Archive for the 'Lost' Category

Lost: uma outra visão para o final da série

quarta-feira, maio 26th, 2010

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Escrito por Klaus Hasten*

“Isso não é uma Ilha, é o lugar onde milagres acontecem”. Essa frase de John Locke, para o incrédulo Jack, revela bem o grande mistério dessa série tão complexa: “O que é a Ilha?”. Com tantas teorias, tantos anos de especulação, os produtores preferiram deixar no ar a pergunta direcionada para todos aqueles que tanto os questionam: “O que a Ilha representa pra vocês?”.

Curas, salvações, de todos os milagres realizados pela entidade conhecida como Ilha, o maior deles foi reunir pessoas que se tornaram tão especiais entre elas mesmas. Cada uma teve a oportunidade de reconstruir sua vida, reconsiderar conceitos imaturos e principalmente poder conhecer sua verdadeira essência.

Ao abrir seus olhos ao meio da floresta, próximo ao próprio coração da ilha, Jack Shephard não só acordou para ajudar os outros sobreviventes, ele despertou para vida, uma vida digna de um verdadeiro herói, uma vida onde poderia discutir sobre a fé e razão. Uma vida onde o equilíbrio que só poderia ser alcançada quando o peso de sua armadura pudesse ser largado para trás, para enfim abrir mão de sua própria matéria em um salto de fé e descansar em paz ao ver que cumpriu seu destino.

Lost nos ensinou a pensar, a analisar profundamente os diversos aspectos das vidas daqueles sobreviventes, pessoas perdidas, aleatórias na multidão da nossa sociedade, porém especiais e necessárias na Ilha, lugar onde cada um descobre uma razão para viver. O lugar dos “milagres” se torna o clímax da vida dos sobreviventes, tão importante que leva Jack a perceber a necessidade de precisar “cair” de novo nesse universo para terminar aquilo que é seu, o destino.

Com uma quantidade inúmera de temas, mistérios, listas, no final o que importa são aqueles indivíduos que compõem o verdadeiro propósito da série: dar uma lição de vida. Eles são nossos colegas, nossas famílias, nossos inimigos, são todos aqueles que convivem conosco e que por vezes esquecemos-nos de valorizar, esquecendo que no fim, no nosso verdadeiro “The End”, é aquilo que importa na nossa vida, o verdadeiro significado para o maior mistério de Lost.

Lost é a celebração da vida, a valorização da essência do ser humano, aquilo que nos move, nos faz conseguir ir em frente, é o combustível da nossa fé no futuro, a viagem no tempo que ocorre em uma simples fotografia. São as pessoas, somos nós mesmos. O eletromagnetismo que move a Ilha é o mesmo amor que vive dentro de nós, que no fim se junta à cachoeira de esperança daquele lugar que é uma metáfora de nós mesmos, a Ilha em que a aventura de se perder é necessária para o descobrimento de cada um.

A “realidade paralela” é a continuação dessa vida, a continuação desses três anos entre idas e voltas a Ilha, entre viagens no tempo, vidas e mortes. Um local que dispensa rótulos e é por definição atemporal, onde todos aqueles que fizeram parte daquele momento essencial na vida de cada um foram se encontrar. Uma reunião emocionante que culminará no último ato de seguir em frente, rumo à eternidade no local reservado a melhor série de televisão de todos os tempos.

É a série que encanta com a magia do mestre Michael Giacchino, que surpreende com as lindas palavras de Lindelof e Cuse, é a câmera pilotada por Jack Bender… Todos harmonicamente envolvendo o público que levanta da cadeira para colocar em prática todas as mensagens aprendidas na série, seja com simples teorias até aprender a forma de saber lidar com o outro, aprender a iluminar as pessoas apenas com sentimentos.

Você acha que caímos nessa Ilha por acidente?”, Jack, Locke, todos ali estão naquele local com propósitos, que conhecemos ao longo das temporadas, mas o maior de todos eles é fazer parte da vida de cada um. Os criadores conseguiram responder a própria pergunta existencialista “Por que estamos aqui vivendo na Terra?”. Espero que cada um, em seu determinado tempo, consiga ter a epifania, os flashes necessários para aprender a viver, e principalmente, conviver bem com a humanidade.

* Klaus é fã de Lost, palestrante oficial dos Encontros “Lost” Salvador e editor do blog The Torch. Ele escreveu a convite do Sob a Minha Lente.

