Séries Em Foco - Parte II
By Vinícius Silva. Filed in Dollhouse, Flashpoint, Reviews, Skins, Séries em Foco |Mais uma coluna Séries Em Foco. Com um certo atraso, é verdade. A falta de tempo foi crucial para que ela não tivesse um determinado espaço de publicação por aqui no blog. Mas isso não vem ao caso. Nesta segunda parte, tem as resenhas de Skins apresentando o penúltimo episódio da temporada, além das séries que vocês já estão acostumados. A única novidade se chama Kings, um épico maravilhoso e encantador. Se você gosta de Damages, reviravoltas e tramas políticas, vale a pena assistir a esta série idealizada por Michael Green. Mal estou publicando o Séries Em Foco – Parte II e já preciso correr para editar a primeira que irá ao ar no domingo. Então, boa leitura!
3×09 – Katie and Emily: A relação entre as gêmeas sempre foi conturbada. A mais velha, Katie, tem um jeito diferente de demonstrar o seu amor pela mais nova. Controladora e superprotetora, Emily tem vida própria e demora a perceber que ela precisa se sair da “sombra” aparente que Katie acredita que ela está porque, na realidade, “Em” é uma garota muito mais independente que a sua irmã. A primeira coisa que ela faz é afirmar perante à sua familia ser gay e que está apaixonada por Naomi. Ao contrário de Emily, ela ainda não se decidiu se gosta de homens ou de mulheres, mas sabe ambas possuem uma atração diferente e que isso pode ser o bastante para consolidar o amor entre as duas. Foi a primeira vez, inclusive, que vejo Skins se entregando a um romantismo tão escancarado no final de um episódio, com direito a coração e tudo tomando conta da tela. Talvez a relação entre as gêmeas possa melhorar com as verdades que Emily contou. E é claro, o próprio romance entre Emily e Naomi pode, agora, acontecer de maneira espontanêa e verdadeira, uma vez que elas já assumiram que se gostam no baile da escola. O próximo episódio é o final da temporada. E estou ansioso para saber como ela irá terminar.





1×07 – The Best Policy: O aparecimento de um antigo amigo de Cal Lightman, quase que o atrapalhou no seu julgamento e na conclusão de um dos casos deste episódio. Investigando a fórmula de um medicamento chamado Priox, ele sabia que o mesmo estava causando derrames em muitas pessoas. Porém, ele tinha em mente também que a culpa não era exatamente do seu amigo Jeffrey, mas de Vandeman, mulher com quem ele estava tendo um caso. Se não tem como descobrir por meio das feições faciais, nessas horas é preciso utilizar outras maneiras de se chegar até a verdade. E pela segunda semana seguida, o caso envolvendo a Gillian também mostrou uma eficiência muito grande dentro do episódio. Libertar duas pessoas do domínio de terroristas iemenenses foi uma tarefa árdua, principalmente porque um deles era uma espiã que conhecia todos os endereços da CIA no Oriente Médio. Enfim, Lie To Me tem conseguido até empolgar em alguns momentos, deixando de lado aquele romantismo que era expressado em determinados casos, principalmente quando ela utiliza deste argumento para finalizar os episódios.





2×19 – Last Voyage of Jimmy Carter (2): Josh Friedman ainda vem se utilizando de todo um conceito filosófico, que ficou muito em evidências nestes últimos episódios. Mas as explicações no lapso de tempo entre o presente e o ano de 2027 tem sido bem organizadas, uma vez que passamos a conhecer um lado da Jesse e de grande parte da Resistência. John Connor, sendo um líder, obviamente pode ser amado ou odiado. Nem sempre as suas decisões podem ser vistas como as mais certas. O segredo que estava guardado dentro da caixa, por exemplo, poderia ter evitado este conflito se John tivesse a oportunidade de conversar com o metal. Mas a curiosidade da tripulação do Jimmy Carter – motivo que levou a ser afundado em seguida – foi muito maior e todos acabaram pagando por isso. Fico a me perguntar se a Weaver tem alguma relação com aquele metal que saiu de dentro da caixa, porque me parece que tem. De qualquer maneira, uma coisa certa: Josh Friedman desconsidera completamente o terceiro filme da série, mantendo a sua estória entre o primeiro e o segundo longas-metragens.





