Archive for the 'Swingtown' Category

Swingtown 1×13 - Take It to the Limit

segunda-feira, setembro 15th, 2008

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Take It to the Limit (season finale)
Temporada: 01
Episódio: 13
Data de Exibição: 05/09/08
Emissora: CBS

Não foi uma season finale daqueles que arrepiam, que chocam e que deixa o telespectador ansioso para uma possível próxima temporada. Digo “possível”, porque se tratando de Swingtown, tudo é incerto. Os baixos picos de audiência não empolgaram muito os executivos da CBS, que pretendem vender o programa para alguma rede de canal fechado para, assim, a série não ser cancelada. Acredito que esta poderia ser a melhor decisão, porque daria aos roteiristas uma liberdade ainda maior para tratar de certos temas polêmicos e que inflamaram a década de 70. Uma liberdade que, com certeza, eles não possuem no canal aberto.

De qualquer maneira, o episódio anterior poderia perfeitamente se encaixar como um final de temporada. Digo isso porque ele mostrou mais ingredientes e uma narrativa sólida e surpreendente. Take It to the Limit não tem esse poder de surpreender, pelo contrário, é tudo muito óbvio. O afastamento entre Susan e Bruce, por exemplo, já havia sendo construído a um certo tempo, e vê-los terminando a temporada com outras pessoas, não significou muita coisa. O que resta mesmo é saber como Jane vai lidar com isso, ao ver a sua melhor amiga tendo um caso com o seu marido. Por falar nela, talvez seja este o personagem que melhor foi moldado durante essa temporada. Foi através dela que percebemos as mudanças de comportamento, o começo da independência da mulher, a transição para se também tomar decisões e o crescimento dentro de um emprego.

Swingtown até que tentou explorar essas transformações em alguns momentos, mas de uma maneira muito surreal, sem contrastes com a possível realidade da década que eles estavam vivendo. A grande característica da série foi a sua trilha sonora e o seu elenco. Miriam Shor atuou de maneira intensa em todos os episódios e deu personalidade à Janet, criando uma mulher forte, resistente em alguns momentos, mas consciente em outros. Susan e a sua filha, Laurie, vieram para desconstruir o papel da mulher dentro da família, enquanto que Trina serviu para colocar estes personagens em um mundo completamente diferente daquele que eles estavam acostumados.

Apesar de ter sido uma temporada bastante irregular, Swingtown soube aproveitar alguns momentos. O romance entre Samantha e B.J também foi sendo mostrado aos poucos e, por mais que não tenha tido tanta importância, foi evoluindo conforme os episódios, assim como a paixão entre Laurie e Doug. O desfecho do amor entre os dois se dá de uma forma um pouco trágica, porque ele acabou indo embora para a Guatemala para ser um soldado da paz e tentar reconstruir o lugar depois de um terremoto que deixou o país em caos. A série possui personagens carismáticos e isso a define muito bem. Porém, se Swingtown tiver pretensões maiores caso seja renovada, ela terá que inovar um pouco mais, principalmente por ter como premissa um tema tão polêmico.

Cotação: ★★★☆☆

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Swingtown 1×12 - Surprise

segunda-feira, setembro 15th, 2008

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Surprise
Temporada: 01
Episódio: 12
Data de Exibição: 29/08/08
Emissora: CBS

Um episódio cheio de surpresas (e estou mesmo fazendo referência ao título que ele leva). Foi um dos melhores capítulos exibidos pela série até o momento, porque os fatos aconteceram naturalmente, as tramas se encaixaram muito bem, enfim, parece que estava tudo alinhado. A série está caminhando para a sua season finale (não se sabe ainda se ela será renovada) e por isso as histórias vão ficando cada vez mais emocionante. Alguns sentimentos prendidos, começam a se soltar. Alguns amores que permaneceram escondidos, aos poucos estão aparecendo e lutando para continuar aceso.

