Séries em Foco - Parte I

24 horas, Flashpoint, Reviews, Séries em Foco Sem comentários »

O destaque dessa semana fica para o episódio de 24 horas e a presença de Elisha Cuthbert, voltando a interpretar Kim Bauer, filha de Jack Bauer. Aliás, esta sétima temporada da série tem sido uma maravilha. Muitas reviravoltas, como já era de se esperar. E só para constar, consegui acertar na suposição que eu tinha quanto à estória, basta que vocês possam ler algumas resenhas passadas sobre o seriado. Além de 24 horas, tem o retorno de Flashpoint e mais um episódio da série Trust Me, que deveria ter entrado na Parte II da coluna da semana passada. Mas como me faltou tempo, acabei colocando nessa. Portanto, boa leitura!

Day 7: 1:00 am – 2:00 am: Eu disse em algumas resenhas passadas que ainda desconfiava do caráter de Tony Almeida. Pois bem, não deu outra. Ele finalmente mostrou que se tornou um verdadeiro terrorista. Toda aquela estória com Bill Buchanan, depois a invasão para destruir os cilindros na Starkwood, faziam parte de uma conspiração muito maior. Talvez seja isto que Jonas Hodges tenha se referido quando falou à Presidente que o fim ainda não havia chegado. A série subverteu completamente a trama, porque eu vejo que ela realmente se esforçou para nos fazer acreditar que Tony continuava sendo aquela velha pessoal leal à Jack e ao país. Mera ilusão. A morte da sua esposa, Michelle Dessler, pode ter causado este transtorno e este lado vingativo que ele tem em querer usar um dos cilindros biológicos para matar milhares de americanos. Além disso, Kim Bauer (Elisha Cuthbert) deu as caras no episódio, para convencer o seu pai a fazer o tratamento experimental do patógeno que ele ficou exposto.O que posso dizer que esta temporada está de tirar o fôlego. Cada episódio é melhor que o outro, principalmente agora que estamos chegando ainda mais perto do final.


Cotação: ★★★★★

2×20 – Chuck vs. The First Kill: Drama envolvente, boa dose de humor e uma excelente trama até o final. Não tenho como dizer que Chuck está se apresentando, nesse momento, em alto nível. Cada vez mais constituindo uma estória, vemos que o personagem-título luta desesperadamente para encontrar o seu pai. Para fazer isso, nada melhor do que recrutar os serviços de uma agente da FULCRUM e uma antiga namorada: Jill. Mas ele não poderia desprezar a ajuda de Sarah, mesmo quando a Gen. Beckman decidiu fechar o ‘Projeto Intersect’, ela esteve lá para ajudar Chuck, descumpriu protocolos e agora corre o risco de ser presa por traição. Vejam só como a trama está sendo bem construída, uma coisa se ligando á outra. O roteiro pode não ser primoroso, mas é inegável o fato de que Chuck tem se consolidado como uma boa série, que tem os seus altos e baixos, mas que consegue equilibrar bem as tramas da Buy More com a dupla-vida que o personagem-título leva. Season finale se aproximando e a série melhorando. Vamos ver no que tudo isso vai dar.


Cotação: ★★★★☆

5×21 – Saviors: O caso da semana serviu apenas de pretexto para abrir uma discussão muito mais importante: estaria o House ficando louco? Todos sentiram muito o suicídio de Kutner, mas parece que isso levou a um sentimento diferente nele. Sempre se questionando os motivos que o levaram a cometer tal ato e sem encontrar respostas para tal, estas perguntas fizeram com que ele perdesse os seus reflexos para momentos comuns e casuais. Quem poderia imaginar que ele seria “sacaneado” pelo Wilson e não perceber? Ou, ainda, não conseguir imaginar idéias para o tratamento do seu paciente? A sua mente está enfraquecendo. Não sei se é um efeito colateral do Vicodin, o que deve não ser. O mais provável é que seja um um trauma após ter visto o Kutner estirado no quarto da sua casa. Enfim, explicações não irão faltar. O House sempre foi insano e meio louco, na maneira de falar. Mas será que isto está se tornando algo literal?


Cotação: ★★★½☆

2×20 – The Hofstadter Isotope: Confesso que a última cena deste episódio é extremamente hilária. Eu não conseguia parar de rir. Todos sabem que o Koothropali não consegue falar com as mulheres, a não ser que ele esteja bêbado. Então, vê-lo amanhecendo o dia com uma mulher ao seu lado e já tendo passado o efeito do álcool, rendeu muitas risadas por vê-lo tão desconfortável. Mas, como um todo, este capítulo foi muito bom. Na “quinta do tudo pode”, os nerds decidiram fazer um programa diferente. Sheldon, obviamente, não gostou da idéia. Na ida até a loja de quadrinhos, Penny acabou gostando do vendedor e fez Leonard se questionar o porquê dela ter se interessado por ele. Dividido entre discussões sobre história em quadrinhos com Sheldon, além de Wolowitz e Leonard saindo para caçar mulher, o episódio soube mesclar bem as duas tramas e transformá-las em igualmente divertidas. Talvez seja por isso que The Big Bang Theory é a melhor comédia da atualidade.


