Lost 4×13-14 - There’s No Place Like Home (Pt. 2 e 3)

Lost, Reviews 2 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: There’s no Place Like Home (Pt. 2 e 3)
Temporada: 04
Episódio: 13-14
Data de Exibição: 29/05/08
Emissora: ABC

A espera chegou ao fim. Finalmente foi exibido a season finale de Lost. Passar duas semanas esperando por este momento, cria uma apreensão e uma ansiedade ainda maior para saber o desfecho dessa temporada, que conseguiu levantar a série, enchendo os telespectadores de perguntas mas, ao contrário dos outros anos, nos mostrando respostas, desfechos e resolução de muitos mistérios que ainda estavam escondidos. E a Ilha, inclusive a série, sempre criando novidades, se reinventando, fazendo os telespectadores ainda se entusiasmarem e ficarem perplexos com um roteiro tão bem escrito, bem arquitetado e, mais do que isso, um roteiro organizado.

A verdade é que Lost não resolveu criar histórias confusas para esse final e isso talvez não tenha agradado muito os fãs acostumados com aqueles season finales que carregasse o estilo da terceira temporada. E a grande diferença entre as duas, além da regularidade desta em relação a anterior, é que a série deixou apenas a história seguir, mantendo o que seria óbvio, mas ressaltando uma intensidade muito marcante ao longo dos oitenta e quatro minutos que marcaram esse episódio final. Vale dizer que o programa nos deu muitas respostas, algo que não era comum anteriormente. Claro que elas [as respostas] eram dadas, mas muitos outros questionamentos eram colocados em pauta. Ficamos por muito tempo escondido entre os mistérios da Ilha e dos seus personagens e, agora, estamos diante de uma explicação para tudo que está acontecendo, ou quase tudo.

Lembro que no final da 3ª temporada, as últimas palavras de Jack naquele episódio maravilhoso foram “nós temos que voltar”. Naquele flashforward era visível e óbvio que eles haviam saído da Ilha, porém ainda não sabíamos como. No início desse episódio-duplo que fecha o arco deste 4° ano, temos a conclusão daquele diálogo entre Jack e Kate, já criando a dramaticidade que findou como característica marcante desse final de temporada. Além disso, a resposta para o corpo que estava dentro daquele caixão visitado por Jack já pode possuir uma identidade: Jeremy Bentham. E a perplexidade é maior quando descobrimos a real identidade de Jeremy Bentham e, logicamente, a pessoa no caixão: se trata de John Locke. Jack ficou por muito tempo pegando vôos da Oceanic para tentar cair na Ilha novamente. Mas a Ilha não deixará apenas que ele volte. Para que isso ocorra, todos que saíram precisam voltar, assim explica Ben.

E todo o episódio foi feito por cenas marcantes. O que dizer da decisão de Sawyer de pular do helicóptero para que os seus amigos pudessem sair da Ilha? O que foi que ele disse para Kate antes de tomar aquela decisão? E o que dizer do momento em que o cargueiro explode, da dramaticidade que a personagem de Sun imprimiu a cena e o impacto que aquilo causa ao telespectador? E o que dizer do encontro entre Sun e Charles Widmore? Ou do romantismo quando Desmond finalmente reencontra Penny?

E tiveram tantas outras cenas que eu poderia listar aqui e dizer o sentimento que tive para cada uma delas. Decerto, essa idéia de mover a Ilha ainda me soa um pouco tanto estranha, é difícil de compreender e de querer acreditar. Mas é disso que Lost é feito e todos que assistem sabem que podem ser surpreendidos a cada momento, a cada episódio. A verdade é que tudo estava conectado, tudo estava planejado. E se talvez não foi um capítulo genial, foi uma season finale digna de Lost. E sabem o que é pior nisso tudo? Ter que esperar até o ano que vem para que a série volte.

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Lost 4×12 - There’s no Place Like Home (Pt. 1)

Lost, Reviews 4 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: There’s no Place Like Home (Pt. 1)
Temporada: 04
Episódio: 12
Data de Exibição: 15/05/08
Emissora: ABC

Sempre imaginamos como seria a cena em que os sobreviventes sairiam da Ilha desde quando aquele vôo da Oceanic caiu em um lugar misterioso e fomos apresentados a estes personagens e a esta série maravilhosa. Pois bem, a espera meio que chegou ao fim. Cada um pode ter imaginado de tal forma, mas é impossível não dizer que foi emocionante o bastante para representar aquilo que eles queriam, ou o que os fãs estavam esperando, apreensivos, sempre em busca de respostas. Logo no início do episódio, os “Oceanic Six” desembarcam em solo. Foi bom ver os sobreviventes reencontrando as suas famílias, com exceção de Kate, que permaneceu sozinha, apenas com Aaron em seu colo. Mas, então, a série complementa a história com um flashback para narrar a maneira como eles chegaram até aquele momento. E tenho que relembrar: é apenas o começo da season finale, que foi dividida em três partes.