É dentro desse panorama de metáforas que enquadro todos os personagens da série. O sentimento prendido entre Susan e Roger já não tem mais nada para se esconder. Os dois estão apaixonados, apesar de Susan não querer admitir isso porque prefere proteger a sua família e, além disso, proteger a amizade que ela tem com Janet e que o seu marido tem com Bruce. Mas é inevitável se esconder quando se está apaixonado. Parece que quanto mais nos escondemos, mais o amor dá uma guinada para nos achar Foi exatamente isso que aconteceu com os dois. Apesar de tentarem ficar longe, parece que existe uma força querendo que eles fiquem juntos, querendo consolidar esse amor.

De um outro lado, Bruce tem percebido cada vez mais que a sua mulher não se parece em nada com ele, por isso fica se questionando os motivos que o levaram a se apaixonar por ela depois de tanto tempo juntos. É como se ele sentisse o fardo que é carregar uma família, pessoas dependendo dele, do seu trabalho. Por mais que isso fosse natural na época, as mulheres já estavam começando a ganhar um maior espaço dentro do mercado e dividindo as tarefas com os homens. Isso já foi mostrado em episódios passados e voltou novamente, mesmo que de maneira menos enfática. Se questionando sobre o seu amor e sobre perspectivas, Bruce escolhe se aventurar no seu romance com Melinda e só Deus sabe o que poderá acontecer a partir de agora.

Enquanto isso, Tom e Trina estão se sentindo culpados por tudo isso que está acontecendo. Para quem estava esperando ver as consequências dos casais em terem experimentado o swing, esse episódio serviu para concretizar isso. Susan e Bruce não conseguiram lidar com a liberdade que eles próprios estavam criando dentro do casamento. Janet e Roger, apesar de serem conservadores até um certo momento dessa temporada, também não suportaram a pressão, principalmente depois que Roger perdeu o emprego e as tarefas de casa ficaram divididas. Por outro lado, por mais que achamos a vida dos Decker perfeita, eles poderão enfrentar algum tipo de problema com a gravidez de Trina, por não estarem preparados para a situação. A trama envolvendo Laurie e Doug não sofreu grandes mudanças, mas o romance entre as crianças na série tem sido cada vez mais interessante.

Cotação: ★★★★½

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Swingtown 1×11 - Get Down Tonight

domingo, agosto 24th, 2008

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Get Down Tonight
Temporada: 01
Episódio: 11
Data de Exibição: 15/08/08
Emissora: CBS

Estava demorando para acontecer alguma coisa entre Susan e Roger. Depois do episódio anterior a este, sabíamos que era uma questão de tempo, uma questão de atitude e de afirmação dos sentimentos que eles sentiam. É bem verdade que Bruce até que tentou fazer alguma coisa para trazer a sua mulher para perto dele. Porém, a paixão é algo incontrolável e a gente nunca escolhe por quem se apaixonar. Roger, por exemplo, acabou se apaixonando logo pela mulher do seu melhor amigo. Decerto, não era uma coisa que ele queria mas as coisas acabaram acontecendo, desde aquele momento em que ele perdeu o seu emprego e encontrou em Susan o seu porto seguro para poder conversar sobre qualquer coisa.

Na verdade, muita coisa dessa paixão (até repentina) entre Roger e Susan vem muito da maneira como os seus parceiros se comportam. Janet, esposa de Roger, segue a linha tradicional das mulheres daquela época, mantendo os laços familiares sem deixar que eles se percam ou que sejam esquecidos. Com isso, ela acaba sofucando o seu marido, que não consegue ter nenhuma conversa além daquilo que eles já estão acostumados, sem contar as regras que são impostas por ela. Já no caso de Bruce, marido de Susan, segue a linha do pai durão. O tipo de homem que quer sempre que as coisas sejam do seu jeito e que ele está sempre certo. Por essa razão, Roger e Susan, talvez as duas pessoas com um pensamento mais avançado do que os seus parceiros, acabaram se aproximando por não terem agüentado mais o tipo de relacionamento familiar que estavam tendo em suas devidas casas.