Cotação: ★★★★½

2×08 – Aisle 13: O desespero pode nos levar a cometer qualquer besteira. Eu lembro do episódio 3×16 da série One Tree Hill e sempre quando vejo adolescentes armados – não necessariamente invadindo escolas – começo a pensar que a depressão é algo tão sério que ninguém tem a capacidade de curar. Posso falar isso porque já tive caso na família e a dor da perda é muito grande quando doença como esta nos atinge. O caso de Don, 17 anos, surgiu com a oportunidade dele ajudar o seu melhor amigo, Adam, que estava prestes a ser despejado. O desespero parte por este princípio, mas também parte da idéia de que Don estava sofrendo com a morte do irmão mais velho, com a prisão do pai. Era o seu momento de fraqueza e Greg Parker tinha que saber usar isso na negociação. Ativar o tiro do Sierra 1 era uma coisa impensável, mas que poderia se tornar uma opção caso fosse necessário. Esse episódio de Flashpoint serviu pra mostrar que deve existir um limite entre o desespero e a superação.


Cotação: ★★★★☆

1×09 – Odd Man Out: A trama na agência não foi exatamente o foco deste episódio. Pra mim, o que ele tentou mostrar foi um pouco de relação profissional, misturado com relação familiar. Conner e Mason encontraram um antigo parceiro que trabalhava na mesma agência que eles. No entanto, Stu o demitiu quando Conner pediu para trabalhar numa conta com Mason, e foi aí que os dois se tornaram parceiros. Desde então, ambos se culpam pelo o que aconteceun e tentaram se redmir, contratando-o de volta. O problema é que o cara não tem talento nenhum, a arte gráfica não satisfaz as medidas do mercado. Porém, o que eu acredito que tenha salientado foi a falta de profissionalismo de Conner, ao passo, que, do outro lado, Mason tinha que procurar entender a sua filha dando o suporte necessário para que ela pudesse se decidir quanto a uma possível paquera. O episódio foi baseado em confiança, principalmente. Talvez amizade.


Cotação: ★★★☆☆

1×16 – Unleashed: O diálogo inicial entre Olívia e a sua sobrinha daria o tom deste episódio. Uma leitura de histórinhas sobre monstros e coisas do tipo geraram um questionamento da pequena: eles existem? A cena corta e somos transportados para um grupo de ativistas ambientais que estavam soltando alguns bichos e, no meio deles, uma verdadeira mistura genética entre características de vários animais foi solta e começou a evoluir conforme matava as pessoas e injetando nelas um ferrão que procriariam outras espécies. É o darwinismo avançado, um animal capaz de se adequar aos níveis ambientais que ele encontrou. O que remeteu também a um experimento antigo de Walter, apesar de ter fracassado em inúmeras tentativas. Mas vê-lo evoluído no final do capítulo foi realmente uma experiência fascinante, o que comprova que a ciência é capaz de fazer coisas que nem podemos imaginar.


Cotação: ★★★★☆


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Séries Em Foco - Parte II

Dollhouse, Flashpoint, Reviews, Skins, Séries em Foco 2 Comentários »

Mais uma coluna Séries Em Foco. Com um certo atraso, é verdade. A falta de tempo foi crucial para que ela não tivesse um determinado espaço de publicação por aqui no blog. Mas isso não vem ao caso. Nesta segunda parte, tem as resenhas de Skins apresentando o penúltimo episódio da temporada, além das séries que vocês já estão acostumados. A única novidade se chama Kings, um épico maravilhoso e encantador. Se você gosta de Damages, reviravoltas e tramas políticas, vale a pena assistir a esta série idealizada por Michael Green. Mal estou publicando o Séries Em Foco – Parte II e já preciso correr para editar a primeira que irá ao ar no domingo. Então, boa leitura!

3×09 – Katie and Emily: A relação entre as gêmeas sempre foi conturbada. A mais velha, Katie, tem um jeito diferente de demonstrar o seu amor pela mais nova. Controladora e superprotetora, Emily tem vida própria e demora a perceber que ela precisa se sair da “sombra” aparente que Katie acredita que ela está porque, na realidade, “Em” é uma garota muito mais independente que a sua irmã. A primeira coisa que ela faz é afirmar perante à sua familia ser gay e que está apaixonada por Naomi. Ao contrário de Emily, ela ainda não se decidiu se gosta de homens ou de mulheres, mas sabe ambas possuem uma atração diferente e que isso pode ser o bastante para consolidar o amor entre as duas. Foi a primeira vez, inclusive, que vejo Skins se entregando a um romantismo tão escancarado no final de um episódio, com direito a coração e tudo tomando conta da tela. Talvez a relação entre as gêmeas possa melhorar com as verdades que Emily contou. E é claro, o próprio romance entre Emily e Naomi pode, agora, acontecer de maneira espontanêa e verdadeira, uma vez que elas já assumiram que se gostam no baile da escola. O próximo episódio é o final da temporada. E estou ansioso para saber como ela irá terminar.

Cotação: ★★★★☆


1×07 – The Best Policy: O aparecimento de um antigo amigo de Cal Lightman, quase que o atrapalhou no seu julgamento e na conclusão de um dos casos deste episódio. Investigando a fórmula de um medicamento chamado Priox, ele sabia que o mesmo estava causando derrames em muitas pessoas. Porém, ele tinha em mente também que a culpa não era exatamente do seu amigo Jeffrey, mas de Vandeman, mulher com quem ele estava tendo um caso. Se não tem como descobrir por meio das feições faciais, nessas horas é preciso utilizar outras maneiras de se chegar até a verdade. E pela segunda semana seguida, o caso envolvendo a Gillian também mostrou uma eficiência muito grande dentro do episódio. Libertar duas pessoas do domínio de terroristas iemenenses foi uma tarefa árdua, principalmente porque um deles era uma espiã que conhecia todos os endereços da CIA no Oriente Médio. Enfim, Lie To Me tem conseguido até empolgar em alguns momentos, deixando de lado aquele romantismo que era expressado em determinados casos, principalmente quando ela utiliza deste argumento para finalizar os episódios.

