Vídeo promocional e novidades da série Lost

Lost, Seriados 1 Comentário »

Lembro sempre que os vídeos e as informações aqui contidas contém spoilers.

A ABC divulgou mais um vídeo promocional da nova temporada da série Lost. Confira logo abaixo. A tradução foi feita pelo Carlos Alexandre Monteiro, do blog Lost in Lost.

Locutor - O quão longe você iria por amor?

Jack - Eu fui aquele que te salvou!

Locutor - Você deixaria para trás sua família e amigos?

Penny - Aonde você está indo?

Hurley - Nunca deveríamos ter deixado aquela ilha!

Locutor - Você cometeria assassinato?

Sun - Afaste-se, Kate!

Locutor - Você arriscaria a vida de uma criança?

Kate - Diga tchau, querido!

Locutor - O quão longe você iria…

Jack - Vamos pegá-los!

Locutor - …quando o destino chama!

Sawyer - Corram!

Este outro vídeo que estou postando agora, também oficial e divulgado pela rede ABC, é anterior ao que abre este tópico. Nunca é demais lembrar que o promocional logo a seguir contém spoilers. A tradução também foi feita pelo Carlos Alexandre Monteiro, do blog Lost in Lost

Narrador - Quarta-feira, dia 21 de janeiro…

Locke (em áudio revertido) - ???

Narrador - A maior première…

Faraday - Eu sei o que está acontecendo.

Narrador - Finalmente está aqui!

Locke - Alguém está aí? Alguém?

Ben - A ilha não vai te deixar voltar sozinho.

Sun - Alguém abra essa porta!

Ben - Todos vocês têm que voltar.

Kate - Diga adeus, filho.

Penny - O que você está fazendo?

Desmond - Estou partindo!

Hurley - Nunca deveríamos ter deixado aquela ilha!

Claire - Não pode trazê-lo de volta, Kate.

Mile - Corram!

Bernard(?) - O que está acontecendo?

Bernard - Socorro!

Sawyer - Todos com que me importava explodiram no seu maldito barco!

Jack - Temos que voltar, Kate… Temos que voltar!

Continuando com o post de novidades sobre a série (algumas não tão novas assim, apenas para tirar o atraso), veja abaixo a lista com o nome dos dez primeiros episódios da 5ª temporada:

Episódio 5.01 - “Because You Left”
Episódio 5.02 - “The Lie”
Episódio 5.03 - “JugHead”
Episódio 5.04 - “The Little Prince”
Episódio 5.05 - “This Place is Death”
Episódio 5.06 - “The Life and Death of Jeremy Bentham”
Episódio 5.07 - “316″
Episódio 5.08 - “LeFleur”
Episódio 5.09 - “Namaste”
Episódio 5.10 - “He’s Our You”

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Os 10 melhores filmes do ano - Internacional

Bastidores, Cinema 3 Comentários »

Eu dividi este post em duas partes: nacional e internacional. Então, vou começar com os dez melhores filmes (na minha humilde opinião) deste ano de 2008 lançados/feitos lá fora. Sem mais delongas, eis a lista:

1) Sangue Negro - O filme dirigido por Paul T. Anderson não levou a estatueta do Oscar mas deu o prêmio ao ator Daniel Day-Lewis. O longa-metragem é um verdadeiro épico que nos invade com diálogos bem construídos e uma dualidade que permanece até os dias de hoje, entre o Capitalismo e a Religião, entre a Fé e a Razão. Uma verdadeira obra-prima do cinema atual. - Leia a Crítica aqui.

2) Do Outro Lado - Vigorando basicamente no circuito alternativo, este é o novo longa-metragem do jovem diretor Fatih Akin, sendo esta a segunda parte de uma trilogia que se iniciou em 2004 com o filme Contra a Parede. Em ambos os filmes, Akin fala sobre a morte, sobre a solidão, sobre as dificuldades na vida de qualquer ser humano. A tragédia aqui, ao contrário do que acontece na trilogia do diretor Alejandro Iñarritu, acontece naturalmente e não necessariamente precisa de um fio condutor para ligá-la aos personagens. Uma obra simples, mas de uma inteligência encantadora. - Leia a Crítica aqui.

