Infelizmente não pude acompanhar a discussão que ocorreu no período da manhã neste que foi o 2° dia de atividades do IV Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual. Sei que o assunto discutido girou em torno da utilização da luz e em como ela influencia na fotografia de uma obra fílmica. Os palestrantes  que foram convidados eram todos fotógrafos, por essa razão a discussão deve ter ficado mesmo em relação à utilização das técnicas de fotografia que são aplicáveis ao Cinema.

Já que não pude assistir a esta palestra, fiquei super atento na mesa que discutiu a evolução do cinema enquanto imagem em movimento. Desde os primórdios (e estou me referindo ao cinema mudo), as imagens sempre tiveram um grande poder em relação àquilo que vemos na tela. Dessa forma, uma imagem (assim como uma fotografia) pode ter múltiplas expressões e significados. O cineasta português João Mário Grilo, por exemplo, procurou discutir, durante o momento em que discursava, sobre as possibilidades de criações de imagens com base nos ensinamentos de Gilles Deleuze.

Mas o estudo da imagem proposto nesta mesa-redonda também girava em torno da filosofia. Por essa razão, o filósofo argentino Tomás Abraham trouxe uma discussão mais aprofundada sobre a filmografia de Werner Herzog (O Enigma de Kaspar Hauser, O Sobrevivente). O diretor alemão é um grande estudioso da representatividade da imagem. Isso fica claro em grande parte dos seus filmes, como no longa-metragem O Sobrevivente, o primeiro falado em inglês. Nesta obra ele dá um valor muito grande à expressão da natureza que sobressai da sua lente, mas não o tipo de beleza natural que estamos acostumados a ver. O próprio Abraham finalizou dizendo que a mente de Herzog gira em torno daquilo que é cruel, existindo aí uma violência pulsante, uma maneira pessoal dele de enxergar o mundo em que vive.

O dia também foi marcado pela pré-estréia do filme nacional Era Uma Vez…, que contou com a presença do diretor Breno Silveira e dos atores Thiago Martins, Vitória Frate e Rocco Pitanga, lançando assim oficialmente o filme nos cinemas do país. Além deles, esteve presente também o compositor e cantor Carlinhos Brown, que compôs a música de abertura do filme e colaborou com a trilha sonora.

Posso dizer que esta nova obra de Breno Silveira superou as minhas expectativas, mas falaremos mais disso na crítica que será postada ainda essa semana aqui no blog. As fotos deste 2° dia também serão postadas  no decorrer dos dias, inclusive algumas fotografias da equipe do filme Era Uma Vez…