Swingtown 1×11 - Get Down Tonight

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Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Get Down Tonight
Temporada: 01
Episódio: 11
Data de Exibição: 15/08/08
Emissora: CBS

Estava demorando para acontecer alguma coisa entre Susan e Roger. Depois do episódio anterior a este, sabíamos que era uma questão de tempo, uma questão de atitude e de afirmação dos sentimentos que eles sentiam. É bem verdade que Bruce até que tentou fazer alguma coisa para trazer a sua mulher para perto dele. Porém, a paixão é algo incontrolável e a gente nunca escolhe por quem se apaixonar. Roger, por exemplo, acabou se apaixonando logo pela mulher do seu melhor amigo. Decerto, não era uma coisa que ele queria mas as coisas acabaram acontecendo, desde aquele momento em que ele perdeu o seu emprego e encontrou em Susan o seu porto seguro para poder conversar sobre qualquer coisa.

Na verdade, muita coisa dessa paixão (até repentina) entre Roger e Susan vem muito da maneira como os seus parceiros se comportam. Janet, esposa de Roger, segue a linha tradicional das mulheres daquela época, mantendo os laços familiares sem deixar que eles se percam ou que sejam esquecidos. Com isso, ela acaba sofucando o seu marido, que não consegue ter nenhuma conversa além daquilo que eles já estão acostumados, sem contar as regras que são impostas por ela. Já no caso de Bruce, marido de Susan, segue a linha do pai durão. O tipo de homem que quer sempre que as coisas sejam do seu jeito e que ele está sempre certo. Por essa razão, Roger e Susan, talvez as duas pessoas com um pensamento mais avançado do que os seus parceiros, acabaram se aproximando por não terem agüentado mais o tipo de relacionamento familiar que estavam tendo em suas devidas casas.

Além dessa paixão entre Susan e Roger, o episódio também mostrou a mudança de papéis: a mulher indo trabalhar, enquanto o marido cuidando dos afazeres da casa. Foi isso que aconteceu a partir do momento em que Janet resolveu procurar um emprego para ajudar a sua família, mas principalmente o seu marido, Roger, que preferiu colocar um avental, fazer compras no supermercado e preparar o jantar. Swingtown, mesmo que aos poucos, sempre mostra algum tipo de transformação no jeito de ser desses personagens, ou seja, a maneira como a cultura foi mudando com o passar do tempo. Aquela história de que mulher nasceu para ser dona-de-casa, já não tinha mais tanto efeito. Entretanto, Janet tem que enfrentar uma forte resistência no mercado e chefes tarados no trabalho, que só contratavam mulheres para satisfazarem as suas vontades sexuais.

A aproximação entre Bruce e a sua filha também foi algo que o episódio procurou explorar, apesar de ter reservado pouco tempo para isso. Os esforços de Bruce para reaproximar a sua família não deram muito certo, mas ele notou que a sua filha se parece mais com ele do que se imaginava. A personalidade forte, a atitude em fazer as coisas certas e os valores que nunca são deixados de lado compõem a personalidade dos dois. Confesso que Swingtown não é uma grande série e está longe de se tornar uma. Porém, vale ressaltar que, em certos momentos, ela sabe como explorar a época em contraste com aquilo que os seus personagens estão vivenciando. Talvez este seja o grande mérito dessa série criada por Mike Kelley, que parece ainda ter alguma coisa para mostrar.

Cotação: ★★★☆☆

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Swingtown 1×10 - Running on Empty

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Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Running on Empty
Temporada: 01
Episódio: 10
Data de Exibição: 08/08/08
Emissora: CBS

Foi um episódio de reconciliações. Pelo menos, era pra ser. O que se viu foram mais problemas, mais indecisões e famílias que, antes eram tidas como um modelo, começaram a se disfuncionar por não terem suportado as conseqüências que uma prática como o swing pode causar. Eu sempre me perguntava quando a série começaria a utilizar estes problemas familiares provindos dos novos afazeres e das novas experiências que alguns personagens começaram a experimentar. Com o território preparado, Running on Empty trouxe estes questionamentos à tona.

Para unir a família novamente, Bruce sugere que eles passem um fim de semana juntos na cabana dos pais de Susan. Os problemas, a partir disso, estavam só começando. Primeiro, Laurie não queria viajar com os seus pais porque preferia ficar com Doug e aproveitar os dias com ele. Segundo, Susan e Bruce também tentam resolver as suas diferenças. O amor que parecia funcionar com o swing nas primeiras práticas, deu um jeito também de afastá-los um do outro e de criar possibilidades. Um possível romance entre Susan e Roger já vem sendo traçado há um certo tempo e parece que se tornou algo definitivo. A maneira como os dois conversam ao telefone, ou da forma como sentem saudade um do outro e as lembranças dos momentos que passaram juntos, só ajudam para comprovar a idéia de que eles estão apaixonados.

