Archive for the 'Skins' Category

Skins: promo oficial da 4ª temporada

terça-feira, novembro 17th, 2009

A turma está de volta depois das férias de verão, em uma aparente protetiva bolha de hedonismo: não há consequências, não há amanhã e todos vão viver pra sempre. Então, Thomas (Merveille Lukeba) passa por um evento que muda sua vida, fazendo-o questionar tudo: seu destino, sua família, e até sua escolha de amigos. As repercussões vão atingir mais do que a história de Thomas, afetando as vidas de todos ao seu redor.

Effy (Kaya Scodelario) retorna, sem mais seu status de abelha rainha, e ainda lutando pra lidar com seus problemas familiares. Sua melhor amiga, Pandora (Lisa Backwell) está de volta, adorável e excêntrica como sempre. As gêmeas Katie (Megan Prescott) e Emily (Kathryn Prescott) estão visivelmente diferentes: depois de sair da sombra da irmã, Emily está perdidamente apaixonada, mas enquanto ela está descobrindo como a vida realmente é, Katie é deixada pra trás em uma explosão na família.

Naomi (Lily Loveless) parece ter mais o que esconder nessa temporada; enquanto JJ (Ollie Barbieri) finalmente descobre o que é o amor. Enquanto isso, Cook (Jack O’Connell) tenta simultaneamente exorcizar seus demônios e esconder suas fraquezas, e Freddie (Luke Pasqualino) descobre que o amor pode te levar ao limite da sanidade.

Tendo como trilha a canção ‘I Knew’, cantada pela banda Lightning Dust, os fãs podem ter certeza que Skins voltará ainda melhor para esta quarta temporada. Pelo menos o vídeo promocional me deixou bastante ansioso. Mal posso esperar.

Séries Em Foco - Parte I

segunda-feira, março 30th, 2009

Mais uma coluna Séries Em Foco, agora sendo publicada no dia correto – pelo menos, esta primeira parte. A novidade desta semana ficou por conta da finale de Skins, que foi muito aquém daquilo que a série poderia produzir e até mesmo do que normalmente esperamos de um programa que consegue ser tão surpreendente. Tem os retornos de Private Practice e United States of Tara, além das séries que vocês já estão acostumados. Boa leitura!

Day 7: 10:00 pm – 11:00 pm: Que episódio maravilhoso, não? Sem muitas delongas, Jack perseguiu a operação Starkwood que lhe levou até o Porto de Alexandria, onde Jonas Hodges e sua equipe estava esperando uma carga de armas biológicas para ser transportada. Com o auxílio de Tony Almeida – o que ele esteve fazendo nas últimas duas horas? -, Jack conseguiu, por um momento, recuperar os cilindros, mas logo foi atacado pelos hostis e não teve como dar seguimento à sua operação. Aliás, esta trama tem sido também muito boa, apesar de todo o clichê da série. Na Casa Branca, Ethan Kanin pediu demissão por conta do vazamento da informação de que ele havia solto Jack Bauer, principalmente porque o FBI acreditou que ele havia matado o Senador Mayer. No entanto, Olivia Taylor (filha da presidente) tem sido a grande responsável por isso, colocando a culpa em Kanin e exonerando a sua mãe, sem o consentimento dela, dos fatos que aconteceram. É uma boa tática, mas as decisões foram tomadas em equipe. Se um erra, erram todos. Com uma boa dose de ação na metade pro fim, o episódio terminou de maneira solitária e já criando uma grande expectativa para o próximo.

Cotação: ★★★★☆


3×10 – Finale: O que posso dizer? Pensei que teríamos um final melhor. Mas também estaria pedindo demais, uma vez que esta temporada não manteve a qualidade das anteriores. Alguns episódios isolados nos fizeram acreditar que Skins ainda continuava sendo a mesma em meio a tantas mudanças. De qualquer maneira, a temporada terminou como começou: todos disputando a Effy. Freds, Cook e JJ, lutaram para conquistar o coração da garota. Ela, por outro lado, nunca conseguiu se decidir entre Cook e Freds. Nestas duas opções, ela poderia escolher entre a diversão e a paixão, respectivamente. Pelo jeito, Effy está querendo se apaixonar e talvez por isto tenha dito que amava o Freds. De qualquer maneira, o episódio também deu a oportunidade para o espectador conhecer o pai de Cook. “Tal pai, tal filho”. É um ditado que cabe neste contexto. Cook estava ainda mais se degradando ao ficar do lado do pai. O mais importante em meio a isso tudo é que os três amigos que começaram a temporada, mesmo com tantas reviravoltas, parecem aos poucos se entenderem e retomarem a amizade que tinham antes. É isso! Nos vemos na próxima temporada.

