Séries Em Foco - Parte I

By Vinícius Silva. Filed in 24 horas, Reviews, Skins, Séries em Foco  |  
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Mais uma coluna Séries Em Foco, agora sendo publicada no dia correto – pelo menos, esta primeira parte. A novidade desta semana ficou por conta da finale de Skins, que foi muito aquém daquilo que a série poderia produzir e até mesmo do que normalmente esperamos de um programa que consegue ser tão surpreendente. Tem os retornos de Private Practice e United States of Tara, além das séries que vocês já estão acostumados. Boa leitura!

Day 7: 10:00 pm – 11:00 pm: Que episódio maravilhoso, não? Sem muitas delongas, Jack perseguiu a operação Starkwood que lhe levou até o Porto de Alexandria, onde Jonas Hodges e sua equipe estava esperando uma carga de armas biológicas para ser transportada. Com o auxílio de Tony Almeida – o que ele esteve fazendo nas últimas duas horas? -, Jack conseguiu, por um momento, recuperar os cilindros, mas logo foi atacado pelos hostis e não teve como dar seguimento à sua operação. Aliás, esta trama tem sido também muito boa, apesar de todo o clichê da série. Na Casa Branca, Ethan Kanin pediu demissão por conta do vazamento da informação de que ele havia solto Jack Bauer, principalmente porque o FBI acreditou que ele havia matado o Senador Mayer. No entanto, Olivia Taylor (filha da presidente) tem sido a grande responsável por isso, colocando a culpa em Kanin e exonerando a sua mãe, sem o consentimento dela, dos fatos que aconteceram. É uma boa tática, mas as decisões foram tomadas em equipe. Se um erra, erram todos. Com uma boa dose de ação na metade pro fim, o episódio terminou de maneira solitária e já criando uma grande expectativa para o próximo.

Cotação: ★★★★☆


3×10 – Finale: O que posso dizer? Pensei que teríamos um final melhor. Mas também estaria pedindo demais, uma vez que esta temporada não manteve a qualidade das anteriores. Alguns episódios isolados nos fizeram acreditar que Skins ainda continuava sendo a mesma em meio a tantas mudanças. De qualquer maneira, a temporada terminou como começou: todos disputando a Effy. Freds, Cook e JJ, lutaram para conquistar o coração da garota. Ela, por outro lado, nunca conseguiu se decidir entre Cook e Freds. Nestas duas opções, ela poderia escolher entre a diversão e a paixão, respectivamente. Pelo jeito, Effy está querendo se apaixonar e talvez por isto tenha dito que amava o Freds. De qualquer maneira, o episódio também deu a oportunidade para o espectador conhecer o pai de Cook. “Tal pai, tal filho”. É um ditado que cabe neste contexto. Cook estava ainda mais se degradando ao ficar do lado do pai. O mais importante em meio a isso tudo é que os três amigos que começaram a temporada, mesmo com tantas reviravoltas, parecem aos poucos se entenderem e retomarem a amizade que tinham antes. É isso! Nos vemos na próxima temporada.

Cotação: ★★½☆☆


2×17 – Chuck vs The Predator: A série está cada vez melhor com a trama envolvendo o criador do Intersect e a possibilidade de Chuck poder se livrar deste programa de computador e voltar a ter uma vida normal. Esse fato fez com que a General Beckman saísse do computador e fizesse uma pequena visita. Obviamente, ela não está de acordo com a idéia de Chuck ter encontrado Orion e do plano em se livrar do Intersect. Muitos casos vem sendo resolvidos, inclusive a guerra entre a CIA e a FULCRUM tem sido a seu favor por conta deste programa. Além disso, se a “morte” de Orion trouxe uma certa paz para a General, mal ela sabe que ainda existem possibilidades de Chuck se livrar do Intersect. Tudo isso fez com que a série saísse dos episódios isolados e se transformando em algo serializado, possuindo uma trama muito interessante até o final da temporada. Chuck pode não ser um seriado genial, mas é inegável dizer o quanto ele é divertido e sem compromisso.