Cotação: ★★★☆☆


2×19 – Last Voyage of Jimmy Carter (2): Josh Friedman ainda vem se utilizando de todo um conceito filosófico, que ficou muito em evidências nestes últimos episódios. Mas as explicações no lapso de tempo entre o presente e o ano de 2027 tem sido bem organizadas, uma vez que passamos a conhecer um lado da Jesse e de grande parte da Resistência. John Connor, sendo um líder, obviamente pode ser amado ou odiado. Nem sempre as suas decisões podem ser vistas como as mais certas. O segredo que estava guardado dentro da caixa, por exemplo, poderia ter evitado este conflito se John tivesse a oportunidade de conversar com o metal. Mas a curiosidade da tripulação do Jimmy Carter – motivo que levou a ser afundado em seguida – foi muito maior e todos acabaram pagando por isso. Fico a me perguntar se a Weaver tem alguma relação com aquele metal que saiu de dentro da caixa, porque me parece que tem. De qualquer maneira, uma coisa certa: Josh Friedman desconsidera completamente o terceiro filme da série, mantendo a sua estória entre o primeiro e o segundo longas-metragens.

Cotação: ★★★½☆


1×06 – Man On The Street: Joss Whedon cumpriu a sua promessa. Ele pediu que esperássemos até o sexton episódio para nos situarmos na série. E foi verdade. Com depoimentos gravados na volta dos comerciais de pessoas que acreditavam que a operação Dollhouse existia em todo lugar por darem fantasia às pessoas, Paul Ballard esteve muito próximo de descobrir a verdade. Porém, DeWitt mostrou ser uma pessoa muito mais inteligente do que se pensava e também controladora. A verdade sobre Millie, a vizinha de Paul, também sempre foi uma incógnita para mim. Pois bem, neste capítulo vimos a sua verdadeira identidade. Ela também é uma “doll”, que está ali para ficar de olho nas investigações do, agora, Ex-Agente Paul Ballard. No entanto, Echo ainda continua muito “sombria”. Pelo o que parece, ela está mesmo nutrindo as informações que são implantadas em seu cérebro, mais ou menos o que Alpha fez. Se Dollhouse pelo menos mantiver o ritmo deste episódio, tem tudo para fechar bem a temporada. Tramas isoladas podem até funcionar em alguns casos, mas aqui não se justifica quando eles possuem algo a ser desenvolvido. Espero que eles continuem com isso.

Cotação: ★★★★☆


1×06 – Promises, Promises: Parece que Trust Me perdeu um pouco o foco depois do caso envolvendo a Arc Mobile mas, ainda assim, soube apresentar um episódio interessante. A publicidade, como qualquer outra profissão, exige também um pouco mais de trabalho quando se quer ganhar alguma conta. Pois bem, a candidatura das Olímpiadas em Chicago foi o grande tema neste capítulo mas, envolto a isso, estava o relacionamento entre Mason e Erin. O casamento estava frio, Mason trabalhando demais e ela se sentindo carente. Eles iriam aproveitar o fim de semana juntos e longe de toda essa confusão, mas eis que surge esta campanha para Chicago 2016. Ele tentou conciliar as duas coisas. E ela tentou compreender isso. Mas chega uma hora que cansa. E ela se cansou. O pior de tudo foi que, na hora do deadline, nada daquele esforço de trabalhar o fim de semana adiantou. Tom tinha a sua própria campanha, a sua própria ideia. Foi o que Mason precisava para saber quais eram as suas prioridades e para também dar valor a certas coisas que possuem muito mais significados do que outras.

Cotação: ★★★☆☆


2×07 – Clean Hands: Que tipo de justiça é esta que protege os assassinos e culpam aqueles que tiveram que aprender com a perda de um ente querido, uma filha ou um irmão? Foi um episódio bastante interessante em Flashpoint. Exigindo medidas desesperadas, um pai que teve sua filha assassinada por um maníaco, não perdeu tempo ao saber que ele estava sendo transportado para uma prisão psíquiatrica. Seu objetivo: fazer vingança. Assim como ele, a Agente Sampler do FBI, também sofreu com a mesma perda e estava em busca da mesma coisa. Mas abre uma discussão importante: até que ponto a equipe URE tem que ir para proteger estas pessoas. Estava claro o sentimento de cada um, principalmente de Wordy. Mas eles precisam fazer o seu trabalho, mesmo sabendo que estavam dando proteção para um serial killer que merecia morrer para que a justiça fosse feita de verdade. O que irrita no sistema é exatamente esta proteção que ele dá, por isso as medidas se tornaram desesperadas. Mas também nem consigo imaginar a dor que um pai sente ao perder a sua única filha.