Cotação: ★★½☆☆


2×17 – Chuck vs The Predator: A série está cada vez melhor com a trama envolvendo o criador do Intersect e a possibilidade de Chuck poder se livrar deste programa de computador e voltar a ter uma vida normal. Esse fato fez com que a General Beckman saísse do computador e fizesse uma pequena visita. Obviamente, ela não está de acordo com a idéia de Chuck ter encontrado Orion e do plano em se livrar do Intersect. Muitos casos vem sendo resolvidos, inclusive a guerra entre a CIA e a FULCRUM tem sido a seu favor por conta deste programa. Além disso, se a “morte” de Orion trouxe uma certa paz para a General, mal ela sabe que ainda existem possibilidades de Chuck se livrar do Intersect. Tudo isso fez com que a série saísse dos episódios isolados e se transformando em algo serializado, possuindo uma trama muito interessante até o final da temporada. Chuck pode não ser um seriado genial, mas é inegável dizer o quanto ele é divertido e sem compromisso.

Cotação: ★★★½☆


2×12 – Look What I Dug Up This Time: É muita reviravolta para uma temporada só. Se alguém pensou que o caso de Christine Purcell já estava resolvido, se enganou profundamente. Aliás, nesta série ainda não tem nada solucionado. Como eu suspeitava no início, foi mesmo Daniel Purcell quem tentou matar a sua esposa. É bem verdade que ele não conseguiu. Porém, Walter Kendrick terminou o trabalho. Daniel passou a viver com esta culpa até o momento em que não conseguiu mais mentir para si mesmo e, principalmente, para a sua filha. Ajudou Patty Hewes a solucionar os códigos de energia que eram transformados em apagões para aumentar o lucro de Kendrick e, depois, resolveu se entregar. Além disso, a trama principal também já está ganhando muito mais força. Como este foi o penúltimo episódio, vimos o motivo que levou à demissão de Tom Shayes. Apesar de já estarmos no final da temporada, ainda tem muita coisa para acontecer e de sermos surpreendidos com o que vem por aí. É só esperar até a semana que vem.

Cotação: ★★★★☆


1×17 – Carnelian Inc. Apesar de todo o óbvio que cercou este episódio, ainda acredito que The Mentalist continua sendo bastante regular nesta temporada. Normalmente, a obviedade é uma características de séries como esta, mas o importante aqui está em saber lidar com isso. O roteiro escrito por Bruno Heller, tratou do caso de uma empresa chamada Carnelian comandada por Randall Faulk. No entanto, um anônimo chamado Joe Public estava querendo vazar os “podres” da Carnelian, matando pessoas da equipe. Ao tentar apontar um dos culpados, mesmo Jane já deduzindo que ele não era, a série perdeu um certo tempo colocando um espectador em dúvida quando, na realidade, só existia uma possibilidade: o Joe Public era exatamente um dos majors da empresa. Na verdade, ele era Randall Faulk, que esta utilizando esta estratégia para alavancar as ações da sua companhia, em busca de renascimento e ascensão. Mais uma vez digo: o óbvio atrapalhou o episódio. Mas isso não fez dele algo ruim, pelo contrário, ele foi bom na media do possível e dentro da regularidade que a série vem apresentando.

Cotação: ★★★☆☆


2×19 – What Women Want: Às vezes não dá mesmo pra entender o que se passa na cabeça de Addison. Se ela não quer se relacionar com o Noah por ele ser casado, porque então ela faz questão de dizer que o sentimento é recíproco? Em relação ao episódio e aos casos apresentados, posso dizer que eles souberam segurar muito bem o capítulo, seja pela mulher que não queria aceitar que o seu bebê havia morrido ou, ainda, o homem que contraiu HPV por meio da sua namorada, contraindo câncer e tendo que retirar parte da mandíbula para melhorar. Todos eles foram muito bem desenvolvidos, souberam dar sequência à estória e, acima de tudo, souberam dar ritmo. Entretanto, me chamou também bastante atenção o Dell, tendo que resolver as questões com a sua família. Saindo desta parte dramática e entrando no humor representado por Naomi e Sam. Ela quer aproveitar a vida. Ele quer a sua ex-esposa de volta. E agora, como se resolve isso? Tem que perguntar aos roteiristas da série.

Cotação: ★★★★☆


1×10 – Betrayal: Está tudo desmoronando. As novas transições de Tara tem causado um estrago muito grande em todos que estão à sua volta, principalmente em seus filhos. Charmaine tem sido uma irmã muito mais presente do que se via no início da série. Mas Tara está com alter-egos cada vez mais primitivos, que oscilam com aqueles que ela já tinha. Após T ter “penetrado” em seu corpo, ela causou maior confusão num spa e também o possível namoro entre Marshall e Jason. O que levou à destruição da cabana, que, pegando fogo, representa uma excelente metáfora para o momento familiar no qual eles estão vivendo. Ainda tem Katie e os seus problemas com o gerente que ela acha ser tarado sexual. É tanta coisa, que eu não sei como é que eles dão conta.

