Dirigido por J.J Abrams. Com: Joel Courtney, Kyle Chandler, Elle Fanning, Riley Griffiths, Ryan Lee, Gabriel Basso, Zach Mills e Noah Emmerich. (idem, 2011).

Em um determinado momento enquanto assistia Super 8, novo filme dirigido e escrito por J.J Abrams (Lost, Star Trek e Missão: Impossível 3), me deu uma certa nostalgia ao lembrar da minha infância. Naquele tempo, me recordo de ter visto filmes como Os Goonies (1985), E.T (1982), entre outros. Era o espírito nostálgico de ver adolescentes se reunindo para viverem a aventura de suas vidas e se tornarem heróis. Quantas vezes eu, adolescente, não desejei ter algum grupo de amigos como em Os Goonies? Quantas vezes não sonhei em ter walkie-talkie para comunicar com os meus amigos e “fazer de conta” que estávamos em algum desses filmes vivendo aquela aventura? J.J Abrams parece ter sonhado tanto com isso em sua infância, que resolveu colocar na tela a sua versão daquela aventura.

Super 8 conta a história de quatros amigos que se juntam para fazer um curta-metragem filmado com uma câmera “super 8″. Joe (Courtney) é o filho do delegado Jack (Chandler), que, após quatro meses da morte da sua mãe, os dois tentam seguir adiante com a vida. Charles (Griffiths) é o idealizador de toda a história do curta que é centrada em eventos sobrenaturais envolvendo zumbis, tendo um detetive que tenta solucionar o caso. Cary (Martin) e Martin (Basso) são os outros amigos que também fazem parte do grupo e contribuem no filme. Alice (Fanning) entra no curta porque Charles é apaixonado por ele mas, na realidade, Alice gosta mesmo é de Joe (assim como ele).

Em uma maravilhosa sequência, com efeitos especiais incríveis, J.J Abrams começa realmente a história de Super 8 ao mostrar o acidente com o trem desgovernado que acaba desencadeando uma série de ocorrências sobrenaturais na pequena cidade Lillian. Pessoas começam a desaparecer, cachorros começam a sumir e outras coisas estranham deixam todos apavorados. Os garotos que estavam filmando o curta-metragem presenciam o acidente que, desde o início, é bastante misterioso. Assim, eles tentam desvendar uma trama secreta que envolve agentes do governo americano e uma criatura sobrenatural desconhecida.

Aquele ar nostálgico que é possível sentir logo nos minutos inciais do filme não são por mero acaso. J.J Abrams já confessou por diversas vezes ser fã de Steven Spielberg (que atua como produtor de Super 8). Sem deixar de soar como uma piada por conta do aspecto sobrenatural do filme, mas Spielberg até parece um fantasma neste sentido. Pra começar, Super 8 tem todas as características de Os Goonies, outra produção de Steven Spielberg. O filme mostra a união de garotos em uma missão heróica e, simplesmente, marcou aquela geração das décadas  de 80 e 90 (por passar tanto na “Sessão da Tarde”). Além disso, Super 8 também procurou referências em E.T – O Extraterrestre, ao mostrar a vida alienígena sob o olhar dos adolescentes.

Recursos de filmagem e narração utilizados por Steven Spielberg em algumas das suas produções também foram reaproveitados aqui por J. J Abrams. Como é o caso de Tubarão, quando Spielberg nunca mostra realmente o tubarão. Naquela ocasião, ele precisou criar este efeito pois a máquina havia dado defeito. E o resultado foi um dos melhores filmes do diretor, que soube criar uma tensão durante todo o filme com este recurso. O monstro sobrenatural de Super 8 também é pouco mostrado, mas existe uma certa pressa no roteiro escrito por J.J Abrams para solucionar logo os mistérios criados por ele mesmo. Esta pressa, assim como as referências usadas por ele, quebram a inventividade da sua história, pois acaba frustrando qualquer expectador que espere algo mais deste misterioso filme.

