OTH 5×16 - Cryin’ Won’t Help You
One Tree Hill, Reviews 8 de maio de 2008Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers
Título: Cryin’ Won’t Help You
Temporada: 05
Episódio: 16
Data de Exibição: 05/05/08
Emissora: The CW
Se você estava preocupado com os últimos episódios que a série estava exibindo, como se estivesse perdendo um pouco o seu fôlego, pode ficar tranqüilo. Depois desse capítulo, a ótima quinta temporada está praticamente salva, com poucos delizes, mais acertos do que erros, mais momentos emocionantes e uma evolução significativa, tanto das suas histórias quanto dos seus personagens.
No final do episódio passado, Dan havia dito que tinha apenas mais seis meses de vida. Isso gerou uma certa controvérsia e questionamentos para aqueles que assistem à série: estaria Dan Scott mentindo para se reaproximar da sua família, ou é mesmo tudo verdade? Ao que parece, o pai de Lucas e Nathan só tem mesmo mais esse tempo de vida e ele está lutando para consertar a relação que ele tinha com o seu filho Nathan. E Dan Scott continua sendo aquele personagem em que é impossível se fazer projeções para o que pode acontecer. Na cena final, por exemplo, quando ele joga o copo de whisky no espelho, para um personagem tão difícil de se entender como ele, pode haver pelo menos duas justificativas: ou o seu plano não deu certo ou ele está mesmo chateado com a decisão do seu filho Nathan em não fazer com que ele se reaproxime.
Além de Dan, Brooke Davis é outro personagem que tem crescido nesse quinto ano, principalmente nesses últimos episódios. Com o momento da cirurgia do bebê que ela está criando se aproximando, temos visto uma pessoa muito diferente daquela de quando começou essa temporada. E, obviamente, ela tem feito de tudo para ser uma boa “mãe”. E ela tem se mostrado uma pessoa competente. Além de criar na sua empresa uma linha de roupas feita especialmente para crianças da idade de Angie, ela tem tido coragem suficiente para dar forças à cirurgia da criança, que não deve ser nada fácil.
Apesar de alguns momentos soarem realmente desnecessários como, por exemplo, na cena em que Quentin começa a dar conselhos ao Nathan para que ele volte a jogar basquete, ou ainda os momentos entre Millicent e Mouth, que também estão sendo muito forçados, principalmente quando a Milli aparece jogando videogame, “Cryin’ Won’t Help You” segue a regularidade que a série tem mantido durante toda essa temporada. E ela tem conseguido explorar a culpa representada por Dan Scott, o desejo de amar por Peyton, o recomeço no casal Nathan e Haley, as dúvidas de Lucas Scott e a vontade de ser mãe em Brooke Davis. Sentimentos diferentes, mas que levam todos a buscar aquilo que estão sonhando, que estão perseguindo.
Então, o que dizer dessa temporada? Como explicar essa ascensão que a série teve depois de um quarto ano tão irregular, tão ruim? O grande mérito de One Tree Hill até esse momento é a regularidade nos episódios, é na forma com que eles estão sendo construídos. Pouco a pouco o programa vai criando forma, sem passar por cima de nada, se utilizando da mesma narrativa que marcou o seu ano de estréia, considerado por muitos como o melhor. Ainda assim, essa quinta temporada tem tudo para ser melhor que a primeira, porque ela está indo além de tudo aquilo que os fãs poderiam imaginar.











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