Do outro lado, Roger e Janet também estão tentando colocar as coisas nos lugares. O casal que não tinha nada de moderno, muito pelo contrário, se viram em situações diferentes daquelas que estavam acostumados, com todo o preconceito pela maneira com que Tom e Trina se relacionavam. Além disso, para suprir esses problemas Janet procura uma terapeuta que possa ajudar o seu marido a encontrar um emprego, mas isso é só um pretexto para que mais sentimentos venham à tona. Janet confessa a sua paixão por Tom que, quando fica sabendo, se mostra completamente surpreendido. E talvez esse afastamento entre Janet e Roger e a maneira como ela [Janet] controla as coisas e a sua pressão, fizeram com que o seu marido pudesse se apaixonar pela sua melhor amiga, enquanto que ela tenta agora achar um emprego para ajudar nas despesas da casa.

Acredito que Swingtown em alguns momentos perde o seu fôlego por não conseguir alavancar histórias, ou por ter jogado tudo o que eles tinham nos primeiros episódios. No entanto, vale ressaltar que existe uma qualidade muito interessante no tratamento dos seus personagens, na maneira como cada um foi mudando com o passar do tempo e ao longo dessa temporada. Olhando para trás, podemos em perceber, principalmente, em como Janet e Roger deixaram de ser o casal conservador, ou ainda em como Susan e Roger passando por uma transição inversa. E é dessa forma que, aos poucos, Swingtown vai chegando no seu clímax, isto é, naquilo que eles realmente querem mostrar ao seu telespectador.

Cotação: ★★★☆☆

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Swingtown 1×09 - Swingus Interruptus

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Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Swingus Interruptus
Temporada: 01
Episódio: 09
Data de Exibição: 01/08/2008
Emissora: CBS

Acredito que todos estavam esperando o momento em que Swingtown colocaria todas as suas diferenças frente a frente. Não é difícil de entender. A explicação está na maneira com que as histórias estavam separadas. Existia o núcleo dos casais swingers, por exemplo. Do outro lado continha uma atração entre duas crianças a partir de uma amizade ao acaso. E, para não perder o fôlego, ainda tinha a filha de Susan se apaixonando pelo seu professor de Filosofia. Note que os personagens estavam distantes uns dos outros e, finalmente, a série deu um jeito de fazer com que todos agora possam participar mais intensamente dos episódios.

A nova forma de serem exclusivos de Tom e Trina estava influenciando também Susan e Bruce, até que ele dá uma escorregada e acaba beijando Melinda na festa que fora organizada por Trina no episódio passado. Com o peso na consciência (e a vontade de tirar um peso das costas), Bruce não esconde o ocorrido. A reação de Susan é curiosa. Eu esperava, por exemplo, que houvesse uma discussão mais agravante ou algo do tipo. Porém, tudo aconteceu ao contrário. Primeiro que Susan, mesmo não gostando da traição, acredita que a maneira perfeita de não provocar ciúmes e desconfianças está na “não-exclusividade” deles. Por essa razão eles resolvem ir a um clube de swingus para apimentar a relação e alinhar os pólos.

As surpresas não páram por aí. Além do casal Susan e Bruce, Janet também resolve fazer uma surpresa para George e ambos vão para a mesma boate. Mas a situação foi pouco explorada e talvez este tenha sido o principal problema do episódio. O plot que deveria movimentar Swingus Interruptus era exatamente o que poderia se passar dentro da boate em que eles estavam. De qualquer maneira, o tempo ficou reservado para a descoberta de Laurie (filha do casal Susan e Bruce) sobre as novas tendências do seu casamento, e uma leve desconfiança do outro filho do casal. Tudo isso só serviu para que Bruce tomasse a decisão de modificar completamente a sua família, alegando que tudo estava irreconhecível.

E aqui está o ponto mais positivo do episódio. A premissa da relação familar e do desequílibrio que eles começaram a enfrentar depois que se mudaram, pode dar um fôlego extra ao programa, que não tem o foco apenas na prática de swing, mas também nos problemas que o relacionamento aberto pode gerar. E isso já ficou claro quando Tom e Trina decidiram ser exclusivos. No entanto, o mais importante é a aproximação de todos os personagens nessa história. Sem contar que, mais uma vez, a série explorou as eleições presidenciais daquela época, mesmo de forma rápida e sem maiores detalhes. Mas isso também mostra uma preocupação com os fatos da década na qual a série se passa, colocando os seus personagens para se relacionarem com estes acontecimentos.

Cotação: ★★★☆☆

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Swingtown 1×08 - Puzzlerama

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Título: Puzzlerama
Temporada: 01
Episódio: 08
Data de Exibição: 25/07/2008
Emissora: CBS

Todos possuem segredos, ainda mais em Swingtown. Até mesmo aquele casal que parece seguir a linha dos “certinhos” não escapam. O jogo Puzzlerama inventado por Trina tem o intuito de fazer com que esses segredos possam aparecer, ou de pelo menos brincar com eles para definir a personalidade de uma pessoa, que nesse caso seria uma pista para se vencer o jogo. E como bem Trina disse: “este é um jogo que nunca acaba bem”. Pois bem, parece que ela adivinhou que isso iria acontecer. A exigência do jogo em colocar as pessoas frente a frente com o que estava acontecendo, tornou o episódio divertido, na medida do possível, e também cheio de novos segredos que os casais vão ter que enfrentar daqui pra frente.

