OTH 5×18 - What Comes After The Blues

One Tree Hill, Reviews 19 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: What Comes After The Blues
Temporada: 05
Episódio: 18
Data de Exibição: 19/05/08
Emissora: CW

Mal a season finale começa e já temos uma maravilhosa surpresa: Gavin DeGraw e Jamie cantando “I Don’t Want To Be”, música-tema da série. Para os fãs que estavam com saudades de sempre ouvir a música no início dos episódios, foi um momento inesquecível, pela maneira que foi, pelos dois estarem ali cantando. Já era um presságio do que poderíamos aguardar nos próximos quarenta minutos. E durante os primeiros quatro minutos de exibição do episódio, vemos um misto de cenas que representam os personagens, que representam o atual momento deles. Pouco se fala, as cenas é apenas acompanhado por uma belíssima trilha sonora ao fundo e que, desde já, mostra a sensibilidade de uma série que cresceu, amadureceu e que merece chegar até o patamar que chegou.

Nessa season finale, todos os personagens estão vivendo momentos importantes da sua vida, decisões, enfrentando os seus medos. Lucas continua se lamentando pelo o que aconteceu com Lindsey, enquanto que Nathan tenta vencer o seu medo de voltar a jogar basquete. Assim como o seu filho, Jamie, que enfrenta o medo de cair na piscina depois do acidente que sofreu. E isso mostra como a série soube, aos poucos, moldar todas as histórias que foram apresentadas nessa temporada para se chegar até esse momento, com todos tendo que decidir o que será bom para a vida de cada um. Assim o medo também passa por Haley, quando ela decide dar mais uma chance para a sua carreira musical e consegue finalmente escrever uma letra para uma melodia que havia criado, embalando as cenas finais desse episódio.

Em um dado momento, quando Haley diz: “às vezes as pessoas escrevem as coisas que não conseguem dizer”, um filme começa a passar na mente de todos aqueles que acompanham a série desde o início. Quando ela começa a ler as predições que ela e Lucas faziam todo ano antes de começar as aulas, só nos lembra o quanto os seus criadores sabem o que fazem. Nos lembra ainda que Lucas sempre gostou da Peyton, mas ele também se apaixonou por Brooke e por Lindsey, decidindo até casar. E ele continua escondendo o seu coração para as pessoas, continua indeciso sobre o que ele realmente quer, sobre quem ele realmente gosta. E isso pode causar um enjôo para quem está assistindo, mas é um recorte do que acontece com nós mesmos em certos momentos. O amor pode ser lindo e maravilhoso, mas ele possui diversas faces encarnado em diversas pessoas.

Esse episódio só serviu para comprovar o quanto Lucas e Brooke possuem química quando contracenam juntos. Não me importar entrar no mérito de com quem ele vai ficar, o importante é dizer que as cenas entre os dois são completamente diferentes do que qualquer outra que a série procure explorar. Os dois conseguem transparecer sentimentos, emoção, sensibilidade. E Brooke foi, talvez, o personagem que mais cresceu e amadureceu nessa temporada. Logo no começo vemos ela ao estilo Miranda Priestly (O Diabo Veste Prada) e, aos poucos, ela foi dando valor ao que realmente importava. Ela foi deixando de ser aquela menina mimada e rica, dando lugar a uma pessoa sensível e madura.

Todos os personagens passaram por transformações, mas e o que dizer do Dan? Ele, precisando urgentemente de um transplante de coração, por diversas vezes deixou entender de que faria de tudo para conseguir o transplante, até mesmo em matar aquele que estava em sua frente na fila. No entanto, a vida tinha parecido que havia dado uma oportunidade para ele se redimir dos erros e eis que ele sofre um acidente, e tudo parece desmoronar. A complexidade com que o roteiro trata de Dan Scott, é algo para se aplaudir. Porque ele, no meio desses dramas juvenis, consegue se sobressair com a sua personalidade perturbada. E é um fato que não coincide com Deb, talvez o personagem mais desnecessário nessa temporada.

One Tree Hill merecia um final como este, por tudo aquilo que foi a 5ª temporada, por conseguir ter dado a volta por cima depois de ter cometido os erros no seu ano anterior e por ver que as decisões que foram tomadas deram certo e que eles precisam disso. Melhor do que ficar procurando adjetivos para expressar o quanto este episódio foi maravilhoso, basta dizer que eles têm um gancho interessante para a 6ª temporada e uma série. Afinal, para quem realmente Lucas telefonou? Peyton? Lindsey? O que será que aconteceu com Dan? São respostas que começarão a ser respondias em Setembro, quando One Tree Hill retornar para mais uma temporada, que provavelmente será a última.

