Fringe 1×01 - Pilot (PreAir)
Reviews 17 de junho de 2008Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers
Título: Pilot
Temporada: 01
Episódio: 01
Data de Exibição: n/a
Emissora: Fox
J.J Abrams, a mente por trás de séries como Lost e Alias, embarca novamente em mais uma empreitada, prometendo comprovar o sucesso dessas já citadas e toda a sua criatividade em saber criar boas histórias e bons personagens. Mesmo ainda sendo o primeiro episódio (e que pode sofrer alterações até a sua estréia), Fringe deixa boas impressões do que os seus telespectadores podem esperar desse novo trabalho do roteirista, diretor e produtor, J.J Abrams.
Fringe já tem início em um avião com uma alta dose de suspense. Enquanto que a aeronave sofre de turbulência intensa por conta de uma tempestade, um dos passageiros se mostra muito mais apreensivo e nervoso em relação aos demais. Nesse momento, ele retira de sua maleta uma seringa de insulina e injeta em seu corpo, mas que parece não surtir efeito visto que ele continuava extremamente preocupado. As cenas que seguem parecem aqueles filmes de terror e uma mutação generalizada toma conta da aeronave e todos os passageiros começam a sofrê-la, se transformando em algo bizarro, como se estivessem derretidos ou coisa do tipo. Esta é apenas uma das premissas contadas pela série e mostradas nesse episódio, porque a coisa não parou por aí.
Logo somos apresentados a Olivia Dunham (Anna Torve) e John Scott (Mark Valley, da série Boston Legal), ambos agentes do FBI e que mantém, às escuras, um relacionamento amoroso. Depois do que houve com o vôo 627, todos as agências receberam um comunicado para enviarem os seus agentes e para trabalharem em constante transição, como equipe. Com isso, os dois são designados a investigar um armazém para descobrir algo mais e dão de cara com um possível suspeito do que aconteceu com os passageiros da aeronave. Mas a operação falha e John Scott, com a explosão, acaba sendo exposto ao mesmo tipo de experimento sofrido pelos tripulantes do avião.
Começa, então, a luta de Olivia para encontrar uma cura e ela descobre que existe uma ligação entre o experimento e um cientista chamado Walter Bishop, que foi contratado pelo Governo Americano há alguns anos atrás para fazer experimentos que envolviam teleportação, invisibilidade, mutação genética, além de outras coisas. Para poder conversar com Bishop, Olivia teria que ter contato com algum familiar dele, haja vista que depois dos fracassos dos experimentos e da acusação de que usava humanos como cobaias, ele foi preso no manicômio e só pode receber visitas de parentes próximos. É assim que surge o personagem do ator Joshua Jackson (Dawson’s Creek), Peter Bishop que, assim como o pai, esconde segredos que ainda não foram revelados.
Mas Olivia descobre também que este não é o primeiro caso, mas que existe um “Padrão” para que coisas desse tipo aconteçam como, por exemplo, crianças que são desaparecidas e que depois retornam sem sofrerem envelhecimentos, outros aviões que janelas começam a explodir sem nenhuma razão específica, etc. Existem muitos casos que não foram relatados e este do avião é apenas o primeiro de uma série de histórias que serão desencadeadas.
Como é de praxe nas séries do J.J Abrams, sempre existe algum tipo de organização por trás desses experimentos. Em Lost foi a Hanso Foundation, aqui em Fringe temos a Massive Dynamics, empresa para a qual Walter Bishop prestava serviços. Talvez este seja um problema de séries neste estilo de mistério, essa existência de uma organização por trás das coisas que acontecem. Na verdade, não encaro isso como um defeito. Apesar de ser um clichê (e dos grandes), é muito melhor fazer dessa forma do que ficar querendo inventar coisas impossíveis, fugindo até mesmo da realidade. Empresas como vemos tanto em Lost quanto agora em Fringe, já estão acostumadas a esconder aquilo que fazem. Afinal de contas, qual a organização que hoje não esconde?