Lost 6×17 – The End

segunda-feira, maio 24th, 2010

Atenção: spoilers nos próximos parágrafos

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Título: The End
Temporada: 06
Episódio: 17
Emissora: ABC
Data de Exibição: 23/05/2010

No livro “A Pequena Ilha”, a escritora britânica, Andrea Levy, começa o seu romance falando de um personagem que desejava sair de uma Ilha para conhecer o mundo. Enquanto os “turistas” conseguiam saborear o lugar, tomar banho de mar, se divertir com as comidas típicas, tirar fotos das paisagens, aquele personagem citado por ela estava apenas cansado de sempre olhar para o mar, para as mesmas montanhas, para os mesmos animais, ou seja, para o mesmo ambiente. Andrea Levy estava se referindo ao jamaicano Gilbert Joseph que, após combater na Segunda Guerra Mundial pela Força Aérea Britânica, ele volta à Inglaterra para tentar viver uma vida melhor ao lado de sua mulher, Hortense. Com o decorrer da história, a autora acaba falando de preconceito, costumes e outros assuntos polêmicos. Mas, aqui, o que realmente interessa é que a descrição deste personagem jamaicano poderia muito bem ser a mesma utilizada para o “Homem de Preto”, de Lost, tão sedento por sair daquela Ilha que ele se mostra capaz até mesmo de destruí-la.

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É neste espírito que chegamos ao último episódio de Lost. Durante todo o mês de maio – e principalmente nestas últimas semanas – não se falava em mais nada no mundo cultural. Todos aguardavam o desfecho desta saga que durou seis anos. Desde o início, os momentos eram de pura nostalgia. Seria a última vez que iríamos ver aquela entrada com o nome “Lost” discorrendo pela tela. E este clima seguiu por todo o episódio, principalmente para aqueles que acompanham a série desde o começo. Tudo se inicia com a câmera focando no nome Oceanic. Este é o ponto de partida. Desde que o voo 815 caiu em uma perdida Ilha do Pacífico, ninguém foi mais o mesmo. Os espectadores passaram a acompanhar a jornada de redenção destes personagens, recheados por um passado que os condenavam. Destino ou mero acaso? Um estudo da Fé ou da Razão? Todas estas polêmicas foram jogadas e, conforme o tempo, passamos a descobrir que o universo de Lost era muito maior do que poderíamos imaginar. Os dezoito personagens que eram tomados como protagonistas passariam a se tornar intímos de espectadores aniosos para descobrirem o que era a Ilha.

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Todos os eventos caminhavam para o seu desfecho em um concerto. Até chegar este momento, a jornada foi árdua. Depois que Jack assumiu ser o “novo” Jacob da Ilha, ele precisou proteger a sua fonte de luz. Para isso, ele tinha que contar com a ajuda de Desmond, um ser especial que conseguia sobreviver ao eletromagnetismo da Ilha. O problema é que o “Homem de Preto” também precisava dele, só que para outros objetivos. O seu intuito era destruir o lugar e matar todos que estavam ali. Em um determinado momentos, ambos os grupos seguem juntos para a fonte da Ilha. Desmond, então, cumpre o seu destino e “apaga” a luz. A partir desse momento, a fotografia passa a ser mais escura e a destruição parece ser iminente. Mas a trajetória destes personagens não poderiam chegar ao fim dessa forma. John e Jack, ao verem Desmond indo em direção à fonte de luz, relembram os momentos da primeira temporada. O movimento de câmera também é idêntico, fazendo uma alusão quando os dois encontraram a primeira escotilha e tiveram que tomar a decisão de apertar ou não o botão.

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Fora da Ilha, os personagens começam a se encontrar. O mais importante: os destinos se cruzam com os flash-sideways e todos, no simples toque naquele que mais teve convivência dentro da Ilha, passam a se recordar dos momentos que tiveram, das aventuras. Isso quer dizer que tudo foi real, pelo menos foi a mensagem passada pelos roteiristas Carlton Cuse e Damon Lindelof. Enquanto isso, Lapidus, Miles e Richard (agora mortal, ao que parece), tentam e conseguem consertar o avião da Ajira Airways para saírem da Ilha. A eles se juntam Claire, Kate e Sawyer. No entanto, esta foi uma das questões incompreendidas por mim em meio a este final, já que não percebi o arco sendo fechado pelos roteiristas em relação a estas cenas. A história prossegue, todos se encontram no concerto e finalmente é possível compreender o que Desmond e Hugo estavam tramando fora da Ilha, reunindo todos aqueles personagens. Mais do que eles relembrarem a relação que tiveram, seriam para se encontrarem em um único lugar: a Igreja onde aconteceria o funeral de Christian Shephard, pai de Jack.