Compartilhe e Guarde: Use estes ícones para compartilhar e/ou guardar este artigo em serviços da Internet.
Digg del.icio.us StumbleUpon Reddit Y!GG BlinkList Bloglines Google Bookmarks Ma.gnolia MyShare NewsVine Rec6 Technorati YahooMyWeb Simpy

OTH 5×17 - Hate is Safer Than Love

One Tree Hill, Reviews 5 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Hate is Safer Than Love
Temporada: 05
Episódio: 17
Data de Exibição: 12/05/08
Emissora: CW

O tempo é algo crucial. Um elemento de extrema importância e que poucos sabem usá-lo dentro dos seriados e do cinema. O tempo, por assim dizer, é uma constante que cada diretor usa da sua forma, por isso o intermédio dele basicamente não tem a haver com o tempo propriamente dito, mas sim com a maneira com que ele é empregado com o objetivo de fortalecer uma narrativa fílmica ou de qualquer outro gênero. O tempo nos passa sensações, pode nos deixar confusos, mas também pode servir de base para a construção de um episódio em que nos mostra, por intermédio dele [o tempo], tudo o que vai acontecer e, ainda assim, consegue surpreender.

Assim foi One Tree Hill. Logo no início a série nos mostra, em cenas congeladas, o que está por vir no episódio. A princípio pode parecer até uma idéia estúpida, se eles realmente não soubessem construir o episódio de uma maneira que pudesse prender o seu telespectador. A verdade é que o programa obteve êxito neste quesito e, apesar de já nos dizer o que estava por acontecer, ele mesclou uma série de elementos, com idas e vindas (mais uma vez o tempo), que teve um saldo importante rumo à season finale na semana que vem.

Assim, no misto das cenas congeladas, se vê Lucas no jogo dos Ravens bastante irritado, fugindo até mesmo da sua personalidade. Depois vemos a Brooke chorando, sem entender o motivo. E, ainda, Jamie andando na rua sozinho. Cenas que seriam revistas, com um tipo de montagem não-linear dos fatos, exatamente pelo tempo ser o diferencial em todas estas tramas. A irritação de Lucas no jogo do seu time se deve à Lindsey, que contou a ele que estava saindo com uma pessoa. Ele, que ainda mantinha a esperança de que ela poderia voltar, começa a acreditar que perdeu ela para sempre. O choro de Brooke e o seu rosto apreensivo foi por conta da cirurgia do bebê Angie, que no final acabou dando tudo certo. E, finalmente, Jamie descobriu que a sua mãe não entregou o cartão que ele havia feito para o seu avô Dan e por isso questiona o porquê da mentira, mesmo de uma maneira indireta.

A volta de Mia neste episódio também causa um certo questionamento para a Haley sobre essa oportunidade de se aventurar novamente no mundo da música. Ao saber que Mia não estava mais encontrando tempo nem mesmo para namorar, Haley acaba relembrando os momentos em que ela saiu em turnê e em como aquilo fez mal ao seu relacionamento com Nathan. E ela lembra que agora não são apenas eles dois, mas tem também o Jamie e o medo dela obrigar a sua família a passar pelo mesmo processo faz com que ela se assuste mas, por outro lado, faz com que ela perceba que a música faz parte da sua vida, porém ela tem uma parte muito mais importante para se preocupar.

O ponto negativo desse episódio ficou por conta das cenas com a Deb, mostrando que o seu personagem está completamente fora de contexto, fora daquilo que a série está propondo. Ela não tem uma história, propriamente dita, que faça com que ela possa se aproximar mais. Os criadores tomaram a decisão de montar um caso dela com Skills, mas é completamente forçado e desncessário. Na verdade, acredito que Deb não tenha mais o que fazer dentro do seriado. A idéia dela voltar como babá, até agora não vingou porque nada disso foi explorado.

Para conter esse aspecto negativo, Lucas descarregou aquilo que ele realmente pensava sobre Peyton. Mesmo estando bêbado – e isso é um fato que deve ser levado em conta – ele exprime o seu ódio por ela e pelo o seu retorno a Tree Hill, causando uma grande turbulência no seu namoro com Lindsey e com o desfecho do mesmo. Além desse momento, a cena do abraço entre Dan e Jamie foi emocionante. Um ótimo episódio, que só me faz ficar ainda mais ansioso para a season finale da semana que vem.