Além dessa paixão entre Susan e Roger, o episódio também mostrou a mudança de papéis: a mulher indo trabalhar, enquanto o marido cuidando dos afazeres da casa. Foi isso que aconteceu a partir do momento em que Janet resolveu procurar um emprego para ajudar a sua família, mas principalmente o seu marido, Roger, que preferiu colocar um avental, fazer compras no supermercado e preparar o jantar. Swingtown, mesmo que aos poucos, sempre mostra algum tipo de transformação no jeito de ser desses personagens, ou seja, a maneira como a cultura foi mudando com o passar do tempo. Aquela história de que mulher nasceu para ser dona-de-casa, já não tinha mais tanto efeito. Entretanto, Janet tem que enfrentar uma forte resistência no mercado e chefes tarados no trabalho, que só contratavam mulheres para satisfazarem as suas vontades sexuais.

A aproximação entre Bruce e a sua filha também foi algo que o episódio procurou explorar, apesar de ter reservado pouco tempo para isso. Os esforços de Bruce para reaproximar a sua família não deram muito certo, mas ele notou que a sua filha se parece mais com ele do que se imaginava. A personalidade forte, a atitude em fazer as coisas certas e os valores que nunca são deixados de lado compõem a personalidade dos dois. Confesso que Swingtown não é uma grande série e está longe de se tornar uma. Porém, vale ressaltar que, em certos momentos, ela sabe como explorar a época em contraste com aquilo que os seus personagens estão vivenciando. Talvez este seja o grande mérito dessa série criada por Mike Kelley, que parece ainda ter alguma coisa para mostrar.

Cotação: ★★★☆☆

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Swingtown 1×10 - Running on Empty

sábado, agosto 23rd, 2008

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Running on Empty
Temporada: 01
Episódio: 10
Data de Exibição: 08/08/08
Emissora: CBS

Foi um episódio de reconciliações. Pelo menos, era pra ser. O que se viu foram mais problemas, mais indecisões e famílias que, antes eram tidas como um modelo, começaram a se disfuncionar por não terem suportado as conseqüências que uma prática como o swing pode causar. Eu sempre me perguntava quando a série começaria a utilizar estes problemas familiares provindos dos novos afazeres e das novas experiências que alguns personagens começaram a experimentar. Com o território preparado, Running on Empty trouxe estes questionamentos à tona.

Para unir a família novamente, Bruce sugere que eles passem um fim de semana juntos na cabana dos pais de Susan. Os problemas, a partir disso, estavam só começando. Primeiro, Laurie não queria viajar com os seus pais porque preferia ficar com Doug e aproveitar os dias com ele. Segundo, Susan e Bruce também tentam resolver as suas diferenças. O amor que parecia funcionar com o swing nas primeiras práticas, deu um jeito também de afastá-los um do outro e de criar possibilidades. Um possível romance entre Susan e Roger já vem sendo traçado há um certo tempo e parece que se tornou algo definitivo. A maneira como os dois conversam ao telefone, ou da forma como sentem saudade um do outro e as lembranças dos momentos que passaram juntos, só ajudam para comprovar a idéia de que eles estão apaixonados.

Do outro lado, Roger e Janet também estão tentando colocar as coisas nos lugares. O casal que não tinha nada de moderno, muito pelo contrário, se viram em situações diferentes daquelas que estavam acostumados, com todo o preconceito pela maneira com que Tom e Trina se relacionavam. Além disso, para suprir esses problemas Janet procura uma terapeuta que possa ajudar o seu marido a encontrar um emprego, mas isso é só um pretexto para que mais sentimentos venham à tona. Janet confessa a sua paixão por Tom que, quando fica sabendo, se mostra completamente surpreendido. E talvez esse afastamento entre Janet e Roger e a maneira como ela [Janet] controla as coisas e a sua pressão, fizeram com que o seu marido pudesse se apaixonar pela sua melhor amiga, enquanto que ela tenta agora achar um emprego para ajudar nas despesas da casa.