Cotação: ★★★★☆


1×01/02 – Goliath/Prosperity: Em pouco mais de uma hora de episódio, Michael Green (criador e roteiristas destes dois capítulos) construiu em Kings uma trama política, dramática e contemporânea com ares de Idade Média. É isso mesmo que você está lendo. Na reconstrução da capital Shiloh, o Rei Silas se orgulha de ter encontrado a paz que o seu povo precisava para crescer. Dois anos se passam, e o país está novamente em Guerra. No conflito, surge a bravura de David Shepherd, um mero mecânico que virou soldado por influência do seu pai, que morreu lutando para a cidade ser reconstruída. A vida de David muda dentro da Guerra após ele salvar o filho do Rei Silas, que havia sido capturado pelos inimigos. Com isso, ele se torna herói nacional e é nomeado o novo Capitão do Exército, exercendo uma atividade mais executiva e administrativa. Mas a trama política de Kings vai além de um mero conflito como este. Ela está impregnada nas ações do Rei, na relação entre Igreja e Estado e nas tentativas fracassadas de fazer as coisas darem certo. A morte do irmão de David se torna um divisor de águas, uma vez que a paz não agrada os executivos que bancam o Reino. Para isso, a Guerra recomeça. Mas com ela, também a bravura de David em interromper o conflito. Os aspectos da Idade Média está na corte, assim como nas mentiras contada pelo Rei e também pelos seus segredos. Há quem diga que Kings é a Damages da tevê aberta. Eu vou mais longe: Kings mais parece um épico grandioso, recheado de reviravoltas e de atuações brilhantes, tendo no front um homem chamado Michael Green, capaz de criar algo tão magnífico quanto à própria originalidade das suas tramas.

Cotação: ★★★★★


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Séries em Foco - Parte II

Dollhouse, Flashpoint, Reviews, Séries em Foco Sem comentários »

Semana agitada. Quase não tenho conseguido dar conta de tantas séries e também em me preocupar em postar as críticas de filmes. Como sou o único que escrevo para o blog, tem se tornado uma prática difícil mantê-lo sempre atualizado. Mas, isso não é problema. Nesta segunda parte da coluna, apresento o retorno de Private Practice depois da pausa. O restante dos comentários são sobre as séries de sempre. Boa leitura!

1×05 – Way Beyond the Call: Episódio simplesmente fantástico. Aliás, Trust Me tem salvado está midseason de series pobres e nada originais. A trama girou em torno mais uma vez da Arc Mobile. Primeiro, a conta foi suspensa e Mason e Conner tiveram que arriscarem o emprego deles para salvarem este importante cliente. Tudo estava nas mãos do comercial e do slogan que eles dariam para a Arc Mobile, uma vez que eles dependiam de uma boa dose de humor para fazer com que o serviço de SMS pudesse ser compartilhado, além de mostrar a sua importância como fonte de comunicação rápida entre as pessoas, mas também acessível e de fácil utilização. Pra falar a verdade, gostei bastante do comercial que eles criaram. Mostraram um cidadão comum que lembra de uma idéia, manda uma SMS para os chefes. Porém, neste meio tempo ele é atropelhado por um ônibus e vai parar exatamente na sala dos chefes, tendo o reconhecimento por ter tido uma excelente idéia. É um spot que gira em torno do humor, obviamente. E este episódio todas as tramas funcionaram perfeitamente, assim também como o próprio desgaste do Tony, tanto na vida profissional quanto na pessoal.

Cotação: ★★★★★


1×05 – True Believer: Em episódios isolados que não acontecem nada de relevante, é praticamente impossível dedicar um tempo tecendo comentários a respeito. Foi o que aconteceu com Dollhouse nesta semana. A série oscila bastante, entre bons e péssimos momentos. Ela não consegue encontrar um equílibrio, por não ter exatamente uma trama que esteja sendo desenvolvida, apesar das investigações do Agente Paul terem dado uma boa avançada em relação ao paradeiro de Caroline/Echo. No mais, o que se pode citar é que Echo está filtrando as informações que são colocadas em seu cérebro, assim como aconteceu com Alpha. Isso pode representar um terrível problema, uma vez o Dollhouse tem por objetivo trazer paz e pureza para o lugar. E esta investigação de Paul pode resultar na descoberta do passado de Echo e em como ela passou de uma garota normal para uma “Doll” (falando assim parece as Pussycats Dolls), Enfim, deixando de lado as brincadeiras e ironias, Dollhouse não tem me empolgado. E como estou impaciente, é bem capaz que eu não dê uma chance à série. Estou cansado de esperar por bons episódios.

Cotação: ★★½☆☆


2×18 – Today is the Day (Parte I): Então, tivemos uma explicação em relação à Jesse. Para quem pensou que ela estava apenas jogada de qualquer maneira na estória pode ter se enganado. A série, aliás, tem apostado bastante nestes episódios menos movimentados. A verdade é que tenho gostado muito deste enquadramento que o seriado vem utilizando. A Jesse, por exemplo, sofre por ter raiva de John Connor e do seu comando no ano de 2027. Jogar Riley contra ele e Cameron era o principal motivo, por isso a morte da namorada de John era apenas uma questão de tempo, até que ela pudesse desestabilizar toda a família. Mas esta foi apenas a primeira parte do capítulo. O gancho não foi daqueles bem visíveis, até porque a cena em que encerra este primeiro momento é intrigante, mas não deixa muitas expectativas (ainda não vi o promo). A trama secundária envolvendo Savannah também foi interessante, mas não me esclareceu muitas coisas. De qualquer maneira, resta mesmo esperar o que a segunda parte poderá trazer de novo para a estória.

Cotação: ★★★½☆


2×18 – Finishing: Achei interessante a maneira com que este episódio foi conduzido e narrado. Sempre colocando os eventos com intervalos de um mês, a série teve tempo suficiente para desenvolver bem as tramas, além de trazer dilemas entre Sam e Naomi, e também Addison e Noah, um novo médico que ela estava paquerando. Mas estes dilemas também perseguiram Cooper e a sua paciente que não queria mais fazer cirurgias para retirada de um tumor no coração. Ela queria apenas ser normal, ser uma criança. Violet também viveu o seu dilema de não fazer o teste de paternidade. “Terminando ou começando”? Pra mim, este episódio só fez começar uma série de tramas que terão o seu clímax quando a temporada estiver chegando ao final. Ainda assim, tenho adorado Private Practice em diversos aspectos que me fazem refletir sobre diferentes temas e diferentes situações. E isso foi o mais importante deste episódio.