Compartilhe e Guarde: Use estes ícones para compartilhar e/ou guardar este artigo em serviços da Internet.
Digg del.icio.us StumbleUpon Reddit Y!GG BlinkList Bloglines Google Bookmarks Ma.gnolia MyShare NewsVine Rec6 Technorati YahooMyWeb Simpy

OTH 5×16 - Cryin’ Won’t Help You

One Tree Hill, Reviews Sem comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Cryin’ Won’t Help You
Temporada: 05
Episódio: 16
Data de Exibição: 05/05/08
Emissora: The CW

Se você estava preocupado com os últimos episódios que a série estava exibindo, como se estivesse perdendo um pouco o seu fôlego, pode ficar tranqüilo. Depois desse capítulo, a ótima quinta temporada está praticamente salva, com poucos delizes, mais acertos do que erros, mais momentos emocionantes e uma evolução significativa, tanto das suas histórias quanto dos seus personagens.

No final do episódio passado, Dan havia dito que tinha apenas mais seis meses de vida. Isso gerou uma certa controvérsia e questionamentos para aqueles que assistem à série: estaria Dan Scott mentindo para se reaproximar da sua família, ou é mesmo tudo verdade? Ao que parece, o pai de Lucas e Nathan só tem mesmo mais esse tempo de vida e ele está lutando para consertar a relação que ele tinha com o seu filho Nathan. E Dan Scott continua sendo aquele personagem em que é impossível se fazer projeções para o que pode acontecer. Na cena final, por exemplo, quando ele joga o copo de whisky no espelho, para um personagem tão difícil de se entender como ele, pode haver pelo menos duas justificativas: ou o seu plano não deu certo ou ele está mesmo chateado com a decisão do seu filho Nathan em não fazer com que ele se reaproxime.

Além de Dan, Brooke Davis é outro personagem que tem crescido nesse quinto ano, principalmente nesses últimos episódios. Com o momento da cirurgia do bebê que ela está criando se aproximando, temos visto uma pessoa muito diferente daquela de quando começou essa temporada. E, obviamente, ela tem feito de tudo para ser uma boa “mãe”. E ela tem se mostrado uma pessoa competente. Além de criar na sua empresa uma linha de roupas feita especialmente para crianças da idade de Angie, ela tem tido coragem suficiente para dar forças à cirurgia da criança, que não deve ser nada fácil.

Apesar de alguns momentos soarem realmente desnecessários como, por exemplo, na cena em que Quentin começa a dar conselhos ao Nathan para que ele volte a jogar basquete, ou ainda os momentos entre Millicent e Mouth, que também estão sendo muito forçados, principalmente quando a Milli aparece jogando videogame, “Cryin’ Won’t Help You” segue a regularidade que a série tem mantido durante toda essa temporada. E ela tem conseguido explorar a culpa representada por Dan Scott, o desejo de amar por Peyton, o recomeço no casal Nathan e Haley, as dúvidas de Lucas Scott e a vontade de ser mãe em Brooke Davis. Sentimentos diferentes, mas que levam todos a buscar aquilo que estão sonhando, que estão perseguindo.

Então, o que dizer dessa temporada? Como explicar essa ascensão que a série teve depois de um quarto ano tão irregular, tão ruim? O grande mérito de One Tree Hill até esse momento é a regularidade nos episódios, é na forma com que eles estão sendo construídos. Pouco a pouco o programa vai criando forma, sem passar por cima de nada, se utilizando da mesma narrativa que marcou o seu ano de estréia, considerado por muitos como o melhor. Ainda assim, essa quinta temporada tem tudo para ser melhor que a primeira, porque ela está indo além de tudo aquilo que os fãs poderiam imaginar.

Compartilhe e Guarde: Use estes ícones para compartilhar e/ou guardar este artigo em serviços da Internet.
Digg del.icio.us StumbleUpon Reddit Y!GG BlinkList Bloglines Google Bookmarks Ma.gnolia MyShare NewsVine Rec6 Technorati YahooMyWeb Simpy

OTH 5×15 - Life is Short

One Tree Hill, Reviews 7 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Life is Short
Temporada: 05
Episódio: 15
Data de Exibição: 28/04/08
Emissora: The CW

Mesmo não sendo um daqueles maravilhosos episódios que já foram exibidos nessa temporada, é impossível não se emocionar com One Tree Hill. Lembro que na semana em que este blog estava fazendo um especial sobre os cem episódios da série, Paulo Fiaes escreveu um artigo e o intitulou como “OTH: um retrato das nossas almas”. Foi um título marcante, porque exprime exatamente o sentimento que os fãs tem por esse programa e isso é notável, em qualquer episódio que se assista, seja ele em qual temporada for. Mais marcante que isso, é a expressão que essa série tem alcançado, no desenvolvimento das suas histórias, dos seus personagens e de todo um contexto que tem sido muito bem explorado pelo roteiro.

