Archive for the 'Opinião do Editor' Category

Quando assistir filme em casa se torna irritante

quarta-feira, julho 28th, 2010

http://cinejan.files.wordpress.com/2010/05/dvd-logo.jpgEm tempos de downloads de filmes, ainda gosto de preservar o fato de ir em alguma locadora para alugar um DVD. Aqui em Salvador, por exemplo, tem uma videolocadora onde eu consigo alugar um filme na segunda-feira e entregar somente na sexta, ou seja, eu pego uns quatro filmes e vou assistindo um por dia. Sempre faço isso em alguma semana que eu sei que será mais tranquilo, principalmente em tempos de chuva que é tão bom ficar em casa vendo alguma coisa.

Pensando nisso, nessa semana fui até a locadora que eu estou acostumado. É relativamente longe da minha casa, mas acabo sempre encontrando algumas velharias que não se encontra em outras. Aluguei alguns filmes mas, para o meu azar, a maioria dos DVDs estavam arranhados. Não sei se isso acontece com todo mundo, mas uma das coisas que mais me irritam é assistir um filme e ele ficar pulando a cada duas cenas. Além de ser impossível continuar assistindo, é extremamente irritante a noção que aquele processo acaba dando.

Aluguei alguns filmes argentinos que eu ainda não tinha visto para assistir. Nunca imaginei que os DVDs pudessem estar danificados, uma vez que eles não são muito conhecidos e também não fazem parte dos lançamentos da locadora. Mas os discos estavam bem arranhados e, por mais que meu player de mesa não tenha essa sensibilidade em relação aos arranhões, ele não conseguiu dar play com perfeição.

Porém, o pior de tudo é quando você vai devolver os filmes. Passei do tempo de ficar reclamando das coisas porque acredito que não vale mais tanto a pena. Mas reclamar é uma coisa, exigir os seus diretos é outra completamente diferente. Foi o que eu fiz quando pedi para que a locadora pudesse “fiscalizar” e “limpar” melhor os discos para oferecer um serviço de qualidade ao consumidor. Recebi de resposta apenas um aceno de “está certo” com a cabeça.

O que me leva a dizer que as pessoas não fazem mais questão de manter os clientes, por mais antigos que eles sejam. E por que será que eu ainda fico acreditando nisso? É uma pena que as relações entre os seres humanos são feitas com tanto distanciamento. Talvez seja possível que este tenha sido um dos motivos pela crise que assola o mercado das videolocadoras nos dias de hoje (apesar de saber que grande parcela disso venha dos downloads e da pirataria).

É claro que não vou deixar de alugar os meus DVDs por causa disso, mas é extremamente irritante o descaso como as pessoas tratam as outras. Pelo jeito, você só é escutado a partir do momento em que passa a ser mais grosso. Mas como proceder quando você pretende fazer as coisas com educação?

Primeiras Impressões: Rizzoli & Isles

domingo, julho 25th, 2010

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Ao ler a sinopse de Rizzoli & Isles, aposta da TNT para esta midseason, é comum as pessoas pensarem que se trata de mais uma série forense. Mesmo porque, os executivos adoram investir neste gênero lá nos Estados Unidos pois dá muito certo. Uma prova disso foi a audiência arrebatadora da estreia desta série na TNT, perdendo apenas para The Closer, que alcançou números absolutos maiores quando foi ao ar pela primeira vez. Baseada nos romances criminais da autora Tess Garritsen, Rizzoli & Isles se passa em Boston onde duas detetives da Divisão de Homicídios trabalham juntas para resolver os seus casos.

A detetive Jane Rizzoli (Angie Harmon) é a detetive durona da Divisão de Homicídios e precisa conviver com um passado extremamente difícil. Logo no seu primeiro caso, ela foi vítima de Hoyt, um psicopata que aterrizou o estado de Boston. Rizzoli não conseguiu cicatrizar por completo os seus medos, que voltam à tona quando uma série de assassinatos acontece na região com o mesmo estilo praticado por Hoyt, que estava preso. Contando com a ajuda da legista Maura Isles (Sasha Alexander), ambas tentam decifrar quem é o Aprendiz de Hoyt. No Piloto, de uma maneira acertada por parte do roteiro, somos conduzidos a compreender os medos de Rizzoli, principalmente depois que Hoyt acaba fugindo da prisão para “terminar aquilo que ele começou”.