1×06 – Man On The Street: Joss Whedon cumpriu a sua promessa. Ele pediu que esperássemos até o sexton episódio para nos situarmos na série. E foi verdade. Com depoimentos gravados na volta dos comerciais de pessoas que acreditavam que a operação Dollhouse existia em todo lugar por darem fantasia às pessoas, Paul Ballard esteve muito próximo de descobrir a verdade. Porém, DeWitt mostrou ser uma pessoa muito mais inteligente do que se pensava e também controladora. A verdade sobre Millie, a vizinha de Paul, também sempre foi uma incógnita para mim. Pois bem, neste capítulo vimos a sua verdadeira identidade. Ela também é uma “doll”, que está ali para ficar de olho nas investigações do, agora, Ex-Agente Paul Ballard. No entanto, Echo ainda continua muito “sombria”. Pelo o que parece, ela está mesmo nutrindo as informações que são implantadas em seu cérebro, mais ou menos o que Alpha fez. Se Dollhouse pelo menos mantiver o ritmo deste episódio, tem tudo para fechar bem a temporada. Tramas isoladas podem até funcionar em alguns casos, mas aqui não se justifica quando eles possuem algo a ser desenvolvido. Espero que eles continuem com isso.





1×06 – Promises, Promises: Parece que Trust Me perdeu um pouco o foco depois do caso envolvendo a Arc Mobile mas, ainda assim, soube apresentar um episódio interessante. A publicidade, como qualquer outra profissão, exige também um pouco mais de trabalho quando se quer ganhar alguma conta. Pois bem, a candidatura das Olímpiadas em Chicago foi o grande tema neste capítulo mas, envolto a isso, estava o relacionamento entre Mason e Erin. O casamento estava frio, Mason trabalhando demais e ela se sentindo carente. Eles iriam aproveitar o fim de semana juntos e longe de toda essa confusão, mas eis que surge esta campanha para Chicago 2016. Ele tentou conciliar as duas coisas. E ela tentou compreender isso. Mas chega uma hora que cansa. E ela se cansou. O pior de tudo foi que, na hora do deadline, nada daquele esforço de trabalhar o fim de semana adiantou. Tom tinha a sua própria campanha, a sua própria ideia. Foi o que Mason precisava para saber quais eram as suas prioridades e para também dar valor a certas coisas que possuem muito mais significados do que outras.





2×07 – Clean Hands: Que tipo de justiça é esta que protege os assassinos e culpam aqueles que tiveram que aprender com a perda de um ente querido, uma filha ou um irmão? Foi um episódio bastante interessante em Flashpoint. Exigindo medidas desesperadas, um pai que teve sua filha assassinada por um maníaco, não perdeu tempo ao saber que ele estava sendo transportado para uma prisão psíquiatrica. Seu objetivo: fazer vingança. Assim como ele, a Agente Sampler do FBI, também sofreu com a mesma perda e estava em busca da mesma coisa. Mas abre uma discussão importante: até que ponto a equipe URE tem que ir para proteger estas pessoas. Estava claro o sentimento de cada um, principalmente de Wordy. Mas eles precisam fazer o seu trabalho, mesmo sabendo que estavam dando proteção para um serial killer que merecia morrer para que a justiça fosse feita de verdade. O que irrita no sistema é exatamente esta proteção que ele dá, por isso as medidas se tornaram desesperadas. Mas também nem consigo imaginar a dor que um pai sente ao perder a sua única filha.