Cotação: ★★★½☆


Séries Em Foco - Parte II

sexta-feira, março 27th, 2009

Mais uma coluna Séries Em Foco. Com um certo atraso, é verdade. A falta de tempo foi crucial para que ela não tivesse um determinado espaço de publicação por aqui no blog. Mas isso não vem ao caso. Nesta segunda parte, tem as resenhas de Skins apresentando o penúltimo episódio da temporada, além das séries que vocês já estão acostumados. A única novidade se chama Kings, um épico maravilhoso e encantador. Se você gosta de Damages, reviravoltas e tramas políticas, vale a pena assistir a esta série idealizada por Michael Green. Mal estou publicando o Séries Em Foco – Parte II e já preciso correr para editar a primeira que irá ao ar no domingo. Então, boa leitura!

3×09 – Katie and Emily: A relação entre as gêmeas sempre foi conturbada. A mais velha, Katie, tem um jeito diferente de demonstrar o seu amor pela mais nova. Controladora e superprotetora, Emily tem vida própria e demora a perceber que ela precisa se sair da “sombra” aparente que Katie acredita que ela está porque, na realidade, “Em” é uma garota muito mais independente que a sua irmã. A primeira coisa que ela faz é afirmar perante à sua familia ser gay e que está apaixonada por Naomi. Ao contrário de Emily, ela ainda não se decidiu se gosta de homens ou de mulheres, mas sabe ambas possuem uma atração diferente e que isso pode ser o bastante para consolidar o amor entre as duas. Foi a primeira vez, inclusive, que vejo Skins se entregando a um romantismo tão escancarado no final de um episódio, com direito a coração e tudo tomando conta da tela. Talvez a relação entre as gêmeas possa melhorar com as verdades que Emily contou. E é claro, o próprio romance entre Emily e Naomi pode, agora, acontecer de maneira espontanêa e verdadeira, uma vez que elas já assumiram que se gostam no baile da escola. O próximo episódio é o final da temporada. E estou ansioso para saber como ela irá terminar.

Cotação: ★★★★☆


1×07 – The Best Policy: O aparecimento de um antigo amigo de Cal Lightman, quase que o atrapalhou no seu julgamento e na conclusão de um dos casos deste episódio. Investigando a fórmula de um medicamento chamado Priox, ele sabia que o mesmo estava causando derrames em muitas pessoas. Porém, ele tinha em mente também que a culpa não era exatamente do seu amigo Jeffrey, mas de Vandeman, mulher com quem ele estava tendo um caso. Se não tem como descobrir por meio das feições faciais, nessas horas é preciso utilizar outras maneiras de se chegar até a verdade. E pela segunda semana seguida, o caso envolvendo a Gillian também mostrou uma eficiência muito grande dentro do episódio. Libertar duas pessoas do domínio de terroristas iemenenses foi uma tarefa árdua, principalmente porque um deles era uma espiã que conhecia todos os endereços da CIA no Oriente Médio. Enfim, Lie To Me tem conseguido até empolgar em alguns momentos, deixando de lado aquele romantismo que era expressado em determinados casos, principalmente quando ela utiliza deste argumento para finalizar os episódios.

Cotação: ★★★☆☆


2×19 – Last Voyage of Jimmy Carter (2): Josh Friedman ainda vem se utilizando de todo um conceito filosófico, que ficou muito em evidências nestes últimos episódios. Mas as explicações no lapso de tempo entre o presente e o ano de 2027 tem sido bem organizadas, uma vez que passamos a conhecer um lado da Jesse e de grande parte da Resistência. John Connor, sendo um líder, obviamente pode ser amado ou odiado. Nem sempre as suas decisões podem ser vistas como as mais certas. O segredo que estava guardado dentro da caixa, por exemplo, poderia ter evitado este conflito se John tivesse a oportunidade de conversar com o metal. Mas a curiosidade da tripulação do Jimmy Carter – motivo que levou a ser afundado em seguida – foi muito maior e todos acabaram pagando por isso. Fico a me perguntar se a Weaver tem alguma relação com aquele metal que saiu de dentro da caixa, porque me parece que tem. De qualquer maneira, uma coisa certa: Josh Friedman desconsidera completamente o terceiro filme da série, mantendo a sua estória entre o primeiro e o segundo longas-metragens.

Cotação: ★★★½☆


1×06 – Man On The Street: Joss Whedon cumpriu a sua promessa. Ele pediu que esperássemos até o sexton episódio para nos situarmos na série. E foi verdade. Com depoimentos gravados na volta dos comerciais de pessoas que acreditavam que a operação Dollhouse existia em todo lugar por darem fantasia às pessoas, Paul Ballard esteve muito próximo de descobrir a verdade. Porém, DeWitt mostrou ser uma pessoa muito mais inteligente do que se pensava e também controladora. A verdade sobre Millie, a vizinha de Paul, também sempre foi uma incógnita para mim. Pois bem, neste capítulo vimos a sua verdadeira identidade. Ela também é uma “doll”, que está ali para ficar de olho nas investigações do, agora, Ex-Agente Paul Ballard. No entanto, Echo ainda continua muito “sombria”. Pelo o que parece, ela está mesmo nutrindo as informações que são implantadas em seu cérebro, mais ou menos o que Alpha fez. Se Dollhouse pelo menos mantiver o ritmo deste episódio, tem tudo para fechar bem a temporada. Tramas isoladas podem até funcionar em alguns casos, mas aqui não se justifica quando eles possuem algo a ser desenvolvido. Espero que eles continuem com isso.