Então, ao contrário de apresentar um caso qualquer, o Piloto é uma forma de iniciar a história por meio de um momento que marcou a vida da personagem principal. No entanto, o que realmente falta para Angie Harmon é exatamente saber transmitir isso para o espectador. Mesmo fazendo o seu estilo durão – algo que já virou um clichê no gênero – ela pouco se esforça na performance da sua personagem. Até mesmo em relação a amizade, que deveria ser uma coisa natural entre ela e Isles, também não funciona porque falta à Sasha Alexander a química necessária com Angie Harmon para que a série possa realmente funcionar.

De qualquer forma, o roteiro do Piloto se dá bem desde o começo, quando começa cheio de mistério e suspense com o Aprendiz de Hoyt executando um de seus crimes. Uma pena que outras cenas desse nível não tenham sido exibidas, pois o episódio acaba se perdendo nas piadas e tentativas de tiradas sarcásticas de Rizzoli. É engraçado notar como a Angie Harmon tentou compôr a sua personagem. A sua tentativa de parecer ser a durona dá certo, mas onde estão os seus sentimentos em relação ao medo que ela, segundo o roteiro, deve sentir? Como fica o seu lado humano de ter que lidar com algo tão difícil de superar? Para mim, existem duas cenas emblemáticas neste sentido onde se pode perceber que o seu lado Policial e Humana são, na verdade, a mesma coisa.

A primeira cena se dá quando a sua mãe vai passar a noite na casa de Rizzoli após saber que Hoyt tinha saído da prisão. O caso deveria ter sido tratado com seriedade (assim acredito), mas a sua própria mãe não transmite confiança. E Rizzoli, escondendo o seu lado humano, dá uma de Policial durona e vai dormir na casa da sua amiga Isles. Neste mesmo momento, quando ambas conversam, Rizzoli diz que nunca sentiu tanto medo quanto agora. Engraçado que não dá para notar por um minuto sequer que ela realmente aparentar sentir isso. Pelo contrário, ela sempre faz a linha dura e banca alguém que não sente absolutamente nada. Neste quesito, não existe culpa do roteiro (que até tenta humanizar a personagem). Uma pena que Angie Harmon ainda não conseguiu encontrar o equilíbrio perfeito entre as duas situações: o fato de ser uma Policial que investiga crimes na Divisão de Homicídios, e de uma Humana que precisa lidar com um trauma terrível.

riz_pre_home102 Apesar de não ter dado grandes reviravoltas pois o episódio não cria dúvidas em relação aos crimes, Rizzoli & Isles é uma boa aposta para esta midseason enquanto se aguarda o retorno das grandes séries. Mesmo com o trabalho de investigação sendo extremamente mal conduzido e desenvolvido por parte do roteiro, o primeiro capítulo teve boas cenas. Não é nada de espetacular, mas é um passatempo que até pode valer a pena reservar alguns minutos para se assistir. Ainda espero que tanto Angie Harmon quanto Sasha Alexander consigam encontrar a química perfeita entre elas. Mesmo porque, a série está centrada nas duas. O único receio que se pode ter é do roteiro dá mais atenção para uma do que para outra (o que, claramente, pode acontecer por conta do próprio passado de Rizzoli). Entre erros e acertos, o resultado é positivo. Mas ainda resta saber se os casos serão interessantes e dignos de atenção.

Bem-vindo a Haven

segunda-feira, julho 19th, 2010

haven_poster3 A midseason normalmente não oferece muita coisa boa para se assistir. E neste ano não tem sido diferente. Depois de Rookie Blue e Covert Affairs (séries que ainda terão textos publicados neste blog), Haven foi mais uma tentiva (fracassada) de assistir alguma coisa de qualidade nesta pausa. Até agora, nenhuma agradou. Haven tem um atrativo: a série é baseada no livro “The Colorado Kid”, escrito pelo mestre Stephen King. No entanto, o roteiro é completamente disfuncional por não conseguir aliar uma trama à outra. Isso acontece da seguinte forma: a detetive Audrey Parker (Emily Rose) é enviada para Haven, uma cidade no Maine, para capturar um homicida que havia fugido da prisão. No entanto, chegando lá ela se depara com a sua morte e com fenômenos naturais que nunca tinha visto. Este é o começo da sua história.