Cotação: ★★★★☆


3×09 – Guess Who’s Coming To Dinner: A série demorou para conseguir uma trama, mas não é que temos uma afinal de contas? A primeira metade do episódio também se arrastou por um tempo, mas Kyle XY trouxe um cliffhanger que será muito interessante agora que ela está entrando nos seus capítulos finais. Sim, era claro que existia entre Nate e a Latnok alguma relação com Adam Baylin, mesmo porque, a sua morte não foi por mero acaso. Cassidy utiliza como fachada este trabalho voluntário com mentes brilhantes mas, por trás de tudo isso, ele quer mesmo é recomeçar os experimentos de Baylin, estudar as partículas XY e entender o porquê deles serem tão especiais, inteligentes, fortes e sem umbigo. Mas Kyle sabe que este experimento não deu certo da primeira vez e tem tudo para não dar novamente, uma vez que um outro ser pode ser criado da mesma maneira que aconteceu com Kyle quando ele ficou sozinho no mundo, tendo que aprender a viver em uma sociedade. Ele está pronto para duelar com Cassidy, mas também adquiriu experiência suficiente para utilizar do seu disfarce o meio de descobrir os planos da Latnok para, assim, acabar com eles de uma vez por todas. Finalmente, temos uma série!

Cotação: ★★★★☆


2×06 – The Fortress: Tenho notado que, aos poucos, Flashpoint vem mudando um pouco o formato, apostando em algo mais dramático e bem construído. Uma outra coisa interessante também, é que ela tem colocado a URE em situações cada vez mais extremas, aumentando a dificuldade de Greg e a sua equipe. Isso pôde ser visto neste excelente episódio, de uma gangue que tinha por objetivo apenas assaltar uma casa por meio da empregada, mas tudo acabou saindo errado. Pra mim, o melhor desse episódio é perceber que nem sempre os métodos utilizados por Greg podem dar certo. Isso tudo é muito relativo, uma vez que cada pessoa é diferente da outra. Aqui, por exemplo, o criminoso estava disposto a ir até as últimas consequências para conseguir o que queria. E sempre quando se envolve crianças no meio da estória, parece que existe um sentimento que fica repousando em nossos corações e simplesmente desperta, de uma hora pra outra. Posso dizer que gostei muito do episódio. Sempre critico o formato, porque pode se tornar cansativo ao longo da temporada. Entretanto, eles têm criado novas maneiras de introduzir o caso, o que está sendo sempre muito gratificante de assistir.

Cotação: ★★★★★


1×06 - Do No Harm: Dessa vez a série foi mais aceitável quanto aos dois casos que procurou discorrer. Ainda acho que ela se presta muito a um julgamento desnecessário das pessoas em comparação com outras, o que é erro se avaliarmos que todos são diferentes uns dos outros. Mas, não vamos entrar neste mérito. O caso que o Dr. Cal Lightman teve que solucionar foi de uma psiquiatra que perdeu a sua filha num acidente e, agora, sequestra as suas pacientes para substituir a sua emoção de ser mãe, apenas pelo contato de ter uma criança consigo por mais uma vez. É bem verdade que foi meio óbvio, uma vez que a série não apresentou outros suspeitos sobre os casos. E como ela sempre faz questão de focar nos gestos, foi fácil apontar a culpada sobre este caso. A outra trama, mesmo não ocupando muito espaço dentre os quarenta minutos, teve também um bom efeito.

Cotação: ★★★☆☆


2×02 – Dirty Sexy Mongol: Eu não sei se a idéia de acabar logo com o demônio no início do episódio foi uma boa ou má idéia. Por um lado, sobrou tempo para o roteiro se aproximar mais da idéia de Sam se livrar do pacto que ele tem com o Diabo. Porém, por outro, fez com que o episódio se tornasse muito arrastado e sem atrativo. Mas teve o ponto positivo de termos visto Sock cada vez mais engraçado. É um humor diferente, uma vez que ele faz as trapalhadas que estamos acostumados a ver mas, ainda assim, soa divertido. Esta relação com a sua meia-irmã, por exemplo, é um besteirol completo, mas ele sempre consegue transformar isso em uma boa cena. O Ben também parece ter uma boa trama, uma vez que ele está se relacionando com um demônio - do sexo feminino mesmo. É como eu disse na resenha passada, não se pode criar muito expectativa numa série como Reaper. O importante é se deixar levar pelos clichês e pelas baboseiras do gênero.

Cotação: ★★★☆☆


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Séries Em Foco - Parte II

Dollhouse, Flashpoint, Reviews, Séries em Foco 1 Comentário »

O “Séries em Foco – Parte II” é sempre mais complicado de se fazer e, por isso, nestas duas últimas semanas, acabou atrasando. Como a lista de séries aumenta, sempre acabo me perdendo em meio a tantos episódios. Mas, ainda em tempo, ela está no ar com as resenhas de Kyle Xy, os retornos de Flashpoint e Lie To Me, mais um episódio da ótima Trust Me e a estréia da segunda temporada de Reaper. A coluna está bastante recheada, sei disso. Boa leitura e escrevam seus comentários na caixinha disponível para que todos possam opinar. Este é um dos motivos que mais tenho gostado de fazer esta coluna – e me esforçado para colocar tudo em dia. Como são muitas séries, sempre muita gente comenta sobre aquelas que assistiu na semana. Agradeço muito a todos os comentários. Sem mais delongas, boa leitura!

