A coluna desta semana está recheada – e a tendência é que isso ocorra nas próximas semanas. Como o hiatus está chegando ao fim, além de ter a estréia de alguns programas nesta midseason, o número de seriados a serem vistos também aumenta, o que traduz no atraso da coluna e até mesmo na falta de equílibrio entre as duas partes. Foi com este objetivo que mudei os dias de publicação do Séries em Foco. E nela tem a estréia de Castle, novo drama policial da ABC. Além disso, mais um episódio sensacional em Skins e 24 horas e a presença da atriz Summer Glau (que interpreta a exterminadora Cameron na série Terminator: The Sarah Connor Chronicles) em The Big Bang Theory, porque a sua personagem tem tudo a ver com o mundo nerd de Sheldon e cia. Se divirtam e tenham uma boa leitura!
Day 7: 8:00 pm – 9:00 pm: Uma coisa é certa em 24 horas: os roteiristas são corajosos. Eu não acreditei quando vi Bill dando a sua vida para que Jack pudesse descobrir a verdade sobre todo este caso. Achei que haveria uma outra saída. Mas, ao vê-lo estendido no chão, fui sensibilizado por saber que um personagem tão carismático como ele estaria deixando a série. E, na realidade, este episódio foi tão interessante em termos de sequência para a temporada, que tudo acabou se ligando em um dado momento. Jack está novamente sozinho (por onde anda Tony?), como sempre esteve quando as pessoas passam a não acreditar em sua palavra. Ele já está acostumado com isso. É bem capaz que ele peça ajuda a Renée, uma das poucas pessoas em que ele confia. O ataque de Juma à Casa Branca foi algo pessoal e apenas uma ação para desvirtuar o que realmente poderá acontecer. Ninguém sabe ao certo, mas Jack está em busca da verdade, em busca de provar a sua inocência e de ser, mais uma vez, o salvador da pátria. Sensacional episódio: sensível nos momentos certos, brigas particulares e internas, além de uma trama que está se mostrando cada vez mais interessante.
2×16 – Chuck vs. The Lethal Weapon: Pra mim, Chuck não é valorizada da maneira que deveria. Este episódio, seguido do anterior, comprova muito bem isso e a temporada bastante regular que ela vem apresentando. Eu disse na resenha passado que a estória envolvendo Cole e o seu disfarce poderia render muita coisa. E isso ficou muito mais claro quando ele foi capturado e interrogado por agentes da FULCRUM. Nunca me questionei o fato do Chuck ter se adaptado tão facilmente ao Intersect. Nesse capítulo percebi que não é exatamente assim. Ele quer se livrar deste programa. Na realidade, ele quer ter uma vida normal. Por isso, às escondidas, Chuck mantém uma investigação própria para descobrir quem programou o Intersect. Todas as pistas levam para um tal de Orion, que também é perseguido pela FULCRUM, por ele ter sido o responsável pela programação e direção da equipe que criou o Intersect. Chuck é, na verdade, um agente muito mais competente do que parece. Ter a sua vida normal ao lado de Sarah, é a única coisa que importa neste momento.
5×17 – The Social Contract: A nossa vida é um contrato social. A partir do momento em que vivemos numa sociedade, estamos assinando um termo de responsabilidade em cumprir as leis do Estado. Para aqueles indíviduos que não as cumpre, existe a Justiça para puní-los – e aqui não entro no mérito se ela é falha ou não. Assim, a amizade entre House e Wilson, querendo ou não, faz parte de um contrato social. Por isso Greg quer sempre saber o que o seu melhor amigo está fazendo, a ponto de desmarcar um programa, que, para eles, é tão importante. O próprio paciente desta semana soube traduzir um pouco disso, ao não ter medo de ser sincero mesmo quando o contrato social nos obriga a falar a verdade, mas mensurando o que deve ou não ser dito. O caso envolvendo o irmão de Wilson também é um termo de comprometimento. E ele está sentindo isso agroa quando o abandonou, mesmo sabendo que ele precisava de ajuda. Por todas essas discussões, este episódio de House foi fascinante. Não acho que a série perdeu a sua magia, como alguns blogueiros e críticos vem comentando. Acho que existe, sim, um desgaste que é absolutamente normal.
2×17 – The Terminator Decoupling: Tendo como ambiente o trem em que a turma estava viajando para um simpósio sobre Física em São Francisco e, ainda por cima, Sheldon discorrendo sobre o seu amor por este meio de transporte, o episódio ficou muito mais bonito e interessante com a presença da atriz Summer Glau (da série Terminator: The Sarah Connor Chronicles). O capítulo teve o foco em duas narrativas principais: Raj e Howard disputando a “garota exterminadora” rende muitas risadas em todos os momentos, principalmente quando Raj descobre que a cerveja ingerida para conversar com a moça era sem álcool. A mudança de expressão no seu rosto foi uma das melhores cenas neste episódio. Porém, Sheldon com as suas tiradas (o diálogo em que ele chama Penny de chimpanzé é extremamente hilário) consegue fazer qualquer pessoa rir, principalmente porque ele não tem vergonha de se auto-intitular como brilhante.