1×01/02 – Goliath/Prosperity: Em pouco mais de uma hora de episódio, Michael Green (criador e roteiristas destes dois capítulos) construiu em Kings uma trama política, dramática e contemporânea com ares de Idade Média. É isso mesmo que você está lendo. Na reconstrução da capital Shiloh, o Rei Silas se orgulha de ter encontrado a paz que o seu povo precisava para crescer. Dois anos se passam, e o país está novamente em Guerra. No conflito, surge a bravura de David Shepherd, um mero mecânico que virou soldado por influência do seu pai, que morreu lutando para a cidade ser reconstruída. A vida de David muda dentro da Guerra após ele salvar o filho do Rei Silas, que havia sido capturado pelos inimigos. Com isso, ele se torna herói nacional e é nomeado o novo Capitão do Exército, exercendo uma atividade mais executiva e administrativa. Mas a trama política de Kings vai além de um mero conflito como este. Ela está impregnada nas ações do Rei, na relação entre Igreja e Estado e nas tentativas fracassadas de fazer as coisas darem certo. A morte do irmão de David se torna um divisor de águas, uma vez que a paz não agrada os executivos que bancam o Reino. Para isso, a Guerra recomeça. Mas com ela, também a bravura de David em interromper o conflito. Os aspectos da Idade Média está na corte, assim como nas mentiras contada pelo Rei e também pelos seus segredos. Há quem diga que Kings é a Damages da tevê aberta. Eu vou mais longe: Kings mais parece um épico grandioso, recheado de reviravoltas e de atuações brilhantes, tendo no front um homem chamado Michael Green, capaz de criar algo tão magnífico quanto à própria originalidade das suas tramas.








sexta-feira, março 27th 2009 at 14:24 |
Eu disse isso várias vezes, mesmo antes de ter assistido. O que Ian McShane perde para Glenn Close? Em nada. E a dinâmica em relação ao poder, tudo isso lembra realmente Damages. O elenco é sensacional: Chris Egan é ótimo, me faz lembrar do Heath Ledger, a atriz que faz a filha do rei é linda e o Sebastian Stan em uma cena, em um diálogo com o McShane já demonstrou que pode detonar! Sem falar que a série trará a volta do Macaulay Culkin, possivelmente como o sobrinho do rei que foi banido da corte. Então, o potencial é muito grande. É uma série muito mais fácil de se acompanhar do que Damages, mas a trama talvez seja ainda mais rica.
Michael Green é sensacional.
Com certeza fará sucesso nas premiações, com indicações para Melhor Série Dramática, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, enfim…
E a quem diz que a série é previsível (algo de que eu discordo, vide a cena em que ele confessa ter se rendido na frente do tanque Goliath), convenhamos… estamos falando na que talvez seja a história bíblica mais conhecida que existe!
Falando nisso, nas cenas em que explora a fé e a religião, Kings faz lembrar algumas cenas sensacionais de Battlestar Galactica.
Pena a audiência não ter decolado ainda, afinal, muita gente está se baseando nela para afirmar que não vale a pena assistir a série. Acho que o exemplo de Friday Night Lights está aí - uma série sensacional com números sofríveis de audiência mas duas temporadas garantidas!
Imperdível.
sexta-feira, março 27th 2009 at 16:56 |
@Lili
É uma coisa irritante isso, sabia? Vi muitos blogueiros falando que as tramas eram previsíveis, do plebeu se tornando rei e ficando com a filha do Rei, do filho incompreendido e que tentará se erguer ao poder, enfim…
Mas eu pergunto: qual a série hoje que não possui estes elementos? Talvez LOST ainda preserve muito o misterio, mas é completamente diferente. Por isso que até evito ler certos comentários, porque sei que vou me irritar.
E o Chris Egan lembra muito o Heath Ledger. Nossa, lembra demais. O Ian McShane está ótimo, excelente ator. Enfim, adorei a série. Vou continuar assistindo, obviamente.