>> “Promoção Última Parada 174″: Hoje é o último dia!

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Messin With The Kid
Temporada: 06
Episódio: 07
Data de Exibição: 20/10/08
Emissora: CW

Às vezes nenhuma série precisa trazer grandes acontecimentos para que o episódio se torne sinônimo de qualidade. E foi isso que One Tree Hill fez dessa vez. Um capítulo em que não aconteceu nada de muito importante, mas foi nas poucas coisas, naquelas mais bobinhas, que o programa nos entregou algo digno do show, recheados de excelentes momentos, lições de moral, brigas e pedidos de desculpas. Enfim, foi utilizado aquele mesmo tipo de drama que a série se especializou em fazer. Assim como foi nesse formato que ela conquistou grande parte dos fãs que possuem hoje, fazendo de One Tree Hill o segundo programa mais assistido da CW, depois de Smallville. Marcando ótimos 3,65 milhões de telespectadores, e 1.9 na amostra de 18-49 anos, exatamente o público proposto pela emissora e pela série.

Messin With The Kid apresenta os problemas que Brooke Davis começou a enfrentar depois que decidiu dar apoio à Sam. Com um histórico parecido com a juventude vivida por Brooke Davis, esta se viu no espelho quando tomou conhecimento de tudo aquilo que Sam já viveu, passando por lares adotivos, sendo abandonada pela mãe e sem auto-estima para ter uma vida normal. É nesse quesito que a história de Sam se assemelha à de Brooke. A sua mãe pode não ter abandonado-a quando nasceu, mas foi uma gravidez totalmente indesejada, como a própria Victoria já mencionou. O pai da Brooke (por sinal nunca foi mostrado na série) também fez pouco caso e quase não quis reconhecer a filha. Por isso, a vontade de Brooke em consertar, com Sam, os erros que os seus pais cometeram. Enquanto isso, um plot mais bobinho tomou conta do episódio. Lucas e Peyton lidando com o fato de estarem morando juntos.

Acreditanto que foram as melhores cenas desde que esta temporada começou, Peyton e Lucas tiveram um pouco mais de atenção nesse episódio. E olha que já estamos no sétimo episódio. As diferenças entre os dois, apesar de nunca terem sido de fato colocadas na série, são claras quando Lucas diz não gostar da banda The Cure (eu também não gosto) e Peyton, na verdade, adora as músicas do grupo liderado por Robert Smith. Além disso, eles também tem gostos diferentes no café-da-manhã. Quando Peyton achava que Lucas gostava de panquecas e ele, na verdade, gosta de torradas. Enfim, são coisas pequenas, é verdade. Porém, fazem a diferença quando se decide morar junto. O escritor e psicoterapeuta, Rubem Alves, descreve que o relacionamento não está exatamente ligado ao sexo ou às palavras de carinho. Mas, sim, no tempo em que o seu par estará disposto a te agüentar.

Em uma das suas crônicas mais famosa sobre sobre este tema, “Tênis e Frescobol” se sobressai quando ele coloca na balança todas essas coisas. Uma metáfora extremamente inteligente e que funciona perfeitamente para o que está em jogo. Mesmo assim, o episódio estava ainda reservando excelentes momentos quando, por exemplo, Nathan e Haley lidam com o fato de Jamie ter brigado na escola com um colega. Os papéis se invertem neste caso: enquanto que Nathan sempre foi o mais estouradinho, Haley era a pessoa que mantinha a cabeça no lugar. Pois bem, dessa vez aconteceu o contrário: Haley brigou a tapas com a mãe do colega de Jamie, enquanto que Nathan achou uma solução muito mais inteligente para o problema. O dueto no final entre Haley e uma cantora de rua em Tree Hill, serviu para fechar este episódio com chave de ouro, dando à série um dos melhores índices de audiência da semana para a emissora que a transmite.

Cotação: ★★★★★