Se J.J Abrams peca por rapidez e por utilizar tantas influências (fazendo quase que uma homenagem à Steven Spielberg), não dá pra desconsiderar o quanto ele é um bom diretor. Sem utilizar aquela câmera frenética que ele deixou se caracterizar em Missão: Impossível 3, aqui em Super 8 ele filma com planos mais estáticos e, em alguns momentos, com a câmera colocada exatamente da mesma altura dos adolescentes (um recurso utilizado por Spielberg em E.T – O Extraterrestre). Ainda que esta técnica não seja repetida em muitas cenas, Abrams não realiza uma edição mais ágil e frenética, o que é uma decisão acertada da sua parte ao trabalhar dentro da ficção científica de uma maneira mais contemplativa em determinados momentos.

O mistério do filme pode soar superficial e não muito instigante, mas a verdade é que a magia de Super 8 não está em seus mistérios. Na realidade, talvez J.J Abrams quisesse que estivesse. Assim, ele poderia se vangloriar dizendo que havia criado uma outra história misteriosa e os seus fãs já estariam por aí dizendo que ele era o “mestre do mistério”. O que realmente Super 8 tem de bom está no grupo de amigos e, principalmente, na aventura que eles vivem para, além de filmarem o curta-metragem que tanto desejam, também salvarem o condado de onde vivem e finalmente libertarem a criatura sobrenatural que só tem um desejo: voltar pra casa.

Apesar de J.J Abrams tentar apelar para um romantismo desnecessário ao final do filme, a trilha sonora de Michael Giachinno mais uma vez é um elemento de incrível destaque. Impressionante a sua capacidade de transitar em diversos gêneros, desde a animação até o suspense. Mesmo que a sua trilha não ocasionalmente crie o suspense que talvez Super 8 merecesse (e a culpa não é só dele neste sentido), Giachinno compõe uma trilha que conduz de maneira equilibrada as sequências de ação, como também os momentos que necessitam de maior apelo dramático.

Super 8 pode ser um filme frustrante, principalmente sobre o seu mistério. Mas a nostalgia que este filme de J.J Abrams causou conseguiu compensar qualquer frustração. Aqueles elementos que lembro-me de ter visto em filmes que passavam na Sessão da Tarde, ou no Cinema em Casa, me levou diretamente para a minha adolescência, quando eu chegava do colégio e, logo em seguida, já deitava no sofá para ver alguns desses filmes. E Super 8 tem esse poder de nostalgia para o próprio J.J Abrams, que deve ter crescido assistindo estas histórias e venerando Steven Spielberg.

[rating: 3/5]


Dirigido por Lars Von Trier. Com: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, Alexander Skaarsgard, Cameron Spurr e John Hurt. (idem, 2011).

De uma maneira geral, o ser humano tem medo da morte e deseja ser feliz. O diretor dinamarquês Lars Von Trier sabe disso. Talvez porque tenha experimentado um pouco das duas coisas enquanto esteve em depressão. Caracterizado pelo último movimento de vanguarda do cinema (o Dogma 95′), desde então Von Trier se especializou em criar filmes autorais que tinham, ao seu redor, a melancolia sentida por suas personagens femininas. E este continuísmo de sentimentos pode ser visto em Melancholia, seu novo filme, e consegue unir um pouco da sua fase de filmes como Dogville e Manderlay, assim como o desespero de Anticristo e a agonia de Dançando no Escuro.

Dividido em duas partes, Melancholia primeiro apresenta o seu prólogo com a ópera de “Tristão e Isolda”, de Wagner. Em imagens com cenas lentíssimas, o diretor mostra o que está por vir. Na primeira parte, ele concentra a sua narrativa em Justine (Dunst) e no seu casamento com Michael (Skaarsgard), que foi completamente organizado pela irmã de Justine, Claire (Gainsbourg), e toda a cerimônia realizada no castelo do marido dela, John (Sutherland).

Justine é o oposto da sua irmã Claire. Enquanto a primeira não gosta de seguir as convenções e protocolos sociais, a outra é voltada para as tradições. E por isso o casamento honra uma série de etapas, que vai cansando Justine e tirando a sua paciência. Se no início da cerimônia ela conseguia disfarçar o seu sorriso transparecendo felicidade por estar se casando, as burocracias criadas por sua irmâ acabam limando as expectativas de Justine em continuar fingindo algo que ela não sente. Ao mesmo tempo em que ela passa por isso, Justine vê a sua mãe, Gaby (Rampling), falando que não acredita no casamento; e o seu pai, Dexter (Hurt), se embebedando e se jogando para as garçonetes.

