Por Vinícius Silva
Tema da Coluna do site OverSéries: http://www.overseries.com/colunas

Impressionante como as emissoras estão correndo para estrear as novas séries em terras brasileiras. A Warner já comprou “Californication”, “Gossip Girl”, “Cane” e tantos outros programas para a sua nova grade que começa no mês de Novembro. A Sony também não ficou atrás e anunciou a tão esperada estréia de “Ugly Betty”. O Universal Channel já confirmou a volta de “House” para o próximo mês e de “Heroes” para Janeiro. Enfim, medo da internet, ou apenas a apropriação de um novo modelo?

Eu poderia ficar aqui citando as séries recém compradas pelas emissoras, mas o meu intuito não é esse. Isso vocês podem pesquisar na internet e achar a lista da nova programação dos canais fechados brasileiros, eu estaria perdendo meu tempo listando elas aqui. De qualquer forma, a Internet pode ter “contribuído” para que os canais brasileiros tenham feito essa nova estratégia: antecipar o quanto antes a estréia, ou reestréia, das principais séries que passam lá fora. O público tem crescido cada vez mais e os seriados americanos têm alcançado popularidade outrora nunca vista. Isso é tão evidente, que grandes atrizes do cinema estão migrando para as séries. É o caso de Glenn Close, protagonista da ótima “Damages”. Mas isso também nos leva a um outro questionamento: será que atrizes, como Glenn Close, ainda teriam espaço no Cinema?

A cada novo ano as emissoras americanas lançam o seu pacote para a fall season e a mid season. E esses pacotes têm crescido bastante. Claro que algumas não tem vida longa vide, por exemplo, “Day Break”, “Heist”, entre outras. Mesmo grande parte sendo cancelada prematuramente, as séries vem conquistando um espaço cada vez maior dentro da programação de emissoras americanas e também brasileiras, tanto nos canais fechados quanto nos canais abertos.

A Record e o SBT são as que mais investem. Os telespectadores ainda preferem acompanhar pelos canais fechados, por conta da dublagem que é proporcionada nos canais abertos. O único que mantém tal formato doentio é a FOX. A dublagem estraga qualquer tipo de obra cinematográfica - e estou considerando, nesse momento, as séries como produções de mesmo gênero. Apesar do número crescente de cópias dubladas que estão sendo investidas pelas grandes produtoras e distruibuidoras, os telespectadores ainda preferem as legendas. Graças a Deus! Acredito que o povo brasileiro está ficando cada vez mais preguiçoso, mas o fato é que também existe o público que prefira o formato dublado. Vai entender!

A Internet tem proporcionado tanto essa “comercialização”, que ajuda na propagação dos seriados entre as pessoas – há quem discuta isso. Sendo a favor ou contra, não resta dúvida de que a grande rede ajuda, em alguns casos, no aumento da audiência. A Warner acreditou na idéia que é feita nos Estados Unidos de, logo depois da exibição, os episódios são disponibilizados para serem baixados ou assistidos. Isso aconteceu, aqui no Brasil, com “Studio 60”, sendo exibido a season premiere na Internet.

Para as emissoras brasileiras ainda falta muito. Agradar o grande público é sempre muito difícil, mas elas vem tentando. Faço uma ressalva só para a FOX, que a cada dia que passa, cai no meu conceito. Warner, Universal e Sony tem lançado boas estratégias para não fazer da espera de acompanhar uma determinada série por aqui, tão longa. Demorou pra entender que a Internet é uma aliada, mas a esperança é a última que morre.