Archive for the 'Trailer da Semana' Category

Trailer da Semana: Black Swan

terça-feira, agosto 24th, 2010

http://www.omelete.com.br/images/galerias/blackswan/Black_Swan_08.jpgO trailer de Black Swan, filme com direção de Darren Aronofsky (Réquiem para um Sonho e O Lutador), e protagonizado por Natalie Portman, foi divulgado na semana passada. Os atores Vincent Cassel, Mila Kunis, Barbara Hershey e Winona Ryder também estão no elenco.

No longa, Nina é uma bailarina de Nova York cuja vida gira em torno de sua dança. Quando o diretor Thomas Leroy (Cassel) decide substituir a dançarina principal (Ryder) para a nova temporada de Lago dos Cisnes, Nina se torna sua primeira opção. Mas ela tem concorrente, uma nova bailarina, Lily (Kunis), também chama a atenção do diretor. O papel requer uma dançarina que possua a inocência e a graça do Cisne Braco e, ao mesmo tempo, a sensualidade e a malícia do Cisne Negro.

Enquanto Nina seria perfeita para viver o cisne branco, Lily é a própria personificação do cisne negro. A rivalidade entre as duas personagens vai se transformar em uma estranha amizade e Nina vai se aproximar, perigosamente, de seu lado negro.

Confira abaixo o trailer desse filme que estreia nos Estados Unidos em 01 de dezembro, mas que ainda não há previsão de lançamento no Brasil:

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Trailer da Semana: The Next Three Days

domingo, agosto 15th, 2010

RussellCrowe Entre os trailers divulgados na sexta-feira, 13, o que mais me chamou atenção foi o do novo trabalho do diretor-roteirista Paul Haggis (Crash), o remake The Next Three Days (2010), estrelado por Russell Crowe e Elizabeth Banks. O longa narra a luta árdua de John Brennan (Crowe) para  arranjar métodos de inocentar a esposa, Laura (Banks), condenada a passar mais de 20 anos na prisão devido a um suposto homicídio. Conforme as esperanças de John vão se esvaindo, ele decide tomar uma decisão extrema no caso.

Haggis explicou que o papel principal precisava de um ator capaz de ser um homem ordinário e que ao mesmo tempo pudesse enfrentar circunstâncias extraordinárias e que, por isso, Crowe foi sua opção principal.

“O vimos como um gladiador, mas também como um cara qualquer em muitos filmes”, comentou Haggis, que acrescentou que o filme tratará de forma profunda temas como a fé e a confiança.

“Aqui o tema principal é: você salvaria a mulher que ama se soubesse que isso te transformaria em um homem pelo qual essa mulher não poderia voltar a te amar?”, acrescentou o diretor.

- Confira o trailer:


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Trailer da Semana: Winter’s Bone

domingo, agosto 8th, 2010

Winters-Bone Desde janeiro, Winter’s Bone é considerado pela crítica como um dos filmes que ainda poderá fazer muito sucesso nas premiações. Com o prêmio de Melhor Filme no Festival de Sundance na edição deste ano, a obra indie dirigida por Debra Granik ganhou ainda mais força no circuito alternativo, se juntando a filmes como Blue Valentine, que também foi exibido em Sundance mas não participou da Mostra Competitiva. Além de ter vencido na categoria de Melhor Filme, Winter’s Bone também levou o prêmio de Melhor Roteiro e, com isso, se tornou o grande vencedor do Festival de Sundance deste ano.

O filme de Debra Granik conta a história de uma jovem que tenta manter unida a sua família, saindo em busca do seu pai que está desaparecido. O longa-metragem, segundo relatos de agências de notícias que acompanharam a sessão em Park City, emocionou o público e encantou a crítica. Sundance costuma revelar filmes alternativos que desbocam no mercado hollywoodiano. Além de ser o maior festival alternativo do mundo, o evento organizado por Robert Redford sempre teve esse objetivo como meta principal em cada edição que se encerra.

Neste ano, por exemplo, Winter’s Bone dividiu as atenções com o documentário Restrepo, que relata a guerra do Afeganistão a partir da rotina de um ano de soldados norte-americanos. O filme é dirigido pelos jornalistas de guerra Tim Hetherington e Sebastian Junger, que estiveram na companhia de 15 soldados em uma das regiões mais perigosas do Afeganistão. Winter’s Bone, logicamente, vai na direção contrária. Enquanto o documentário choca pelas cenas e pela realidade, o filme de Debra Grinik emociona pelo desespero de uma filha para encontrar o pai, traficante de drogas e jurado de morte na região.

Winter’s Bone se passa em um lugar afastado dos Estados Unidos. O clima gelado faz parte ainda mais desse desespero que é relatado no filme. Debra Grinik consegue englobar estes elementos em contraposição ao que se vê na personagem principal, que tenta unir a sua família sendo a mãe e o pai dos seus irmãos menores. Winter’s Bone tem tudo para emocionar também o público brasileiro com uma história dramática cheia de pontos altos, além de ter um roteiro que não apela para situações extremas, mas se caracteriza pela sutileza. Interpretações marcantes de todo o elenco e um filme que fala sobre o amor e o poder dos laços familiares.

- Confira o trailer:


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Trailer da Semana: Inception

domingo, agosto 1st, 2010

FirstInceptionReview-thumb-550x321-41817 Sempre em busca de papéis inovadores, o ator Leonardo DiCaprio acredita seu personagem no longa Inception, que chega no próximo final de semana ao país, é um dos mais diferentes. Na trama, dirigida por Christopher Nolan (de “Batman - o Cavaleiro das Trevas”), ele é Don Cobb, um espião especializado em roubar informações do subconsciente das pessoas enquanto elas dormem. Em resumo, ele rouba sonhos.