Além disso, a ameaça do planeta ‘Melancholia’ de se chocar com a Terra vai fazendo com que Justine se torne uma mulher instável. E isso explica o por quê, por exemplo, dela jogar tudo pra cima ao se demitir do trabalho que ela acabara de ser promovida, assim como ela também provoca o término da sua relação com Michael no mesmo dia em que eles se casam. Uma série de acontecimentos vão fazendo com que Justine perca a cabeça e, principalmente, fazendo com que ela sabote a si mesma, como uma espécie de auto-punição.

Na segunda parte do filme, agora centrada em Claire, o planeta Melancholia está muito próximo da Terra. Alguns cientistas dizem que será um espetáculo grandioso vê-lo passando tão pertinho. Mas já outros cálculos científicos dão conta de que ele, tantas vezes maior que a Terra, irá se chocar e todos no planeta irão morrer. Justine, agora em profunda depressão a ponto dela não conseguir sequer levantar da cama para tomar um banho, é acolhida pela irmã em seu castelo.

Claire está completamente diferente daquela mulher autoconfiante da primeira parte. Pelo contrário: ela está mais inquieta e desesperada, enquanto que Justine se mostra o oposto. É como se as duas tivessem trocado de posição na medida em que o filme faz a sua transição. A explicação que talvez se possa encontrar no filme de Lars Von Trier é que a ameaça do planeta Melancholia na segunda parte já é muito mais vísivel do que na primeira. Justine, agora com a vida arruinda, não tem muito a perder e explica isso quando ela diz que “a Terra é má e ninguém vai sentir falta dela”. Mas Claire, ao contrário, se desespera porque sabe que, caso a Terra seja devastada pelo Melancholia, ela perderá toda a família e a vida que estava construindo.

E isso é apavorante para Claire, mas não para Justine, que aceita o seu destino e vê a morte como a única salvação do ser humano. O que é também impressionante neste filme de Lars Von Trier, é a sua capacidade de deixar a sua película tão linda plasticamente falando. Os efeitos visuais e a fotografia são belíssimos – apesar de a história perder um pouco da sua complexidade quando pula da primeira para a segunda parte. Isso acontece porque Justine é uma personagem muito mais decidida e que, como ela mesma diz, “sabe das coisas”. A atuação de Kirsten Dunst ajuda muito também neste sentido, já que ela compõe a sua personagem com bastante intensidade. Enquanto isso, por trás de toda aquela força que Claire aparentava ter na primeira parte do filme, se esconde uma mulher frágil, sem crença e desesperada.

Melancholia é como se fosse uma ópera, aquela mesma que ajuda a dar vida ao prólogo do filme. Porque, como em qualquer ópera, Lars Von Trier vai consolidando a tragédia como um rumo para a sua história. Mas, ainda assim, é possível pensar como o diretor em relação a isso, uma vez que esta tragédia colocada por ele pode ser tida como um final feliz. Até porque, os caminhos definidos por ele sobre a “felicidade” não são exatamente aqueles que conhecemos pelas convenções criadas pela sociedade. Lars Von Trier decididamente não está preocupado com elas (ou não dá a mínima para isso).

Ainda que a segunda parte represente uma queda na história em relação ao que visto na primeira parte do filme, Melancholia é uma obra que tem a autoria do seu diretor: seja pelo uso da câmera na mão, pelos movimentos bruscos, pelos enquadramentos desfocados, pelos cortes rápidos e, principalmente, pela contemplação das imagens em movimento assim como pelo poder que ele tem sobre a mise-en-scène do seu filme. Melancholia é definitivamente uma obra triste, muito triste. Mas que funciona como um incrível estudo das personagens que nele estão inseridas.

[rating: 4/5]

Friday Night Lights é escolhida a Série do Ano

A Associação de Críticos de Televisão dos Estados Unidos divulgou na noite de domingo (7) os vencedores do prêmio, que é um dos mais importantes como preparativo para o Emmy Awards. E Friday Night Lights, a série dramática esnobada pelo canal NBC e comprada pela DirecTv, faturou o grande prêmio da noite se tornando a Série do Ano para os críticos que compõem a premiação.

