Heroes 4×16 - Pass/Fail

Heroes, Reviews 1 Comentário »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

Título: Pass/Fail
Temporada: 04
Episódio: 16
Exibição: 18/01/10
Emissora: NBC

Todo um episódio dedicado a Hiro. E não posso dizer que ele foi ruim. Ao contrário do anterior, este seguiu uma boa cronologia dos fatos e reuniu boas metáforas, apesar delas não terem feito um sentido em relação ao que está acontecendo. Quem poderia imaginar, por exemplo, que Adam Monroe iria aparecer novamente em Heroes? Mas ele estava lá, como um promotor que estava julgando os distúrbios causados por Hiro no tempo/espaço, enquanto ele, na vida real, lutava pela vida em meio a uma cama de hospital. O seu tumor evoluiu e ele não conseguia mais suportar, depois de tanto usar os seus poderes. O tribunal surgiu como uma espécie de Julgamento Final, mas não sei se a metáfora ajudou a sustentar aquilo que vimos no episódio. A aparição da sua mãe também soou forçada. A verdade é que os roteiristas, provavelmente, não sabiam como contornar o fato de terem diagnosticado este tumor em Hiro. Uma decisão errada e eles pensaram: “e agora? Como faremos para acabar com isso?” Alguém deve ter respondido: “traremos a curadoura mãe de Hiro para curá-lo e pronto. Tudo resolvido”. E foi assim que eles resolveram a questão de uma vez por todas. Sem contar que o discurso no final sobre honra e ser um herói foi completamente desnecessário, assim como a luta de espadas com o Adam Monroe, que também não teve propósito algum em relação ao que estava sendo contado. É impressionante como o roteiro se perde em meio a tantas informações.

Pelo menos, o episódio não ficou baseado apenas nisso. Sylar voltou a aparecer e, como sempre, arrancou bons momentos. Os seus diálogos com a Claire e a maneira como ele vem tentando entender a si mesma a partir da personalidade ela, surge como um caminho para que ele possa encontrar respostas sobre quem de fato ele realmente é. Nada do que já não foi narrado anteriormente. Mesmo assim, Sylar continua sendo um desses personagens que nos fazem querer assistir Heroes, por mais que a série apresente problemas ridículos em relação ao seu texto. Além disso, Samuel cansou de ser o bonzinho. Depois de viver uma desilusão amorosa, ele está pronto para colocar todos a viver sob as suas regras, renegando a paciência e o jeito pacifício com o qual ele conseguia resolver as coisas. Ainda que todas estas coisas aconteciam, a tentativa de trazer um tom dramático para o que estava acontecendo com Hiro não funcionou no episódio. Talvez tenha faltado um pouco mais de ajuda por parte da trilha sonora (que, por sinal, é sempre péssima nesta série). Em mais um episódio, a sensação é que a história não saiu do lugar. Já se passaram dezesseis episódios e nada acontece (ou, pelo menos, nada que possa ser realmente significante). E Heroes continua com esta enfadonha quarta temporada. Quando será que ela vai terminar mesmo, afinal? Os episódios estão ficando cada vez mais difíceis para serem assistidos, mas é impossível parar neste momento. É preciso saber até onde esta trama vai e, principalmente, como isso vai terminar.

Cotação: ★★☆☆☆

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Heroes 4×15 - Close to You

Heroes, Reviews 1 Comentário »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

Título: Close To You
Temporada: 04
Episódio: 15
Exibição: 11/01/10
Emissora: NBC

Heroes não é confuso apenas com este roteiro cheio de personagens, mas também na exibição dos seus episódios. Antes de começar a escrever esta resenha, percebi que acabei pulando um capítulo. Cheguei a assistí-lo (acho), mas não publiquei o texto por aqui. Até o final de semana tentarei reparar o erro. Começando esta “review” falando sobre isso, os comentários deste novo episódio vão ficar em torno das besteiras e, principalmente, do quão constrangedor este roteiro pode ser em alguns momentos. Como sabem, critico muito a série mas não penso em desistir. Pelo contrário, desejo ir até o final para saber onde tudo isso vai dar. Por incrível que pareça, o melhor deste “Close to You” foi o arco narrativo envolvendo Hiro e Ando. Eles tiveram que ir até a Flórida para libertar o Dr.Suresh. E digo isso porque a trama seguiu de uma maneira despretensiosa, soando engraçada em alguns momentos. O fato de brincar com esta história, fez  com que ela não soasse tão absurda quanto poderia. E isso foi bom, uma vez que se pôde também assistí-la com descompromisso. Mas Heroes segue pecando pelos excessos, um erro que vem desde a segunda temporada. E parece que os roteiristas ainda não conseguiram perceber isso, pois seguem misturando e criando um número imenso de tramas sem ter tempo para desenvolvê-las como deveria, optando por tratar tudo com tamanha rapidez e sem objetivo. Afinal, o que esta quarta temporada representa?