Nessa temporada, Mark Schawhn, criador da série, procurou se redimir dos erros que cometeu no quarto ano de programa. Toda aquela história envolvendo o Derek, fingindo ser irmão da Peyton. Logo depois, aparece o seu verdadeiro irmão, um militar que lhe ensina a se proteger. E eu poderia citar muitas gafes que o roteiro cometeu naquela temporada, muito abaixo do que se esperava, apesar da série ter alcançado bons índices de audiência. Um outro ponto que merece destaque foi o rápido afastamento entre Brooke e Lucas. Na terceira temporada, eles faziam o casal do momento. Como o noivado dos dois atores na vida real terminou, a série achou melhor também terminar o namoro deles dentro da história, fazendo com que eles se distanciassem. Porém, os próprios atores deveriam saber conviver com isso e a decisão pode ter sido acertada em termos, mas foi muito prejudicial para o andamento da história.

Já nesse episódio, vemos a aproximação entre Brooke e Lucas e em como eles ainda conseguem nos proporcionar cenas maravilhosas, mesmo não tendo nenhum beijo entre os dois, apenas a maneira como se olham e como se abraçam. Brooke também está aprendendo a ser mãe com a chegada do bebê que terá que cuidar, uma espécie de lar de adoção, ou caridade. Ainda assim, o que movimenta mesmo o episódio é a festa de aniversário de Jamie, um dos personagens que mais tem se destacado nessa temporada. Méritos para o ator que vive o garoto, que sabe ser simpático e contagiante em cada cena. Já comentei bastante em alguns reviews passados sobre a importância do Jamie na história. Além da festa, Lucas e Lindsey também se reencontram depois dos acontecimentos do casamento. Fica claro que Lindsey não quer mesmo nada por agora, enquanto que Lucas tem se mostrado uma pessoa muito mais decidida, sabendo o que ele realmente quer, os seus desejos de continuar com Lindsey, de tentar reatar aquilo que ele construiu. Tudo isso faz parte do amadurecimento que esses personagens sofreram com o pulo que a série deu.

E, como o ponto forte de One Tree Hill está sempre no seu final, Life is Short não poderia ser diferente. Aquela música mórbida, triste. Aquela citação que vai acompanhando as imagens e os momentos que estão sendo colocados na tela. Todo aquele sentimento, aquela sensação, tudo aquilo que estamos acostumados a ver, todos aqueles ingredientes para nos chocar e nos emocionar. Tudo isso estava lá, como só essa série sabe fazer. E quando a gente pensa que ela não tem mais nada de novo para nos mostrar, One Tree Hill surge com uma nova história que promete trazer Dan Scott para junto da sua família novamente. Sem forçar, sem montar histórias mirabolantes. O roteiro apenas deu um jeito de fazer isso de forma natural, com base em uma história que já foi desenvolvida em temporadas passadas e que, agora, parece atingir o seu clímax. Por conta do problema de HCM, Dan tem apenas seis meses de vida. Portanto, Life is Short não tem nada de exepcional, mas ele emociona e cria expectativas na medida certa.

Compartilhe e Guarde: Use estes ícones para compartilhar e/ou guardar este artigo em serviços da Internet.
Digg del.icio.us StumbleUpon Reddit Y!GG BlinkList Bloglines Google Bookmarks Ma.gnolia MyShare NewsVine Rec6 Technorati YahooMyWeb Simpy

OTH 5×14 - What Do You Go Home To?

One Tree Hill, Reviews 3 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: What Do You Go Home To?
Temporada: 05
Episódio: 14
Data de Exibição: 21/04/08
Emissora: The CW

O episódio da semana passada foi realmente surpreendente. Ainda assim, dessa temporada se pode esperar qualquer coisa, porque a série entrou em um processo criativo muito interessante, não cometendo os mesmos erros do seu quarto ano completamente irregular e cheio de falhas no roteiro. De qualquer maneira, What Do You Go Home To? não apresenta nada de novo e é normal a série não continuar mantendo o mesmo ritmo que estava. Primeiro porque esse episódio foi mais para consolidar os fatos que foram apresentados no anterior, uma forma de dar continuidade à narrativa sem passar por cima daquilo que eles estavam montando. E, por fim, foi um episódio em que a busca por corrigir os erros do passado, ou pela chance que lhe foi dada de ter uma segunda chance, foi mais aprofundada, principalmente pelo fato do final ser totalmente focado em Dan Scott.