Na coletiva de imprensa fica claro que eles não querem que a Ilha seja encontrada. Tudo que é relacionado aos outros sobreviventes ou na possibilidade deles existirem, é rapidamente desmentida pelos seis que ali estão. Ainda na coletiva, o encontro entre Sayid e Nadia foi outro ponto de emoção do episódio. Eu, por exemplo, não imaginava que isso pudesse acontecer, talvez depois. E vendo os dois ali, juntos, e a reação de espanto de ambos só fez provar o sentimento que já mencionei acima. Assim também se foi falado bastante na Estação Orquídea (já ouvimos muito esse nome em algumas teorias), que deve ser um dos lugares mais importantes da Ilha, visto que todos os grupos estão a caminho do lugar. Locke para tentar “mover” a Ilha. O grupo de Widmore para colocar fogo no lugar. Jack e Sawyer para encontrar a rota de fuga.

Os números que estiveram por muito tempo na série também retornaram, quando Hugo ganha de seu pai o seu carro consertado e aparece no visor os números que o fizeram ganhar na loteria mas que trouxeram má sorte. Isso mostra como os roteiristas têm controle do que eles estavam fazendo até agora. E não apenas esse fato em si comprava esta virtude, mas a própria forma com que o resgaste foi sendo conduzido, como eles moldaram a história da Orquídea, que é uma espécie de estufa de fundamental importância para a Ilha. Além disso, um outro momento peculiar desse episódio foi o encontro entre Michael e o restante da Ilha depois das barbaridades que ele praticou para recuperar o seu filho Walt. Assim como foi também a cena em que Jack fica sabendo que Claire era a sua irmã, com ele já fora da Ilha e discursando no funeral do seu pai.

Foi simplesmente fascinante, fantástico e tantos outros adjetivos que eu poderia colocar aqui ou que vocês possam imaginar quando estiverem lendo este artigo. E eu posso dizer isso quantas vezes for preciso, mas ainda assim não será suficiente para dizer o quanto este episódio foi sensacional. E olha que ainda é o começo, faltam mais duas partes para que a season finale esteja completa e para que conheçamos o futuro desses personagens que nos fazem emocionar e torcer em cada cena, em cada ato deles. Se Lost continuar com essa intensidade, é capaz que tenhamos um ataque cardíaco no final. E os fãs também não podem reclamar, foram tantas respostas que fizeram com que a apreensão apenas continuasse.

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Lost 4×11 - Cabin Fever

Lost, Reviews 1 Comentário »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Cabin Fever
Temporada: 04
Episódio: 11
Data de Exibição: 08/05/08
Emissora: ABC

Se em alguns momentos já estava complicado de entender Lost, imagina agora depois desse episódio centrado em John Locke. Obviamente que um dos personagens mais excêntricos da Ilha não poderia simplesmente ter um capítulo como foi o de Jack na semana passada. E pudemos conhecer o seu passado de uma maneira que a série não havia contado anteriormente, mostrando-o desde bebê, quando ainda estava prestes a nascer. E tanto os flashbacks quanto as cenas passadas na Ilha, foram rodeados de mistérios que fizeram uma confusão na cabeça de muita gente que assiste ao programa. Mas, ainda assim, este é o grande mérito de Lost que, depois de um episódio tão ruim, conseguiu criar em “Cabin Fever” uma intensidade que mostrou o porquê desta ser a melhor série atualmente. Por mais que ela nos traga um arsenal de perguntas sem respostas, Lost cria uma atmosfera que somente ela poderá desvendar.

