LOST 6×07 – Dr. Linus

Lost, Reviews 2 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

Ben Linus
Título: Dr. Linus
Temporada: 06
Episódio: 07
Exibição: 09/03/10
Emissora: ABC

O que é mais fantástico em uma série como Lost é que, em alguns momentos, os mistérios nem são aquilo que mais importam. Por um lado, grande parte do que vemos nos personagens pode ser o suficiente para fazer com que um episódio seja bom e que fique na memória. Talvez “Dr. Linus” nem tenha sido um dos melhores capítulos centralizados em Ben, mas soube mostrar uma história comovente no qual se pôde ver a sua incrível jornada e tudo o que ele fez por esta Ilha. Se no começo vimos um homem que estava completamente entendido sobre as respostas que tinha – ele nunca deixava transparecer os seus questionamentos – aqui, neste momento da temporada, já o enxergamos de maneira diferente. Sem entender qual o seu papel dentro da Ilha, a sua total confiança em Jacob o levou a perder aquilo que o fazia ser diferente: o seu poder. E, ao não ter mais isso, ele se viu como um “sobrevivente” normal, como se não tivesse um destino a ser cumprido.

Dessa forma, o episódio se concentrou nos arrependimentos de Ben dentro da Ilha e nos momentos que ele leciona História em um colégio público de Los Angeles. É assim que ele “conhece” Alex, a filha que teve na Ilha mas que, neste momento, não passava de uma aluna haja vista que ele e o seu pai saíram daquele lugar antes de Ben se tornar o que havia se tornado. No entanto, nestas duas personalidades apresentadas uma característica é igual: a sua maneira indefesa. Se lembrarmos da segunda temporada, Ben era um dos personagens que entraram na série e que havia se tornado um dos misteriosos, crescendo conforme o tempo. Grande parte disso se deve ao excelente trabalho do ator Michael Emmerson. É impressionante a maneira como ele consegue encarnar esta melancolia de Ben, principalmenbte se levarmos em conta que ele já foi completamente diferente no passado. E é isso que o faz um personagem complexo, como outros que também habitam esta série em meio aos mistérios que ela proporciona.

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Contudo, um dos momentos mais importantes deste episódio se deu naquele antigo navio onde ainda existem dinamites, em um diálogo entre Richard Alpert e Jack Shephard. Como se sabe, os seis números indicam seis possíveis substitutos para a Ilha no lugar que era de Jacob. No entanto, Richard já não acredita mais que está neste lugar por algum motivo ou por alguma razão. Desde que Jacob lhe deu este “dom da imortalidade”, ele vem tomando conta da Ilha há décadas na espera de que o próprio Jacob lhe mostre o porquê dele fazer esse trabalho. Já para Jack, que também mudou constantemente ao longo desta jornada deixando de ser um homem da Ciência para virar um homem que também acredita na Fé, percebeu que existe, sim, um plano para eles por meio do farol de observação que Jacob detinha na Ilha. E, por mais que os dois tenham tentado se explodir com a dinamite, o destino o quis que não.

Mesmo sem espaço para grandes mistérios e sim para reviravoltas nas complexidades que os personsgens apresentam, o final do episódio foi realmente interessante e deixando gancho para o próximo. Era de se saber que o Sr. Widmore desembarcaria na Ilha em algum momento (já que este é um dos embates esperados para esta temporada). E, ao ver aquele submarino, ainda não havia percebido de que poderia ser até ver o seu rosto. A briga para “tomar posse” deste lugar vai ficar ainda mais acirrada. Enquanto uns procuram respostas para o “tudo acontece por uma razão”, outros querem desbravar ainda mais o lugar, explorar a riqueza que a Ilha possui. Outros, ainda, querem sair mas precisam deixar um guardião (que seria Ben, mas que resolveu ignorar o pedido de UnLocke e seguir para o outro lado). Dessa forma, Lost vai caminhando para o seu final e mal posso esperar para saber o que vai acontecer nestes próximos episódios.

