Confira os vencedores do Spirit Awards

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Independent_Spirit_Award_trophy_1_full Ocorreu nesta sexta a cerimônia de premiação do Independent Spirit Awards, o “Oscar do cinema independente norte-americano”. O grande vencedor foi Preciosa – Uma História de Esperança, consagrado com cinco estatuetas.

A edição deste ano ficou também marcada pela presença de diversos dos indicados ao Oscar, como Woody Harrelson (O Mensageiro), Jeff Bridges (Coração Louco), Gabourey Sidibe e Mo’Nique (Preciosa). Confira abaixo a lista completa dos premiados:

MELHOR FILME
Preciosa – Uma História de Esperança

MELHOR DIRETOR
Lee Daniels (Preciosa – Uma História de Esperança)

MELHOR ATOR
Jeff Bridges (Coração Louco)

MELHOR ATRIZ
Gabourey Sidibe (Preciosa – Uma História de Esperança)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Woody Harrelson (O Mensageiro)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Mo’Nique (Preciosa – Uma História de Esperança)

MELHOR FILME DE ESTREIA
Coração Louco

MELHOR ROTEIRO
500 Dias com Ela

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Preciosa – Uma História de Esperança

MELHOR FOTOGRAFIA
Um Homem Sério

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Anvil! The Story of Anvil

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Educação

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Veja os “vencedores” do Framboesa de Ouro

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framboesa Sandra Bullock, uma das principais candidatas a levar o Oscar de Melhor Atriz neste domingo (7) pelo drama “Um Sonho Possível”, recebeu o prêmio Framboesa de Ouro de Pior Atriz, por sua atuação na comédia romântica “Maluca Paixão”.

Segundo a fundação Golden Raspberry Award, que entrega esse prêmio satírico conhecido como o ‘anti-Oscar’ da indústria cinematográfica, Bullock também ganhou o título de Pior Dupla em Cena do ano, junto ao companheiro Bradley Cooper no mesmo filme.

Bem humorada, a atriz compareceu à cerimônia e levou ao palco um carrinho com várias cópias do filme para distribuir para quem votou nela. Sandra também pediu para que todos assistissem ao filme novamente, “se tiverem paciência”. “Algo me diz que vocês não assistiram ao filme”, brincou a atriz.

O Framboesa para Pior Ator foi vencido pelo trio musical Jonas Brothers, pela atuação deles mesmos no filme “Jonas Brothers 3D: O Show”, com apresentações da banda em vários palcos do mundo.

O filme de destaque do Framboesa foi “Transformers: A Vingança dos Derrotados”, que se levou os títulos de Pior Filme, Pior Roteiro (Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman) e Pior Direção (Michael Bay) de 2009.

As piores atuações coadjuvantes foram para Billy Ray Cyrus, pai de Miley Cyrus, por “Hannah Montana: O Filme”, e Sienna Miller, por “G.I. Joe: A Origem de Cobra”.

“A Terra Perdida”, que conseguiu sete indicações, venceu como Pior Refilmagem, Prólogo ou Sequência.

O Framboesa de Ouro também premiou os piores da década. Entre os filmes, venceu “A Reconquista”, protagonizada por John Travolta. Já entre os atores, as honras foram para Eddie Murphy e Paris Hilton.

Veja lista completa dos “premiados” na 30ª edição do Framboesa de Ouro:

Pior filme
: “Transformers: A Vingança dos Derrotados”
Pior ator: os três Jonas Brothers, pela atuação em “Jonas Brothers 3D: O Show”
Pior atriz: Sandra Bullock (”Maluca Paixão”)
Pior casal: Sandra Bullock e Bradley Cooper (”Maluca Paixão”)
Pior ator coadjuvante: Billy Ray Cyrus (”Hannah Montana: O Filme”)
Pior atriz coadjuvante: Sienna Miller (”G.I. Joe: A Origem de Cobra”)
Pior Refilmagem: “A Terra Perdida”
Pior Diretor: Michael Bay (”Transformers: A Vingança dos Derrotados”)
Pior Roteiro: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman (”Transformers: A Vingança dos Derrotados”)
Pior Filme da década: “A Reconquista”
Pior ator da década: Eddie Murphy
Pior atriz da década: Paris Hilton

