Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Life is Short
Temporada: 05
Episódio: 15
Data de Exibição: 28/04/08
Emissora: The CW

Mesmo não sendo um daqueles maravilhosos episódios que já foram exibidos nessa temporada, é impossível não se emocionar com One Tree Hill. Lembro que na semana em que este blog estava fazendo um especial sobre os cem episódios da série, Paulo Fiaes escreveu um artigo e o intitulou como “OTH: um retrato das nossas almas”. Foi um título marcante, porque exprime exatamente o sentimento que os fãs tem por esse programa e isso é notável, em qualquer episódio que se assista, seja ele em qual temporada for. Mais marcante que isso, é a expressão que essa série tem alcançado, no desenvolvimento das suas histórias, dos seus personagens e de todo um contexto que tem sido muito bem explorado pelo roteiro.

Nessa temporada, Mark Schawhn, criador da série, procurou se redimir dos erros que cometeu no quarto ano de programa. Toda aquela história envolvendo o Derek, fingindo ser irmão da Peyton. Logo depois, aparece o seu verdadeiro irmão, um militar que lhe ensina a se proteger. E eu poderia citar muitas gafes que o roteiro cometeu naquela temporada, muito abaixo do que se esperava, apesar da série ter alcançado bons índices de audiência. Um outro ponto que merece destaque foi o rápido afastamento entre Brooke e Lucas. Na terceira temporada, eles faziam o casal do momento. Como o noivado dos dois atores na vida real terminou, a série achou melhor também terminar o namoro deles dentro da história, fazendo com que eles se distanciassem. Porém, os próprios atores deveriam saber conviver com isso e a decisão pode ter sido acertada em termos, mas foi muito prejudicial para o andamento da história.

Já nesse episódio, vemos a aproximação entre Brooke e Lucas e em como eles ainda conseguem nos proporcionar cenas maravilhosas, mesmo não tendo nenhum beijo entre os dois, apenas a maneira como se olham e como se abraçam. Brooke também está aprendendo a ser mãe com a chegada do bebê que terá que cuidar, uma espécie de lar de adoção, ou caridade. Ainda assim, o que movimenta mesmo o episódio é a festa de aniversário de Jamie, um dos personagens que mais tem se destacado nessa temporada. Méritos para o ator que vive o garoto, que sabe ser simpático e contagiante em cada cena. Já comentei bastante em alguns reviews passados sobre a importância do Jamie na história. Além da festa, Lucas e Lindsey também se reencontram depois dos acontecimentos do casamento. Fica claro que Lindsey não quer mesmo nada por agora, enquanto que Lucas tem se mostrado uma pessoa muito mais decidida, sabendo o que ele realmente quer, os seus desejos de continuar com Lindsey, de tentar reatar aquilo que ele construiu. Tudo isso faz parte do amadurecimento que esses personagens sofreram com o pulo que a série deu.

E, como o ponto forte de One Tree Hill está sempre no seu final, Life is Short não poderia ser diferente. Aquela música mórbida, triste. Aquela citação que vai acompanhando as imagens e os momentos que estão sendo colocados na tela. Todo aquele sentimento, aquela sensação, tudo aquilo que estamos acostumados a ver, todos aqueles ingredientes para nos chocar e nos emocionar. Tudo isso estava lá, como só essa série sabe fazer. E quando a gente pensa que ela não tem mais nada de novo para nos mostrar, One Tree Hill surge com uma nova história que promete trazer Dan Scott para junto da sua família novamente. Sem forçar, sem montar histórias mirabolantes. O roteiro apenas deu um jeito de fazer isso de forma natural, com base em uma história que já foi desenvolvida em temporadas passadas e que, agora, parece atingir o seu clímax. Por conta do problema de HCM, Dan tem apenas seis meses de vida. Portanto, Life is Short não tem nada de exepcional, mas ele emociona e cria expectativas na medida certa.