3) Onde Os Fracos Não Têm Vez - Eu acho que este é uma daquelas obras incompreendidas pelo grande público. Logo quando saí do cinema e conversando com amigos posteriormente, muitos reclamavam da maneira como os irmãos Coen finalizam o seu filme, ganhador do Oscar de Melhor Filme. No entanto, o que importa aqui não é o final, mas sim, a metáfora criada para o significado da violência na pele de Anton Chigurh. Com certeza. um dos melhores filmes do ano e merecedor de todos os prêmios que levou. - Leia a Crítica aqui.

4) Batman - O Cavaleiro das Trevas - Um dos filmes mais aguardados do ano, com certeza. E ganhou ainda mais força depois da morte súbita de Heath Ledger. Pois antes de falecer, ele ainda nos entregou um último personagem. E que interpretação! O seu Coringa é, entre todos os elementos, o que de melhor existe neste segundo filme. Sem contar que Christopher Nolan transformou a história de Batman em um épico de ação, graças também à excelente trilha da dupla Hans Zimmer e James Newton Howard. - Leia a Crítica aqui.

5) Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto - Sidney Lumet está de volta! Sem palavras para dizer o quanto este filme é impressionante. O quanto o roteiro é inteligente e altamente meticuloso. Porque, no final, tudo parece ter sentido. O filme começa de uma maneira meio paranóica, mas quando as coisas começam a fazer sentido nos impressionamos com a capacidade que as pessoas possuem de irem até as últimas conseqüências para conseguirem aquilo que desejam. Esta é a principal mensagem do filme, diga-se de passagem. Entre idéias brilhantes e atrapalhadas, Lumet constitui uma obra própria sobre o que de mais sujo o ser humano possui. - Leia a Crítica aqui.

6) Wall-E - Acho que este foi um dos filmes mais impressionantes do ano. Eu também não sei explicar como ele foi ficar na 6ª posição,  mas este é um dos problemas das listas e o porquê de eu nunca gostar de fazê-las. De qualquer modo, a excelente animação da Pixar (mais uma) mostrou um futuro, que parece distante, mas não impossível. A Terra transformada em um verdadeiro “lixão” por conta do nosso desrespeito com o meio ambiente vem sendo comentada ano após ano. Decerto, não acreditamos nas expectativas dos ambientalistas, mas a verdade é que a situação tem piorado. Candidato a vencer o Oscar de Melhor Animação no ano que vem? Ah, pode entregar logo a estatueta. Leia a Crítica aqui.

7) Senhores do Crime - A primeira cena deste filme é digna do cinema de David Cronenberg. Aquele sangue jorrando e a maneira crua como ele conduz este filme, são as melhores maneiras de caracterizá-lo. Alguns disseram que este era uma seqüência de Marcas da Violência, também dirigido por ele e atuado por Viggo Mortensen. Mas aqui as cenas são mais explícitas, mais cruas e mais violentas. E não poderia ser diferente. Um filme que tem em seu foco a Máfia Russa, é óbvio que seria violento. A única coisa que realmente não aprecio na obra é o final, que se mostrou muito diferente daquilo que estava sendo narrado. No mais, um excelente filme. Leia a Crítica aqui.

8) O Escafandro e a Borboleta - Este, sim, um dos filmes mais chocantes do ano. O filme nos faz pensar sobre as fragilidades do corpo humano. É uma incursão pela vida de um ser humano que, aparentemente, tinha tudo e depois precisou se superar para continuar vivendo. A impotência de não ser mais pai, de não poder mais ver as coisas e vivenciá-las, virou uma biografia, depois um filme. Entre arrependimentos e frustrações, o diretor Julian Schnabel nos proporciona uma viagem emocionante por dentro da imaginação de Jean-Dominique. Uma das obras mais surpreendentes e agonizantes do ano, com certeza. - Leia a Crítica aqui.

9) Uma Garota Dividida em Dois - É bem verdade que este novo longa-metragem de Charles Chabrol (um dos poucos remanescentes da Nouvelle Vague) tem uns problemas que incomodam e me lembro de não ter dado uma boa nota na crítica que eu fiz. No entanto, só de visualizar a lucidez de Chabrol no auge dos seus 84 anos, ainda fazendo cinema com as características que marcaram a sua filmografia, vale colocá-lo aqui na lista. Ele coloca em pauta a relação entre uma garota de 20 e poucos anos, com um cinqüentão que acabara de lançar um livro. Uma obra visual imperdível. E eu, como amante da Nouvelle Vague, indico para qualquer cinéfilo assistir. - Leia a Crítica aqui.