Antes mesmo de se chegar em Haven, a detetive passa por uma situação estranha porque o asfalto sofre de problemas que não são exatamente explicados corretamente. Ela recebe ajuda de Nathan Wuorcos (Lucas Bryant), um policial local. Os dois começam a ter uma relação de amizade tão estranha que falta exatamente naturalidade para a construção das duas personagens. Toda série resolve apostar neste casal de detetives, principalmente se eles forem durões e possuírem problemas com a família (ou pela falta dela). No caso de Audrey, ela foi criada em orfanatos e sente a falta de uma mãe que pudesse lhe dar carinho e suporte. Já Nathan é filho do Chefe da Delegacia da cidade (e a relação dos dois também não é das mais tranquilas). Está formado, assim, um drama em torno do mistério em relação ao que acontece em Haven.

Um dos problemas da série, em relação a este contexto dos personagens, é que ela se mostra a todo instante tentando criar um humor que é inexistente dada a conjuctura do lugar. A própria Emily Rose atua de maneira tão orgânica. Ela é incapaz de sentir algum susto em meio ao que acontece. Na minha cabeça, ela deveria se chocar com as esquisitices da cidade. Será que em todo lugar que ela vai acontecem nevoeiros estranhos, ou pessoas com habilidades especiais de controlar o tempo? Ou, ainda, um homem que não sente nenhuma dor e outros habitantes que possuem habilidades paranormais que, ainda na minha cabeça, não são comuns em meio ao mundo que ela vivia. A sua falta de expressão é nítida em todas as cenas e, com isso, também irritante.

É claro que a série não vai ficar presa a este plot que foi apresentado no primeiro episódio. Mesmo porque, ele serviu apenas como um pano-de-fundo para que Audrey fosse confrontada com o seu passado (ou para investigar um caso que ainda não foi concluído da morte de Crocodilo Kid). O que gosto nos livros de Stephen King é a sua forma de conseguir prender os mistérios sem esquecer o quanto os personagens são importantes e complexos. É assim em O Iluminado, Carrie: A Estranha, À Espera de um Milagre, O Nevoeiro e outros filmes que tiveram adaptação a partir dos seus livros. Aqui, Audrey vai tentar encontrar (ou investigar) o que restou da sua família. E ela acredite que o seu passado pode ter alguma ligação com a cidade de Haven. Por enquanto, esta é a “melhor” trama que a série pode seguir (apesar de saber que ela será cancelada a qualquer momento).

Entre nevoeiros estranhos e pessoas que não sentem nenhum tipo de dor, ainda sobrou espaço para a detetive dar uma de conselheira sentimental em um episódio tão empobrecido de bons momentos que pudessem ser realmente relatados. Atores inexpressivos vão estragar qualquer tipo de boa história que o Stephen King possa ter escrito (eu não cheguei a ler o livro). Haven, como uma série dividida em episódios, deve seguir os dramas da sua personagem principal até mostrar exatamente o que aconteceu com a sua família. E quem poderá saber se essa investigação será bem desenvolvida? Se os roteiristas fizerem como foi neste primeiro capítulo, aposto que o programa não entregará ao seu público grandes reviravoltas. Pelo contrário: Haven é recheada de clichês e deve seguir a linearidade de uma série sem alma e sem nenhum efeito dramático.

Treme: a importância das rádios no pós-Katrina

quarta-feira, julho 14th, 2010

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Terminei recentemente de assistir à Treme, uma série da HBO que se passa na Nova Orleans três meses após o furacão Katrina ter devastado completamente a cidade. Ainda pretendo fazer uma postagem especial sobre os episódios, falando estritamente dos acontecimentos da primeira temporada. No entanto, o que mais me chama atenção em Treme é a maneira como a música está inserida em cada momento.

