True Blood 3×06 - I Got a Right to Sing the Blues
quinta-feira, julho 29th, 2010Atenção: spoilers nos próximos parágrafos
![]()
Título: I Got a Right to Sing the Blues
Temporada: 03
Episódio: 06
Emissora: HBO
Data de Exibição: 26/07/2010
O que poderia se esperar de um episódio cujo roteiro é escrito por Alan Ball? Depois do péssimo capítulo exibido na semana anterior, True Blood reencontrou o tom desta temporada, que vem me agradando por esta relação dos Vampiros com os Lobisomens e por, finalmente, a trama de Sookie ter avançado consideravelmente. Tudo neste momento gira em torno daquilo que ela realmente é, como já vinha sendo pesquisado pelo próprio Bill Compton que, mesmo se relacionando com ela, gostaria de entender como Sookie tinha se tornado uma telepata e, principalmente, de qual prole genética vinha este seu poder. Depois do que Russel viu, ele também passou a ter interesse na garota vinda de Bon Temps se infiltrando no meio de uma guerra que poderá começar a qualquer momento entre Lobisomens e Vampiros, ou até mesmo entre os próprios Vampiros (por que não?).
Os primeiros dez minutos do episódio foram impressionantes. Começando exatamente do cliffhanger que tinha marcado o final do capítulo anterior, as cenas que se seguiram em Mississippi foram recheadas de muita carnificina. Primeiro com as sessões de tortura que Bill passou nas mãos da sua criadora, sedenta para que ele pudesse amá-la como ama Sookie. Depois foi a mordida feroz de Tara em seu “amante vampiro”, que serviu apenas como um pretexto para ganhar confiança e, posteriormente, conseguir fugir do seu cativeiro e libertar Sookie, que também estava presa. Alan Ball conseguiu trabalhar bem todas estas cenas, incluindo os diálogos entre Sookie e Russel. Além disso, as tramas estiveram coesas também com relação ao seu preterido casamento de Russel com a Rainha, tendo as cenas uma grande relação umas com as outras. E mesmo os outros momentos, como o affair de Lafayette, por exemplo, estiveram bem concentradas e conseguiram preencher os buracos e lacunas que iam sendo deixados.
![]()
Uma trama em meio a esta temporada ainda permanece como uma incógnita na minha cabeça. O que realmente acontece com a família de Sam Merlotte? Até o momento, tenho a sensação de que elas se desenvolvem de maneira muito devagar (quase parando). Por enquanto, esta característica tem sido péssima em relação à história. È bem possível que depois deste episódio os problemas enfrentados por Sam fiquem mais claros. Porém, eu gostava das outras temporadas quando o seu personagem, e também Jason, estavam mais próximos do que aconteciam nas tramas centrais. Até agora, cada um vive longe um do outro e as suas próprias histórias. Fica a sensação que eles não conseguem sobreviver separados – apesar de serem personagens bem desenvolvidos e que podem obter o espaço necessário para os seus dramas.
I Got a Right to Sing the Blues se prestou mesmo em avançar a história que acontece em Mississippi. Ainda espero que o Alan Ball, e a sua equipe de roteiristas, consigam aproveitar a presença de Jessica como uma Vampira que ainda não aprendeu a frear as suas vontades. Os roteiristas possuem, em seu personagem, uma grande oportunidade de conseguirem desenvolver um arco dramático muito interessante. Enquanto isso não acontece, vemos os dramas de Sookie e o seu amor por Bill. True Blood, além de ter conseguido equilibrar as suas tramas, também foi conseguiu um episódio em que a trilha sonora esteve bem usada em momentos tidos como importantes e de mais ação. A música não foi desperdiçada como em outros momentos. O suspense dessa vez também foi causado pelo silêncio e, dessa forma, o episódio só serviu para aumentar as expectativas para os próximos.





Tags: Bill Compton, HBO, Seriados, séries, Sookie Stackhouse, True Blood