10) Apenas uma Vez - Este foi uma das boas surpresas do ano, sem dúvida alguma. Circulando no cenário independente e fazendo um tremendo sucesso por conta da canção Falling Slowly, Apenas uma Vez representa o que de melhor ainda possui no espírito de se fazer cinema independente, algo meio que perdido na contemporaneidade. Filmado de maneira simples e com câmeras digitais, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original, este é um dos melhores romances que eu já assisti, mas sem aquelas cenas romãnticas, sem aquelas declações amorosas. Algo muito mais lúcido e real. Sim, um filme feito de maneira simples, mas com um alcance emocionante.

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A Duquesa

Cinema, Críticas 1 Comentário »

Dirigido por Saul Dibb. Com: Keira Knightley, Ralph Fiennes, Charlotte Rampling, Dominic Cooper e Simon McBurney. (The Duchess, 2008)

As mulheres, na Inglaterra dos anos 1700, eram puramente tratadas como um objeto de desejo dos homens mas que serviam apenas para procriar e gerar filhos para os seus respectivos noivos. E que estas crianças pudessem ser homens. Este era o acordo e foi assim que Georgina (Knightley), uma moça do campo e com expectativas de se casar com uma pessoa que a amava, entregou-se para o Duque de Devonshire (Fiennes). Ainda ingênua, ela realmente acreditou que estaria se casando por paixão e que o seu pretendente estaria, decerto, apaixonada por ela, mesmo os dois tendo se encontrado apenas em duas oportunidades.

Georgina, agora a Duquesa de Devonshire, estava prestes a perceber qual era a sua missão enquanto esposa. Como os dois mal conversavam entre si, ela começara a entender que o Duque estava muito mais preocupado com os seus cachorros do que com ela, do que com a sua esposa. O seu único interesse era que Georgina pudesse lhe dar filhos (lêia-se: homens) para assumir o trono do pai. E o grande problema do casamento entre os dois não ter funcionado foi a sorte de Georgina ter ficado logo grávida, mas a falta dela [a sorte], desta primeira criança ser uma menina. O Duque não acreditou no que estava acontecendo e, mesmo antes dela engravidar, ele já mantinha relações com outras mulheres fora do casamento. E, naquele momento, o fato da criança ter sido uma menina só ajudou para que ele procurasse outras mulheres o que, na verdade, era uma tendência naquele tempo.

Ao contrário de Maria Antonieta, que não conseguia engravidar de forma alguma, Georgiana era uma mulher que não tinha essa dificuldade mas, por outro lado, não conseguia “cumprir” a sua parte do acordo que era dar um filho homem ao seu marido. Falando dessa forma até soa grosseiro. Mas não se engane. Não existia nenhum romantismo no casamento e nos relacionamentos entre homens e mulheres. Esta idéia romântica de que a união seria para coroar a paixão e o amor de um casal estava apenas escrita nos livros porque, na realidade, todos tinham que cumprir mesmo as suas obrigações. Em uma determinada passagem do filme, o Duque de Devonshire pergunta porque as roupas das mulheres são tão complicadas. A Duquesa responde que elas eram nesse formato porque era a única coisa que as mulheres tinham pra mostrar, por isso todo o “glamour” e toda a complicação.

O que ela quis dizer é que os homens não precisavam usar roupas para chamar a atenção. O próprio título de nobreza falava por si só. As mulheres, por outro lado, tinham que estar sempre se afirmando perante a eles. Por isso que a Duquesa se tornou uma figura tão importante na história da Inglaterra. Com a sua gravidez e percebendo que ela não era amada (e que só poderia ser se pudesse dar um filho homem ao seu marido), Georgiana começou a se interessar muito mais por política e a participar das reuniões do partido do Duque de Devonshire. Sempre questionando a liberdade “moderada” que aqueles homens tanto pregavam, ela foi a responsável por “bater de frente” com o seu marido, numa época em que as mulheres deveriam se contentar apenas em criar os seus filhos e posar de boa esposa.