Cotação: ★★★★☆

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LOST 6×06 - Sundown

Lost, Reviews 3 Comentários »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: Sundown
Temporada: 06
Episódio: 06
Exibição: 02/03/10
Emissora: ABC

Sayid é um homem que, após servir na Guarda Republicana do Iraque, tentou renegar tudo aquilo que ele fez.  A sua paixão por Nadia o transformou em uma pessoa que estava em busca dos seus valores e do que fosse melhor. Ao cair na Ilha, o destino começou a interromper este ciclo e o colocou em diversas situações extremas, onde ele precisava ser tornar aquela pessoa que uma vez ele tinha sido. Mesmo assim, o grande propósito da sua personalidade foi se reconhecer, principalmente quando trabalhou para Benjamin Linus na temporada passada. Por isso, não me surpreende o fato dele ter ajudado o lado oposto de Jacob a entrar no Templo e recrutar as pessoas que habitavam no seu interior. Pelo contrário, a sua busca por respostas e sua crença nas promessas fizeram com que ele tomasse decisões importantes. Precipitadas? Impossível responder esse tipo de pergunta em uma série como Lost, onde a surpresa acaba sendo o seu ponto-chave.

Dentre algumas que se pode citar neste episódio, está a aparição de Jin no meio de uma briga familiar no qual Sayid se meteu por conta dos problemas arrumados por seu irmão, que se casou com Nadia e teve dois filhos. Ao “renegar”, por achar que ele não merecia, Sayid tentou provar para si que havia superado toda aquela paixão mas, claramente, ainda se via obrigado a entender um sentimento tão inalcançável (tanto para ele quanto para Nadia). A sua briga com Dogen, ainda no início deste capítulo, é uma situação extrema dessas que o obrigaram a se tornar uma pessoa diferente daquela que ele vinha sendo. E se passaram seis temporadas, ou seja, chega o momento em que você não reconhece mais as suas açõe.s Por falar nisso, basta tomar como exemplo a Claire, cada vez mais misteriosa e mostrando um certo desdém com o que estava acontecendo. Entretanto, o que poderá acontecer agora que ela sabe que Kate levou o seu filho? Mais do que isso: como fica a sua relação com o “monstro de fumaça” depois da mentira que ele contou?

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Uma coisa é certa: ninguém ousa desafiá-lo nesse momento (ou em outro qualquer). Ao pôr-do-sol, como prometido, todos que não se juntaram e ele acabaram morrendo dentro do templo que era protegido por Jacob. Aliás, cada vez mais o efeito manipulador dos dois tomou sentido, principalmente pela maneira como cada um interpelava os seus candidatos para convencê-los de que a Ilha era o lugar onde eles poderiam se reconstruir (ou pelo menos esquecer as besteiras que fizeram no “mundo real”). Ainda assim, Lost mantém uma certa confusão ao relembrarmos de outras temporadas. O que aconteceu, por exemplo, com o pai de Penny e a sua ambição de querer a Ilha? Com tantas pessoas descobrindo este lugar e se interessando por ele, onde foram parar aquelas tramas em que havia uma competividade extremamente acirrada para conquistar este pedaço de terra? Não sei se são perguntas cabíveis a este episódio mas, ao que parece, são questionamentos que ainda estão na minha cabeça depois de tantas idas e vindas, além de viagens no tempo.

Ao utilizar, enfim, uma câmera lenta para mostrar a superioridade e o “dever cumprido” do monstro de fumaça encarnado em Locke, a direção do episódio erra em abusar de um efeito que não trouxe muito impacto. Daqui pra frente, o que se pode esperar? É claro que estamos vendo uma jornada de vingança, mas também uma jornada de liberdade depois de viver tanto tempo preso. Ao enfiar a faca no peito de “Locke”, Sayid percebeu que entrou no blefe de Dogen. Mas, ao contrário do que a série mostrou, será que existe, assim, uma pessoa capaz de matá-lo? Sendo assim, Dogen queria mesmo que Sayid morresse por acreditar que ele era uma força maligna capaz de atrair uma outra força ainda maior? Tudo indica que sim, mas é impossível acreditar ao perceber que a todo instante esta narrativa muda e somos surpreendidos com novos atos e novas histórias. Em seis temporadas, começo a achar que Lost caminha para um final mais “estranho” do que eu poderia imaginar. Ainda faltam dez episódios, além da season finale dupla. E o que se pode esperar até lá?

