhouse vem sido apontada como uma das promessas do canal FOX para este ano. Aqui, a série explora um programa chamado Dollhouse que cria diversas personalidades em um ser humano. Dessa maneira, conhecemos Echo/Caroline. Para que tudo as coisas funcionem, as memórias destas pessoas que estão inseridas no programa são completamente deletadas, criando espaço para que uma outra memória seja adicionada. Dessa maneira, eles conseguem resolver muitos crimes criando situações memoriais que possam se conectar ao caso. Foi assim que Echo conseguiu resolver o sequestro de uma garotinha a partir das lembranças de um outro alguém que também passou por aquilo quando era menor e, depois de algum tempo convivendo com o trauma, se suicidou. Além disso, existe um detetive que investiga este programa e não sei até que ponto ele possui ligação com Caroline, o nome que Echo possuía antes de entrar para o Dollhouse. O episódio foi bom, mas confesso que esperava muito mais da série. Claro, teremos que dar um pouco mais de tempo e ser paciente até ela nos situar. Por isso fico no aguardo dos próximos capítulos para tirar uma conclusão melhor.





3×04 – Pandora: Se Skins porventura não tivesse esse foco de em cada episódio mostrar um personagem, provavelmente nunca conheceríamos de verdade a personalidade de Pandora. “Panda”, como ela é chamada pela mãe, é uma garota que tenta se sobressair e agradar sempre as suas amigas, Effy em particular. A sua maneira introspectiva de ser vem também da sua mãe, que se mostra uma pessoa bastante correta e dura mas, por outro lado, é uma mulher que faz sexo com o vizinho e ainda grava as cenas. Contudo, além de ter sido um episódio focado em Pandora, o que vimos também foi uma outra face de Effy. Estamos acostumados a vê-la sempre séria, como se ela fosse a dona da situação. No entanto, aqui ela despe-se desta segurança dando lugar a uma pessoa sensível, com sentimentos e arrasada pela recente separação dos pais. O episódio foi muito cuidadoso desta vez, diferentemente dos excessos que foram características dos anteriores. Até o próprio Cook se mostrou fora dos padrões que vinha atuando.





2×04 – Between Heartbeats: Flashpoint voltou a empolgar com este excelente episodio. Bastante intenso e muito mais dramático que os anteriores, o caso aqui remeteu ao primeiro episódio da primeira temporada, quando Ed Lane teve que assassinar um homem para defender a vítima que ele estava ameaçando. A história voltou à tona e o seu filho quer vingança. Assim, a equipe fica completamente desorientada por se tratar de um caso completamente diferente daquilo que eles estão acostumados. Afinal, tudo fica mais díficil quando as coisas fogem para o lado pessoal. E neste episódio não foi diferente. Ed Lane viu Jules ser baleada por sua “culpa”, mas ele estava com as mãos atadas. Ao mesmo tempo em que precisava se preocupar em solucionar toda aquela situação, ele também tinha que assegurar que a sua família estava bem. E esse episódio serve para redefinir um pouco a série, fugir mais do casual e se transformar em algo mais perturbador, com mais suspense. Between Hearhbeats soube mesclar muito bem estes dois elementos em contraste com a dor e a vingança de um filho que não tinha nada a perder.





2×14 – The Good Wound: A pergunta de Felicia no último ato do episódio procede: “Sarah, até que ponto do que você me contou é verdade?” E confesso que eu me fiz o mesmo questionamento ao adentrar nas lembranças de Sarah que vieram com a bala alojada na sua perna, uma vez que este capítulo começou exatamente do ponto onde terminou o anterior e quando a série entrou em recesso. Não sei até onde Reese (“tio” de John) pode ser considerado como o seu pai, porque a história realmente mudou e agora tudo é possível. No mais, o episódio foi bastante morno. Apenas a sequência em que Weaver mata todos os trabalhadores do armazém de colton e o explode, dando a chance do espectador ver a sua verdadeira forma que, segundo pesquisas de John Henry, é completamente diferente do metal que é produzido com o colton. Aliás, o episódio seguiu até de maneira irônica. Ao dar muita liberdade a John Henry de usar a internet, ele acabou descobrindo coisas que não deveria. É o problema de você subestimar demais alguém.