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Mas, como temos visto desde o começo, a Ilha exige sacrifícios. Sempre foi assim, pois nada acontece por acaso. Jack, ao assumir que seria o novo Jacob, teria que restaurar a luz (ou a fonte) que o lugar tinha para continuar “estável”. Para isso, ele precisou morrer (ou ele já estava morto?) para conseguir o seu objetivo. Antes de cometer o sacrifício proposto pela Ilha, ele nomeou Hugo como o seu sucessor. As razões foram previsíveis. Está aqui um personagem que sempre se preocupou em cuidar das pessoas à sua volta. Nunca o vi fazendo parte de um outro grupo. Talvez ainda não tivéssemos percebido o quanto ele seria importante para o desfecho da série, mas a verdade é que o seu personagem evoluiu de uma maneira significativa nestes seis anos. Ele acabou, mesmo não querendo, se tornando um líder. E vocês conseguem imaginar quem estava ao seu lado: Benjamin Linus. Este, sim, um dos personagens mais complexos da série e que, no final, mostra exatamente esta importância que foi criada em torno dele.

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Não foi difícil só para Jack aceitar as explicações do seu pai, Christian, sobre o “agora”, sobre a “vida” e sobre “o que aconteceu”. Até mesmo para mim, que esperava um desfecho com explicações científicas, me deparei com uma filosofia que ainda não está realmente clara. Todos sentados na Igreja, a porta se abrindo e um clarão tomando conta da tela? É, realmente ainda não entrou na minha cabeça. Isso, porém, não tinha o mérito do que a série criou. Quando Juliet disse aquela frase para Sawyer no final da quinta temporada de que ambos ainda se encontrariam para tomar um café, é porque o destino deles já estava traçado desde aquele momento quando a bomba explodiu. É emocionante ver os personagens reunidos no final, mas o que eles estavam esperando ali? A “igreja decolar”? No entanto, fico com a sensação de que muita coisa assistida na primeira temporada não faz todo sentido quando vemos este episódio final, por razões que os mistérios, tão debatidos, não tiveram grande influência neste desfecho que os roteiristas procuraram dar para a série.

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Fico a pensar como o escritor isralense, Amos Oz, poderia caracterizar esta história de Lost caso ela fizesse parte do seu livro “E a História Começa”. Nesta obra, ele analisa os inícios de livros clássicos e de autores geniais, desconstruindo textos de importantes autores e analisando os metódos utilizados para cativar os leitores. Se eu tivesse que dizer algo sobre isso, sobre o que J.J Abrams, Carlton Cuse e Damon Lindelof criaram, seria falar basicamente dos personagens. Mais do que o mistério sobre o que era a Ilha e esta fantasiosa ideia da Luz como o Coração da Ilha, nada mais complexo do que estudar a personalidade de cada um deles. O elenco cresceu de forma brilhante, personagens passaram a ganhar mais espaço conforme o tempo e muitos foram se descobrindo e aparecendo para o público quando se menos esperava. Lost pode não ter conseguido terminar esta saga da maneira que mais pudesse agradar (pelo menos a mim) mas, com certeza, valeu a pena acompanhar as seis temporadas. Pelos mistérios, pelo universo criado, pelo debate, pelo conhecimento a partir de outras obras que foram usadas como complemento em relação à história. Lost terminou, mas as teorias ainda vão continuar.

Cotação: ★★★★★

Lost: os dez melhores episódios

domingo, maio 23rd, 2010

Em qualquer lista que se faça, sempre vão haver contradições ou pessoas discordando. Então, acabei pensando na escolha dos dez melhores em relação à importância que eles tiveram para mim no momento em que assisti. Não tive como usar isso para todos. Segue a lista abaixo:

manoffaith 10) Man of Science, Man of Faith: Talvez uma das questões que mais fez com que essa série evoluísse tenha partido desse episódio. O confronto de ideologias entre o Homem da Ciência (Jack) e o Homem da Fé (Locke). O debate girava em torno do mistério que rondava a escotilha e, principalmente, o que eles iriam fazer com o botão que deveria ser apertado no intervalo de 108 minutos. Foi um ótimo início de segunda temporada, apesar desta não ter sido a que eu mais tenha gostado.