John Locke, Hurley e Ben Linus estão sozinhos na jornada para encontrar a cabana do misterioso Jacob. Hurley foi o único que viu a cabana pela última vez, por isso John e Benjamin acabam dando tanta credibilidade e importância a ele. Mesmo assim, o espírito guerreiro e batalhador que John tem na Ilha já começou desde a época que nasceu, ainda prematuro e se curando de várias doenças, como a pneumonia, por exemplo. Desde sempre ele teve esse poder de cura, algo que as enfermeiras não conseguiam entender muito bem, mas ninguém nunca questionou, apenas se acreditava que ele era um bebê realmente forte. A aparição de Richard Alpert também foi no mínimo estranha ou surpreendente. O que nos leva a crer na possibilidade de que ele se junta àquele círculo de pessoas que não envelhecem na Ilha, juntamente com Michael Abbadon, que aparece no hospital carregando Locke na cadeira de rodas.

Além disso, a aparição de Horace Goodspeed, o Dharma que levou Roger e Ben Linus para a Ilha, dizendo para Locke que está morto há doze anos e apontando para ele o caminho que ele deveria percorrer até o encontro de Jacob, levando-o à cova de todos aqueles da Iniciativa Dharma que foram mortos por Ben, quando ele resolveu tomar a Ilha para si e concentrar todos os poderes em suas mãos, se tornando o líder. No entanto, em “Cabin Fever”, vemos que já existe o Novo Líder, escolhido por Jacob e Christian Sheppard: John Locke. E a série só estava esperando o momento certo para mostrar isso, porque desde o início, Locke tem se mostrado o líder que a Ilha precisava, diferente de Jack, que é o líder do povo, meio que um Lula (que comparação ridícula).

O corpo do médico que os sobreviventes da Oceanic acharam na água também ajudou para provar que a Ilha está mesmo com o tempo adiantado em relação ao mundo real. Isso porque o médico é assassinado por Keamy quando este retorna da Ilha, depois de ter sido atacado pelo monstro de fumaça. Feito isso, ele joga o corpo na água, sendo que, aqueles que estão na Ilha, já haviam encontrado o corpo. O que isso representa? Será que as contas de Faraday estavam erradas? Sem contar que agora Locke é mesmo o novo líder da Ilha e já recebeu os conselhos de Christian para salvar o lugar da destruição programada por Charles Widmore, tendo uma única maneira de fazer isso: mover a Ilha. Como eles irão fazer isso, como isso será possível? Boa pergunta.

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Lost 4×10 - Something Nice Back Home

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Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Something Nice Back Home
Temporada: 04
Episódio: 10
Exibição: 01/05/2008
Emissora: ABC

Fraco. Fraquinho. Muito fraco. Assim foi o décimo episódio dessa quarta temporada. Something Nice Back Home, centrado em Jack, seguiu a mesma linha de Eggtown, que fora focado em Kate. Até o momento, este havia sido considerado como o pior episódio dessa temporada, mas agora ele tem companhia, até remetendo o status de casal que Jack e Kate tem na série, ainda mais depois desse flashforward. Para melhor definir o que aconteceu nesse capítulo, foi uma aventura em busca da cura de Jack, que estava sentindo dores desde o episódio que fora exibido na semana passada. Uma eterna busca para se descobrir que ele tinha apendicite para, então, Juliet fazer uma cirurgia e curá-lo. É muito pouco para uma série como Lost, principalmente depois dos últimos acontecimentos.

A verdade é que toda a trama se tornou muito morna, ainda mais sem as aparições de Ben, Sayid e Locke, personagens que sempre conseguem trazer informações interessantes, talvez pela complexidade com que eles são desenvolvidos. Vimos, então, Jack e Kate morando juntos e cuidando de Aaron e também Hurley, na mesma clínica psiquiátrica que foi mostrada no início dessa temporada. Os mesmos questionamentos foram colocados novamente em pauta, se aqueles que saíram da Ilha, os Oceanic Six, estavam mesmo vivendo dentro de uma realidade. Porém, não é algo muito discutível, mesmo porque Hurley já deu mostras desde a segunda temporada de que tinha certos problemas mentais.

Lost não nos mostrou nenhuma novidade e esse episódio não mostrou nada de novo, absolutamente nada. Nenhuma resposta que pudesse ser colocada aqui e que pudesse ser discutida, como a série estava fazendo. A única coisa que realmente deu uma empolgada foram as tramas coadjuvantes, se é que existe esta expressão. O sumiço de Claire no final do episódio vai render uma boa história, assim como a volta de Lapidus para a Ilha, resgatando a tropa de Charles Widmore. Apesar disso, Something Nice Back Home foi um episódio totalmente descartável.