(Com informações da EFE)

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Oscar 2010: expectativas para a premiação

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oscars Na noite deste domingo (7), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas realiza mais uma edição de entrega do Academy Awards no Teatro Kodak, em Los Angeles. Até este dia, muitas premiações já foram realizadas, entre Globo de Ouro e prêmios dos Sindicatos que compõe Hollywood. Os favoritos, como se sabe, são “Guerra ao Terror” e “Avatar”, além da disputa entre James Cameron e Kathryn Bigelow. Sem contar, ainda, que os dois já foram casados e Bigelow pode se tornar a primeira diretora a vencer o Oscar. São com todos estes ingredientes que a Academia pretende alavancar a audiência deste ano, já que ela vem caindo nas edições anteriores de acordo com dados da ABC (emissora americana que transmite a premiação).

Entre algumas mudanças que foram feitas para este ano, a principal foi que a Academia elevou o número de indicados na categoria de Melhor Filme de cinco para dez, o que deu oportunidade para outras produções também serem lembradas pelos votantes. Para apresentar a cerimônia, foram convidados os atores Steve Martin e Alec Baldwin, que prometem uma noite agradável para cinéfilos que estarão assistindo em todo o mundo, torcendo para acertar os seus palpites e previsões. Alguns filmes, pela temporada de premiações, já despontam como favoritos em determinadas categorias. “Avatar”, por exemplo, por ter vencido os principais prêmios no Sindicato de Efeitos Visuais, tem tudo para conseguir vencer nas categorias técnicas do Oscar, principalmente pela alta tecnologia revolucionária utilizada por James Cameron e sua equipe.

O seu concorrente mais direto, “Guerra ao Terror, se livrando de toda a polêmica envolvendo um e-mail de um dos produtores pedindo votos para o filme, tem chances de conseguir levar a estatueta nas categorias de Efeitos Sonoros, além de também brigar com a forte candidatura de “Bastardos Inglórios” em Melhor Roteiro Original. Aliás, o filme de Quentin Tarantino também chega forte na premiação. O Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Christoph Waltz parece praticamente certo, já que ele venceu o Globo de Ouro, os prêmios do Sindicato e outras premiações em festivais por onde o filme passou. Ele é o favorito, mesmo tendo perdido o BAFTA (Oscar britânico) para Colin Firth, que também foi indicado pelo filme “Direito de Amar”. Já na categoria de Melhor Ator, depois de quatro indicações, o carismático Jeff Bridges pode finalmente levar a sua estatueta pela atuação no filme “Coração Louco” (ainda inédito aqui no Brasil).

Em uma outra categoria importante da noite, o filme “A Fita Branca” é o favorito para vencer a Melhor Filme Estrangeiro, competindo com outras boas produções como, por exemplo, “A Prophet” (que chegou a competir com “A Fita Branca” pela Palma de Ouro em Cannes do ano passado) e o argentino “O Segredo dos Seus Olhos”, que estreou recentemente no Brasil. Entretanto, “A Fita Branca” vem colecionando prêmios por onde passou, deixando apenas de conquistar o BAFTA, que optou por “A Prophet”. Nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante, é possível que as premiações que funcionam como termômetro para o Oscar também aponte as suas vencedoras, que seriam Sandra Bullock e Mo’Nique, respectivamente.