É bem possível que o prêmio tenha sido dado porque a quinta temporada, exibida no ano passado, foi a última (eles costumam fazer isso como homenagem). Desde que está em exibição, Friday Night Lights foi indicada ao TCA – assim como os atores Kyle Chandler (Eric Taylor) e Connie Britton (Tami Taylor).

Não dá para deixar de registrar a importante vitória que a série, criada por Peter Berg e tendo Jason Katims como o seu showrunner, alcançou no domingo. Para um programa tido como teen, Friday Night Lights superou as expectativas ao tratar de temas familiares com seriedade e, principalmente, conseguiu amadurecer com o tempo (mesmo quando as suas grandes estrelas foram deixando o elenco).

Um prêmio para não restar dúvidas de que Friday Night Lights pode ser, sim, considerada uma das séries mais marcantes na televisão americana nos últimos anos!

Confira a lista de ganhadores:

Série do ano
“Friday Night Lights”

Série dramática
“Mad Men”

Série cômica
“Modern Family”

Atuação em série dramática
Jon Hamm (“Mad Men”)

Atuação em série cômica
Ty Burrell (“Modern Family”) e Nick Offerman (“Parks and Recreation”)

Estreia televisiva
“Game of Thrones”

Filme, especial ou minissérie para TV
“Sherlock: Masterpiece”

Prêmio especial pela carreira
Oprah Winfrey

“Herança” televisiva
“The Dick Van Dyke Show”

Reality show
“Amazing Race”

Frank Darabont não é mais o showrunner de "The Walking Dead"

Se eu ainda tivesse como resgatar os textos antigos da outra versão deste mesmo blog, com certeza puxaria um artigo que escrevi no ano passado falando sobre as grandes séries do canal AMC. Não dava para simplesmente passar despercebido de programas como “Mad Men”, “Breaking Bad”, “Rubicon” e “The Walking Dead”. Era muita série boa em um canal só – principalmente para uma emissora que começou a investir neste tipo de produto há quatro anos, com “Mad Men”. Naquele mesmo texto, eu falava que a AMC conseguiu a façanha de substituir a HBO no topo dos prêmios, provocando nos executivos do canal rival uma preocupação com a concorrência que antes eles não tinham.

É, mas os tempos agora são outros. Assim como a economia americana não anda lá muito bem (crises e mais crises), o canal AMC está passando por uma fase bastante difícil. Dá pra dizer que tudo começou com o cancelamento da excelente “Rubicon”, talvez uma das melhores séries da televisão americana nos últimos anos. O público não conseguiu captar bem a ideia do programa e números baixos de audiência a conduziram até o seu cancelamento.

Mas a bolha explodiu mesmo na semana passada, quando todos foram pegos de surpresa com a saída de Frank Darabont de “The Walking Dead”. E ele era, simplesmente, o showrunner da série.

Darabont é um diretor prestigiado em Hollywood. Talvez o único que saiba captar verdadeiramente o espírito das histórias escritas por Stephen King. É dele o surpreendente “O Nevoeiro”, assim como “À Espera de um Milagre” e o emocionante e clássico “Um Sonho de Liberdade”. Acostumado com orçamentos expansivos, ele não se acostumou e nem gostou da ideia da AMC de cortar gastos das outras produções do canal para suprir o custo elevado dos episódios de “Mad Men”, que é o ‘carro-chefe’ da emissora.

A partir daí, uma série de questões começaram a ser questionadas dentro da emissora – assim como dúvidas. Uma delas, agora, gira em torno da polêmica envolvendo as temporadas de outro fenômeno de prêmios, de público e também de crítica: “Breaking Bad”. O criador da série, Vinci Gilligan, deseja acabar o programa, que se encontra atualmente em seu quarto ano, na quinta temporada – sendo que cada uma dessas temporadas devem conter 12 episódios.

Os executivos do canal AMC não aceitam a ideia. Querem, sim, as duas temporadas. Mas que elas tenham 10 capítulos. E tudo isso com o objetivo de cortar os gastos, reduzir os custos para o canal.

Enquanto o canal AMC briga nesta “Operação Contenção de Gastos”, a fase criativa do canal também não é das melhores. A série “The Killing”, apesar da renovação para a sua segunda temporada, não agradou muito o público. É bem verdade que, para ver a série, é preciso ter um pouco de paciência até a sua história engatar. E isso também aconteceu com “Rubicon”, que não teve o mesmo final feliz que “The Killing”.