De qualquer maneira, “Close to You” não ficou apenas em Hiro, Ando e Suresh. Enquanto eles passavam por esta missão, Bennet continuava a sua investigação para tentar parar o plano de Samuel. É engraçado como ele se tornou um personagem tão repetitivo em relação às suas ações. Se lembrarmos da primeira temporada, tinha-se uma complexidade em torno de Noah. E isso não se vê mais em Heroes. Aliás, isso não se vê mais em nenhum outro personagem. O próprio Sylar tem sido pouco aproveitado neste quarto ano. Logo ele, que sempre conseguia manter o padrão de inteligência dos episódios, fazendo com que eles se tornassem interessante para serem assistidos. Qual seria o atrativo agora? Rever Noah tentando reconstruir a relação com a sua filha? Ou Angela Petrelli tendo sonhos sobre o futuro e sendo a mesma personagem rasa de sempre? Heroes e Flashforward (série da ABC) possuem as suas semelhanças neste quesito. Ambas não conseguem desenvolver os arcos dos seus episódios e acabam se tornando séries com histórias vagas, roteiros confusos e personagens que não conseguem encantar. Pois bem, enquanto tudo isso acontece, lá no “Parque de Diversões” Lydia procura por um substituto para Samuel. E o nome mais cogitado é Peter Petrelli, que agora tem uma bússola “tatuada” em seu braço para guiá-lo até o local. Enfim, entre um absurdo e outro, Heroes continua com a mesma besteira de sempre. O que muda são os personagens. Aliás, por onde anda a Ali Larter?

Cotação: ★☆☆☆☆

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Heroes 4×13 - Upon This Rock

Heroes, Reviews 1 Comentário »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

Título: Upon This Rock
Temporada: 04
Episódio: 13
Exibição: 04/01/10
Emissora: DirecTv

Heroes começou este episódio-duplo (a resenha de “Let it Bleed” será postada ainda nesta semana), com um prólogo até interessante. Narrando sobre a fragilidade da vida e sobre aquilo que está inserido neste assunto tão complexo, parecia que a série iria tentar encaixar os seus dois episódios dentro desta trama. Entretanto, não foi isso que aconteceu. Pelo contrário: Upon This Rock procurou desconstruir ainda mais a aura de mistério que existe em Samuel, colocando Claire Bennet na sua luta por respostas dentro do Parque de Diversões que ela resolveu chamar, por alguns dias, de lar. A maneira frágil com que a vida estava sendo encarada, foi apenas uma maneira de centralizar a morte de Nathan Petrelli. Entretanto, o enterro só foi visto no final do episódio. Com isso, Claire continuou tentando justificar o fato de confiar ou não em Samuel. Este, por outro lado, se mostra uma pessoa sincera e reconhece todos os seus atos. Talvez esta seja a mais impressionante característica neste personagem que, mesmo assim, consegue ganhar a confiança dos outros seres especiais, atraindo-os para constituir a família que ele deseja. Mesmo assim, quais serão os planos de Samuel em reunir todas estas pessoas? O que existe por trás disso, afinal de contas? A série ainda não começou a responder estas perguntas, mas talvez comece a fazer em algum determinado momento desta quarta temporada.

Agora, alguém consegue achar explicações para as tramas que estão sendo criadas para Hiro? Lembro da primeira temporada quando, praticamente, ele era o centro com o seu jeito meio “infantil” e que estava conquistando o telespectador. Não é a toa que a frase “Yatta” ficou tão conhecida logo quando a série estreou. Após o fim do primeiro ano, parece que os roteiristas se perderam em meio as viagens no tempo feitas por este personagem. Desde então, ele está irreconhecível. O seu jeito infantil e também de “herói”, não consegue satisfazer mais. Assim como outros personagens, ele se distanciou do núcleo central onde as tramas estão acontecendo. Afinal, qual o seu objetivo nesse momento dentro da série? Consertar os erros do passado? O roteiro peca por tratar de absurdos como estes, fazendo com que Heroes continua caminhando em uma estrada para a perdição, onde nada parece fazer sentido. Uma coisa é certa: o Bem e o Mal continua sendo uma das motivações para a série. Mas, até o momento, ela tem funcionado apenas como um sonífero, onde é possível dormir, acordar no meio do episódio e ter a sensação de que não perdeu nada nos minutos em que permaneceu de olhos fechados. Será que, ainda assim, teremos uma quinta temporada? Me desculpa os fãs, mas a série não tem mais fôlego para isso.

Cotação: ★★☆☆☆

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Heroes 4×12 - The Fifth Stage

Heroes, Reviews Sem comentários »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

Título: The Fifth Stage
Temporada: 04
Episódio: 12
Exibição: 30/11/09
Emissora: NBC

Alguns podem estar perguntando onde exatamente Heroes quer chegar depois de quatro temporadas. Outros podem estar se questionando o que a série vem fazendo, o que ela vem mostrando com tantas tramas que não conseguem tornar-se coesas o suficiente para fazer o seu espectador consumir este programa. A verdade é que não existem respostas para estas perguntas - pelo menos até o final da série, que não se sabe ainda quando vai ser. Em Fifth Stage, foi a vez de Claire procurar conclusões sobre a maneira como as pessoas que possuem habilidades especiais devem viver. Seguindo a curiosidade de descobrir o que existia por trás da bússola, ela chegou até o Parque de Diversões de Samuel, que está vendo o seu plano dando certo com a chegada da líder de torcida. Parece, então, que Heroes vem dividindo a sua narrativa entre dois mundos: o real e o imaginário. Obviamente, o segundo está impregnado naquilo que acontece dentro do parque, onde todos que possuem poderes conseguem viver de uma maneira “natural” e, principalmente, sobrevivendo ao que acontece no mundo real e sem espaço para abrigar pessoas com tais habilidades. Entretanto, este já não é um filme repetitivo e que vimos anteriormente em outras temporadas?