 

 

die 09) Live Together, Die Alone: Mais um bordão que a série instituiu ao longo desta sua jornada. Dividido em duas partes, o capítulo foi intenso, dramático e cheio de reviravoltas. As expectativas para a terceira temporada só aumentaram com este capítulo, que mostrou Jack, Kate, Sawyer e Hugo indo ao encontro dos Outros. Hugo foi mandado de volta, enquanto que o restante permaneceu na companhia de Ben para fazer lhe ajudar com alguns problemas. Sem contar que Locke tinha claramente perdido a sua Fé, que agora era caracterizada pelo Mr. Eko.

curtain 08) The Man Behind the Curtain: Acredito que tenha sido a partir desse episódio que comecei a ter Benjamin Linus como o meu personagem favorito da série. Aqui, ele é levado a contar os segredos para John Locke, inclusive até a “cabana” de Jacob. Porém, mais do que isso, o capítulo mostrou o quanto Ben era ambicioso e capaz de fazer o que for preciso para defender os seus interesses dentro da Ilha. Então, por mais que ele pareça “bonzinho” em alguns momentos, o seu personagem tem essa incrível capacidade de transitar em diversos grupos dentro da série.

walkabout 07) Walkabout: “Nunca diga o que eu não posso fazer”, este é um dos maiores bordões de Lost. É neste episódio que passamos a conhecer um pouco da identidade de John Locke e a importância que ele teria para a série. Quando ele sai para caçar, Locke passa a enfrentar os seus medos e descobre o quanto a Ilha é um local importante. Mais do que isso: ele sabe que ninguém caiu ali por mero acaso. Locke é o único que acredita no destino e, assim, o flashback mostra a jornada fracassada do personagem até o momento em que ele cai na Ilha e passar a ter uma nova chance.

greater 06) ?: Talvez este seja um episódio que não tenha a aprovação da maioria, mas que me lembro perfeitamente de como aconteceu. E isso vem muito do primeiro episódio da série e pela forma com que os roteiristas encararam o enfrentamento da Ciência com a Fé. Mr. Eko estava ali com um objetivo: recuperar a confiança de Locke em milagres. E ao achar aquele ponto de interrogação no local onde o avião com o seu irmão caiu, ele descobre uma nova escotilha que tinha a capacidade de observar o que acontecia nas outras escotilhas. Um ótimo episódio, que teve início, meio e fim em relação aos mistérios que ele se propôs a contar.

end 05) The Beginning of the End: Olha só, mais um bordão utilizado pela série. Enquanto os sobreviventes do voo que foram resgatados dão uma entrevista coletiva explicando como conseguiram sobreviver por tanto, a narrativa de flash-forward é implantada na série e mostra o que aconteceu com Hugo depois que ele foi resgatado. Dessa forma, Lost mais uma vez inovava a sua maneira de contar a história. O universo já estava criado e os roteiristas continuavam lançando mistérios para os seus espectadores. Um ótimo episódio, cheio de contrastes e que redefiniu exatamente a nossa maneira, como telespectador, de enxergar e teorizar sobre a série.

piloto 04) Pilot: Foi aqui que tudo começou. E que episódio espetacular, desde o momento em que o avião da Oceanic cai na Ilha, até quando Jack acorda naquela famosa cena em que ele sai correndo pela selva e chega até a praia, encontrando todo um caos. Sob o seu olhar, vemos pessoas correndo, coisas explodindo e ele sai em desespero para salvar as pessoas que mais precisavam. Quarenta e oito sobreviventes, sendo que 18 persongens iriam se tornar principais na série, algo nunca jamais visto em nenhum momento. Sinceramente: foi um dos episódios mais geniais que vi desde o tempo que acompanho as séries de televisão.

glass 03) Through the Looking Glass: A cena em que Charlie morre na Estação Espelho é, para mim, um dos momentos mais emocionantes que a série. A mensagem “not Penny’s boat” foi emblemática e acredito que este tenha sido um dos melhores da série (claro, ele está na lista!). A emboscada que Ben havia preparado não dando certo, os momentos de tensão criado para saber o que iria acontecer com o destino de cada um dos personagens que estavam ali, inseridos nesta incrível aventura. Foi um capítulo inesquecível. A cena em que Jack dá uma série de socos em Ben é um outro momento emblemático. Enfim, um final de temporada surpreendente e inesquecível.