Acredito que Swingtown em alguns momentos perde o seu fôlego por não conseguir alavancar histórias, ou por ter jogado tudo o que eles tinham nos primeiros episódios. No entanto, vale ressaltar que existe uma qualidade muito interessante no tratamento dos seus personagens, na maneira como cada um foi mudando com o passar do tempo e ao longo dessa temporada. Olhando para trás, podemos em perceber, principalmente, em como Janet e Roger deixaram de ser o casal conservador, ou ainda em como Susan e Roger passando por uma transição inversa. E é dessa forma que, aos poucos, Swingtown vai chegando no seu clímax, isto é, naquilo que eles realmente querem mostrar ao seu telespectador.

Cotação: ★★★☆☆

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Swingtown 1×09 - Swingus Interruptus

sexta-feira, agosto 8th, 2008

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Swingus Interruptus
Temporada: 01
Episódio: 09
Data de Exibição: 01/08/2008
Emissora: CBS

Acredito que todos estavam esperando o momento em que Swingtown colocaria todas as suas diferenças frente a frente. Não é difícil de entender. A explicação está na maneira com que as histórias estavam separadas. Existia o núcleo dos casais swingers, por exemplo. Do outro lado continha uma atração entre duas crianças a partir de uma amizade ao acaso. E, para não perder o fôlego, ainda tinha a filha de Susan se apaixonando pelo seu professor de Filosofia. Note que os personagens estavam distantes uns dos outros e, finalmente, a série deu um jeito de fazer com que todos agora possam participar mais intensamente dos episódios.

A nova forma de serem exclusivos de Tom e Trina estava influenciando também Susan e Bruce, até que ele dá uma escorregada e acaba beijando Melinda na festa que fora organizada por Trina no episódio passado. Com o peso na consciência (e a vontade de tirar um peso das costas), Bruce não esconde o ocorrido. A reação de Susan é curiosa. Eu esperava, por exemplo, que houvesse uma discussão mais agravante ou algo do tipo. Porém, tudo aconteceu ao contrário. Primeiro que Susan, mesmo não gostando da traição, acredita que a maneira perfeita de não provocar ciúmes e desconfianças está na “não-exclusividade” deles. Por essa razão eles resolvem ir a um clube de swingus para apimentar a relação e alinhar os pólos.

As surpresas não páram por aí. Além do casal Susan e Bruce, Janet também resolve fazer uma surpresa para George e ambos vão para a mesma boate. Mas a situação foi pouco explorada e talvez este tenha sido o principal problema do episódio. O plot que deveria movimentar Swingus Interruptus era exatamente o que poderia se passar dentro da boate em que eles estavam. De qualquer maneira, o tempo ficou reservado para a descoberta de Laurie (filha do casal Susan e Bruce) sobre as novas tendências do seu casamento, e uma leve desconfiança do outro filho do casal. Tudo isso só serviu para que Bruce tomasse a decisão de modificar completamente a sua família, alegando que tudo estava irreconhecível.

E aqui está o ponto mais positivo do episódio. A premissa da relação familar e do desequílibrio que eles começaram a enfrentar depois que se mudaram, pode dar um fôlego extra ao programa, que não tem o foco apenas na prática de swing, mas também nos problemas que o relacionamento aberto pode gerar. E isso já ficou claro quando Tom e Trina decidiram ser exclusivos. No entanto, o mais importante é a aproximação de todos os personagens nessa história. Sem contar que, mais uma vez, a série explorou as eleições presidenciais daquela época, mesmo de forma rápida e sem maiores detalhes. Mas isso também mostra uma preocupação com os fatos da década na qual a série se passa, colocando os seus personagens para se relacionarem com estes acontecimentos.

Cotação: ★★★☆☆

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