Para Heroes, no entando, se reinventar sempre foi um problema. No caso do seu criador, Tim Kring, que já até mesmo confessou não saber para onde a série vai, a palavra “reinvenção” também quer dizer “estar perdido”. Contudo, é bom ressaltar que esta quarta temporada tem demonstrado equílibrio. No mundo real, por exemplo, a luta de Peter para trazer o seu irmão de volta do corpo de Sylar continuou. Quem continua não tendo um papel nisso tudo é a mãe deles, Angela Petrelli que, em um determinado momento da série, parecia que iria se tornar mais do que uma mera coadjuvante. No entanto, o texto escrito pelos roteiristas não conseguiram criar o espaço necessário para ele (muito por conta também do número excessivo de personagens). Ainda assim, vimos aqui o último suspiro de Nathan Petrelli, que decidiu se entregar completamente ao seu destino. Agora, resta Sylar. E também Samuel. Essa semana Heroes apresentou mais dois episódios que, em breve, serão comentados por aqui. Mesmo com tudo isso, eu continuo me perguntando: onde é que toda essa história vai dar? A cada capítulo que passa, tudo parece tão incerto. Os laços continuam muito soltos e é difícil ver alguma trama que consiga entrelaçar tudo o que está acontecendo. E, então, o que vai acontecer?

Cotação: ★★½☆☆

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Heroes 4×11 - Thanksgiving

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Título: Thanksgiving
Temporada: 04
Episódio: 11
Exibição: 23/11/09
Emissora: NBC

Eu sou um desses blogueiros/críticos que acham que Heroes simplesmente não consegue passar desta temporada. O cancelamento me parece inevitável, não apenas pela péssima audiência, mas  a série se perdeu completamente. Se ela começou de um jeito e com um determinado objetivo, vemos que hoje nem sabemos exatamente onde ela vai dar. As tramas não são bem contextualizadas, tudo é jogado e fica solto no meio de tantos personagens. Este episódio, por exemplo, até conseguiu em alguns momentos ser interessante. A verdade, porém, é que Heroes não consegue empolgar. As transformações ocorridas no corpo de Nathan/Sylar é uma das coisas mais bizarras que já vi. E olha que, no final da terceira temporada, eu havia parabenizado os roteiristas por ter criado uma jogada inteligente com isso. No entanto, não tenho gostado da maneira como isso está sendo conduzido. Mesmo assim, ver o Sylar de volta foi a atração principal deste episódio (mesmo que por alguns minutos). Zachary Quinto é quem continua tornando Heroes uma série interessante. O seu personagem faz com que o seu espectador queira saber o que irá acontecer e fique ansioso por tentar entender os seus poderes, as suas agonias. Se Sylar é importante, não sei o que dizer de Angela, por exemplo. Ela some durante uns cinco episódios e depois reaparece, como se nada tivesse acontecido e achando que tudo está normal. Se os roteiristas não sabem o que fazer com ela, por que não a matam?

Por um lado, a viagem no tempo deste episódio trouxe as respostas que já tínhamos. Era óbvio que Samuel tinha matado o seu irmão Joseph, durante tanto tempo tentou protegê-lo dos poderes que ele tinha e desse fato dele poder matar milhões de pessoas quando está descontrolado. Hiro conduziu e mostrou a verdade. Enquanto isso, Claire continua naquela mesma saga da primeira temporada. Apesar de achar que ela praticamente não evoluiu durante estes quatros anos, este me parece ser um personagem condizente com aquilo que a série quer para ela. De qualquer maneira, ela segue lutando por espaço. Ela sempre tenta seguir uma vida normal e, mesmo sabendo que isso é impossível, continua tentando e esbarra nos poderes que possui de se regenerar. Com isso, ela refaz o caminho e volta a procurar por explicações. Tudo isso fazendo escondida do pai, para que Noah não saiba de nada e tente protegê-la colocando-a em algum lugar que não queira. Esta é uma trama que temos visto desde a primeira temporada e ela não evolui. Ao contrário, continua dando voltas e mais voltas sem nos contar nada, sem nos dizer nada que pudesse acrescentar. E isso é irritante. Os seriados quando duram muito tempo se preocupam em mostrar a evolução daqueles que estão desde o início. Pelo jeito, para a equipe de Tim Kring, o caminho não é bem por aí. E eu não sei se tenho mais paciência para continuar assistindo a uma série como essa. Só mesmo o Sylar para me inspirar em um momento como esse.

Cotação: ★★☆☆☆

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