home 02) There’s No Place Like Home: Mais um final de temporada espetacular da série. Afinal de contas, era o momento em que todos estavam querendo sair da Ilha e preocupados em saber o que poderia acontecer. Como se poderia esperar, muita coisa dá errado no meio dessa jornada de escapar da Ilha. Além disso, marca também o momento em que Locke se torna o novo líder dos Outros e ainda teve os eventos que aconteceram na Estação Orquídea. Com tanta coisa acontecendo, seria impossível não adorar este episódio.

constant 01) The Constant: Foi aqui que Desmond se tornou um dos melhores personagens para mim. Aquela sua viagem no tempo para entender as circunstâncias do que ele estava vivendo foi um dos roteiros mais brilhantes escritos pelos roteiristas da série. Não tem muito o que falar, apenas dizer que a série, com este capítulo, passou a ter uma discussão muito mais filosófico acerca da localização da Ilha. O Pêndulo de Foucault, que depois seria explicado em algum outro determinado momento da série, começou a aparecer nesta constante viagem entre o passado, o futuro e o presente. Genial e mágico!

Trailer da Semana: Lost – The Final Season

domingo, maio 23rd, 2010

No mundo das séries de televisão, do entretenimento da cultura em geral, não se fala em mais nada. Na noite deste domingo, a rede americana ABC exibe o final da série Lost. A saga chega ao fim, mas o legado provavelmente continuará. Um programa que criou o seu próprio universo e mudou a forma de se ver tevê neste século está chegando ao fim e, ao redor do mundo, fãs de Lost e de séries aguardam ansiosos para saberem o que de fato vai acontecer com este series finale. Enquanto o episódio não vai ao ar, veja um dos promos que foi lançado durante a semana:

 

Lost: fãs se encontram em Salvador

sábado, maio 22nd, 2010

10º Encontro LOST Salvador A rede ABC exibe neste domingo (23) o final de Lost. E, como não poderia ser diferente, fãs marcam encontros pelo país para discutir as teorias e os mistérios que fizeram desta série uma incrível revolução no modo de ver televisão atualmente. Em Salvador, não poderia ser diferente. Já são nove encontros e, neste domingo, o “Encontro Lost” chegará à sua décima edição.

O local marcado é a MegaStore Saraiva do Shopping Iguatemi, a partir das 14h. Os fãs de Lost se encontram no Espaço Glauber Rocha e para participar do debate, basta levar 1kg de alimento não perecível. O Encontro ainda contará com a participação da banda Aurora, que apresentará um repertório acústico no evento.

Duas partes
Por conta da finale da série que será exibida neste domingo, o Encontro foi divulgado em duas partes. Antes de Lost ir ao ar de noite nos Estados Unidos, o Encontro promove debates sobre as possibilidades de encerramento, além da exibição de episódios importantes para serem discutidos por todos os presentes.

No próximo domingo (30), no mesmo local e a partir das 15h, acontece a segunda parte do “Encontro Lost”. Dessa vez, será exibido o capítulo final da série. Além disso, o documentário “Amigos Lost” também deverá passar como uma forma de encerrar a série de encontros que foram proporcionados ao longo desta jornada.

Despedida
Não tive a oportunidade de participar dos dez encontros. Mas lembro perfeitamente do primeiro que eu fui. Entre uma e outra discussão sobre Lost, pude perceber que comecei a aprender muito mais acerca do universo da série convivendo com outras pessoas que eram tão viciadas quanto eu. A partir disso, os Encontros passaram a acontecer conforme a exibição dos Estados Unidos, sempre em momentos importantes. Mais do que isso: o número de pessoas foi crescendo, a divulgação passou a englobar veículos da impressa além de blogs da internet.

Assim, tomado pela nostalgia de que a série está chegando ao fim, estes dois próximos encontros marcam a despedida de fãs que mudaram as suas vidas para assistir esta série, para pesquisar sobre este universo, estudar as teorias e, principalmente, observar as ligações e as referências culturais abordadas por Lost. Uma frase no último episódio já me fez ficar bastante nostálgico. Quando Jacob diz: “Traga os seus amigos, Hugo. O fim está próximo!”. Eu diria que o fim já chegou!

Veja também
Lost 6×16 – What They Died For