Cotação: ★★★★☆


1×06 – Promises, Promises: Parece que Trust Me perdeu um pouco o foco depois do caso envolvendo a Arc Mobile mas, ainda assim, soube apresentar um episódio interessante. A publicidade, como qualquer outra profissão, exige também um pouco mais de trabalho quando se quer ganhar alguma conta. Pois bem, a candidatura das Olímpiadas em Chicago foi o grande tema neste capítulo mas, envolto a isso, estava o relacionamento entre Mason e Erin. O casamento estava frio, Mason trabalhando demais e ela se sentindo carente. Eles iriam aproveitar o fim de semana juntos e longe de toda essa confusão, mas eis que surge esta campanha para Chicago 2016. Ele tentou conciliar as duas coisas. E ela tentou compreender isso. Mas chega uma hora que cansa. E ela se cansou. O pior de tudo foi que, na hora do deadline, nada daquele esforço de trabalhar o fim de semana adiantou. Tom tinha a sua própria campanha, a sua própria ideia. Foi o que Mason precisava para saber quais eram as suas prioridades e para também dar valor a certas coisas que possuem muito mais significados do que outras.

Cotação: ★★★☆☆


2×07 – Clean Hands: Que tipo de justiça é esta que protege os assassinos e culpam aqueles que tiveram que aprender com a perda de um ente querido, uma filha ou um irmão? Foi um episódio bastante interessante em Flashpoint. Exigindo medidas desesperadas, um pai que teve sua filha assassinada por um maníaco, não perdeu tempo ao saber que ele estava sendo transportado para uma prisão psíquiatrica. Seu objetivo: fazer vingança. Assim como ele, a Agente Sampler do FBI, também sofreu com a mesma perda e estava em busca da mesma coisa. Mas abre uma discussão importante: até que ponto a equipe URE tem que ir para proteger estas pessoas. Estava claro o sentimento de cada um, principalmente de Wordy. Mas eles precisam fazer o seu trabalho, mesmo sabendo que estavam dando proteção para um serial killer que merecia morrer para que a justiça fosse feita de verdade. O que irrita no sistema é exatamente esta proteção que ele dá, por isso as medidas se tornaram desesperadas. Mas também nem consigo imaginar a dor que um pai sente ao perder a sua única filha.

Cotação: ★★★★☆


1×01/02 – Goliath/Prosperity: Em pouco mais de uma hora de episódio, Michael Green (criador e roteiristas destes dois capítulos) construiu em Kings uma trama política, dramática e contemporânea com ares de Idade Média. É isso mesmo que você está lendo. Na reconstrução da capital Shiloh, o Rei Silas se orgulha de ter encontrado a paz que o seu povo precisava para crescer. Dois anos se passam, e o país está novamente em Guerra. No conflito, surge a bravura de David Shepherd, um mero mecânico que virou soldado por influência do seu pai, que morreu lutando para a cidade ser reconstruída. A vida de David muda dentro da Guerra após ele salvar o filho do Rei Silas, que havia sido capturado pelos inimigos. Com isso, ele se torna herói nacional e é nomeado o novo Capitão do Exército, exercendo uma atividade mais executiva e administrativa. Mas a trama política de Kings vai além de um mero conflito como este. Ela está impregnada nas ações do Rei, na relação entre Igreja e Estado e nas tentativas fracassadas de fazer as coisas darem certo. A morte do irmão de David se torna um divisor de águas, uma vez que a paz não agrada os executivos que bancam o Reino. Para isso, a Guerra recomeça. Mas com ela, também a bravura de David em interromper o conflito. Os aspectos da Idade Média está na corte, assim como nas mentiras contada pelo Rei e também pelos seus segredos. Há quem diga que Kings é a Damages da tevê aberta. Eu vou mais longe: Kings mais parece um épico grandioso, recheado de reviravoltas e de atuações brilhantes, tendo no front um homem chamado Michael Green, capaz de criar algo tão magnífico quanto à própria originalidade das suas tramas.

Cotação: ★★★★★


Séries em Foco - Parte I

segunda-feira, março 16th, 2009

A coluna desta semana está recheada – e a tendência é que isso ocorra nas próximas semanas. Como o hiatus está chegando ao fim, além de ter a estréia de alguns programas nesta midseason, o número de seriados a serem vistos também aumenta, o que traduz no atraso da coluna e até mesmo na falta de equílibrio entre as duas partes. Foi com este objetivo que mudei os dias de publicação do Séries em Foco. E nela tem a estréia de Castle, novo drama policial da ABC. Além disso, mais um episódio sensacional em Skins e 24 horas e a presença da atriz Summer Glau (que interpreta a exterminadora Cameron na série Terminator: The Sarah Connor Chronicles) em The Big Bang Theory, porque a sua personagem tem tudo a ver com o mundo nerd de Sheldon e cia. Se divirtam e tenham uma boa leitura!