Quando Georgiana faz amizade com Elizabeth (Rampling), esta se torna a sua melhor amiga. No entanto, depois de tentativas frustradas de ter um filho homem, o Duque de Devonshire já estava cansado do casamento. A partir do momento em que ele começa a se relacionar com a sua melhor amiga, Georgiana sente que o seu mundo acabou e não consegue entender aquela poligamia familiar. Mas ela também começa a sentir uma necessidade de amar e ser amada e, quando ela reencontra Charles Grey (Cooper), ela finalmente pôde se sentir dessa forma. No entanto, os boatos em Londres e na alta nobreza começam a circular e o Duque de Devonshire começa a tomar as suas providências para acabar com a felicidade da sua Duquesa.

O Duque, assim, se mostra uma pessoa completamente egoísta. Mesmo com a não muito boa atuação de Ralph Fiennes, se percebe pelos seus atos o seu egoísmo. E não poderia ser diferente, afinal de contas, ele era homem e sentia que deveria controlar absolutamente tudo, mesmo tendo duas mulheres em casa e dividindo a mesma do café-da-manhã com elas, sem saber exatamente qual das duas ele mais gostava. O que também não se trata de “gostar”, ou de “amar”, mas sim do prazer que ele sentia em ver aqueles dois objetos em cada uma das suas mãos. E ele também não admitia ser o “corno” da relação com Georgiana. E as coisas ficam bem piores quando ela diz que estar grávida de Charles Grey, sendo obrigada a se livrar da criança a mando do seu marido.

A Duquesa é um filme belíssimo. O figurino é incrível, Keira Kinightley parece evoluir a cada épico inglês em que atua e isso fica claro na sua interpretação como a Duquesa de Devonshire. Talvez o ponto mais baixo da obra tenha sido a falta de representação do ator Ralph Fiennes, que não parece se esforçar muito em cena. A Duquesa, pelo menos, apaga a péssima impressão que fora deixada pelo filme A Outra. É claro que ele acaba sendo apenas mais um longa-metragem desta série de épicos ingleses lançados atualmente. Mesmo assim, o filme é preciso ao mostrar a composição da sociedade inglesa daquela época e os costumes que foram gerados em torno dela.


Cotação: ★★★½☆

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Feliz Natal e Boas Festas!

Bastidores 5 Comentários »

Passando aqui para desejar um Feliz Natal a todos e um Próspero Ano Novo. Sejam todos felizes e boas festas.

O blog entrará agora em um breve recesso e voltará com as atividades normais a partir do dia 02 de Janeiro. Até lá, deixei programado alguns textos que devem ser publicados automaticamente. Se, por acaso, isso não acontecer, publico quando eu estiver de volta.

Gostaria de agradecer muito a todos que comentaram por aqui, às ótimas discussões e aos aprendizados que muitos puderam compartilhar comigo. Infelizmente não preparei nenhum Especial de Natal, mas peço que visitem o Especial que o TeleSéries preparou.

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FNL 3×10 - The Giving Tree

Friday Night Lights, Reviews 3 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: The Giving Tree
Temporada: 03
Episódio: 10
Data de Exibição: 10/12/08
Emissora: DirecTv

Os playoffs e os Panthers precisou jogar fora-de-casa, longe da sua torcida. Mas este foi o menor dos obstáculos. Além da luta contra o time rival, eles tiveram que também duelar com a arbitragem, que estava completamente a favor do time local. E isso rendeu muita discussão, fazendo o técnico Eric Taylor perder a cabeça com os equívocos dos árbitros, que precisaram expulá-lo para contê-lo toda a sua hesitação. E não era pra menos: os jogadores do outro time jogavam até grama nos olhos de alguns Panthers, enquanto estes ainda armavam a formação de shotgun para dar prosseguimento a mais um ataque. Com Eric Taylor fora da partida, quem assumiu o controle do time foi o seu técnico-assistente, Wade Aikman. E ele tomou as decisões certas, com os jornalistas já anunciando a nova estrela do Texas, o que pode também criar uma concorrência com “Coach” Taylor.