Cotação: ★★★★☆

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LOST 6×05 - Lighthouse

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Título: Lighthouse
Temporada: 06
Episódio: 05
Exibição: 23/02/10
Emissora: ABC

Alguns podem dizer que esta temporada de Lost não estava caminhando muito bem, principalmente por se tratar da última. Mas “Lighthouse” talvez tenha sido um desses capítulos importantes que podem ajudar no restante do que veremos a seguir. Centrado em Jack, vimos a maneira como os personagens desta série são importantes e complexos. A começar por Shephard que, em Los Angeles, vive os problemas do caixão ter desaparecido e de não conseguir ser um bom pai para o seu filho. Mais uma vez, se percebe como os eventos que aconteceram na Ilha estão diretamente ligados nesta realidade paralela. O caixão está desaparecido porque, lá na primeira temporada, Jack descobriu que o corpo do seu pai não estava dentro dele e o quebrou. A mesma explicação pode acontecer com a cicatriz que Jack tem quando retirou o apêndice, algo que também aconteceu em um determinado momento na Ilha.

E toda esta jornada de Jack, agora na Ilha, para encontrar um farol foi organizada por Hugo e Jacob. Talvez seja por isso que ele tenha pedido a presença de Reyes na Ilha, porque ele poderia esperar a morte e precisava contar com alguém que pudesse enxergar além disso, o que reflete nos episódios em que vimos os amigos imaginários de Hugo. De qualquer forma, os números ganharam ainda mais importância neste episódio (mostrando que não é uma explicação exatamente simples). Por um lado, todos estes personagens estão mesmo na Ilha por conta de um sentido e, desde sempre, Jacob os manteve sempre por perto, sempre vigiando-os. Assim, os números podem representar também graus que eram usados por Jacob no Farol para saber onde eles estavam. Mas fica uma pergunta: como é que ele conseguia ver além da Ilha? Logo quando Hugo vai posicionar o Farol, ele fala para Jack apontar quando estiver em 108º, que é exatamente a soma destes números e o intervalo de tempo que era preciso para pressionar o código na escotilha.

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Por outro lado, ainda tem Claire em uma participação muito mais ativa nesse episódio. Vivendo por sua conta durante três anos, ela seguiu procurando o seu filho. Porém, ela ficou “amiga” do “Evilocke”, que possivelmente pode ter ajudado ela a escapar do templo. Agora, ambos trabalham juntos em busca dos seus objetivos. Para Claire, encontrar Aaron é a única coisa que ela deseja. Para a fumaça em forma de Locke, é sair da Ilha. Dessa maneira, cada vez mais fica difícil apontar quem é o vilão da história já que a todo momento isso muda. Se por um lado podemos achar que Jacob não é exatamente quem deveria ser, não dá para encontrar nenhuma justificativa em torno da “fumaça”, que também conta as suas mentiras em prol daquilo que ele deseja, ou seja, todos seguem os seus instintos e lutam pelo o que querem. Além disso tudo, o encontro de Jack com o chinês misterioso do templo na audição do seu filho na escola, foi um momento inesperado. E isso prova que os personagens estão interligados e que as histórias se complementam, isto é, se juntam e entrelaçam neste incrível roteiro.

Aquele diálogo de Juliet com Sawyer, de que eles um dia poderiam tomar um café e nem perceber que se conheceram, pode ser uma das maneiras de justificar estes eventos que estão acontecido. Sem contar da fala intrigante de Jacob, dizendo que Jack está ali para cumprir alguma coisa, mas é ele quem precisa descobrir. E, assim, “Lighthouse” foi um episódio que faz relembrar o porquê desta série ser tão assistida, na minha opinião. Os mistérios estavam lá, mas também os dramas dos personagens, as complexidades que eles possuem, as maneiras de encarar os fatos. Agora, é aguardar exsatamente quando irá acontecer este choque entre os dois grupos. Se Kate está procurando Claire, é claro que ela irá se deparar também com a “fumaça”. Para Jack, o que sobrou foi observar o Oceano para tentar encontrar alguma resposta (ou simplesmente digerir o fato de que esteve, desde criança, sendo observado por Jacob). Nesse momento, o que realmente importa é que todos estão muito próximos de encontrar as respostas para as perguntas que cada um deles possuem. Ou não.

