Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers
Título: What Do You Go Home To?
Temporada: 05
Episódio: 14
Data de Exibição: 21/04/08
Emissora: The CW
O episódio da semana passada foi realmente surpreendente. Ainda assim, dessa temporada se pode esperar qualquer coisa, porque a série entrou em um processo criativo muito interessante, não cometendo os mesmos erros do seu quarto ano completamente irregular e cheio de falhas no roteiro. De qualquer maneira, What Do You Go Home To? não apresenta nada de novo e é normal a série não continuar mantendo o mesmo ritmo que estava. Primeiro porque esse episódio foi mais para consolidar os fatos que foram apresentados no anterior, uma forma de dar continuidade à narrativa sem passar por cima daquilo que eles estavam montando. E, por fim, foi um episódio em que a busca por corrigir os erros do passado, ou pela chance que lhe foi dada de ter uma segunda chance, foi mais aprofundada, principalmente pelo fato do final ser totalmente focado em Dan Scott.
Quem chama mesmo a atenção nesse capítulo, além, é claro, de Dan Scott, é Jamie, o filho de Nathan e Haley. O garotinho realmente tem talento para interpretar e mostra que foi escolhido de uma forma muito cuidadosa pelos criadores. Jamie consegue, em cada aparição, tornar a série um pouco mais interessante, diria até diferente. Porque existe um contraponto nas relações de Jamie com os outros personagens, a mesma que funciona entre uma criança e um adulto. São duas fases completamente diferentes. E a sensibilidade e a inocênca do garotinho é contagiante. Quando ele pergunta para Lucas o porquê deles odiarem Dan, é perceptível a maneira com que um adulto precisa ser cuidadoso com as palavras ao explicar um caso tão complicado. Até porque, ele não tem motivos para odiar o seu avô Dan, mas acaba sendo influenciado pelo ódio das pessoas que o cercam, servindo como uma proteção para ele, algo que nem ele mesmo consegue entender. Por essa razão, a cada questionamento seu, a cada indagação, o seu personagem ganha um destaque dentro do arco narrativo, dentro da história que se está propondo contar.
Enquanto isso, Dan continua no seu mar de lamentações. Se soa falso ou não, é algo muito difícil de deduzir. Obviamente que existe todo um histórico para nos fazer acreditar nisso. Na segunda temporada, quando ele sofreu o ataque cardíaco, ele estava tentando ser bom novamente, fazendo as pazes com o seu filho. No entanto, vimos o que aconteceu. Ele acabou com o casamento de Keith. Uma vingança pelo o que ele tinha feito ao dormir com a sua esposa. Na quarta temporada, vivendo aterrorizado por ter matado o seu irmão, ele estava tentando reconquistar a confiança de Karen e também de Lucas. E, naquela época, soava até mesmo sincero, porque a série soube mostrar o seu lado humano, por isso Dan Scott é um vilão completamente diferente. É a pura construção de um personagem clichê, porém feito e interpretado de maneira inteligente. E, agora, mais uma vez, ele tenta a redenção junto à sua família. A Justiça já lhe concebeu uma segunda chance ao colocá-lo em liberdade condicional. Nesse momento, só falta realmente o perdão das pessoas que ele, de alguma maneira, amou mas não soube demonstrar.
E a família Scott parece estar toda reunida novamente. Como Haley e Nathan não conseguem achar uma nova babá para Jamie, quem acaba “quebrando o galho” é Deb, a mãe de Nathan. Eu realmente não esperava que ela fosse aparecer nessa temporada, mas foi uma boa surpresa, porque Deb é um personagem interessante para a série. Vai ser também bom saber como será a reação de Dan ao descobrir que a sua ex-esposa voltou para Tree Hill. O mais importante dentro de todo esse cenário, é que One Tree Hill não tem criado histórias forçadas. Decerto, sempre os personagens que acabam tendo um caso com Brooke soa demasiadamente forçado, como uma forma de tentar encontrar um par romântico para ela. Talvez seja a hora da série parar de fazer isso e focar mais na oportunidade que ela terá de ser mãe, mesmo sabendo que é apenas um projeto para a caridade que envolve crianças que vão para os Estados Unidos se tratarem de alguma doença e ficam sob os cuidados de alguém. Brooke foi escolhida para ser essa tal pessoa e isso funciona também como um teste para a assistente social definir se ela tem condições ou não de criar uma criança.
Apesar de não ter uma narrativa tão intensa quanto o episódio anterior, a série ainda vem conseguindo manter o bom ritmo. O roteiro está bem amarrado, lembrando muito a primeira temporada. Parece que eles sabem realmente o que querem fazer com o programa, as histórias que devem ser colocadas e que as devem ser desenvolvidas. Fazia tempo que eu não assistia uma temporada tão bem arquitetada da série, sem dar pulos, sem correr para lançar logo um desfecho para certas coisas que ela procurava explorar. Já falei algumas vezes e volto a repetir: tudo isso é fruto do amadurecimento de toda a equipe da série, dos seus atores, refletindo no que o seriado se tornou. One Tree Hill ainda pode ser um drama feito para os adolescentes assistirem. Mesmo assim, se antes ela conseguia alcançar bastante uma faixa adulta, imagino que agora esse percentual cresceu significativamente.
23 de abril de 2008 as 11:52
¬¬
eu doida pra comentar..vem vc com OTH!
:P
23 de abril de 2008 as 11:53
que lindo, eu rimo até sem querer x)
23 de abril de 2008 as 18:30
cara
concordo em tudo com q vc escreveu
e digo mais
parece q eles conseguiram criar um plot pra skills
gostei dele meio sério
mas mesmo assim fazendo as piadas de antes
sério. adoro esse universo de one tree hill
e n sei pq, mas ainda acho q mouth termina com rachel
gostei dessas coisas
por falar nisso
volta pro seu twitter
la eu tava comentando como josh schwarts é fraco com suas séries
tanto chuck como the o.c
nota-se uma dificuldade em desenvolver os personagens
one tree hill é cheio de altos e baixos
mas se pegarmos da primeira temporada ate hj
veremos o quanto eles desenvolveram
isso, pelo menos pra mim, é essêncial numa série
abraços