1×04 – Au Corant: Como a publicidade te atinge? Qual a maneira que os publicitários encontram para atingirem o público adolescente? Questões que tomaram conta deste episódio, principalmente porque Mason e Conner precisaram criar algo de efeito que pudesse chamar a atenção dos jovens. Mas, como fazer isso? É preciso, antes de mais nada, conhecer a cultura pop da maioria destas pessoas. Existem diferentes tipos de adolescentes e a publicidade precisa atingir todos eles, criando uma marca que possa – ou algo – que possa chamar atenção. Então, para que eles pudessem ter este efeito, Mason e o seu parceiro pensaram em chamar o diretor Spike Jonze para dirigir alguns webisódios voltados para este grupo de pessoas. Assim, o capítulo se tornou uma aventura dos dois, mas também de descoberta para Mason. Nem sempre é preciso ser popular. Ao perceber que a sua filha não tinha muitos amigos no Facebook, ele ficou extremamente preocupado. Cada vez mais, Trust Me me conquista por retratar e discutir estes temas comuns, mas que necessitam – e existem – de uma forte campanha por trás.
3×08 – Effy: Este sempre foi um dos episódios mais aguardados por mim. E posso dizer, com absoluta certeza, que ele foi perfeito. Effy é um personagem misterioso muito bem representado pela atriz. E neste mistério que aprendemos a gostar do seu jeito de ser, da sua maneira enigmática de olhar as pessoas ao seu redor. Tendo que lidar com tantas coisas, entre separação dos pais e efeitos psicológicos pertubadores, Effy só pede um pouco mais de atenção. Ela quer atenção, seja ao deixar cair o vaso para que a sua mãe perceba a sua presença ali ou, ainda, no acampamento quando ela se sente sozinha e, logo em seguida, por conta do uso de alucinógenos, ela está novamente incluída como se estivesse fazendo parte de alguma coisa. Mas Skins tem uma característica muito forte de auto-destruição. E com Effy não poderia ser diferente. Por mais que ela tente se afastar de Cook, o destino sempre acaba ligando os dois. Apesar de não soar animador para ela, mas sempre será os dois. Um episódio cheio de enigmas estéticos e com uma fotografia cuidadosa e representativa, Skins mais uma vez conquistou a minha admiração. Mais uma vez, sinto a evolução desta série. Seja pelas histórias ou até mesmo por esta incrivel capacidade de traduzir um sentimento por meio de signos semióticos que, às vezes, podem dizer muito mais do que mil diálogos.
2×10 – Uh Oh, Out Come The Skeletons: A cena final do flashforward envolvendo Patty Hewes e Ellen Parsons ainda é uma incognita. Existe uma apreensão muito grande para saber o que aconteceu dentro daquele quarto. E não me parece que os tiros que são ouvidos foram disparados da arma de Ellen Parsons. Como existe uma conspiração do FBI para derrubar Patty, usando também o seu marido, é bem capaz que algum atirador tenha matado Ellen no momento em que ela estava pronta para derrubar a sua chefe, que, para ela, foi a grande responsável pelo assassinato de David e também pelo atentado à sua própria vida. As semelhanças entre Walter Kendrick e Arthur Frobisher são cada vez mais evidentes. Lembro o quanto Arthur era resignado com o seu advogado, não dando todas as informações que ele precisava. Kendrick faz o mesmo com Claire Maddox, a qual precisou requisitar a ajuda de Daniel Purcell para desvendar quem de verdade era a pessoa para quem ela trabalha. O episódio, de uma maneira geral, foi bastante morno, principalmente porque o fim da temporada se aproxima. Mas, ainda assim, Damages tem juntado dos arcos, mesmo de maneira um pouco lenta.
1×01 – Flowers For Your Grave: A tendência das séries policiais agora é ter um consultor carismático que soluciona crimes. Em Castle, a tarefa fica a cargo de Rick Castle, um renomado escritor do gênero policial e que começa a ver um assassino utilizando os seus métodos descritivos nas vítimas em que mata. Seria uma premissa interessante, se não fosse os clichês. Por que será que sempre o escritor está com um bloqueio intelectual e precisa de algo novo para escrever? Ou, ainda, a detetive durona e exigente que está sempre tentando proteger o consultor das encrencas em que ele se mete? E isso me leva a uma outra pergunta: por que o escritor precisa ser sempre encrenqueiro e desobediente? Além disso, a série começa com uma premissa mas irá terminar em outra, uma vez que eles não teriam estória suficiente para completar uma temporada de episódios apenas com um assassino, fã dos livros do Castle, e que tem como perfil matar e utilizar os metódos descritivos do autor. A partir do momento em que Rick se tornou consultor, o seu “bloqueio intelectual” foi para os ares e agora ele trabalhará em conjunto com a polícia de Nova York com o objetivo de escrever o seu próximo livro. Será que a série esqueceu de algum clichê?
1×16 – Subway: Eleventh Hour deveria ter mais episódios no mesmo nível deste. Normalmente, sempre acabo ficando meio sonolento no decorrer dos capítulos, mas este Subway se mostrou eficaz em todos os sentidos. Ele me mostrou o que eu realmente esperava da série quando comecei a assistí-la. Dr. Jacob Hood e a Agente Rachel Young, tiveram que solucionar um caso de múltiplos envenamentos na região da Philadelphia. No entanto, eles não possuíam parâmetro algum entre as vítimas, até perceberem que todas elas passavam pelo metrô mais movimentado da cidade para trabalharem. Foi o ponto de partida para descobrirem que se tratava de um ataque de grupos terroristas que queriam mandar uma mensagem para o G-8, envenenando crianças que frequentavam o Teatro perto daquele metrô. O episódio foi dramático e manteve suspense em boa parte das cenas, além de ter tido mais ação, que é um elemento que sempre acaba faltando para a série. Se ela puder continuar neste nível, tem tudo para encerrar a temporada em alta.
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