Day 7: 8:00 pm – 9:00 pm: Uma coisa é certa em 24 horas: os roteiristas são corajosos. Eu não acreditei quando vi Bill dando a sua vida para que Jack pudesse descobrir a verdade sobre todo este caso. Achei que haveria uma outra saída. Mas, ao vê-lo estendido no chão, fui sensibilizado por saber que um personagem tão carismático como ele estaria deixando a série. E, na realidade, este episódio foi tão interessante em termos de sequência para a temporada, que tudo acabou se ligando em um dado momento. Jack está novamente sozinho (por onde anda Tony?), como sempre esteve quando as pessoas passam a não acreditar em sua palavra. Ele já está acostumado com isso. É bem capaz que ele peça ajuda a Renée, uma das poucas pessoas em que ele confia. O ataque de Juma à Casa Branca foi algo pessoal e apenas uma ação para desvirtuar o que realmente poderá acontecer. Ninguém sabe ao certo, mas Jack está em busca da verdade, em busca de provar a sua inocência e de ser, mais uma vez, o salvador da pátria. Sensacional episódio: sensível nos momentos certos, brigas particulares e internas, além de uma trama que está se mostrando cada vez mais interessante.

Cotação: ★★★★★


2×16 – Chuck vs. The Lethal Weapon: Pra mim, Chuck não é valorizada da maneira que deveria. Este episódio, seguido do anterior, comprova muito bem isso e a temporada bastante regular que ela vem apresentando. Eu disse na resenha passado que a estória envolvendo Cole e o seu disfarce poderia render muita coisa. E isso ficou muito mais claro quando ele foi capturado e interrogado por agentes da FULCRUM. Nunca me questionei o fato do Chuck ter se adaptado tão facilmente ao Intersect. Nesse capítulo percebi que não é exatamente assim. Ele quer se livrar deste programa. Na realidade, ele quer ter uma vida normal. Por isso, às escondidas, Chuck mantém uma investigação própria para descobrir quem programou o Intersect. Todas as pistas levam para um tal de Orion, que também é perseguido pela FULCRUM, por ele ter sido o responsável pela programação e direção da equipe que criou o Intersect. Chuck é, na verdade, um agente muito mais competente do que parece. Ter a sua vida normal ao lado de Sarah, é a única coisa que importa neste momento.

Cotação: ★★★★☆


5×17 – The Social Contract: A nossa vida é um contrato social. A partir do momento em que vivemos numa sociedade, estamos assinando um termo de responsabilidade em cumprir as leis do Estado. Para aqueles indíviduos que não as cumpre, existe a Justiça para puní-los – e aqui não entro no mérito se ela é falha ou não. Assim, a amizade entre House e Wilson, querendo ou não, faz parte de um contrato social. Por isso Greg quer sempre saber o que o seu melhor amigo está fazendo, a ponto de desmarcar um programa, que, para eles, é tão importante. O próprio paciente desta semana soube traduzir um pouco disso, ao não ter medo de ser sincero mesmo quando o contrato social nos obriga a falar a verdade, mas mensurando o que deve ou não ser dito. O caso envolvendo o irmão de Wilson também é um termo de comprometimento. E ele está sentindo isso agroa quando o abandonou, mesmo sabendo que ele precisava de ajuda. Por todas essas discussões, este episódio de House foi fascinante. Não acho que a série perdeu a sua magia, como alguns blogueiros e críticos vem comentando. Acho que existe, sim, um desgaste que é absolutamente normal.

Cotação: ★★★★☆


2×17 – The Terminator Decoupling: Tendo como ambiente o trem em que a turma estava viajando para um simpósio sobre Física em São Francisco e, ainda por cima, Sheldon discorrendo sobre o seu amor por este meio de transporte, o episódio ficou muito mais bonito e interessante com a presença da atriz Summer Glau (da série Terminator: The Sarah Connor Chronicles). O capítulo teve o foco em duas narrativas principais: Raj e Howard disputando a “garota exterminadora” rende muitas risadas em todos os momentos, principalmente quando Raj descobre que a cerveja ingerida para conversar com a moça era sem álcool. A mudança de expressão no seu rosto foi uma das melhores cenas neste episódio. Porém, Sheldon com as suas tiradas (o diálogo em que ele chama Penny de chimpanzé é extremamente hilário) consegue fazer qualquer pessoa rir, principalmente porque ele não tem vergonha de se auto-intitular como brilhante.

Cotação: ★★★★½


1×04 – Au Corant: Como a publicidade te atinge? Qual a maneira que os publicitários encontram para atingirem o público adolescente? Questões que tomaram conta deste episódio, principalmente porque Mason e Conner precisaram criar algo de efeito que pudesse chamar a atenção dos jovens. Mas, como fazer isso? É preciso, antes de mais nada, conhecer a cultura pop da maioria destas pessoas. Existem diferentes tipos de adolescentes e a publicidade precisa atingir todos eles, criando uma marca que possa – ou algo – que possa chamar atenção. Então, para que eles pudessem ter este efeito, Mason e o seu parceiro pensaram em chamar o diretor Spike Jonze para dirigir alguns webisódios voltados para este grupo de pessoas. Assim, o capítulo se tornou uma aventura dos dois, mas também de descoberta para Mason. Nem sempre é preciso ser popular. Ao perceber que a sua filha não tinha muitos amigos no Facebook, ele ficou extremamente preocupado. Cada vez mais, Trust Me me conquista por retratar e discutir estes temas comuns, mas que necessitam – e existem – de uma forte campanha por trás.