E isso não poderia ser diferente. A maior cidade do estado da Lousiana é conhecida pelo seu legado musical que abrange multiculturalidades. São vários os festivais musicais que atraem o público em determinadas épocas do ano. O Carnaval, por exemplo, o Jazz Fest e o Southern Decadence. E a cidade é uma verdadeira mistura mesmo de culturas europeias, latino-americanas e, principalmente, a música afro-americana. Nova Orleans, assim, é conhecida pelo papel que os músicos afro-americanos da cidade tiveram na formação do Jazz.

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Então, como se poderia esperar, estas manifestações culturais não poderiam estar de fora da série. Além disso, em tempos difíceis pós-Katrina, as pessoas se ligavam mesmo à música e aos pequenos concertos que tinham pela cidade para fugirem dos problemas que tinham que ser enfrentados: o problema com água contaminada, luz cortada, casas destroçadas, prédios acabados e a cidade devastada. A população, claro, passou a lutar pela própria sobrevivência. Alguns passavam o tempo criticando o governo e a forma como a cidade foi esquecida, outros se detinham a reconstruir aquilo que foi levado pelo furacão.

No meio de tudo isso, as rádios surgem como uma ferramenta de extrema importância. Assistindo a série, comecei a pesquisar se existia algum tipo de documentário que pudesse mostrar isso. Uma pena que não consegui alcançar muito êxito nas minhas pesquisas, mas vale registrar o quanto as rádios foram importantes por ser um tipo de comunicação relativamente mais simples e que conseguia alcançar a população por meio de alto-falantes nas ruas (algo que já existia mesmo na cidade). Nos primeiros episódios, Treme deixa isso bem claro ao usá-las como uma forma de expandir a música.

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Engraçado porque esta relação das rádios com Nova Orleans me parece muito semelhante com o que se vê no filme Piratas do Rock, do diretor Richard Curtis. No longa-metragem, o cineasta mostra a importância das rádios-piratas para a construção do Rock dos anos de 1964 e 1968 na Inglaterra. Naquela época, a rádio oficial era a BBC e ela destinava apenas duas horas de música em sua programação. No entanto, estas rádios-piratas começaram a ficar famosas, começaram a alcançar o público e passaram a ser perseguidas pelo governo britânico, que estava com medo de algum tipo de revolução (ou seria rebeldia?) dos ingleses por ouvirem um gênero de música tão barulhento e também de protesto.

É claro que, apesar das rádios ainda terem importãncia nos dias de hoje, perdeu um pouco do seu espaço para a internet, as mídias sociais e outros meios de comunicação. Ainda assim, Treme e Piratas do Rock são duas produções que, de alguma forma, dialogam exatamente com esta questão da influência das rádios nas vidas destas pessoas. No caso da série que se passa em Nova Orleans, existe a relação muito forte da própria cidade com a música. Já no filme, se percebe um pouco da rebeldia que o rock começa a invadir e transpor também para as rádios e, posteriormente, para o meio social. Retrando isso tendo como pano-de-fundo o nascimento do Rock britânico e a sua influência no mundo, e a sobrevivência da população de Nova Orleans no pós-Katrina, as duas produções são extremamente inteligentes quando relacionam estes temas com o fato da rádio ser um grande entretenimento (como realmente é).

Emmy 2010: comentários dos indicados

sábado, julho 10th, 2010

emmy10 Nesta semana foram divulgados os indicados para o Emmy Awards 2010, considerado o Oscar da Televisão Americana. E por que não seria? As categorias são parecidas, assim como o estilo de votação, além do anúncio dos indicados também ser feitos nos mesmos moldes. Joe McHale (Community) e Sofia Vergara (Modern Family) anunciaram todos os nomeados e trouxeram algumas boas surpresas, de atores que já mereciam uma indicação muito antes. Nesta postagem, comento brevemente um pouco sobre aqueles que foram indicados. Minhas apostas virão em textos seguintes a estes.