Cotação: ★★★½☆


2×12 – Look What I Dug Up This Time: É muita reviravolta para uma temporada só. Se alguém pensou que o caso de Christine Purcell já estava resolvido, se enganou profundamente. Aliás, nesta série ainda não tem nada solucionado. Como eu suspeitava no início, foi mesmo Daniel Purcell quem tentou matar a sua esposa. É bem verdade que ele não conseguiu. Porém, Walter Kendrick terminou o trabalho. Daniel passou a viver com esta culpa até o momento em que não conseguiu mais mentir para si mesmo e, principalmente, para a sua filha. Ajudou Patty Hewes a solucionar os códigos de energia que eram transformados em apagões para aumentar o lucro de Kendrick e, depois, resolveu se entregar. Além disso, a trama principal também já está ganhando muito mais força. Como este foi o penúltimo episódio, vimos o motivo que levou à demissão de Tom Shayes. Apesar de já estarmos no final da temporada, ainda tem muita coisa para acontecer e de sermos surpreendidos com o que vem por aí. É só esperar até a semana que vem.

Cotação: ★★★★☆


1×17 – Carnelian Inc. Apesar de todo o óbvio que cercou este episódio, ainda acredito que The Mentalist continua sendo bastante regular nesta temporada. Normalmente, a obviedade é uma características de séries como esta, mas o importante aqui está em saber lidar com isso. O roteiro escrito por Bruno Heller, tratou do caso de uma empresa chamada Carnelian comandada por Randall Faulk. No entanto, um anônimo chamado Joe Public estava querendo vazar os “podres” da Carnelian, matando pessoas da equipe. Ao tentar apontar um dos culpados, mesmo Jane já deduzindo que ele não era, a série perdeu um certo tempo colocando um espectador em dúvida quando, na realidade, só existia uma possibilidade: o Joe Public era exatamente um dos majors da empresa. Na verdade, ele era Randall Faulk, que esta utilizando esta estratégia para alavancar as ações da sua companhia, em busca de renascimento e ascensão. Mais uma vez digo: o óbvio atrapalhou o episódio. Mas isso não fez dele algo ruim, pelo contrário, ele foi bom na media do possível e dentro da regularidade que a série vem apresentando.

Cotação: ★★★☆☆


2×19 – What Women Want: Às vezes não dá mesmo pra entender o que se passa na cabeça de Addison. Se ela não quer se relacionar com o Noah por ele ser casado, porque então ela faz questão de dizer que o sentimento é recíproco? Em relação ao episódio e aos casos apresentados, posso dizer que eles souberam segurar muito bem o capítulo, seja pela mulher que não queria aceitar que o seu bebê havia morrido ou, ainda, o homem que contraiu HPV por meio da sua namorada, contraindo câncer e tendo que retirar parte da mandíbula para melhorar. Todos eles foram muito bem desenvolvidos, souberam dar sequência à estória e, acima de tudo, souberam dar ritmo. Entretanto, me chamou também bastante atenção o Dell, tendo que resolver as questões com a sua família. Saindo desta parte dramática e entrando no humor representado por Naomi e Sam. Ela quer aproveitar a vida. Ele quer a sua ex-esposa de volta. E agora, como se resolve isso? Tem que perguntar aos roteiristas da série.

Cotação: ★★★★☆


1×10 – Betrayal: Está tudo desmoronando. As novas transições de Tara tem causado um estrago muito grande em todos que estão à sua volta, principalmente em seus filhos. Charmaine tem sido uma irmã muito mais presente do que se via no início da série. Mas Tara está com alter-egos cada vez mais primitivos, que oscilam com aqueles que ela já tinha. Após T ter “penetrado” em seu corpo, ela causou maior confusão num spa e também o possível namoro entre Marshall e Jason. O que levou à destruição da cabana, que, pegando fogo, representa uma excelente metáfora para o momento familiar no qual eles estão vivendo. Ainda tem Katie e os seus problemas com o gerente que ela acha ser tarado sexual. É tanta coisa, que eu não sei como é que eles dão conta.

Cotação: ★★★½☆


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