Mas todos aguardam mesmo pelas categorias de Melhor Filme e Melhor Direção, os dois últimos prêmios da noite de gala do Oscar. A briga entre “Avata” e “Guerra ao Terror”, que dividiram grande parte dos títulos até este momento, promete movimentar toda a cerimônia. É possível que os apresentadores brinquem com isso durante a premiação, deixando o público apreensivo sobre o que pode acontecer até o final. Hollywood vive a expectativa de premiar uma mulher pela primeira vez na sua história por ter dirigido um filme. Enquanto isso, a Academia não deve deixar passar despercebido o sucesso conquistado por “Avatar” e a história que contagiou o público. Uma disputa acirrada, que nem mesmo as premiações passadas ajudam a dar um prognóstico de quem poderá sair como o grande vencedor da noite.

Para isso, é preciso assistir à cerimônia do Oscar que será transmitida pela Globo logo após o BBB. Para aqueles que tiverem canal fechado, também é possível assistir a premiação pela TNT, a partir das 21h, com a chegada das estrelas no tapete vermelho. Por volta das 22h, o Teatro Kodak ficará tomado pelas estrelas de Hollywood para acompanhar a 82ª edição do Oscar e, finalmente, saber quais foram os melhores filmes e os melhores trabalhos votados pelos membros da Academia.

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Entre Irmãos

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Dirigido por Jim Sheridan. Com: Tobey Maguire, Jake Gylenhaal, Natalie Portman, Bailee Madison, Taylor Geare, Sam Shepard e Mare Winningham. (Brothers, 2009).

O diretor Jim Sheridan sempre se consolidou ao retratar em seus filmes os problemas familiares enfrentados pelos seus personagens. Além disso, ele tem por característica mostrar a superação destas dificuldades apresentadas. Foi assim em Meu Pé Esquerdo, quando vemos a incrível história de Christy Brown (interpretado por Daniel Day-Lewis, lhe rendendo uma estatueta de Melhor Ator em 1990) ou, ainda, no longa-metragem Em Nome do Pai em que, mais uma vez, Jim Sheridan coloca a família na frente de tudo aquilo que está sendo contado, mostrando a real importância e os verdadeiros valores familiares que eles seguem. Em Entre Irmãos, mais uma vez esta temática fica clara ao retratar a família Cahill, que enfrenta diversos problemas ao longo da sua jornada.

Sam (Maguire) é o Capitão de uma tropa Marine e que está prestes a voltar para lutar no Afeganistão. Enquanto isso, o seu irmão Tommy (Gylenhaal) acabou de sair da prisão e vai tentar reconquistar a confiança da sua família novamente. O pai de ambos, Hank (Shepard, de Falcão Negro em Perigo), que também é do Exército, tem o seu filho favorito e isso sempre gerou uma incrível confusão na família. No meio de toda esta trama, está Grace (Portman), esposa de Sam, e as suas duas filhas Isabelle (Madison) e Maggie (Geare). E toda a história começa de verdade quando Sam volta para o Afeganistão, dando espaço para que o seu irmão pudesse se aproximar da sua família. O maior erro de Entre Irmãos já começa exatamente neste momento. Falta naturalidade na atuação de Gylenhaal, uma vez que fica nitído a maneira como ele já estava esperando se aproximar das filhas do seu irmão e, principalmente, da sua mulher. As coisas ficam ainda mais claras quando Sam é dado como morto na guerra, mudando completamente a vida da família Cahill durante meses até que ele finalmente aparece vivo.

Por algum período, Jim Sheridan tenta consolidar o seu filme entre duas narrativas: aquela que se passa no Afeganistão, mostrando Sam se tornando um refém do regime talibã, e também a vida que Grace vai levando com as suas filhas (sempre na companhia de Tommy). Neste aspecto, a montagem acaba errando em não conseguir encontrar sustentação naquilo que está sendo contado. Tudo vira uma série de repetições de grande parte do que já foi dito. Mesmo quando Sam retorna ao seu lar, era esperado que ele se tornasse uma pessoa mais violenta e diferente. A guerra o transformou, como já foi mostrado em outros filmes do gênero. A Volta dos Bravos, por exemplo, se preocupou em apenas relatar como estes conflitos conseguem mudar para sempre a vida dos soldados americanos, não mais conseguindo ser aqueles seres humanos de antes. Entre Irmãos chega a ter um pouco deste filme citado, principalmente pela forma irreconhecível e a falta de paciência que Sam começa a ter depois de ter sobrevivido ao Afeganistão (além de estar impregnado na sua mente o que ele precisou fazer para tal coisa).