3×08 – Tell-Tale Heart: O maior problema de Kyle Xy é que a série perde muito tempo em tramas bobas, que nada irá acrescentar naquilo que queremos saber. Sabendo-se que ela já foi cancelada e que faltam apenas mais dois ou três episódios para vermos o desfecho do programa, é necessário que ela comece a responder as interrogações que ficaram pelo caminho. Quando eu digo “perder tempo”, me refiro a cenas como o triângulo Declan, Lori e Hillary. Completamente descartável todo aquele imbroglio que eles colocaram neste episódio, de um tentando perdoar o outro e coisas do tipo. É bem verdade que ela começou a dar pistas do outro lado de Cassidy, assim como do seu discípulo – ou seria do Adam Baylin? O que me incomoda muito mais é quando o roteiro força para que Kyle e Jessi fiquem juntos. Eu, particularmente, não torço pra casal nenhum. Torço, sim, para que a série me dê um desfecho favorável. Mas aquele romantismo tomando conta das cenas finais foi irritante e também desnecessário.

Cotação: ★★½☆☆


Unchained: A pergunta no final do episodio foi interessante: “quem te transformou no que você é?” Eu acho que muitos vem se perguntando sobre isso. Por trás daquela pessoa capaz de desvendar o aspecto facial de um determinado suspeito, também existe o ser humano Lightman, carregado de emoções, arrependimentos e experiência. Pra mim, isso foi o que de melhor o episódio teve, por mais que o diálogo entre ele e Ria Torres tenha durado apenas dois minutos. Não aprecio a maneira como a série julga a face das pessoas, obtendo todas as respostas por meio de um simples gesto. E, dessa vez, o caso secundário da Dra. Gillian Foster se mostrou muito mais eficiente, quando ela teve que solucionar o assassinato de um bombeiro. Assim, a série chamou a atenção para dois temas bem atuais: preconceito e trote. Até que ponto as pessoas são capazes de chegar em função destes dois elementos? Não pretendo largar Lie To Me, porque acredito que ela está reservando algo interessante para mais adiante.

Cotação: ★★★☆☆


2×05 – Business as Usual: Flashpoint continua com o mesmo formato mas, por outro lado, tem criado novas maneiras de se contar cada estória. Como os episódios são isolados, não nos deparamos com nenhuma sequência que possa sustentar o programa. Aqui, a equipe da URE teve que lidar com dois casos num mesmo dia, mas ambos sendo interligados pelo desenrolar das hipotecas imobiliárias que resultaram na crise que vemos hoje. Um assunto atual e que colocou muita gente no “vermelho”. O desespero é muito bem representado, seja por um que acabou de perder a esposa e não vê mais sentido em viver, ou pelo outro que está ali para cobrar explicação e fazer vingança. As duas tramas foram bem conduzidas, diga-se de passagem, sem se entregar ao romantismo barat. O Sag. Gregory Parker e o Cap. Ed Lane tiveram que se desdobarem para resolver estes dois casos. A situação criada foi muito importante para também mostrar o lado das pessoas que perderam as suas casas por conta desta crise mundial. A URE esteve movimentada com o recrutamento já que Jules, que foi baleada no último episódio, continua se recuperando e ainda não sabe quando poderá voltar.

Cotação: ★★★½☆


1×03 - But Wait, There’s More: Trust Me apresentou mais um bom episódio. Até agora, eles estão conseguindo retratar alguns pontos bem interessantes da profissão do publicitário, mas também de tudo o que acontece nos bastidores. Mason, por exemplo, teve que lidar com a pressão de ter se tornado diretor de criação com a morte de Stu Hoffman, o que fez até com que Denise – major da agência – aparecesse para causar ainda mais pressão nas pessoas. Mas tenho gostado bastante é da Monica Potter. Por muito tempo fiquei com o seu personagem fixo na cabeça da série Boston Legal. Ela conseguiu se desvencilhar por completo, porque a Sarah, além de ser uma redatora, se utiliza dos prêmios que já venceu para conseguir status. Mas o que acho que poderá render muita coisa ainda nesta temporada, é a disputa pessoal entre Mason e Cochran.

Cotação: ★★★★☆


2×01 – A New Hope: Não se pode esperar muita coisa de uma série como Reaper. O propósito dela não é ter estórias complicadas, mas sim, apostar em um humor-negro que realmente funciona em detrimento do Sam ter tido sua alma vendida para o Diabo. É uma premissa meio louca, sei disso. Mas ela se torna até interessante pela execução, porque Reaper nos entrega personagens que são extremamente simpáticos. E acho que este foi um dos maiores fatores por ela ter sido renovada. O que se vê neste início é que eles já estão tomando um caminho para encerrar a série. Este episódio comprovou isso, com Sam tentando mesmo se livrar do Diabo de uma vez por todas. Mas quem roubou todas as cenas foi o Sock. O cara é engraçado demais. Normalmente digo que Sheldon e ele são os dois comediantes que de melhor a tevê possui atualmente. Ambos são bem distintos: enquanto um faz o papel babaca, o outro faz o nerd.

Cotação: ★★★☆☆


1×04 - Gray Hour: Finalmente um bom episódio, daqueles que fazem qualquer um voltar a se empolgar com a série. Mais uma vez, Dollhouse mostrou o quanto estas pessoas são vulneráveis. Já sabíamos disso porque, assim que as memórias são apagadas, é como se elas estivessem nascendo novamente. Para representar, Echo foi enviada para uma missão como Taffy, uma ladra inteligente e astuta, com o objetivo de roubar um quadro muito valioso para um dos clientes da companhia. No entanto, a sua memória apagou e todos suspeitam que Alpha ainda esteja vivo, por ele ser o único capaz de fazer tal coisa. O episódio seguiu de maneira intensa, porque se criou um drama muito forte. Acredito que é preciso ter mesmo esta calma que venho falando com a série. Ela tem uma premissa interessante mas, às vezes, a execução não é das melhores. Porém, não foi isso que se viu neste excelente episódio.