3×05 – Life Support: Juro, se os roteiristas tivessem coragem de matar Nicole neste episódio, eu simplesmente pararia de ver a série. Seria demais ver uma personagem tão importante para as respostas que este programa necessita, uma vez que ele já foi cancelado e não teremos uma nova temporada, ser morta de uma hora para outroa. Principalmente porque Kyle teria muito bem condições de salvá-la e isso foi algo que me irritou profundamente neste capítulo. Ele sempre faz coisas inacreditáveis, mas será que desprender Nicole do carro que sofrera acidente era tão difícil assim? E colocar uma pessoa grávida no meio desta trama para que Kyle tivesse o trabalho de fazer o parto realmente poderia fazer com que o estado de Nicole agravasse se ele não tivesse simplesmente salvado a sua “mãe” primeiro? Foi irritante tudo isso. E agora ele está novamente ligado à Latnok depois que Michael deu a fórmula de Adam Baylin para salvar Nicole. Esta é outra Companhia que precisa ser muito bem explicada, assim como tudo que a série procurou questionar até o momento. Só restam mais cinco episódios, vale ressaltar.





1×16 – Of Heartbreaks and Hotels: Dia dos Namorados! Valentine’s Day! Normalmente, os casais sempre esperam chegar está data apenas com a idéia de fazer algo perfeito. Mas é engraçado como sempre acontece algo de ruim nesta data. Parece que as pessoas se programam tanto que acabam se esquecendo que um namoro não é feito apenas por um dia, mas de todos os dias que você passa com o seu parceiro. Aqui em 90210 não poderia ser diferente. Alguns passaram sozinhos e sonhando em encontrar alguém; outros tiveram uma noite maravilhosa ao lado da pessoa que gostariam; casais que estavam se consolidando brigaram exatamente no Dia dos Namorados e agora possui um futuro incerto no relacionamento; alguns resolveram se entregar a um determinado amor mesmo sabendo das responsabilidades que poderão vir com ele. Os dramas estiveram bem desenvolvidos, apesar de eu não gostar desta caracterização que deram para Rhonda. Aliás, é impressionante como a Aimee Teegarden, em apenas algumas cenas, consegue ser muito mais convincente que a principal, Shenae Grimes. Mas isso não é nenhuma novidade.





2×15 – Acceptance: Episódio daqueles de fazer qualquer ser humano se emocionar. Com o crossover entre Private Practice e Grey’s Anatomy – que eu não assisto, infelizmente – este capítulo tomou dimensões muito maiores e acabou me conquistando com a outra trama paralela à principal. O que se passa na cabeça de um pai e uma mãe ao abandonar a sua filha? Simplesmente por não terem mais dinheiro para pagar a sua operação no joelho? Porque ela está dando muita despesa? Um filho deveria ser muito mais importante do que estes meros percalços e, quando você decide ser pai, tem que estar pronto para passar por cima de tudo isso. A cena em que Cooper fala com Peggy que ela está indo para uma Casa de Auxílios às Crianças Abandonadas pelos Pais, é simplesmente emocionante e toca qualquer um, principalmente na maneira como ela fala que gostaria apenas de ir para casa. Do outro lado, estava o problema médico que envolvia Archer. Eu ainda não tinha parado para pensar que havia um motivo por trás dele querer ficar perto da sua irmã. Ele já sabia que estava perto de morrer e por isso resolveu compensá-la. E o episódio seguinte é exatamente o crossover entre as duas séries, já que Archer foi transferido para o Seattle Grace.








terça-feira, fevereiro 17th 2009 at 18:31 |
Private practice - o início do crossover foi promissor, principalmente pelo recurso de começar com a ligação de Addison para Derek, e depois mostrar como chegamos lá. Porém mesmo com essa trama principal sólida, a secundária não ficou por menos, Cooper e Violet mostram a cada episódio porque são não só os meus prediletos, como os de muitos outros fãs da série.