Entretanto, o que Entre Irmãos tem de melhor não está nos seus personagens centrais (ou que, pelo menos, deveriam ser o centro da trama). As filhas de Grace começam a roubar a cena com o tempo. Jim Sheridan mostra, mesmo que por muito pouco tempo, o olhar delas sobre tudo isso que está acontecendo, seja pela guerra, seja pela volta do pai, seja pela aproximação entre Grace e Tommy. Elas não são meras coadjuvantes das histórias. Na realidade, elas se tornam parte integrante daquilo que está sendo mostrado na tela. Uma trama parecida com a de Terra de Sonhos, outro filme do Jim Sheridan, que ele também se utiliza dos dramas de uma família que havia ido tentar a sorte na vida na cidade de Nova York vindos da Irlanda, para mostrar a maneira como eles conseguiram se adaptar ao lugar em meio às dificuldades de recomeçar uma vida. É exatamente o que acontece quando Sam volta, o recomeço (ou a tentativa) para reconstruir os laços familiares que haviam sido esquecidos com a sua morte, e também com o fato de se acostumar a este fato.

A trilha de Thomas Newman se encarrega de chamar atenção para os fatos dramáticos, mas pouco consegue se sobressair. Se utilizando muito mais de canções parecidas com aquelas que vemos na série americana Friday Night Lights, Newman faz o que pode para prender a atenção do seu espectador. Mesmo assim, quem se destaca é Tobey Maguire, que tem uma atuação marcante no filme. Nas principais cenas em que ele deixa transparecer o ódio que ele trouxe do Afeganistão, é possível perceber a sua capacidade de entrega a um personagem que não demonstra complexidades. Este talvez é o maior erro de Entre Irmãos. Por mais que ele tente se consolidar o quão trágica a guerra pode ser e a maneira como ela transforma o ser humano, o roteiro de David Benioff pouco se esforça para tornar a sua trama complexa, o que considero um erro dada as circunstância e as tramas que o filme procura abordar.

Por fim, Entre Irmãos é uma mistura de tudo aquilo que já foi visto em outros filmes (e até mesmo em algumas séries de televisão). A relação da mulher com o fato de ver o marido partindo para o combate, por exemplo, virou tema de programas como Army Wives e The Unit, ambas que se preocuparam em mostrar o lado feminino de uma questão difícil. Este está longe de ser aquele Jim Sheridan que consegue se impôr com a sua câmera em contemplar momentos de intensa dramaticidade. Pelo contrário, aqui o seu filme resulta em uma equação que não possui sentimentos, se prendendo a mostrar o convencional. O final é um exemplo claro disso, deixando o espectador com o questionamento na cabeça de que poderia ser melhor, de que algo mais poderia ser feito. Entre Irmãos representa mais um olhar sobre as consequências psicológicas que as gueras têm deixado nos soldados americanos. Mas por que não, então, acabar com elas? Segundo Obama, porque elas são um mal necessário. A cada dia, então, famílias daqueles que estão no Exército terão que conviver com estes problemas.

Cotação: ★★★☆☆

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A moda do 3-D que pegou

Opinião do Editor 2 Comentários »

imax Já fazia um certo tempo que eu desejava escrever sobre este assunto. Mas sempre surgia coisas mais importantes, ou eu simplesmente esquecia do tema e deixava pra depois, procastinando algo que já deveria ter sido discutido aqui antes. Para não perder o momento, o cinema uma fase importante, mas que me preocupa bastante. O sucesso indiscutível de “Avatar” pelo mundo, mudou completamente o jeito de pensar o cinema. E estas transformações já começam a ser vivenciadas neste exato momento, enquanto você lê este texto e enquanto eu estava escrevendo.

