OTH 7×14 – Family Affair
By Vinícius Silva. Filed in One Tree Hill, Reviews |Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers
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Título: Family Affair
Temporada: 07
Episódio: 14
Exibição: 25/01/10
Emissora: CW
Nenhuma família é perfeita. Durante sete temporadas, foi possível perceber isso observando apenas os Scott. Entre tantos dramas e tumultos, os filhos conseguiram se desvencilhar dos seus pais e, com isso, criaram as suas próprias vidas. De uma maneira geral, eles aprenderam mais consigo mesmos (e com as desilusões da vida), do que com os seus pais, que estavam mais preocupados em praticar joguinhos do que em realmente educá-los. Entretanto, não são apenas os Scott que possuem problemas. Os James também não ficam atrás. Imaginem três irmãs com nervos à flor da pele? Pois bem, foi isso que One Tree Hill retratou neste episódio. Tudo por conta da relação entre Taylor e David, ex-marido de Quinn, irmã dela. Enquanto as duas tentavam levar isso na melhor maneira possível, Haley tentava mostrar o que era certo e errado nesta história.
É importante que a série tenha cada vez mais o seu foco familiar em questão dentro das suas narrativas. No entanto, a sétima temporada ainda peca pela ingenuidade com que ela consiga materializar estes fatos. A cena entre Mouth e Lauren, por exemplo, logo em seguida ao momento na casa dos Scott, soa completamente desnecessário. Por que ela ajudaria Mouth a limpar a bagunça que Millie fez enquanto se drogava e entregava a sua vida à cocaína? Não tem o menor sentido. E não adianta usar o argumento de que ela era (ou é) a namorada de Skills porque, mesmo assim, continua sendo algo completamente fora da lógica. O mais triste é que a série tentou criar um clima de romance entre os dois, algo que seria completamente estúpido considerando a amizade entre Mouth e Skills e, principalmente, a relação entre Millie e Mouth, o que comprova minha teoria de que, às vezes, One Tree Hill parece simplesmente não saber o que está fazendo.
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Mas o foco estava no jantar da família Scott, com as três irmãs juntas e os seus respectivos noivos, maridos e namorados. Por esta razão, o episódio se vale muito mais pelo humor que as cenas passadas neste ambiente empregam, que ainda conta com uma direção bastante irregular do ator Paul Johansson, que sempre se aventura em dirigir alguns capítulos (já que o seu personagem foi completamente esquecido pelos roteiristas, não é verdade?). A briga que acontece na piscina, por exemplo, poderia ser melhor filmada se ele conseguisse abrir mais o plano. Entretanto, quando ele faz isso, acaba expandindo demais a tela que, em seguida, corta novamente para planos fechados demais, perdendo completamente a dramaticidade que a cena poderia oferecer (por mais que ela tenha soado apenas engraçada e hilária).
Longe disso tudo, estão Brooke e Julian. Ambos se separaram oficialmente, mas sabem que ainda existem um “nós” entre eles, que os dois ainda não superaram. Em contagem regressiva para produzir o seu novo filme, Julian ainda não tem um diretor (apesar de esconder isso, tava “na cara” que ele iria se candidatar para o posto). Enquanto isso, Julian pediu para que Brooke possa ser a figurinista. Convite logo aceito por ela, o que pode representar um recomeço, mas também mais ciúmes e dramas por conta de Alex, haja vista que ela é a estrela do filme e a personagem principal. Enfim, One Tree Hill ainda promete algumas emoções daqui pro final, mas a série continua não tendo objetivos ou histórias centrais que possam carregar todos os personagens. E isso é uma pena, por mais que esta sétima temporada tenha se equilibrado neste momento.








sábado, agosto 14th 2010 at 19:30 |
Nice website!!