Cotação: ★★★★★

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LOST 6×04 – The Substitute

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Título: The Substitute
Temporada: 06
Episódio: 04
Exibição: 16/02/10
Emissora: ABC

Depois do fraco “What Kate Does”, finalmente “The Substitute” trouxe um episódio para revelar certos mistérios. Tudo bem, nem tantos assim, mas deu uma mostra do que esta temporada ainda pode apresentar para os seus espectadores. Ainda não se sabe quem está no corpo de John Locke. A sua identidade, por enquanto, é a “fumaça negra”.  Com a morte de Jacob, a Ilha “precisa” de um substituto para protegê-la. Mas de que? Por que ela precisa ser protegida? É por isso que “Locke” quer tanto sair da Ilha, uma vez que ele já permaneceu por tanto tempo preso neste lugar e na “fumaça negra”, sem liberdade para sentir qualquer coisa. Para isso, ele acaba recrutando Sawyer, que ainda vive amargurado pela morte de Juliet, se culpando pelo o que aconteceu. Enquanto isso, os flashbacks seguem causando uma realidade paralela entre os personagens, onde eles se encontram em situações diferentes, imaginando como seria se o avião pousasse em Los Angeles.

Aliás, este é um dos aspectos narrativos mais interessantes desta temporada. O modo como Locke “reencontra” Hugo e Rose em momentos particulares, nos remetem claramente ao tempo em que eles passaram na Ilha. Além disso, Locke continua preso em uma cadeira de rodas, enquanto que Rose não se curou do câncer. E assim, segue a jornada. De qualquer forma, Jacob segue sendo um personagem misterioso. Os números que tanto se comentavam (teorias foram formuladas sobre eles) podem, no final, não dizer absolutamente nada. Jacob, ao que parece, era uma pessoa louca por números. Por isso, cada personagem que caiu na Ilha tinha um número na frente que correspondia àqueles que foram colocados dentro da série (4-8-15-16-23-42). Mas será que isso foi feito mesmo de maneira tão aleatória? É claro que não se tem como acreditar no que a “fumaça negra” está dizendo para Sawyer. Vale ressaltar que a liberdade é tudo o que ela deseja, e não medirá esforços para conseguir isso. Para contrapor esta trama, tem ainda os argumentos de Richard, cujo mistério espero ansiosamente para ser revelado.

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Uma pergunta que me faço, no entanto, pode se relacionar com o fato de estarem escritos apenas os sobrenomes das pessoas com o desejo de que elas pudessem cair na Ilha. Uma coisa é certa: todas elas estavam passando por momentos difíceis e infelizes em uma determinada época recebendo, assim, o chamado de Jacob. E tudo isso com o objetivo de proteger o lugar? Porém, ainda me intriga o fato dos números terem esta explicação tão razoável. Não é possível que os roteiristas tenham jogado apenas para criar um mistério onde não tinha (lembro que teve um episódio dedicado a estes números centrado em Hurley). Além disso, outro mistério agora foi o garoto que apareceu na Ilha, intrigando até mesmo o “Evil Locke” (sim, já se criou um jeito de chamar por ele). Ele pode ser o Aaron, mas será que se passou tanto tempo assim nesse intervalo para que ele estievsse daquele tamanho? E quem poderia ser, afinal de contas? E estamos, assim, diante de mais um mistério a ser revelado pelos roteiristas (ou não).

Ainda que eu esteja gostando desta temporada, é bem verdade que sempre espero muito mais de uma série como Lost. Sabemos da capacidade dos roteiristas de se reinventar (como já foi discutido em resenhas anteriores) mas, até agora, para uma série que vem tratando essa temporada final como o evento da televisão, as tramas não me parecem exatamente coesas. E este pode ser um jogo psicológico por parte das pessoas que escrevem a série. Digo isso porque, se prestarmos atenção, tudo continua muito bem relacionado. Mas, até agora, Lost apresentou um “monte de nada”, seja pelo chinês misterioso no templo, a água misteriosa que ressuscita pessoas e outras barbaridades. Por mais que também se trate Lost como uma série de ficção científica, acredito que as suas teorias que relativizam a história consiga surpreender e prender mais o público. De qualquer maneira, Lost vai moldando o seu final. Só espero que a série não caminhe para um fim triste e lamentável, depois de seis temporadas de mistérios, teorias e perguntas sem respostas.