Cotação: ★★★½☆


3×08 – Effy: Este sempre foi um dos episódios mais aguardados por mim. E posso dizer, com absoluta certeza, que ele foi perfeito. Effy é um personagem misterioso muito bem representado pela atriz. E neste mistério que aprendemos a gostar do seu jeito de ser, da sua maneira enigmática de olhar as pessoas ao seu redor. Tendo que lidar com tantas coisas, entre separação dos pais e efeitos psicológicos pertubadores, Effy só pede um pouco mais de atenção. Ela quer atenção, seja ao deixar cair o vaso para que a sua mãe perceba a sua presença ali ou, ainda, no acampamento quando ela se sente sozinha e, logo em seguida, por conta do uso de alucinógenos, ela está novamente incluída como se estivesse fazendo parte de alguma coisa. Mas Skins tem uma característica muito forte de auto-destruição. E com Effy não poderia ser diferente. Por mais que ela tente se afastar de Cook, o destino sempre acaba ligando os dois. Apesar de não soar animador para ela, mas sempre será os dois. Um episódio cheio de enigmas estéticos e com uma fotografia cuidadosa e representativa, Skins mais uma vez conquistou a minha admiração. Mais uma vez, sinto a evolução desta série. Seja pelas histórias ou até mesmo por esta incrivel capacidade de traduzir um sentimento por meio de signos semióticos que, às vezes, podem dizer muito mais do que mil diálogos.

Cotação: ★★★★★


2×10 – Uh Oh, Out Come The Skeletons: A cena final do flashforward envolvendo Patty Hewes e Ellen Parsons ainda é uma incognita. Existe uma apreensão muito grande para saber o que aconteceu dentro daquele quarto. E não me parece que os tiros que são ouvidos foram disparados da arma de Ellen Parsons. Como existe uma conspiração do FBI para derrubar Patty, usando também o seu marido, é bem capaz que algum atirador tenha matado Ellen no momento em que ela estava pronta para derrubar a sua chefe, que, para ela, foi a grande responsável pelo assassinato de David e também pelo atentado à sua própria vida. As semelhanças entre Walter Kendrick e Arthur Frobisher são cada vez mais evidentes. Lembro o quanto Arthur era resignado com o seu advogado, não dando todas as informações que ele precisava. Kendrick faz o mesmo com Claire Maddox, a qual precisou requisitar a ajuda de Daniel Purcell para desvendar quem de verdade era a pessoa para quem ela trabalha. O episódio, de uma maneira geral, foi bastante morno, principalmente porque o fim da temporada se aproxima. Mas, ainda assim, Damages tem juntado dos arcos, mesmo de maneira um pouco lenta.

Cotação: ★★★½☆


1×01 – Flowers For Your Grave: A tendência das séries policiais agora é ter um consultor carismático que soluciona crimes. Em Castle, a tarefa fica a cargo de Rick Castle, um renomado escritor do gênero policial e que começa a ver um assassino utilizando os seus métodos descritivos nas vítimas em que mata. Seria uma premissa interessante, se não fosse os clichês. Por que será que sempre o escritor está com um bloqueio intelectual e precisa de algo novo para escrever? Ou, ainda, a detetive durona e exigente que está sempre tentando proteger o consultor das encrencas em que ele se mete? E isso me leva a uma outra pergunta: por que o escritor precisa ser sempre encrenqueiro e desobediente? Além disso, a série começa com uma premissa mas irá terminar em outra, uma vez que eles não teriam estória suficiente para completar uma temporada de episódios apenas com um assassino, fã dos livros do Castle, e que tem como perfil matar e utilizar os metódos descritivos do autor. A partir do momento em que Rick se tornou consultor, o seu “bloqueio intelectual” foi para os ares e agora ele trabalhará em conjunto com a polícia de Nova York com o objetivo de escrever o seu próximo livro. Será que a série esqueceu de algum clichê?

Cotação: ★★½☆☆

1×16 – Subway: Eleventh Hour deveria ter mais episódios no mesmo nível deste. Normalmente, sempre acabo ficando meio sonolento no decorrer dos capítulos, mas este Subway se mostrou eficaz em todos os sentidos. Ele me mostrou o que eu realmente esperava da série quando comecei a assistí-la. Dr. Jacob Hood e a Agente Rachel Young, tiveram que solucionar um caso de múltiplos envenamentos na região da Philadelphia. No entanto, eles não possuíam parâmetro algum entre as vítimas, até perceberem que todas elas passavam pelo metrô mais movimentado da cidade para trabalharem. Foi o ponto de partida para descobrirem que se tratava de um ataque de grupos terroristas que queriam mandar uma mensagem para o G-8, envenenando crianças que frequentavam o Teatro perto daquele metrô. O episódio foi dramático e manteve suspense em boa parte das cenas, além de ter tido mais ação, que é um elemento que sempre acaba faltando para a série. Se ela puder continuar neste nível, tem tudo para encerrar a temporada em alta.

