Archive for the 'Friday Night Lights' Category

Friday Night Lights 4×13 - Thanksgiving

terça-feira, fevereiro 16th, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: Thanksgiving (season finale)
Temporada: 04
Episódio: 13
Exibição: 10/02/10
Emissora: Directv

Eu perdi a conta de quantas vezes consegui me emocionar com os episódios de Friday Night Lights. Por esta série, já fiz resenhas até pessoais demais (coisa que dificilmente faço aqui neste blog, por ter medo de me expôr tanto para os outros que estão lendo). Decerto, só de estar escrevendo minhas opiniões já estou me expondo, dando às pessoas a oportunidade delas me julgarem a partir das palavras que são escritas neste espaço. Eu lembro que o episódio “The Son” foi o que mais me emocionou e que mais me trouxe vontade de falar sobre algo que realmente havia me deixado triste naquele momento. Pois em “Thanksgiving”, que é a season finale desta quarta temporada, me sinto novamente daquela mesma forma. Se tem uma coisa que sinto medo é de perder as pessoas, principalmente aquelas que eu amo e que sempre estiveram comigo. Este deve ser um medo de qualquer ser humano. Em compensação, vivo em plena solidão comigo mesmo e isso, de vez em quando, me deixa confortável sem a pressão de estar com ninguém. Mas, de uns tempos para cá, não tem sido exatamente assim.

Para falar do episódio, precisei mesmo fazer esta pequena introdução. O Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos é algo que as pessoas levam mesmo muito a sério. È o momento de reunir a família e de viver coisas boas. Porém, em Dillon, todos estavam apreensivos pelo jogo decisivo entre os Panthers e os Lions. Para o time do “Coach” Taylor, seria a partida para dar início a um orgulho que eles sempre buscaram durante toda esta temporada, seja na reconstrução da escola, seja na luta por dias melhores do lado “East” ou, ainda, para reconstruir um time que ficou tanto tempo perdido e que ninguém dava conta. Para os Panthers, era a vitória os colocaria nos playoffs e todos estavam contando com isso. Mas antes desse jogo emocionante, que consagrou aqueles que sempre lutaram, o discurso de Billy Riggins no jantar de Ação de Graças tratou de colocar o tom “emoção” que esse episódio viria a ter. Mesmo antes disso, todas as cenas estavam extremamente carregadas de sentimentos, que foram tão bem transmitidos pelas músicas que tocavam e que nos faziam simplesmente ficar pensativos assistindo tudo aquilo.

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Enquanto isso, ainda tivemos boas cenas entre Matt e Julie, onde a sinceridade mais uma vez imperou entre eles. Aliás, não se podia esperar nada mais do que isso. É difícil se despedir da pessoa que você ama, porque você parece ter encontrado finalmente alguém para contar, alguém para te fazer companhia quando não existir mais ninguém. Entretanto, cada um deve seguir os seus sonhos em um determinado momento do amor. Nem sempre o amor será o sentimento que irá fazer sentido nas nossas vidas, pois existe também a realidade e existe a vontade de cada um querer (e poder) fazer o que quiserem. Foi assim que Julie pensou em um belíssimo diálogo com Matt, que havia chegado a hora dela perseguir os sonhos dela. E ela que viu tantas pessoas indo embora, parece que finalmente a vida e as responsabilidades bateram à sua porta. E ela parece estar preparada para seguir em frente. O mesmo acontece com Tami, que desistiu do cargo de diretora da West Dillon e, agora, promete ajudar a East Dillon em sua recuperação. Mal posso esperar para ver tudo isso acontecer na próxima temporada que, provavelmente, deverá ser a última.