Cotação: ★★★½☆

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LOST 6×03 – What Kate Does

Lost, Reviews 2 Comentários »

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Título: What Kate Does
Temporada: 06
Episódio: 03
Exibição: 09/02/10
Emissora: ABC

Normalmente, os episódios centrados em Kate são mais arrastados. Apesar disso, ela soube construir um personagem que não está diretamente ligado ao romance com Jack ou Sawyer. Não exatamente complexa como os outros, mas sempre consegue mostrar a sua força. “What Kate Does” vale por algumas cenas, talvez uns quinze minutos onde é possível perceber que a série está prestes a revelar os seus mistérios desta última temporada. Em compensação, em outras situações, ela pouco se expressa e narra um capítulo que se mostrava mais normal – e menos intenso, é claro – do que foi nos dois primeiros que foram exibidos na semana passada. No entanto, se muitos estavam se perguntando por onde andava a Claire, talvez estas perguntas comecem a ser respondidas a partir desse episódio.

Na Ilha, Kate resolveu seguir Sawyer fora do templo. Reconhecendo esse amor que ela ainda possui dentro de si, de se importar com alguém, ela cumpre o seu objetivo de saber pelo paradeiro de Claire. Na realidade paralela, por assim dizer, Kate foge da polícia de Los Angeles mas, antes, dá ajuda à mesma Claire, que está na cidade para ter o seu filho e entregar a uma família, se esta não tivesse desistido de adotar a criança. De alguma maneira, as realidades acabam se interligando (ainda que sejam em narrativas diferentes). Por esse lado, os roteiristas conseguem manter mesmo o fato de continuarem provocando o seu espectador. Certas coisas acontecem como se tivessem que acontecer. Dois exemplos disso: Claire dando à sua criança o nome de Aaron e o tratamento sendo feito por Ethan, com uma aparência menos carregada do que aquela que vimos na primeira temporada.

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Enquanto isso, no templo, Jack tenta entender o que fizeram com Sayid. Mais uma vez, se trata de uma infecção após ele ter sido curado pela “água bendita” (sim, sou eu que estou dando esse ‘codiname’). No entanto, até que ponto isso pode ser verdade? Ninguém sabe nem ao menos quem é o tal chinês Dozen ou como foi que ele caiu na Ilha. A resposta que ele deu para Jack, dizendo que o médico sabia como isso teria acontecido, me faz imaginar que um avião (ou até mesmo um navio) acabou pairando naquele lugar. Mas, e aqueles Outros que estão no templo? Como eles foram parar lá, como eles se habitaram por ali? Uma coisa é certa: o local está ali para proteger da Black Smoke. Porém, esta mesma “fumaça preta” está em Sayid e parece também ter dominado Claire. Mas, afinal, como isso acontece?

Perceba que estamos na sexta temporada mas, ainda assim, as perguntas continuam. Tenha certeza: grande parte delas ainda irão continuar. Duvido que Lost consiga responder a tudo, até porque, talvez este não seja o seu objetivo. De qualquer maneira, somente pelo fato de estarem cada vez mais próximos de revelarem certos mistérios, me fazem ficar cada vez mais apreensivo para saber como esta série irá terminar. Mesmo assim, vale comprovar que Lost ainda busca a dramaticidade em alguns momentos. As cenas em que Sawyer lamenta a morte de Juliet e coloca a culpa em si mesmo, poderia ser uma cena banal e que poderia passar despercebida. Mas se torna algo real, algo necessário que precisava ser mostrado pela forte relação que os dois construíram. Mesmo com tantos mistérios, uns sobrenaturais e outros científicos, Lost ainda dá espaço para nos fazer emocionar como um bom drama consegue.

Cotação: ★★★★☆

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