Cotação: ★★★★☆

Séries Em Foco - Parte I

domingo, março 8th, 2009

Essa semana foi especial. Sem House na segunda-feira, a FOX colocou episódio-duplo da série 24 horas. O resultado: vocês podem ler logo abaixo. Além da presença de Jack Bauer, a coluna Séries em Foco traz os seriados que os leitores já estão acostumados a ver por aqui. Além delas, essa semana trago os comentários do segundo capítulo de Trust Me. Estou fascinado com a estória de Conner e Mason. Mas para a Publicidade me fascinar, é preciso que aconteça algo de muito desagradável no Jornalismo. Tem também o retorno de The Big Bang Theory, não com um capítulo tão genial como o anterior, mas altamente divertido – como já era de se esperar. Um pequeno aviso: é capaz que o “Séries em Foco - Parte II” seja novamente postado na terça-feira. No mais, boa leitura!

Day 7: 6:00 pm – 7:00 pm: “Um alvo grande e importante.” Alguém tinha dúvidas que era a Casa Branca? Se fosse pra esconder, ou criar um suspense em torno disso, que eles pudessem ser menos óbvios. Estava claro que o alvo do Gen. Juma, agora que ele está em Washington, era a Casa Branca e, mais precisamente, a Presidente Taylor por toda a ofensiva que ela preparou contra o seu país. De qualquer maneira, a série ainda continua com as tramas bem enquadradas. A única que não funcionou, pra mim, neste episódio foi envolvendo todo este imbroglio na residência da Presidência da República. Por que Jack queria proteger Bill se foii ele quem começou esta operação? Às vezes, 24 horas força demais certas coisas que deveriam ser um pouco mais simples. Se Jack usasse o apoio de Bill, tenho certeza que ele poderia conseguir arrancar de Ryan Burnett o que ele gostaria. Contudo, a Agente Walker mais uma vez roubou o episódio. Não apenas pela investigação e por descobrir onde Juma estava, mas por ter se tornado um personagem de muita importância nesta temporada. Na espera de mais uma arte do Bauer para sair da prisão.

Cotação: ★★★½☆


2×16 – The Cushion Saturation: Como eu estava com saudades desta brilhante série. Saudades do Sheldon e todas estas manias que nos fazem rir. E, dessa vez, tudo girou em torno da almofada em que ele senta no sofá. Por acidente, Penny acabou atirando com a arma de paintball uma mancha verde no local onde ele senta. Tentaram de tudo escondê-la, mas Sheldon é muito perfeccionista e percebeu na hora que estavam tentando ludibriá-lo. Mesmo assim, Penny colocou a almofada na lavanderia e, quando retornou, mais reclamações. Para tentar desvirtuar o assunto, Leonard ocupou a mente do nerd com outra coisa, ainda pior: o frango caju que eles comem não é do lugar que Sheldon pensava, fechado há dois anos. E ele tem espírito vingativo, basta vê-lo descarregando o seu ódio na guerra de paintball no final do episódio. The Big Bang Theory tem se tornado cada vez mais deliciosa em assistir. Além disso, as caretas do Sheldon e os seus resmungos são impagáveis.

Cotação: ★★★½☆


Day 7: 7:00 pm – 8:00 pm: Sabe o que é melhor nesta sétima temporada de 24 horas? Um episódio é melhor que o outro. Foi a mesma coisa que aconteceu no quinto ano e parece que eles conseguiram reviver bons momentos, criar excelentes tramas. Não tem como negar que este episódio foi um dos mais apreensivos destes que já foram exibidos até o momento. Chegamos na metade da temporada e a série continua impecável. Era claro que o Gen. Juma invadiria a Casa Branca como retaliação por ela ter tirado Sangala das suas mãos. Financiado pelo personagem de Jon Voight, cujo nome ainda não sei, a invasão dos soldados do General à Residência Presidencial foi empolgante, assim como a perseguição a Agente Renée Walker. Tudo se encaixou perfeitamente: cenas de boa dosagem dramática, com outras que sustentavam uma dinâmica muito importante. Decerto, fico aqui a me perguntar com os meus botões: será que, depois desse ataque, a Casa Branca será substituída como foi a CTU? Seria uma coisa interessante mas, acima de tudo, polêmica.