E o que dizer de Tim Riggins? Eu nunca havia pensado em um final para ele, na realidade. Sempre imaginei que ele ficaria sozinho, ou que ele estaria em algum lugar bebendo e lamentando alguma coisa que deixou passar. A cena entre os irmãos, um abraçando o outro, e o momento em que Tim vai definir o seu destino, mostrou o porquê de eu dizer tanto por aqui que esta série é realmente especial, ela sabe tratar dos problemas e, acima de tudo, sabe fazer com que cada personagem ganhe seu espaço na trama. Friday Night Lights busca a realidade em meio a tramas que podem até soar fictícias, apesar de estarem se baseando em um livro que foi escrito com base em eventos reais. De qualquer maneira, teremos que esperar mais seis meses para saber o futuro de cada um desses personagens, o amadurecimento de alguns e a volta por cima de outros. De alguma forma, Friday Night Lights me marcou com algumas tramas relatadas nesta temporada. Depois de treze capítulos, percebemos que muita coisa mudou e, além disso, se pode ver o quanto esta série amadureceu os seus personagens para enfrentar os dramas que foram colocados ao longo da temporada. Agora, é esperar pela próxima!

Cotação: ★★★★★

Friday Night Lights 4×12 - Laboring

segunda-feira, fevereiro 15th, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: Laboring
Temporada: 04
Episódio: 12
Exibição: 03/02/10
Emissora: Directv

Talvez este seja o momento que todos estavam aguardando. O duelo entre Lions e Panthers foi comentado desde o início da temporada. Muitos já queriam prever como seria o episódio em que estes dois times se encontrariam. Mas, antes de vê-los em ação, muita coisa aconteceu e continua acontecendo. Para os Lions, a partida não vale absolutamente nada. Eles já perderam as chances de chegarem até os playoffs. Já os Panthers, vencer os Lions significam estar na fase de pós-temporada. E eu já fico imaginando o que vai acontecer (ainda não vi o episódio da season finale), mas tenho certeza que será tão emocionante quanto foi este aqui. Na realidade, Friday Night Lights tem essa capacidade. Se torna até repetitivo ficar falando tanto disso, mas é uma das suas principais características. Por isso ela fará tanta falta quando chegar a hora de dizer “adeus”.

O jogo ainda nem foi realizado e os dois times se “pegam” fora de campo. Como em toda rivalidade, sempre acontece isso, seja a família Taylor recebendo ameaças, sejam os jogadores provocando uns aos outros. Não é nada de diferente do que já vimos em algumas temporadas anteriores. No entanto, a diferença dessa vez está nesta trama envolvendo a Tami, por toda esta polêmica na qual ela está inserida por conta do aborto. E isso tem provocado a população de Dillon, principalmente os pais de alunos. Já comentei aqui, em resenhas passadas, o quanto eles são conservadores por viverem no estado do Texas. E isso é uma verdade, basta olhar o histórico. De qualquer maneira, a série conseguiu com mais esse episódio mostrar esse fato de maneira bem estruturada, tendo como foco a divisão que a cidade de Dillon sofreu.

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Por outro lado, Vince ainda continua com os seus problemas na gangue em que fazia parte. A morte do seu amigo lhe trouxe ainda mais certeza de que este não é o caminho que ele deseja seguir, renegando o passado que foi construído pelo seu pai. Mesmo assim, ele resolveu encarar o desejo de vingança, mas desistiu no meio do caminho. Pra mim, Vince é um desses personagens complexos desta temporada que foram muito bem trabalhados pelo roteiro. Ele sabe que, no meio em que se vive, cada novo dia é uma luta por sobrevivência. Como fugir disso? Nem sempre o esporte, neste caso o futebol americano, salvará qualquer um da violência. O centro de todas estas tramas, aliás, está perfeitamente ligado à família.  Na realidade, à falta de uma família. Quanto mais esta temporada avançou, ficou nítida que este “vazio” foi o grande responsável pelo caos que alguns adolescentes da série passaram a vivenciar e a ter que passar por cima.

Mais antigo na série, está Tim Riggins e a família Taylor. No entanto, Tim estava prestes a ter uma vida normal. O mesmo acontecendo com Billy, já que neste episódio também marca o nascimento do seu filho. Porém, aquele fato de trabalhar com desmanche de carros não seria assim esquecido. E tudo isso veio á tona aqui neste capítulo. Agora, Billy atrás das grades e com um filho para criar, enquanto que Tim pode desistir dos seus sonhos e passar a viver a realidade de agora. São tantas dramas invocados por esta série que, algumas vezes, até me sinto perdido (de uma boa maneira). Tudo que ela consegue mostrar, mesmo que não soe exatamente surpreendente, tem por intuito chocar, emocionar, buscar algum sentimento que consiga contagiar todas estas histórias. Por enquanto, a série vem conseguindo resolver bem estes problemas, lidando com eles a partir de outras problemáticas.