A outra estreia do canal programada para este ano é “Hell on Whells”, série ainda desconhecida e que não vem tendo tanta divulgação como nos outros programas do canal.

E quem acaba “rindo” disso é a HBO, que deve caminhar este ano para retomar a liderança nos prêmios. “Boardwalk Empire”, série que se passa em Atlantic City e retrata o período da Lei Seca nos Estados Unidos, conseguiu vencer o Globo de Ouro neste ano e é uma candidata muito forte a também vencer o Emmy – conquistado por “Mad Men” nos últimos anos. Neste impasse todo, muita coisa ainda poderá acontecer.

Ryan Gosling e George Clooney no pôster de The Ides of March

Esta foi uma semana movimentada de trailers. A cada dia sai o vídeo de uma produção nova que recebeu cotações para o Oscar. No caso de “The Ides of March”, drama político dirigido por George Clooney, a Sony (distribuidora do filme) está apostando as suas fichas no elenco e também no fato de que ele será o responsável por abrir o Festival de Veneza, no próximo dia 31 de agosto.

“The Ides of March” é a adaptação para o cinema da peça “Farragut North”, escrita por Beau Willimon. A história se passa no estado de Iowa algumas semanas antes do Partido Democrata escolher o seu candidato para concorrer à Presidência dos Estados Unidos. A trama é centrada no diretor de comunicação Stephen Myers (Ryan Gosling), um jovem ambicioso que começa a se envolver no jogo político e a descobrir as trapaças que precisa fazer para conquistar, não somente o respeito das pessoas, mas ajudar o seu candidato, o governador Mike Morris (Clooney),  a vencer as eleições

No elenco ainda tem o versátil Paul Giamatti, que vive o diretor da campanha do candidato rival. Evan Rachel Wood faz uma estagiária da campanha que tem um caso com Myers, enquanto Marisa Tomei será uma jornalista investigativa. Para completar este time, também fazem parte do filme os atores Phillip Seymour Hoffman e Jeffrey Wright.

É com este elenco que a Sony aposta em alguma indicação para o Oscar do ano que vem. A premiação ainda está longe, mas os próximos meses serão decisivos para que cada estúdio consiga fazer com que o seu filme, além de agradar a crítica, possa também agradar em relação ao jogo político nos bastidores do Oscar – coisa que os Irmãos Weinstein, por exemplo, fazem como ninguém.

Myers (Gosling) fará de tudo para vencer as eleições

Ryan Gosling, por exemplo, é um ator que já foi indicado uma vez ao Oscar pelo filme “A Garota Ideal”. Na oportunidade, ele perdeu para Daniel Day-Lewis, que ganhou todas as premiações naquele ano interpretando o fantástico Daniel Plainview no filme “Sangue Negro”. Mas Gosling é um ator adorado por Hollywood, que enxerga a sua versatilidade ao vê-lo fazendo produções de puro entretenimento (“Um Crime de Mestre”, “Cálculo Mortal” e “A Passagem”), à medida em que ele também está em filmes que circulam no meio independente (“Half Nelson”, “Namorados para Sempre”, “A Garota Ideal” e o mais recente “Drive”).

Aliás, o fato dele também estar como protagonista em “Drive” pode ser um problema para a sua indicação. Um problema que pode ser contornado se os produtores fizerem campanha para que ele seja indicado como Ator Coadjuvante em “The Ides of March”, e não como ator principal – deixando este papel para o carismático George Clooney que, além de dirigir, também atua no filme.

Esta é a quinta incursão de Clooney como diretor. Entre os filmes dirigidos por ele, o mais notável tenha sido, definitivamente, “Boa Noite, Boa Sorte” (2005), que foi bastante elogiado pela crítica na época do lançamento e indicado a seis Oscars. “The Ides of March” pode repetir este mesmo feito? Impossível afirmar neste exato momento, com tanto tempo que ainda resta para a premiação. Mas esse novo filme de George Clooney tem a “cara” do Oscar: um drama que fala sobre a política dos Estados Unidos. O trailer (ver vídeo abaixo) divulgado nesta semana comprova esta tese.

O filme estreia nos Estados Unidos no dia 7 de outubro. Aqui no Brasil ele deverá ser lançado em 21 do mesmo mês.

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