Quem chama mesmo a atenção nesse capítulo, além, é claro, de Dan Scott, é Jamie, o filho de Nathan e Haley. O garotinho realmente tem talento para interpretar e mostra que foi escolhido de uma forma muito cuidadosa pelos criadores. Jamie consegue, em cada aparição, tornar a série um pouco mais interessante, diria até diferente. Porque existe um contraponto nas relações de Jamie com os outros personagens, a mesma que funciona entre uma criança e um adulto. São duas fases completamente diferentes. E a sensibilidade e a inocênca do garotinho é contagiante. Quando ele pergunta para Lucas o porquê deles odiarem Dan, é perceptível a maneira com que um adulto precisa ser cuidadoso com as palavras ao explicar um caso tão complicado. Até porque, ele não tem motivos para odiar o seu avô Dan, mas acaba sendo influenciado pelo ódio das pessoas que o cercam, servindo como uma proteção para ele, algo que nem ele mesmo consegue entender. Por essa razão, a cada questionamento seu, a cada indagação, o seu personagem ganha um destaque dentro do arco narrativo, dentro da história que se está propondo contar.

Enquanto isso, Dan continua no seu mar de lamentações. Se soa falso ou não, é algo muito difícil de deduzir. Obviamente que existe todo um histórico para nos fazer acreditar nisso. Na segunda temporada, quando ele sofreu o ataque cardíaco, ele estava tentando ser bom novamente, fazendo as pazes com o seu filho. No entanto, vimos o que aconteceu. Ele acabou com o casamento de Keith. Uma vingança pelo o que ele tinha feito ao dormir com a sua esposa. Na quarta temporada, vivendo aterrorizado por ter matado o seu irmão, ele estava tentando reconquistar a confiança de Karen e também de Lucas. E, naquela época, soava até mesmo sincero, porque a série soube mostrar o seu lado humano, por isso Dan Scott é um vilão completamente diferente. É a pura construção de um personagem clichê, porém feito e interpretado de maneira inteligente. E, agora, mais uma vez, ele tenta a redenção junto à sua família. A Justiça já lhe concebeu uma segunda chance ao colocá-lo em liberdade condicional. Nesse momento, só falta realmente o perdão das pessoas que ele, de alguma maneira, amou mas não soube demonstrar.

E a família Scott parece estar toda reunida novamente. Como Haley e Nathan não conseguem achar uma nova babá para Jamie, quem acaba “quebrando o galho” é Deb, a mãe de Nathan. Eu realmente não esperava que ela fosse aparecer nessa temporada, mas foi uma boa surpresa, porque Deb é um personagem interessante para a série. Vai ser também bom saber como será a reação de Dan ao descobrir que a sua ex-esposa voltou para Tree Hill. O mais importante dentro de todo esse cenário, é que One Tree Hill não tem criado histórias forçadas. Decerto, sempre os personagens que acabam tendo um caso com Brooke soa demasiadamente forçado, como uma forma de tentar encontrar um par romântico para ela. Talvez seja a hora da série parar de fazer isso e focar mais na oportunidade que ela terá de ser mãe, mesmo sabendo que é apenas um projeto para a caridade que envolve crianças que vão para os Estados Unidos se tratarem de alguma doença e ficam sob os cuidados de alguém. Brooke foi escolhida para ser essa tal pessoa e isso funciona também como um teste para a assistente social definir se ela tem condições ou não de criar uma criança.

Apesar de não ter uma narrativa tão intensa quanto o episódio anterior, a série ainda vem conseguindo manter o bom ritmo. O roteiro está bem amarrado, lembrando muito a primeira temporada. Parece que eles sabem realmente o que querem fazer com o programa, as histórias que devem ser colocadas e que as devem ser desenvolvidas. Fazia tempo que eu não assistia uma temporada tão bem arquitetada da série, sem dar pulos, sem correr para lançar logo um desfecho para certas coisas que ela procurava explorar. Já falei algumas vezes e volto a repetir: tudo isso é fruto do amadurecimento de toda a equipe da série, dos seus atores, refletindo no que o seriado se tornou. One Tree Hill ainda pode ser um drama feito para os adolescentes assistirem. Mesmo assim, se antes ela conseguia alcançar bastante uma faixa adulta, imagino que agora esse percentual cresceu significativamente.

Compartilhe e Guarde: Use estes ícones para compartilhar e/ou guardar este artigo em serviços da Internet.
Digg del.icio.us StumbleUpon Reddit Y!GG BlinkList Bloglines Google Bookmarks Ma.gnolia MyShare NewsVine Rec6 Technorati YahooMyWeb Simpy

Copyright © 2007 Sob a minha lente. All rights reserved.