Cotação: ★★★★★


2×09 - You Got Your Prom Date Pregnant: Wes estava certo ao se aproximar de Katie Connor com o objetivo de causar ciúmes em Ellen. Foi o melhor pretexto que ele poderia utilizar para, finalmente, os dois se entregarem um ao outro e fixar os acordos que eles possuem secretamente. No entanto, Ellen também está chegando cada vez mais perto de resolver o assassinato de David. Ela já descobriu que Frobisher estava diretamente ligado a uma empresa de segurança que recruta ex-policiais - a mesma que Wes faz parte. E isso vai gerar um conflito no rapaz, uma vez que ele também pode muito bem ter se apaixonado por Ellen, o que explica a sua resignação quanto a ela e ao que deve ser feito. O flashforward foi também muito intrigante. Não esperaria ver Tom Shayes fora da Hewes and Associates. Porém, o que ele quis dizer com o “depois diga que eu não avisei” ao tentar falar com Patty? O tom da sua voz pode ser calculado como ameaça, mas também como uma tentativa de avisá-la sobre o que estaria por vir.

Cotação: ★★★★½


2×15 - Chuck vs. the Beefcake: Finalmente temos uma trama continua em Chuck. Esse episódio – que parecia ser mais um isolado – tomou proporções muito interessantes para a série daqui pra frente. Aquela estória envolvendo a FULCRUM no capítulo em que Chuck e Sarah vão “morar” no subúrbio tinha tudo pra render muito mais. E rendeu. O vídeo em que mostra a verdadeira identidade do Intersect foi colocado em um chip e Chuck corre muito perigo. Estava claro também, que, quando o agente do MI6 descobriu quem Chuck realmente era e, mesmo assim, a CIA o deixou ir embora, a FULCRUM não deixaria isso por menos. “Todo mundo fala” e isso é uma verdade, basta assistir às cenas de tortura em 24 horas. Diferentemente do que estamos acostumados a ver, a série agora terá uma trama a ser desenvolvida com esta perseguição ao intersect, principalmente com a captura do agente MI6 e de todas as reviravoltas que este episódio proporcionou. Divertido na medida certa e com boas doses de ação, Chuck continua firme nesta segunda temporada, que está tão boa quanto a primeira.

Cotação: ★★★★☆

1×02 – All Hell the Victors: Mason conseguiu salvar a conta da Arc Mobile com um slogan que destacava as mensagens enviadas por celular. No entanto, a frase não caiu bem no gosto do público e o diretor da Arc Mobile pediu uma outra campanha. Foi aí que surgiu a idéia de Conner, que, roubou a frase do portfolio de um novato. Trust Me tem explorado bastante o oposto da parceria entre Conner e Mason. Isso se torna interessante por duas razões: vemos até onde o segundo está disposto a ir para proteger o primeiro, mas também na cumplicidade que cerca uma parceria. Por isso esta série se mostra tão eficaz porque, além de explorar esta correria numa agência de publicidade, também se utiliza de boas tramas em busca de um efeito dramático que possa soar real aos olhos de quem assiste. Este episódio foi muito mais eficiente neste sentido do que o anterior. Se ela continuar melhorando dessa forma, tenho certeza que veremos mais uma série da TNT fazendo sucesso.

Cotação: ★★★★★

1×07 – Alterations: Max está decidido a entender um pouco mais deste surgimento dos alter-egos da sua esposa. Eu acho isso fundamental para também consolidar o amor entre eles. Sempre fico imaginando como deve ser pra alguém ter uma esposa que sofre destas “alterações”. E percebo que Max é uma pessoa muito sincera e que está sempre pronto para ajudá-la nesta transição entre as outras personalidades que Tara possui. É uma oportunidade também que o roteiro dá pro espectador conhecer melhor a família. Por sinal, esta é uma característica da roteirista Diablo Cody. Em Juno ela soube explorar isso com as disfuncionalidades criadas em cima do personagem-título. E, aqui, ela também se utiliza do mesmo artíficio com o objetivo de nos colocar dentro de uma família, que, como qualquer outra, possui os seus problemas, as suas dificuldades. Mais interessante ainda é saber como eles conseguem lidar com tanta coisa.

Cotação: ★★★½☆

3×07 – JJ: Episódio fascinante. JJ é um personagem que gera curiosidade e que contempla uma série de questões, muito bem analisadas neste texto escrito por Brian Elsley. E, na realidade, foi um capítulo onde aqueles que estão à margem puderam descentralizar a série e falar algumas verdades sobre todo mundo. JJ, por exemplo, é um adolescente que sofre de disfunção social e vive tomando pílulas para se conter. Mas agora ele parou porque, acima de tudo, ele deseja ser uma pessoa normal. A sua amizade com Emily segue por este mesmo caminho, uma vez que ela se assumiu gay. São dois personagens que estão no extremo, por isso este episódio foi tão fantástico. Seguindo com uma trilha mórbida composta no piano por Claude Debussy, ele se consolida pela tristeza centrada num personagem que só deseja um pouco mais de atenção e que as pessoas se preocupem com ele. Ele não quer ser o centro, mas deseja ser importante para os outros. E acredito que o último ato do episódio, com o olhar fixo e perdido da sua mãe, ajude a transparecer um pouco dos sentimentos de quem assiste. É bom saber que Skins ainda pode - e consegue - ser fascinante!

Cotação: ★★★★★