Com isso, tomado pela notícia de que estava em discussão a possibilidade de fazer “O Hobbit” em 3-D, fiquei realmente preocupado. Agora tudo vai ser neste formato? Onde estão os filmes no seu “estilo clássico”, sem esta bobagem chamada terceira dimensão? Quer dizer, os produtores não pensam mais se aquele filme deve ser mesmo feito em 3-D. Eles querem que tudo seja feito em 3-D. Explicações não faltam para esta modinha, não é mesmo? E a principal delas é este sucesso absoluto de “Avatar”.

Eu assisti o filme e, como grande parte das pessoas que também assistiram, fiquei maravilhado com o aspecto técnico. Visualmente, o filme é muito lindo e “vivo” na tela. Entretanto, ele está longe de ser considerado, pra mim, como o melhor do ano passado ou alguma coisa do tipo. Mas aquela história de Pandora não me conquistou, assim como todo o drama de Jake Sully e a sua paixão por uma Na’vi. E, com esta história, “Avatar” transformou toda a maneira de pensar.

Assim, com este fenômeno de “Avatar”, as obras começaram a ser repensadas. Males do capitalismo, não é mesmo? Todos pensando em lucrar. Filmes que antes estavam prestes a sair como obras “comuns”, voltaram para ser feitos em 3-D. Eu nunca contei minha experiência de assistir um filme neste formato (até hoje só consegui ver quatro, sendo três animações e o tal do “Avatar”). A verdade é que, ao colocar aquele óculos, sinto dor de cabeça. As coisas pulando na tela e “saindo” dela, me deixa desconfortável na poltrona, ou seja, não consigo absorver e acho a experiência irritante.

Peço perdão aos leitores mais antenados e acostumados com a Era Digital, mas ainda não me acostumei a tais fatos. Outro dia, fui encomendar meu DVD de “500 Dias com Ela” e vejo que só está disponível em Blu-Ray. Ora, e para quem prefere ele na versão do DVD? Sou daqueles que ainda tem videocassete em casa e fitas VHS (talvez muitas morfadas, mas ainda guardadas na sala). Decerto, até vejo no 3-D possibilidades incríveis e ferramentas que devem ser utilizadas em prol do cinema, mas que isso não se estenda a todos os filmes.

O estúdio que fez “Senhor dos Anéis”, por exemplo, estuda a possibilidade de relançar o filme no formato 3-D. Sou desses que acreditam que um longa-metragem não deve ser tocado, ou “mexido”, depois que ele é lançado. É uma opinião que construí a partir de leituras teóricas relacionadas ao cinema. Agora, lançam o filme e depois querem fazer mudanças ou adequações. O Spielberg fez isso em uma versão de “E.T - O Extraterrestre”, em uma cena em que a câmera foge daquela perspectiva das crianças, e isso prejudicou completamente a obra no meu ponto de vista.

Enfim, fiz este texto mais como um protesto (ou uma chance de colocar pra fora e opinar sobre o que eu penso sobre esta questão envolvendo o 3-D). Para que fique bem claro, não sou contra. Mas acredito que a plataforma possa ser bem utilzada em alguns filmes, mas não em outros. Simples assim. Porém, mesmo enquanto faço esta postagem um pouco tanto nervosa e revoltada, nada irá mudar e a tendência é que haja um mercado dominante de 3-D, já que vem atraindo tanto o público. Assim como acredito, também, que o tal do Kindle não irá substituir os livros publicados. Ainda assim, sinto um certo nervosismo por ler tantas notícias sobre o cinema relacionadas a filme que estão sendo lançados em 3-D. Será que a magia acabou?

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