Ver na lista os atores Connie Briton e Kyle Chandler me traz uma felicidade indescrítivel. Eu sempre sinto falta de indicações para Friday Night Lights, apesar da série ser um sucesso da crítica e ser indicada em premiações que são organizados por ele. Mas o reconhecimento dos atores é inevitável, principalmente porque desde a primeira temporada eles conseguem mostrar o lado verdadeiro de uma família dentro de uma série de televisão. Não é sempre que se consegue isso. Claro, parte do mérito também são dos roteiristas que escrevem os diálogos, pensam nos dramas e nos fios condutores das cenas, mas ambos possuem uma química incrível e todas as suas discussões nos fazem realmente acreditar que aquela é uma família cujos problemas também podem ser parecidos com os nossos.

Em Melhor Série Dramática, não houveram surpresas. Mas alguém aí duvida que Lost vai vencer nesta categoria por ter acabado? E não estou dizendo ela foi abaixo das outras séries, mas é só uma opinião. Se eu tivesse que votar, com certeza optaria por Breaking Bad. Mas Lost merece ter o reconhecimento de vencer mais um Emmy. A sua contribuição para a televisão, e não somente americana, foi importantíssima para que se constituísse todas estas discussões sobre as novas mídias, novas maneiras de se assistir televisão e novos meios que a indústria do entretenimento passou a criar para divulgar os seus trabalhos, fazendo com que eles estejam cada vez mais próximos das mídias sociais (que é onde tem se concentrado uma grande parcela do público-alvo que assistem a estes programas).

Ainda assim, sinto falta de Sons of Anarchy no meio destas séries que foram indicadas. De uns tempos para cá, passei a não acompanhar muito o Emmy Awards porque são sempre os “mesmos” atores a serem indicados. Por que não existe uma reciclagem para se indicar outros trabalhos que tiveram destaque na televisão? A série criada por Kurt Sutter, por exemplo, é um verdadeiro primor em termos de personagens bem desenvolvidos e complexos, além de histórias que a cada episódio ganham força. Sons of Anarchy tem sido uma das melhores séries que passa atualmente na televisão norte-amaericana, mas que ainda não teve nenhum reconhecimento nas premiações (sequer foi indicada neste Emmy). Talvez seja por estas injustiças – apesar de saber que acontece em qualquer premiação – que tenho parado de acompanhar o Emmy por estar sempre indicando e premiando as mesmas pessoas que já venceram “n” vezes.

De qualquer forma, foi bom ver a presença do Matthew Fox na categoria de Melhor Ator. Faz um tempo que ele já merecia esta indicação, pois a complexidade gerada por ele no seu Jack é realmente assustadora. Se ele começou acreditando fielmente na Ciência e banindo a Fé da sua vida, pouco a pouco fomos vendo as mudanças. Quando os Oceanic Six saíram da Ilha foi o passo que a série para introduzir uma nova personalidade em Jack que os espectadores nunca imaginariam conhecer. Grande parte deste mérito de vermos a transformação deste personagem ao longo das seis temporadas foi do ator Matthew Fox, que agora ganha o reconhecimento de ter sido indicado em uma das categorias principais pelo excelente trabalho que desempenho nestes seis anos, em uma série que soube desenvolver o seu personagem (vale lembrar que Jack seria morto no Piloto).

Enfim, ainda pretendo fazer as minhas previsões e dar os meus palpites dos vencedores. Dificilmente consegue obter muitos acertos, mas isso não é o que importa. O Emmy ainda será transmitido em agosto, então muito vai se falar daqui até lá. Possivelmente existiram outras injustiças. Mesmo assim, gostei de ter visto as indicações de Kyle Chandler, da Connie Briton e do Matthew Fox. São três profissionais que aprendi a reconhecer pelo formidável trabalho em suas respectívas séries. Fica, no entanto, a minha crítica por Sons of Anarchy não está no meio deste grupo. Tenho certeza que ela merecia ser lembrada (e talvez nem tivesse chance de vencer, mas só de ser indicada já seria um reconhecimento incrível pela qualidade que ela vem mostrando). Os vencedores saem no dia 29 do próximo mês. Por aqui, a TNT deve transmitir a premiação com os comentários do Rubens Edwald Filho.