Fringe, então, conseguiu manter um ritmo intenso e alucinante nesse Pilot, desde os bons travellings usados na primeira cena que conduziu melhor os quadros para que o seu telespectador obtivesse uma visão panorâmica do avião, mas que também pudesse sentir a estesia do pânico que estava ocorrendo no ambiente, até as boas perseguições que aconteceram ao longo do episódio. A direção de Alex Graves (alguém sabe por que o J.J Abrams não dirigiu?) é simples, mas também não compromete aquilo que está sendo contado.
Ainda assim, essa tentativa demasiada em querer transmitir todos os movimentos e tudo o que acontece em cena, acaba criando uma direção muito preocupada nos detalhes e sem uma ousadia em criar planos diferentes dos habituais, o que é característico no trabalho de J.J Abrams. Um outro ponto negativo que pode ser observado, são as piadinhas feitas por Joshua Jackson ao longo do capítulo, na grande maioria sem a miníma graça. Mas, de qualquer maneira, Fringe mostrou que tem realmente força para ser o carro-chefe da Fox e de entrar para a lista dos “trabalhos bem-sucedidos de J.J Abrams”.














18 de junho de 2008 as 1:02
acho q a unica coisa q o personagem de joshua jackson disse q eu n gostei foi aquele “querida” q me pareceu copia de Sawyer, mas fora isso, achei ele o melhor personagem do trio. e a quimica entre ele o olivia funcionou, mas ainda é cedo pra avaliar.
18 de junho de 2008 as 10:09
[...] Adaptado de texto publicado orignalmente no weblog Sob a Minha Lente [...]
18 de junho de 2008 as 14:11
Eu achei os personagens perigosamente não-carismáticos pra um projeto desse porte.
18 de junho de 2008 as 14:12
Achei o piloto em si mediano, acho que vale mais como uma promessa de série ótima, estabeleceu boas premissas.
Achei que faltou carisma aos personagens principais, e talvez o único que salve seja o Joshua Jackson. Ao contrário do colunista, os diálogos de que mais gostei foram as piadinhas dele (se bem que poderiam ser em menor quantidade, acho que saturou um pouco). A relação dele com o pai dele é interessante e serve de alívio cômico para a dramaticidade do resto da série.
A personagem principal, apesar de estar em quase todos os frames, “não apareceu”, porque não sabemos nada a respeito dela. Ela só serve para conduzir a história, sem introduzir nenhum elemento pessoal. Talvez por isso minha total apatia a ela.
Gostei da mulher com braço biônico. Nas oucas linhas que ela fala, sabemos mais dela do que sabemos da personagem principal em todo o episódio. Adorei a atriz e acho que a personagem vai ser uma ótima vilã.
Só gostaria de deixar registrado, por fim, que achei a série um mix de Arquivo X + Alias. No entanto, ela tem uma diferença fundamental em relação a Arquivo X: enquanto este fazia um forte contraponto entre ciência e sobrenatural (ou era um, ou era outro, vc escolhia no final do episódio com qual ficaria), Fringe trabalha com o sobrenatural sendo EXPLICADO pela ciência, o que é uma diferença de abordagem fundamental.
Nota 7 para o episódio. Não sou muito fã de pilotos, tem que apresentar personagens, e tal, mas acho que a série tem tudo pra deslanchar nos episódios seguintes.
18 de junho de 2008 as 15:12
Gosto do J.J. Abrams, mas esta “Fringe” tem uma premissa que não me agrada muito.
18 de junho de 2008 as 15:44
Pois é, mais uma serie com o manjadissimo clichê da conspiracao envolvendo uma “companhia misteriosa que tudo pode, tudo sabe e que está acima de todos”. Fora outros clichês absurdos, como o sujeito que morre e fica enrolando, falando milhoes de charadas e coisas sem sentido, ao inves de ser objetivo e contar logo, de forma direta, o que deseja contar. Tem que ter paciencia com a falta de criatividade dos roteiristas (e com J.J. Abrams, que sempre inclui essas companhias misteriosas — até porque ninguém parece reclamar que é sempre a mesma coisa)…
Esse primeiro episodio, apesar de muito bem feito, nao motivou a acompanhar a serie (pelo contrário, apenas esse lance de mais uma companhia misteriosa já desmotiva). Vamos ver se melhora nos proximos (se eu tiver paciencia de assistir aos proximos).