A repórter Carol Almeida, do portal Terra, escreveu um primeiro parágrafo belíssimo em seu texto sobre Inception. Com as devidas aspas, ela escreveu o seguinte: “Amamos o cinema por motivos diversos. Porque é o escurinho ideal para primeiros encontros, porque é o melhor lugar para combinar pipoca e refrigerante ou simplesmente porque é “a maior diversão”. Mas amamos cinema, sobretudo, porque ele é o arquiteto de uma realidade que nos faz, por alguns instantes, acreditar na verdade da ficção. E essa é a maior subversão de qualquer arte. Afinal de contas, somos acostumados, equivocadamente, a associar a ideia de verdade à da própria realidade. E se você for à fundo nos significados dessas duas palavras - verdade e realidade -, vai entender que o novo filme de Christopher Nolan é o cume na escalada do entendimento cinematográfico.”

O diretor Christopher Nolan vem tentando, há muito tempo, fazer filmes em que ele consiga mostrar esta premissa de como é possível manipular o inconsciente do ser humano. Nestas obras ele precisou dar uma pausa para se concentrar na franquia de Batman. Amnésia e Insônia são dois títulos que dialogam com o que se vê em Inception. Eu arriscaria dizer que este filme que será lançado aqui no Brasil na próxima semana, seria o último da trilogia onde Nolan tem a chance de fechar os arcos dramáticos e a sua inquietação em desvendar estes mistérios da mente que tanto o provocam, que tanto o fascinam.

Nesta discussão sobre o que é real, sobre o sonho, sobre as realidades vazias que sentimos quando despertamos de um sono, Nolan testa a inteligência dos seus espectadores a fazermos pensar enquanto estamos imersos (ou inseridos) nesta história. Questionamentos não vão faltar para qualquer que irá assistir o filme. E é nesta provocação que Christopher Nolan se dá bem, consolidando a sua carreira por saber criar, em meio aos blockbusters, um cinema de autor que se caracteriza por estes jogos de ilusões, por este ilusionismo que é visto em O Grande Truque e, principalmente, pelas armações que são criadas para o nosso subconsciente projetar uma imagem para o nosso consciente. Muito louco, né? Mas é nesta filosofia que devemos ter em mente enquanto se assiste à Inception.

- Confira o trailer:


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Trailer da Semana: Howl

domingo, julho 25th, 2010

jamesfranco O que se convencionou a chamar de Geração Beat nos Estados Unidos foi exatamente um termo para descrever um grupo de artistas norte-americanos, entre escritores e poetas, que vieram a se tornar conhecidos pelo estilo de vida nômade ou a partir da fundação de comunidades. Entre as obras mais conhecidas desta geração está Howl, de Allen Ginsberg, que virou uma cinebiografia nas mãos dos diretores Rob Epstein, que consolidou a sua carreira como um documentarista, e Jeffrey Friedman.

Na semana passada, Howl ganhou o seu primeiro trailer (confira o vídeo abaixo). Exibido durante a edição deste ano do Festival de Sundance, em Park City, o filme traz o ator James Franco interpretando o poeta Allen Ginsberg durante a sua juventude. A história se passa em um trecho da vida do poeta quado um processo foi movido contra ele, acusado de pornografia por conta de uma das suas obras que fora lançada na década de 50. Para ser mais exato, o ano era 1957 e, no trailer, o advogado de acusação pergunta à testemunha, um professor universitário especializado em literatura americana, o seguinte: “Lendo este poema, você diria que seu escritor entraria para a história?” O professor responde em seguida: “É certo que graças à toda a atenção atraída por esse julgamento ele já entrou”.

Na época, Allen Ginsberg, o autor do poema “Howl”, era apenas um jovem conhecido nos pequenos círculos literários de San Francisco e hoje considerado um dos principais expoentes desta geração que ficou conhecida como “beatnik”. Além dele, um outro autor que fez muito sucesso nesta época e ajudou a criar este movimento foi o escritor Jack Kerouac, que escreveu o livro “On The Road” (que, provavelmente, será filmado pelo diretor brasileiro Walter Salles). A poesia beat de Ginsberg, Gregory Corso e Lawrence Ferllinghetti se aproxima bastante da poesia surrealista, bem como ocorre com a prosa um tanto caótica de Burroughs. Diferentemente de Kerouac, que se caracterizou pela espontaneidade da sua prosa.

Os membros da Geração beat rapidamente desenvolveram uma reputação como os novos boêmios hedonistas que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. É interessante observar que a geração beat representou a única voz nos EUA a levantar-se contra o macartismo, política de intolerância que promoveu a chamada “caça às bruxas”, resultando em um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis. No entanto, pesquisadores dão conta de que Allen Ginsberg recusava este rótulo que lhe foi dado, dizendo que “éramos só um bando de escritores que queríamos ser publicados”.

No trailer, fica claro que Rob Epstein e Jeffrey Friedman misturam uma linguagem de documentário e animação para recriar trechos do poema em si, além dos principais momentos do julgamento contra a editora e livraria City Lights Books, o verdadeiro berço da contracultura em São Francisco. O elenco é recheado de estrelas, diga-se de passagem. Além de James Franco, Jon Hamm, Mary-Louise Parker, Jeff Daniels e David Strathairn fazem parte da equipe de atores que compõem a obra. Howl tem boas chances de mostrar o real significado que o poema-título teve naquele final da década de 50 e, principalmente, o porquê dele ter sido o símbolo de uma geração descompromissada e de artistas transgressores.

- Confira o trailer abaixo: