OTH 7×16 – My Attendence is Bad, But…

One Tree Hill, Reviews 3 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: My Attendance Is Bad, But My Intentions Are Good
Temporada: 07
Episódio: 16
Exibição: 08/02/10
Emissora: CW

Ultimamente, andei conversando com alguns blogueiros sobre esta sétima temporada de One Tree Hill. Entre algumas discordâncias, todos chegaram em um denominador comum em algum momento: a série não tem mais assunto. E é triste constatar isso. Outro dia eu estava revendo alguns episódios da terceira temporada (pra mim, a melhor até hoje) e fiquei com saudades daquela época, onde se podia sentir os dramas que eram colocados. Existiam outras pessoas que torciam pelos casais, outros ficavam esperando o próximo plano diabólico de Dan Scott. Aliás, o susto foi grande quando ele puxou o gatilho e matou o próprio irmão. E lembro que, em seguida, aquele episódio onde mostra os estágios do pesar ficou na minha cabeça durante um bom tempo, assim como a incrível tragédia na season finale, quando o capítulo se chamou “The Show Must Go On”, em um momento que a série estava prestes a ser cancelada na fusão dos canais WB e UPN, que acabou culminando na CW de hoje. E Mark (criador da série) surpreendeu o seu público com um final realmente chocante, deixando ganchos e tragédias que somente seriam superados com o tempo. Pois bem, isso já não existe mais na série. Todas estas coisas parecem ter ficado para trás porque é nítida a sensação de esgotamento e de uma narrativa que, simplesmente, não sai do lugar.

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Esse episódio, por exemplo, marcou o retorno da mãe de Haley. De antemão, eu já suspeitava de alguma coisa. Nenhum personagem “retorna” e faz uma atuação de “passagem” por One Tree Hill. Ela só poderia estar morrendo, em estado terminal, e precisava passar os últimos dias da sua vida com as filhas. Não deu outra. O seu câncer pancreático não pode ser curado com um tratamento pesado e ela resolveu se entregar à doença, desistindo de passar por momentos difíceis no hospital em troca da esperança de viver os últimos momentos com as filhas e com a sua família. Não diria que isso seria apelação, mas é o melhor que One Tree Hill consegue fazer no momento. O romance entre Julian e Brooke também rendem boas cenas, principalmente pelo fato deles estarem separados e tentando trabalhar juntos. Já a Millicent, também se esgotaram as tramas para ela e já não consegue os efeitos que teve alguns episódios atrás. Ainda me pergunto o que Nathan anda fazendo nesta série porque, claramente, ele parece sempre deslocado, andando de um lado para o outro com o seu filho. O próprio Clay, que tinha tudo para ter arcos interessantes nesta temporada, parece que não vai render mais nada daqui pra frente. Enfim, One Tree Hill está estagnada em dramas infantis e sem nexo até o momento. E ainda querem renovar a série. Mas como isso pode acontecer? Vai pular mais tempo ou “recomeçar”?

Cotação: ★☆☆☆☆

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OTH 7×15 – Don’t You Forget About Me

One Tree Hill, Reviews 10 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: Don’t You Forget About Me
Temporada: 07
Episódio: 15
Exibição: 01/02/10
Emissora: CW

Se você viu este episódio, caro leitor, esqueça as tramas que foram abordadas nele. Por incrível que pareça, elas não fazem muito sentido. Na realidade, deixe na memória apenas algumas cenas, que este blogueiro irá citar mais pra frente nesta mesma resenha. Por enquanto, leve a sua mente para a década de 80. Pense nas músicas que eram tocadas nesta época, pense nos bailes, nas roupas e nos carros. Feito isso, tente pensar no cinema e na juventude. Agora, relembre os filmes do diretor John Hughes. Sim, é nele que devemos pensar neste momento, O episódio de One Tree Hill, meu caro leitor, foi uma homenagem a este diretor que criou bobagens inesquecíveis, como Gatinhas e Gatões, mas que conseguia trazer tudo isso com uma banalidade realmente inspiradora, traduzindo e definindo a linguagem dos adolescentes desta década. E se você viu Curtindo a Vida Adoidado, vai saber do que estou falando neste primeiro parágrafo. Se pensarmos neste episódio como uma narrativa da sétima temporada, é possível dizer que ele foi incrivelmente péssimo. Porque, por mais que a série ainda tente dialogar com o público adolescente, é complicado ainda ver cenas infantis depois dela ter pulado quatro anos no tempo.

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Mas se pensarmos nele como homenagem, é bom ressaltar que ele deixou a sua mensagem. Tudo estava centrado na década de 80, muito por conta do filme que Julian pretende filmar. O seu diretor favorito: John Hughes. É a partir desse pressuposto que a série se encaminha. Dialogando por tanto tempo, pelo menos nas quatro primeiras temporadas, com o seu público juvenil, One Tree Hill soube construir personagens em tramas dramáticas que fizeram o seu telespectador acompanhar esta jornada até este momento. È bem verdade que alguns desistiram, mas todos lembram dos triângulos amorosos, das decepções e de tantos outros momentos que a série nos proporcionou. Talvez seja por isso tudo que ela resolveu recriar esse mundo, aproveitando também o momento de homenagear John Hughes, por toda a representatividade que ele tinha com esse público. Aqui, o aniversário de Haley foi o que menos importou. Na realidade, este episódio serviou apenas como arco para trazer isto que já foi relatado. De vez em quando, é bom ter capítulos assim (mesmo com algumas cenas realmente desnecessárias). De qualquer maneira, nada de se “gabar” muito. One Tree Hill é uma série que, infelizmente, esgotou os seus assuntos. O que vemos agora é uma repetição de tudo aquilo que já foi mostrado, sendo feito sob novos ângulos e enquadramentos.

Cotação: ★★★☆☆

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OTH 7×14 – Family Affair

One Tree Hill, Reviews 1 Comentário »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: Family Affair
Temporada: 0
7
Episódio: 14
Exibição: 25/01/10
Emissora: CW

Nenhuma família é perfeita. Durante sete temporadas, foi possível perceber isso observando apenas os Scott. Entre tantos dramas e tumultos, os filhos conseguiram se desvencilhar dos seus pais e, com isso, criaram as suas próprias vidas. De uma maneira geral, eles aprenderam mais consigo mesmos (e com as desilusões da vida), do que com os seus pais, que estavam mais preocupados em praticar joguinhos do que em realmente educá-los. Entretanto, não são apenas os Scott que possuem problemas. Os James também não ficam atrás. Imaginem três irmãs com nervos à flor da pele? Pois bem, foi isso que One Tree Hill retratou neste episódio. Tudo por conta da relação entre Taylor e David, ex-marido de Quinn, irmã dela. Enquanto as duas tentavam levar isso na melhor maneira possível, Haley tentava mostrar o que era certo e errado nesta história.

É importante que a série tenha cada vez mais o seu foco familiar em questão dentro das suas narrativas. No entanto, a sétima temporada ainda peca pela ingenuidade com que ela consiga materializar estes fatos. A cena entre Mouth e Lauren, por exemplo, logo em seguida ao momento na casa dos Scott, soa completamente desnecessário. Por que ela ajudaria Mouth a limpar a bagunça que Millie fez enquanto se drogava e entregava a sua vida à cocaína? Não tem o menor sentido. E não adianta usar o argumento de que ela era (ou é) a namorada de Skills porque, mesmo assim, continua sendo algo completamente fora da lógica. O mais triste é que a série tentou criar um clima de romance entre os dois, algo que seria completamente estúpido considerando a amizade entre Mouth e Skills e, principalmente, a relação entre Millie e Mouth, o que comprova minha teoria de que, às vezes, One Tree Hill parece simplesmente não saber o que está fazendo.

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Mas o foco estava no jantar da família Scott, com as três irmãs juntas e os seus respectivos noivos, maridos e namorados. Por esta razão, o episódio se vale muito mais pelo humor que as cenas passadas neste ambiente empregam, que ainda conta com uma direção bastante irregular do ator Paul Johansson, que sempre se aventura em dirigir alguns capítulos (já que o seu personagem foi completamente esquecido pelos roteiristas, não é verdade?). A briga que acontece na piscina, por exemplo, poderia ser melhor filmada se ele conseguisse abrir mais o plano. Entretanto, quando ele faz isso, acaba expandindo demais a tela que, em seguida, corta novamente para planos fechados demais, perdendo completamente a dramaticidade que a cena poderia oferecer (por mais que ela tenha soado apenas engraçada e hilária).

Longe disso tudo, estão Brooke e Julian. Ambos se separaram oficialmente, mas sabem que ainda existem um “nós” entre eles, que os dois ainda não superaram. Em contagem regressiva para produzir o seu novo filme, Julian ainda não tem um diretor (apesar de esconder isso, tava “na cara” que ele iria se candidatar para o posto). Enquanto isso, Julian pediu para que Brooke possa ser a figurinista. Convite logo aceito por ela, o que pode representar um recomeço, mas também mais ciúmes e dramas por conta de Alex, haja vista que ela é a estrela do filme e a personagem principal. Enfim, One Tree Hill ainda promete algumas emoções daqui pro final, mas a série continua não tendo objetivos ou histórias centrais que possam carregar todos os personagens. E isso é uma pena, por mais que esta sétima temporada tenha se equilibrado neste momento.

Cotação: ★★½☆☆

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OTH 7×13 - Weeks Go By Like Days

One Tree Hill, Reviews Sem comentários »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

Título: Weeks Go By Like Days
Temporada: 07
Episódio: 13
Exibição: 18/01/10
Emissora: CW

Eu não poderia esperar que esta temporada de One Tree Hill fosse melhorar, mas o fato é que ela vem se equilibrando e melhorando conforme os episódios passam. No hiatus que a série teve, inteligentemente o roteiro colocou Haley James Scott e sua família na estrada de divulgação do seu novo álbum, em uma nova turnê. Durante os primeiros dez minutos, a edição favoreceu e deixou os seus telespectadores “a par” do que tinha acontecido e do que estaria para acontecer. Assim, vimos Millie completamente sozinha em sua casa, onde os móveis todos foram vendidos para que ela pudesse financiar o seu vício pela cocaína. Em contrapartida, vimos Alex cuidando de si mesma e entrando em uma clínica de reabilitação para sair dessa vida e poder retorna para Tree Hill. Entre tudo isso, ainda tinha Clay observando alguns novos jogadores para fazer contato e também a sua “profunda paixão” por Quinn. As seis semanas de intervalo que a série teve em cima destas tramas, só não foram suficientes para salvar o relacionamento entre Brooke e Julian, já desgastados com as brigas e com os conflitos que os dois passaram neste período. Afinal, quando será que Brooke abrirá realmente o seu coração?

Sobre isso, Quinn e Clay parece que não estão com nenhum medo. Por enquanto, eles têm sido personagens que ainda resgatam aquele sentimento de amor que antes tinha em One Tree Hill com Nathan e Haley (claro que em dimensões completamente diferentes, não vamos comparar e nem entrar neste mérito). As cenas dos dois são bonitas e eles estão formando um bom casal para a série. É claro que os conflitos irão aparecer. Com isso, fico esperando como os roteiristas irão tratar todas estas tramas entre os dois, principalmente agora que o ex-marido de Quinn, David, está de volta à Tree Hill como namorado da sua irmã Taylor, que vai ficar na casa de Haley até achar um lugar para morar. Enfim, com tantas questões familiares, tenho certeza que a série se afundará ainda mais neste tema de como são complexas as famílias. Taylor, mais uma vez, está prestes a estragar a harmonia que estava reinando e imperando na casa. Nem por isso a trama pode acabar ficando repetitiva. Dessa vez, a história gira muito mais em torno da família “James”, com três irmãs que possuem personalidades diferentes uma das outras e extremamente complexas em seus pensamentos.

Ainda assim, continuo achando importante o romance entre Julian e Brooke. As discussões que ambos tiveram no episódio foram intensas e reais, onde cada um falou verdades sobre o outro. Brooke continua sendo aquela pessoa que não consegue se dar bem nos relacionamentos, sempre presa ao passado que teve com Luke e, principalmente, nas traições de Peyton e na falta de confiança nas pessoas que estão em sua volta. Enquanto isso, Julian tentou construir um relacionamento com ela que pudesse dar certo, por todo o amor que ele tinha para oferecer. Mas não adianta somente um lutar para que funcione, não é mesmo? Esta é a principal queixa de Julian em relação à Brooke, que continua sentindo ciúmes da relação que ele possui com Alex. O diálogo final que ambos tiveram deixa o futuro dos dois em aberto, sem saber exatamente onde vai dar. Neste quesito, One Tree Hill acertou por um lado, mas acabou errando por outro. Colocar Brooke correndo para o tal inglês consultor da linha masculina da sua presa foi uma das piores decisões que os roteiristas poderiam ter tomado, principalmente como resolução de um episódio que caminhava bem em relação aos diálogos entre os Brooke e Julian.

Ainda assim, tenho gostado desta sétima temporada. É claro que ela não tem sido a minha favorita, ainda acho tudo meio inconstante e sem sentido. Mas tivemos excelentes episódios por aqui. “Weeks Go By Like Days” é um capítulo que, aparentemente, não acontece nada de muito importante e a trama parece não sair do lugar. Mas vimos momentos importantes nele como, por exemplo, o retorno de Mouth para ajudar Millie a se recuperar do seu vício (Alex também resolveu prestar socorro) ou, ainda, as maneiras como Jamie segue aprendendo com os seus ensinamentos, meio que rápidos e sem muito sentimento, dos seus pais em relação à sua convivência com os seus amigos e a importância que eles possuem na vida de qualquer ser humano. Aliás, Jamie é um espetáculo a parte neste episódio. Enquanto tudo isso acontece, resta saber como a família Scott irá lidar com o “furacão Taylor” e todas as loucuras que ela provavelmente irá aprontar a partir de agora. Tramas não irão faltar. Sobre o recomeço de Brooke e Julian, eles também são um motivo para continuar assistindo esta temporada. Os dois se amam, mas é necessário saber até onde o amor deles pode permitir que eles fiquem juntos sem um desconfiar do outro, sem um querer afastar o outro.

Cotação: ★★★☆☆

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OTH 7×12 - Some Roads Lead Nowhere

One Tree Hill, Reviews 3 Comentários »

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Título: Some Roads Lead Nowhere
Temporada: 07
Episódio: 12
Exibição: 07/12/09
Emissora: CW

Às vezes One Tree Hill peca demais pelos excessos. Me parece que eles não se contentam em mostrar apenas o “básico”, eles possuem uma necessidade muito grande de ir sempre além daquilo que seria exatamente o “normal” e, talvez por isto, eles acabam perdendo a dose em alguns determinados momentos nos episódios. Este problema aconteceu em Some Roads Lead Nowhere, mas os grandes momentos do episódio acabaram apagando aquilo que ele poderia ter de ruim e que seria bastante comentado nesta resenha. Aocontrário disso, prefiro falar muito mais das coisas boas, sem esquecer aquilo que o roteiro fez de errado. Aqui, Julian acabou fazendo aquilo que Alex esperava: ter ido lhe salvar. Ela cortou os pulsos e fez tudo isso para chamar atenção de uma pessoa que ela é obcecada e, provavelmente, não irá descansar até fazer com que ele fique preso à ela. O filme não era suficiente para isso, apesar deles terem conseguido o sinal verde para a produção do roteiro escrito por ela. E todo este imbroglio, só comprovou mais um fiasco de Brooke Davis nesta vida de relacionamentos, de paixões que não dão certo e amores que sempre acabam por motivos que ela sempre luta para não atrapalhar. Afinal, quando será que ela vai conseguir se relacionar com naturalidade com alguém?

E aqui começa mais um desses erros de One Tree Hill. A série sempre busca um par para Brooke e não desiste disso desde o final da terceira temporada, quando ela e Lucas terminaram o namoro. De lá pra cá, foram entrando personagens vazios e que não ajudaram a acrescentar em nada na história da série. O que falar de Chase, por exemplo? O único que realmente parece (ou parecia) ter um futuro é Julian, pois ele criou uma identidade com o público a partir de tudo aquilo que aconteceu no ano anterior. Por outro lado, sempre questionei o fato dela se relacionar com os “ex’s” da Peyton. Mas isso não vem ao caso, pois o que importa é que One Tree Hill colocou mais um homem que provavelmente ela vai se envolver dentro do seriado. O designer da linha masculina da Clothes Over Bros chegou até a cidade e, pelo jeito, um mal viu o outro mas já despertou o interesse. E sempre vou questionar estas precipitações que a série toma. Há muito tempo ela vem tentando deixar de ser um drama teen,  para se tornar algo maior que isso. Foi assim quando ela resolveu pular quatro anos na vida dos seus personagens, saltando exatamente o período em que eles estariam na universidade. O objetivo pra mim é claro: liberdade criativa. 

Se a série peca neste quesito, uma coisa que aprendi a admirar nela foi a maneira com a qual One Tree Hill trata Dan Scott. Muito do que o seu personagem representa dentro da série é, sem dúvida alguma, por conta das interpretações do ator Paul Johansson. Ele está sempre demonstrando novas facetas, está sempre surpreendendo. Esta sua busca por redenção, por exemplo, atingiu o seu ápice quando ficou resolvido que ele iria gravar o seu programa no mesmo corredor onde assassinou o seu irmão Keith Scott, e também houve a morte de Jimmy Edwards. Mas quem pode acreditar no perdão que ele tanto jura expressar? Quem acredita na redenção de um assassino. Talvez ele esteja mesmo em busca disso mas, por outro lado, ele nos faz chegar o rosto da violência e da falta de sentimento. Cada temporada Dan Scott se mostrava uma pessoa diferente e, assim, a série continuou seguindo. Entretanto, é realmente incompreensível o jeito como Nathan fala com o seu pai quando este estava partindo de Tree Hill, mesmo que tenha sido uma cena muito mais voltada para o “adeus” de Jamie ao seu avô. E isso comprova o que eu vinha dizendo: parece que todos estão deixando a cidade que um dia eles aprenderam a amar e viveram as melhores experiências das suas vidas.

Ao contrário de alguns, Quinn e Clay parecem estar cada vez mais próximos, não somente deles mesmos, mas também da cidade onde eles estão morando. A prova de amor que eles passaram foi exatamente nesta recuperação que Clay precisou fazer para provar que é um bom agente que, apesar de estar preocupado em “fabricar sonhos”, também se preocupa com as pessoas que ele representa. Nathan Scott estava acertando a sua transferência para a Espanha quando Clay, finalmente, conseguiu uma proposta para o seu cliente jogar no Charlotte Bobcats, o mesmo time de antes e, acima de tudo, uma equipe da NBA. Ao invés de tentar julgar o que a Quinn está realmente fazendo, acredito que ela busca respostas para as oportunidades que ela sempre deixou passar, ou que sempre resolver não viver. E teve uma frase neste episódio muito importante e delicada. “Às vezes gastamos nossas palavras e não achamos tempo para dizer coisas que estão em nosso coração quando temos chance”. E isso é uma verdade. Mas o que nos falta para dizer estas coisas? Coragem? Atitude? De alguma forma, talvez, todos os personagens estejam passando por esta fase sem ao menos o seu espectador perceber. E isso é uma constante na vida de qualquer ser humano que resolve se relacionar com uma outra pessoa, seja como laço de amizade, ou como um laço cujo amor pode fazer a total diferença.


Cotação: ★★★★☆


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