Cotação: ★★★★★

Friday Night Lights 4×11 – Injury List

segunda-feira, fevereiro 15th, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: Injury List
Temporada: 04
Episódio: 11
Exibição: 27/01/10
Emissora: Directv

Por alguns episódios, pensei que Friday Night Lights pudesse estar perdendo a sua força nesta quarta temporada. Na realidade, depois do capítulo “The Son”, ela não conseguiu repetir bons dramas e permaneceu estagnada ainda por um tempo. Decerto, parece que ela conseguiu retomar tudo aquilo que acreditamos fazer parte desta incrível série. O modo de atuação dos personagens, a emoção carregada por eles, o desafio de continuar seguindo frente, os dramas familiares vivenciados por cada um e, além disso, buscar um ponto comum para relembrar antigas histórias. É incrível como Friday Night Lights é contagiante, de um modo que não sei bem como explicar nesta resenha (e muito menos nas anteriores).

Esse episódio, em primeiro lugar, marcou ainda a polêmica envolvendo o aborto de Becky Sproles. O conselho escolar do distrito de Dillon queria culpar Tami Taylor pelos conselhos que ela havia dado para a adolescente, alegando que a diretora poderia ter inclinado a moça a tomar a decisão de abortar a criança. E, como se sabe, não foi exatamente isso aconteceu. No entanto, no estado como o Texas, as pessoas estão sempre procurando alguém para culpar (talvez pelo conservadorismo, talvez pelas crenças ou, ainda, pela maneira diferenciada com a qual essas pessoas texanas estão acostumadas a viver). De uma maneira ou de outra, eles são muito ligados à religião. Basta ver como a mãe de Luke, antes de desejar boa noite ao filho, o pede para que ele reze antes de dormir. São por cenas como estas que vemos a crença destes habitantes.

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Do outro lado, mais marginal e violento, está Vince. Ele precisou se enturmar novamente na gangue para pagar a dívida de ter colocado a sua mãe na reabilitação. É claro que isso não iria acabar bem, como não acabou. Após estar conseguindo lidar bem com o fato de arrumar um emprego, começar uma vida e sem se meter em encrencas, ele está novamente inserido em uma realidade que parece o perseguir. Aliás, esse fato também acabou implicando na derrota dos Lions que selou o fim da temporada para eles. É claro que a lesão de Luke Cafferty também contribuiu para isso, principalmente por ele ter escondido isso dos seus treinadoes e dos seus companheiros. Com tudo isso, Friday Night Lights atingiu diversos momentos de tensão, mas foi em um romance antigo que ela nos mostrou o seu grande poder de emoção e inteligência nos diálogos.

Eu não esperava que Matt pudesse aparecer mais na série. No entanto, ele foi mostrado. Vivendo em Chicago, trabalhando em uma galeria de arte, ele sentiu falta da pessoa que ele amou durante quatro anos: Julie. Por tanto tempo sem falar com ela, Matt resolveu ligar. Claro, não foi bem aceito. E ninguém poderia esperar outra coisa, outra atitude por parte de Julie. Qualquer pessoa, no lugar dela, faria o mesmo. Por mais que você ame alguém, é impossível superar ou perdoar sempre os atos desta pessoa amada, mesmo que ela não tenha feito essas coisas para te magoar ou para te fazer triste e infeliz. Mais uma decisão acertada de Friday Night Lights, neste episódio que mostrou o porquê desta série ser tão boa, ser tão real e, ao mesmo tempo, nos ensinar tanto sobre os percalços da vida. Ainda teve os dramas de Tim Riggins que, com certeza, alcançarão momentos mais intensos no próximo episódio, que é a season finale.