Cotação: ★★★★☆


2×17 – Ourselves Alone: Alguns podem não gostar destes episódios mais filosóficos. No entanto, eu os adoro. A série sempre acaba os executando com primazia. Sem mais uma vez apostar numa ação desenfreada, este capítulo serviu mais como uma forma de situar a estória, de amarrar alguns pontos que estavam soltos. O plano de Jesse e Riley, por exemplo, foi o que esteve em foco. Sempre achei que o motivo para Riley estar ali, era descentralizar a família Connor. O problema, para Jesse, foi que ela se apaixonou pelo rapaz e também viu em Jesse, que a ajudou a lhe dar uma vida muito melhor, que ela não estava sendo completamente sincera sobre os seus atos e sobre os planos que ela possuía. Isso gerou uma quebra de confiança que foi muito bem construída ao longo dos quarenta minutos. Também achei interessante a maneira como humanizaram a Cameron porque, por detrás de todo aquele metal, também há sobras para ser sentimental.

Cotação: ★★★★☆


1×08 – Abundance: Alice está grávida. Pelo menos, ela pensa que está. É o meu alter-ego favorito. Essa representação da típica dona-de-casa dos anos 50 é fascinante porque ela encontra um mundo completamente diferente que não é visto por Alice, mas apenas por aqueles que estão em torno dela. A sua gravidez é como a própria terapeuta explicou: o seu medo de perder o Max e a solidão de estar sempre se transformando, fez com que ela imaginasse um bebê e, em seguida, forjasse um aborto. Assim, o capítulo teve momentos engraçados – como era de se esperar quando Alice entra em cena – mas também contempla uma discussão importante que vem atormentando Max: a presença de um novo alter-ego. É possível que exista mesmo esse lado animalesco por parte de Tara?

Cotação: ★★★½☆


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Séries Em Foco - Parte II

90210, Dollhouse, Flashpoint, Reviews, Skins, Séries em Foco 1 Comentário »

Segunda parte da coluna e vou tomar este espaço apenas para fazer duas ressalvas: a primeira, o crossover de Private Practice está expresso no episódio “Acceptance” (2×15) e concluirei o mesmo na coluna da semana que vem, assim que eu ver também o capítulo de Grey’s Anatomy. Pensei em colocar tudo na mesma edição, mas não gostei do resultado porque pode criar alguma confusão para quem está lendo. Por essa razão, preferi dividir. Segundo, tem a estréia nesta coluna da série Dollhouse, criação de Joss Whedon (Buffy). Recheada de muita expectativa, é bom os fãs e sériemaníacos irem com um pouco mais de calma e ter paciência com o programa. A história não é lá muito confusa, mas a maneira como eles fizeram foi que complicou um pouco. No mais, tenham uma boa leitura!

1×01 – Ghost: Criada por Joss Whedon (Buffy), Dollhouse vem sido apontada como uma das promessas do canal FOX para este ano. Aqui, a série explora um programa chamado Dollhouse que cria diversas personalidades em um ser humano. Dessa maneira, conhecemos Echo/Caroline. Para que tudo as coisas funcionem, as memórias destas pessoas que estão inseridas no programa são completamente deletadas, criando espaço para que uma outra memória seja adicionada. Dessa maneira, eles conseguem resolver muitos crimes criando situações memoriais que possam se conectar ao caso. Foi assim que Echo conseguiu resolver o sequestro de uma garotinha a partir das lembranças de um outro alguém que também passou por aquilo quando era menor e, depois de algum tempo convivendo com o trauma, se suicidou. Além disso, existe um detetive que investiga este programa e não sei até que ponto ele possui ligação com Caroline, o nome que Echo possuía antes de entrar para o Dollhouse. O episódio foi bom, mas confesso que esperava muito mais da série. Claro, teremos que dar um pouco mais de tempo e ser paciente até ela nos situar. Por isso fico no aguardo dos próximos capítulos para tirar uma conclusão melhor.

Cotação: ★★★½☆


3×04 – Pandora: Se Skins porventura não tivesse esse foco de em cada episódio mostrar um personagem, provavelmente nunca conheceríamos de verdade a personalidade de Pandora. “Panda”, como ela é chamada pela mãe, é uma garota que tenta se sobressair e agradar sempre as suas amigas, Effy em particular. A sua maneira introspectiva de ser vem também da sua mãe, que se mostra uma pessoa bastante correta e dura mas, por outro lado, é uma mulher que faz sexo com o vizinho e ainda grava as cenas. Contudo, além de ter sido um episódio focado em Pandora, o que vimos também foi uma outra face de Effy. Estamos acostumados a vê-la sempre séria, como se ela fosse a dona da situação. No entanto, aqui ela despe-se desta segurança dando lugar a uma pessoa sensível, com sentimentos e arrasada pela recente separação dos pais. O episódio foi muito cuidadoso desta vez, diferentemente dos excessos que foram características dos anteriores. Até o próprio Cook se mostrou fora dos padrões que vinha atuando.