Mas o episódio foi muito além disso. O que é crucial em Friday Night Lights é que ela não é apenas uma série sobre um time de futebol americano. Vai muito além. Os dramas familiares fazem parte deste programa e eles são tão reais que fazem qualquer um se arrepiar. As histórias se parecem tanto com a nossa realidade, a minha ou a sua, que podemos nos enxergar nas discussões entre os pais e filhos. E, dessa vez, o episódio foi movido basicamente pela transa entre Matt e Julie, que foram flagrados por ninguém menos que o pai de Julie, Eric Taylor. O silêncio entre os dois assim que ambos entram no carro para saírem da casa de Matt foi mais importante do que qualquer mero diálogo que pudesse vir em seguida. Mostrou, de uma maneira simples, o quanto o próprio pai não sabia o que fazer naquela situação, porque ele nunca imaginou ter que passar por aquilo e, principalmente, porque ele ainda achava que Julie era uma simples garotinha.

E a jornada para que houvesse a conversa entre eles foi ainda mais impressionante. Enquanto ela pensava no castigo que receberia por ter transado com Matt Saracen, os pais de Julie discutiam qual seria a melhor maneira de conversar com ela, explicar sobre o uso da camisinha, sobre as doenças que podem ser transmitidas, sobre as responsabilidades que começariam a partir deste instante. Dessa forma, a cena com o diálogo entre mãe (Tami) e filha (Julie) foi tão espetacular que não consigo descrever aqui nesta resenha. Enquanto Tami chorava e tentava explicar à sua filha o passo importante que ela havia dado, Julie percebeu a preocupação da sua mãe e procurou passar segurança à ela, mostrando que, tanto ela quanto Matt, tinham usado os preservativos e que, acima de tudo, os dois se amavam e estavam apaixonados. São discussões que acontecem em qualquer família em um determinado momento, não só quando se tem a primeira transa, mas sim quando estamos prestes a dar um passo importante nas nossas vidas e os nossos pais são os nossos melhores conselheiros, porque são eles que nos ajudarão a nos guiar nesta nova fase, nas empreitadas da nossa vida.

Além disso, o episódio ainda contou com o retorno da amizade entre Tyra e Landry. Ele percebeu, no entanto, que Tyra só o procurava quando estava precisando da sua ajuda. E ela sabia que Landry a amava, que ainda era apaixonado por ela. E ele estava disposto a ajudá-la nas provas, sendo o seu tutor. Mas o egoísmo de Tyra, principalmente quando esqueceu o rapaz e resolveu ter um caso com o cáuboi Cash, ficou muito mais em evidência para Landry, que não esconde os sentimentos que tem por ela. E foi por isso que Tyra tentou se redimir, talvez pelo próprio egoísmo ou tentando resgatar a amizade que ela tinha com Landry e que, logo depois, se transformou em um relacionamento. Pensando nisso, ela ajuda a sua banda a tocar em um clube alternativo em Dillon.

E as discussões familiares que marcaram este episódio continuaram. Na verdade, ele começou dessa forma. Buddy Garrity sempre foi um investidor. Como os negócios não estavam indo muito bem, ele resolveu investir o seu dinheiro em um shopping center que seria construído em Dillon. No entanto, o negócio faliu e ele perdeu todo o dinheiro que havia investido, inclusive a grana que seria para pagar a Faculdade da sua filha, Lyla Garrity. Até então, ela andava sumida das tramas principais, fazendo mais um papel de figurante. Aqui, ela também proporciona uma das melhores cenas de toda esta temporada ao discutir com o seu pai sobre o futuro. E quando Buddy tentou culpar à sua ex-esposa sobre os seus próprios fracassos, foi o motivo que a série deu para se chegar ao clímax com a sua filha falando algumas verdades sobre ele, mesmo ela tendo preferido ficar com ele após o divórcio dos seus pais.

Episódio sensacional de uma série que só cresce, criando tramas reais e sendo muito mais um drama adulto, do que um mero programa teen. Na verdade, está muito além disso. Além até mesmo do que um mero seriado sobre um time de futebol americano, sobre um esporte que é a paixão nacional dos americanos, como é o futebol para nós, brasileiros. Questões que envolvem as famílias têm sido tratadas desde a primeira temporada, ainda quando o Smash estava na série. De lá pra cá, os temas ficaram mais intensos e a série começou a ter alternativas dentro de um determinado episódio. O resultado disso pode ser visto nesta incrível terceira temporada que, até o momento, se mantém perfeita e coesa. Depois de um segundo ano realmente irregular, o que vemos em Friday Night Lights são famílias que enfrentam os mesmos problemas que qualquer outra.

Cotação: ★★★★★

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