Cotação: ★★★★★

Friday Night Lights 4×10 – I Can’t

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: I Can’t

Temporada: 04
Episódio: 10
Exibição: 20/01/10
Emissora: DirecTv

Existe um ponto nesta temporada em que todas as histórias se encontram – pelo menos a maioria delas: o desequílibrio familiar. Muitos dos dramas que são apresentados com estes adolescentes, se formaram em lares onde eles cresceram sem os pais, tendo como apoio apenas as mães. E elas, apesar de estarem sempre do lado dos filhos, estiveram ocupadas precisando trabalhar para continuar mantendo-os ou tendo que se drogar para se esquecer do mundo real. É a situação de Becky e Vince, ambos com problemas familiares para enfrentar, mas sem nenhum suporte de como passar por eles. Sem receber grande ajuda e sem ter ninguém para contar, ambos tentam resolver como podem os respectivos dramas que enfrentam. E, neste quesito, Friday Night Lights ainda é uma série envolvente, capaz de conseguir mesclar estes dramas com a difícil realidade enfrentada pelos jovens que são da população carente e vítimas de governos que não dão a mínima para eles, nem para as suas famílias.

Becky, por exemplo, está grávida e parece ter decidido o que fazer. O aborto foi a saída que ela encontrou para não querer encarar o fato de ter sofrido do mesmo mal da sua mãe (e, assim, não cometer os mesmos erros que ela). Sem conseguir espaço para o diálogo, Tim lhe ajuda e a leva para conhecer Tami Taylor, que lhe apresenta as opções. Becky, no entanto, quer fazer o aborto por entender que não possui a capacidade de criar um filho, ou filha. E isso representa exatamente a falta de equilíbrio familiar que comento no primeiro parágrafo desta resenha. Friday Night Lights sempre deixou claro, ao longo destas quatro temporadas, o quão importante a família é na vida de qualquer ser humano. Por esta razão, as histórias acabam tendo um fio condutor comum entre os personagens, por mais que eles não tenham nunca se encontrado em seus núcleos mas, ainda assim, sabe-se que existe uma relação entre eles que está intrínsicamente ligada a estes problemas.

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Ainda impressiona, no entanto, o cuidado com que esta série é filmada. Nas duas principais cenas (os diálogos entre Tami e Becky, e a conversa entre Luke e seu pai), perceba como a câmera se mantém afastada dos seus personagens, criando um enquadramento maior da cena. É como se a câmera não quisesse atrapalhar aquele momento íntimo que estava acontecendo, dando uma representatividade ainda mais clara para uma direção que se preocupa com a sua estética (e são poucas as séries que fazem isso). Em seguida a estes quadros, a montagem corta diretamente para os rostos dos dois personagens jovens, mesmo porque, é neles que está o foco de todo este drama que a série está contando. Além deles, ainda tem o de Vince Howard na tentativa de colocar a sua mãe em um centro de reabilitação. Ele tentou procurar ajuda da melhor maneira, mas só acabou conseguindo com uma turma que poderá lhe trazer problemas no futuro, obrigando-o a fazer coisas que ele não deseja em troca deste “favor” (e ele sabe que funciona exatamente assim).

Talvez a série tenha perdido um pouco do seu ritmo depois do episódio “Stay”, mas a qualidade continua e, principalmente, Friday Night Lights não tem medo de abordar temas polêmicos ou que soam relativamente difíceis para o seu público juvenil. Pelo contrário, atuando como um “alertador” de que estas histórias que estão sendo contadas podem acontecer com qualquer pessoa que esteja assistindo. São dramas reais, apesar de estarem sendo contados de maneira ficcional. Porém, a série continua mesmo impressionando por este cuidado, pela direção (deixando de lado a “câmera nervosa” e investindo cada vez em planos abertos e enquadramentos bruscos). Enfim, Friday Night LIghts sempre consegue impressionar mesmo quando ela parece não estar em um bom ritimo. Foi assim com estes dois capítulos (em especial neste “I Can’t”). Os dramas irão continuar, assim como as resoluções para determinadas problemáticas que ainda estão por vir. Antes de terminar a resenha, acabei me recordando de algo (ou alguém): o JD McCoy ainda está vivo?