Cotação: ★★★★☆


2×04 – Between Heartbeats: Flashpoint voltou a empolgar com este excelente episodio. Bastante intenso e muito mais dramático que os anteriores, o caso aqui remeteu ao primeiro episódio da primeira temporada, quando Ed Lane teve que assassinar um homem para defender a vítima que ele estava ameaçando. A história voltou à tona e o seu filho quer vingança. Assim, a equipe fica completamente desorientada por se tratar de um caso completamente diferente daquilo que eles estão acostumados. Afinal, tudo fica mais díficil quando as coisas fogem para o lado pessoal. E neste episódio não foi diferente. Ed Lane viu Jules ser baleada por sua “culpa”, mas ele estava com as mãos atadas. Ao mesmo tempo em que precisava se preocupar em solucionar toda aquela situação, ele também tinha que assegurar que a sua família estava bem. E esse episódio serve para redefinir um pouco a série, fugir mais do casual e se transformar em algo mais perturbador, com mais suspense. Between Hearhbeats soube mesclar muito bem estes dois elementos em contraste com a dor e a vingança de um filho que não tinha nada a perder.

Cotação: ★★★★½


2×14 – The Good Wound: A pergunta de Felicia no último ato do episódio procede: “Sarah, até que ponto do que você me contou é verdade?” E confesso que eu me fiz o mesmo questionamento ao adentrar nas lembranças de Sarah que vieram com a bala alojada na sua perna, uma vez que este capítulo começou exatamente do ponto onde terminou o anterior e quando a série entrou em recesso. Não sei até onde Reese (“tio” de John) pode ser considerado como o seu pai, porque a história realmente mudou e agora tudo é possível. No mais, o episódio foi bastante morno. Apenas a sequência em que Weaver mata todos os trabalhadores do armazém de colton e o explode, dando a chance do espectador ver a sua verdadeira forma que, segundo pesquisas de John Henry, é completamente diferente do metal que é produzido com o colton. Aliás, o episódio seguiu até de maneira irônica. Ao dar muita liberdade a John Henry de usar a internet, ele acabou descobrindo coisas que não deveria. É o problema de você subestimar demais alguém.

Cotação: ★★★½☆


3×05 – Life Support: Juro, se os roteiristas tivessem coragem de matar Nicole neste episódio, eu simplesmente pararia de ver a série. Seria demais ver uma personagem tão importante para as respostas que este programa necessita, uma vez que ele já foi cancelado e não teremos uma nova temporada, ser morta de uma hora para outroa. Principalmente porque Kyle teria muito bem condições de salvá-la e isso foi algo que me irritou profundamente neste capítulo. Ele sempre faz coisas inacreditáveis, mas será que desprender Nicole do carro que sofrera acidente era tão difícil assim? E colocar uma pessoa grávida no meio desta trama para que Kyle tivesse o trabalho de fazer o parto realmente poderia fazer com que o estado de Nicole agravasse se ele não tivesse simplesmente salvado a sua “mãe” primeiro? Foi irritante tudo isso. E agora ele está novamente ligado à Latnok depois que Michael deu a fórmula de Adam Baylin para salvar Nicole. Esta é outra Companhia que precisa ser muito bem explicada, assim como tudo que a série procurou questionar até o momento. Só restam mais cinco episódios, vale ressaltar.

Cotação: ★★★☆☆


1×16 – Of Heartbreaks and Hotels: Dia dos Namorados! Valentine’s Day! Normalmente, os casais sempre esperam chegar está data apenas com a idéia de fazer algo perfeito. Mas é engraçado como sempre acontece algo de ruim nesta data. Parece que as pessoas se programam tanto que acabam se esquecendo que um namoro não é feito apenas por um dia, mas de todos os dias que você passa com o seu parceiro. Aqui em 90210 não poderia ser diferente. Alguns passaram sozinhos e sonhando em encontrar alguém; outros tiveram uma noite maravilhosa ao lado da pessoa que gostariam; casais que estavam se consolidando brigaram exatamente no Dia dos Namorados e agora possui um futuro incerto no relacionamento; alguns resolveram se entregar a um determinado amor mesmo sabendo das responsabilidades que poderão vir com ele. Os dramas estiveram bem desenvolvidos, apesar de eu não gostar desta caracterização que deram para Rhonda. Aliás, é impressionante como a Aimee Teegarden, em apenas algumas cenas, consegue ser muito mais convincente que a principal, Shenae Grimes. Mas isso não é nenhuma novidade.

Cotação: ★★★☆☆


2×15 – Acceptance: Episódio daqueles de fazer qualquer ser humano se emocionar. Com o crossover entre Private Practice e Grey’s Anatomy – que eu não assisto, infelizmente – este capítulo tomou dimensões muito maiores e acabou me conquistando com a outra trama paralela à principal. O que se passa na cabeça de um pai e uma mãe ao abandonar a sua filha? Simplesmente por não terem mais dinheiro para pagar a sua operação no joelho? Porque ela está dando muita despesa? Um filho deveria ser muito mais importante do que estes meros percalços e, quando você decide ser pai, tem que estar pronto para passar por cima de tudo isso. A cena em que Cooper fala com Peggy que ela está indo para uma Casa de Auxílios às Crianças Abandonadas pelos Pais, é simplesmente emocionante e toca qualquer um, principalmente na maneira como ela fala que gostaria apenas de ir para casa. Do outro lado, estava o problema médico que envolvia Archer. Eu ainda não tinha parado para pensar que havia um motivo por trás dele querer ficar perto da sua irmã. Ele já sabia que estava perto de morrer e por isso resolveu compensá-la. E o episódio seguinte é exatamente o crossover entre as duas séries, já que Archer foi transferido para o Seattle Grace.

Cotação: ★★★★★


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