OTH 7×17 – At the Bottom of Everything
domingo, março 21st, 2010Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers
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Título: At the Bottom of Everything
Temporada: 07
Episódio: 17
Exibição: 15/02/10
Emissora: CW
Existem três elementos que são essenciais em uma série como One Tree Hill: drama, reviravolta e emoção. Ao longo destas sete temporadas, aprendi que são com eles que este seriado tem me conquistado, atingindo o seu ápice no terceiro ano que, para mim, foi o melhor e onde tem os episódios que mais tiveram significados para este que vos escreve. Por um período, fiquei sem fazer as resenhas (muito por conta do tempo e também devido à qualidade da série). O retorno aos textos sobre a série chega em um momento importante, onde eu assisto um capítulo cuja sensibilidade comove e transborda um certo sentimento capaz de nos mover para a escrita. Pois é exatamente isso que estou fazendo agora, ainda que estejamos bem atrasados (mas tudo vai se acertar, no final). E o melhor de tudo: a série soube apresentar estes três elementos supracitados sem apelações, mesmo com certas cenas que poderiam ser descartadas.
Pra começar, a história do câncer da mãe de Haley tem ganhado páginas melancólicas e emocionantes no roteiro que está escrito. Se antes eu enxergava aquilo com certa desconfiança, já que a série estava em falta de assunto, confesso que consigo perceber que esta foi a maneira dela se reencontrar. E por que eu digo isso? Os melhores diálogos, talvez os mais sinceros, se deram entre Jamie e a sua avó. E isso foi importante porque, se antes o garoto estava se tornando um personagem longe de ser o coadjuvante (e sabe-se que a sua importância é muito grande), agora vemos que realmente existe um propósito em relação ao que está acontecendo. E não somente para ele, mas todos que estão cercados pela mãe de Haley. Para ela, é preciso se acostumar com o fato de perder a mãe e de dizer “adeus”. Já para Jamie, é chorar e se dar conta de que este processo um dia também acontecerá com ele.
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Por outro lado, outra história que também acabou se encaixando foi o relacionamento conturbado entre Brooke e Julian. Ambos construíram uma barreira entre eles e, por mais que eles se amem, existe uma certa confusão quando estão juntos. Mas fico a me perguntar se o que a série no final deste capítulo foi realmente certo. Não existe perdão para isso (não na vida real e no meu entendimento do que é se relacionar com alguém). De qualquer maneira, o choque de Brooke ao ver a cena foi transposto por meio da filmagem em câmera lenta o que, de certa forma, até ajudou. Por outro lado, tirou completamente a surpresa que poderia ter criado, principalmente pelo que acontece momentos antes. Se o objetivo da série foi surpreender utilizando esta técnica, o efeito não deu certo e soou muito mais como um defeito estético do que realmente como um lance proposital.
Por outro lado, vejo realmente que a série tem se esforçado para sobressair aquilo que eles estão contando. É claro que existiram cenas descartáveis, como todo aquele processo do contrato com aqueles dois personagens cujos nomes eu não sei, além do Mouth chamando a ex-namorada do Skills para sair e largando completamente o amor que sentia por Millicent. Esta, por exemplo, tem um plot interessante mas que é mal utilizado, já que as suas cenas no Grupo de Reabilitação são rasas e sem muitos significados. Mas, atento às coisas positivas, este foi um bom capítulo por estar recheado destas tramas familiares, destes momentos emocionantes, destes fios condutores e laços que são criados e que nunca são desfeitos (ainda que exista a morte). De vez em quando, é bom também tentar enxergar coisas boas onde, às vezes, pode até não ter (ou você não conseguiu perceber). One Tree Hill está longe de ser aquela série que amei anos atrás, mas ainda consegue mexer comigo.