Cotação: ★★★★☆

FNL 4×09 - The Lights of Carrol Park

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: The Lights of Carrol Park

Temporada: 04

Episódio: 09
Exibição: 13/01/10
Emissora: DirecTv

Não quero dizer que esta quarta temporada perdeu um pouco do seu fôlego, mas é exatamente o que ela vem demonstrando. E falo isso mesmo com o atraso, pois tem sido muito difícil conseguir encontrar os downloads dos episódios de Friday Night Lights na internet. Problemas à parte, The Lights of Carrol Park mostrou o quanto a série tem se preocupado neste ano em discutir as mazelas de uma sociedade dividida entre a burguesia e a pobreza. A nitidez para efeito comparativo está na diferente estrutura que as duas principais escolas de Dillon possuem. O próprio time de futebol, Lions e Panthers, também possuem diferenças incríveis (basta ver a dificuldade com que Eric Taylor está tendo em conseguir armar este time e, principalmente, cuidar para que estes garotos não arrumem confusão fora das quatro linhas). Carrol Park representa o ponto de encontro onde a violência pode acontecer a qualquer momento. E ela ocorreu no exato instante em que Eric estava lá, presenciando um jovem sendo baleado por uma bala perdida.

Este fato fez com que ele se preocupasse em reacender as luzes do Carrol Park para dar maior segurança a estes jovens, uma vez que os seus jogadores também moram pela região. Como sempre, tudo gira em torno do dinheiro e nem sempre a prefeitura está disposta em gastar esta verba para revitalizar lugares que, para eles, não têm como ser salvos. Eric foi buscar ajuda, acabou encontrando e, para oficializar o reavivamento das luzes de Carrol Park, ele promoveu um jogo “beneficiente” entre os Lions e um time feito no local. O objetivo: tentar aproximar cada vez mais estes jovens de algo que possa ser positivo para eles. Trocando em miúdos, seria uma maneira de dar esperanças para estes adolescentes, que lutam para sobreviver a cada dia. Esta é uma realidade que não apenas pode ser vista em Friday Night Lights. Alguns dados que foram divulgados recentemente pelo governo brasileiro, apontam que a criminalidade tem atingido cada vez mais os jovens de 15 a 21 anos. E o fator responsável para isso acontecer: as drogas.

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Saindo um pouco da polêmica que envolve estes problemas sociais que estão sendo abordados neste momento por Friday Night Lights, a série acabou entrando em um outro assunto bastante polêmico e difíci. A gravidez na adolescência, que está sendo contada a partir da jovem Becky Sproles. É uma pena, no entanto, que a série não tenha desenvolvido esta questão da maneira correta. A notícia foi dada de surpresa e a cena que mostra o seu desespero depois de ter feitos tantos testes e eles terem dado positivo, soa extremamente artificial, assim comos os seus diálogos com Luke Cafferty, que deve ser o pai do bebê. Ela tomou a sua decisão: deseja abortar. No entanto, cada vez mais ela percebe que poderá ter o mesmo futuro que a sua mãe, quando ficou grávida com a mesma idade que ela: 16 anos. De qualquer maneira, Friday Night Lights se esquivou do drama e trouxe o assunto com uma certa dose de realidade, apesar de ter criado a partir de cenas superficiais que não contribuíram para uma narrativa mais sólida. Na realidade, a única parte sincera disso tudo foi o abraço entre ela e Tim Riggins, que demonstrou apoiá-la neste momento tão difícil.

Se por um lado tivemos estes dramas, isso não faltou para Eric e Tami. O treinador finalmente descobriu que Glenn beijou a sua esposa (considerando que este foi, até aqui, o pior momento desta temporada). Mesmo que tenha sido uma cena desnecessária, cabe agora ao roteiro saber como contornar a situação. Eles acabaram optando pelo caminho certo, colocando o casal questionando o fato de não tido mais momentos juntos com tantas coisas acontecendo e com uma nova criança para criar. Assim, eles pretendem aquecer novamente o amor entre eles, isto é, cultivar a boa relação que eles possuem para que ela continue intacta. Porém, o episódio seguiu de maneira superficial também em outro momento, quando coloca Julie se interessando por um novo cara. Eu não sabia que as pessoas se “apaixonam” de maneira tão fácil. E Friday Night Lights sempre se caracterizou por não tratar o romance ou o amor como algo banal. Um episódio abaixo das expectativas e, principalmente, abaixo daquilo que já foi mostrado nesta temporada.

Cotação: ★★★☆☆