Depois dos últimos acontecimentos, juntar Bruce e Melinda, Susan e Roger, fazendo com que eles sejam uma equipe dentro do jogo, não é lá uma boa idéia. Obviamente que essa decisão iria mexer com os ânimos de cada um, principalmente porque Bruce se mostra uma pessoa completamento atraído por Melinda, que não esconde o desejo de paixão que sente pelo seu colega de trabalho. Enquanto que Susan e Roger também criaram um vínculo que não parece ficar apenas na amizade. E como a tendência do jogo é fazer com que cada um lide com o seu segredo (ou a sua desconfiança), Bruce não consegue segurar as investidas de Melinda e já tem o que esconder da sua esposa.

A desconfiança parecia imperar na festa do Puzzlerama. E Janet, que não tem nada de boba, acaba ligando os ponteiros e descobre sobre a tarde em que o seu marido passou na casa dos Decker. É apenas o começo de uma briga e de uma amizade que começa a balançar. Quando se fala em “amigo” e “amiga”, liga-se logo à questão da confiança, de uma pessoa que está ali para qualquer coisa. Pois é dessa forma que Janet via Susan, e vice-versa. Com esse problema envolvendo a sua melhor amiga e o seu marido, Janet com certeza não sabe mais em quem confiar. Por outro lado, a questão também gera uma nova discussão que se refere à personalidade de Janet e a esta impossibilidade citada por Roger em manter um diálogo entre eles.

Talvez a série tenha pecado um pouco nesse episódio em resolver todos os desfechos de uma só vez. No entanto, ela acabou progredindo a história entre o professor e a filha de Susan, mas também criando novos plots para os episódios seguintes. Essa tentativa dos novos casais em terem um relacionamento aberto como o de Tom e Trina, só ajudaram a criar mais segredos e desconfianças entre eles. A série já estava construindo essa falta de equílibrio dos seus personagens em saber lidar com essa liberdade. Porém, a promessa dos Miller de não haver mais segredos entre eles só faz com que a consciência de Bruce fique ainda mais pesada. Será que ele vai deixar passar o que de fato aconteceu entre ele e Melinda? Puzzlerama mantém um tom bem divertido, mas também cria incertezas em cima do relacionamento entre os seus principais personagens.

Cotação: ★★½☆☆

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Swingtown 1×07 - Heatwave

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Título: Heatwave
Temporada: 01
Episódio: 07
Data de Exibição: 17/07/2008
Emissora: CBS

Desde o episódio passado, Swingtown começava a ensaiar uma certa turbulência nos casais principais, colocando em questão que existem conseqüências para se ter um relacionamento aberto. É importante enfatizar isso para que a série não perca a sua verossimilhança com a realidade, já que ela está tentando também mostrar as diferenças que a época começava a impôr.

O casal Trina e Tom, por exemplo, que sempre demonstravam um certo controle sobre o relacionamento que eles mantinham, começou a dar uma balançada. Depois que Tom aceitou o trabalho do Japão, o que Trina temia está acontecendo: a distância entre eles está acabando com as regras que eles criaram para fazer o casamento dá certo. Primeiro foi um ex-namorado de Trina quem apareceu na série provocando ciúmes em Tom, algo que os telespectadores ainda não tinha visto. Dessa vez foi Tom quem escorregou e provocou em Trina uma certa desconfiança sobre as próprias regras que existem entre eles.

A mesma coisa tem acontecido com Bruce e Susan. Já faz um tempo que Susan tem tentado experimentar novas coisas, mudando o seu comportamento em relação às várias questões. Do outro lado, Bruce tem mantido uma relação cada vez mais próxima com Melinda (já se tornando até o seu mentor), novata na bolsa de valores onde ele trabalha. Além disso, Susan e Roger (esposo de Janet) formalizou algo que já estava sendo trabalho em episódios passados. Os dois se aproximaram ainda mais e é uma questão de tempo para que aconteça alguma coisa entre eles.

É importante observar que Swingtown vem comprovando o que comentei na época em que o Pilot foi exibido. Esta é uma série que, no primeiro momento, pode não agradar. Mas ela começa a crescer aos poucos e vem demonstrando potencial para isso. Por mais que seja uma história difícil de transpôr para um gênero que é baseado em episódios, Swingtown tem alternado as suas histórias, apesar de oscilar como qualquer outro seriado. O caminho é esse: ser mais realista e continuar investindo nas transformações que a década propicia para estes personagens.

Cotação: ★★★½☆

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