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Lost 4×09 - The Shape of Things to Come

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Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: The Shape of Things to Come
Temporada: 04
Episódio: 09
Exibição: 24/04/2008
Emissora: ABC

“Eles estão aqui”, diz Ben logo no começo do episódio. E esse é o ponto de partida para um dos melhores capítulos dessa temporada e, ouso a dizer, da série. Eletrizante, dramático e emocionante. Apenas alguns dos ingredientes que figuram em The Shape of Things to Come, centrado em Benjamin Linus. E realmente não poderia ser diferente, até porque, Ben é um dos melhores personagens que a série possui, principalmente por todo o mistério que existe em torno dele. Por essa razão, os roteiristas nos trazem respostas para certas coisas, mas continuam deixando perguntas e mais rastros misteriosos que fazem de Lost, uma das melhores séries escritas atualmente.

No flashforward de Ben algumas situações exploradas pela série já começam a ficar claras. No episódio que foi centrado em Sayid nessa temporada, por exemplo, foi mostrado ele como parceiro de Ben, um matador de aluguel. Na ocasião, muitos se perguntaram o porquê daquilo e alguns até formularam teorias. Nesse episódio de Ben isso fica bem claro. Sayid passou oito anos procurando o grande amor da sua vida, Nadia. Quando finalmente ele conseguiu encontrá-la, eles se casaram. Mas Charles Widmore encomendou o assassinato de Nadia. Por essa razão, Ben viajou até o Iraque para fazer contato com Sayid e mostrar quem realmente havia matado a sua mulher. Desde então, a guerra que outrora era apenas de Ben, também se tornou uma luta pessoal de Sayid para matar todos aqueles que Benjamin considerava como perigosos.

E as respostas não param por aí. É possível que o caixão que Jack visita no final da terceira temporada tenha indícios de que não seja o de Benjamin Linus como alguns pensavam. De certa forma, ele era a única pessoa que poderia sair a qualquer momento da Ilha, fazendo isso através do barco utilizado por Desmond para dar a sua volta ao Mundo, mas que depois acabou caindo na Ilha. Ainda assim, acredito que seja muito díficil que seja ele, principalmente depois do final desse episódio. Claro que isso tudo são hipóteses, mas a idéia vai se reforçando. Lembro até que no Encontro Lost Salvador, os fãs estavam apostando nos personagens que poderiam ser. E a grande maioria explanou as suas teorias dando a entender que Benjamin Linus seria a pessoa mais certa de estar ali. Obviamente que a série pode nos surpreender e sabemos que ela tem essa capacidade.

E lembram da fumaça misteriosa? Pois bem, caros amigos. Ela estava um pouco esquecida, nunca mais havia aparecido. As pessoas se perguntavam de onde ela surgia e tudo mais. Não é preciso mais se questionar sobre isso. Na verdade, ela é mesma uma espécie de segurança para a Ilha, sendo controlada por ninguém menos que Benjamin Linus. Incrível como ele tem realmente todo o controle da Ilha para si. Além disso, eles agora partem para pedir conselhos ao misterioso Jacob. Será que desvendaremos a sua identidade. Nesse momento, o que importa dizer é que a “fumaça” está de volta, e os roteiristas cumpriram quando prometeram dizer de onde ela era. Na verdade, ainda fica uma certa incógnita, mas pelo menos já é alguma coisa.

Além disso, Lost nos deu um final interessante com um dos diálogos mais inteligentes que a série já produziu. Quem poderia imaginar que Charles Widmore e Benjamin Linus tinham um pacto? Ben tem falado bastante que ele havia mudado as regras. Quais regras? A verdade é que, segundo Ben, a Ilha já pertenceu a Charles antes e agora ele quer de volta. Enquanto isso, Linus visitou Charles em sua suíte com o intuito de mandar uma única mensagem: ele vai assassinar a sua filha, Penelope, da mesma forma que Charles fez, mostrando a ele o verdadeiro sentimento de um pai ao perder a sua filha.

Tantas perguntas, tantos questionamentos e Lost criou um dos melhores episódios dessa temporada, perdendo apenas para The Constant, que fora centrado em Desmond. Os roteiristas conseguiram equilibrar o número de perguntas que eles provocam com o número de respostas que eles acabam nos entregando. Apesar disso, a cabeça do telespectador continua em eterna confusão porque, na medida que eles dão duas ou três respostas, aparecem o dobro de perguntas e de mistérios. A guerra, que já estava a flor-da-pele, promete esquentar ainda mais. Um episódio sensacional, digno de uma série tão bem escrita e produzida como Lost.

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