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Cannes’10: Seleção Oficial do Festival

terça-feira, abril 20th, 2010

image Foram anunciados na quinta passada no Le Grand Hotel, em Paris, os nomes dos 16 filmes que competem à Palma de Ouro para a 63ª edição do Festival de Cannes, além dos selecionados para a mostra paralela Um Certo Olhar.

Entre os candidatos ao prêmio principal - um dos mais prestigiados do cinema mundial - estão "Biutiful", do cineasta e escritor mexicano Alejandro González Iñárritu, protagonizado por Javier Bardem, além de "Copie conforme", de Abbas Kiarostami, "Another year", de Mike Leigh, e "Outrage", de Takeshi Kitano. (Veja logo abaixo a lista completa).

Na mostra Um Certo Olhar, que também premia os melhores filmes, destacam-se novos filmes de dois diretores veteranos: "O estranho caso de Angélica", do português Manoel de Oliveira, e "Film socialisme", do francês Jean-Luc Godard.

O ator mexicano Diego Luna estreia na direção de longas-metragens com "Abel", que será exibido em sessão especial em Cannes.

Como já havia sido revelado anteriormente, "Robin Hood", de Ridley Scott, vai abrir o festival, que acontece entre 12 e 23 de maio de 2010, no balneário francês de Cannes.

Confira a seguir a lista de todos os selecionados:

Seleção oficial (em competição pela Palma de Ouro)

"Tournée", de Mathieu Amalric
"Des hommes et des dieux", Xavier Beauvois
"Hors la loi", de Rachid Bouchareb
"Biutiful", de Alejandro González Iñarritu
"Un homme que crie", de Mahamat-Saleh Haroun
"Housemaid", de Sangsoo Im
"Copie conforme", de Abbas Kiarostami
"Outrage", de Takeshi Kitano
"Poetry", de Chang-dong Lee
"Another year", de Mike Leigh
"Fair game", de Doug Liman
"You. My joy", de Sergei Loznitsa
"La nostra vita", de Daniele Luchetti
"Utomlyonnye solntsem 2′, de Nikita Mikhalov
"La princesse de montpensier", de Bertrand Tavernier
"Loong boonmee raleuk chaat", Apichatpong Weerasethakul

Mostra Um Certo Olhar

"Blue valentine", de Derek Cianfrance
"O estranho caso de Angélica", de Manoel de Oliveira
"Les amours imaginaires", de Xavier Dolan
"Los labios", de Ivan Fund e Santiago Loza
"Simon Werner a disparu", de Fabrice Gobert
"Film socialisme", de Jean-Luc Godard
"Unter die Stadt", de Christoph Hochhäusler
"Rebecca H. (Return to the dogs)", de Lodge Kerrigan
"Pál Adrienn", de Ágnes Kocsis
"Udaan", de Vikramaditya Motwane
"Marti, dupa craciun", de Radu Muntean
"Chatroom", de Hideo Nakata
"Aurora", de Cristi Puiu
"Ha ha ha", de Sangsoo Hong
"Life above all", de Oliver Schmitz
"Octubre", de Daniel Vega
"R U there", de David Verbeek
"Rizhao chongqing", de Xiaoshuai Wang

Fora de competição

"You will meet a tall dark stranger", de Woody Allen
"Tamara Drewe", de Stephen Frears
"Wall Street - Money never sleeps", de Oliver Stone

Sessões da meia-noite

"Kaboom", de Gregg Araki
"L’autre monde", de Gilles Marchand

Sessões especiais

"Inside job", de Charles Ferguson
"Over your cities grass will grow", de Sophie Fiennes
"Nostalgia de la luz", de Patricio Guzman
"Draquila - L’Italia che trema", de Sabina Guzzanti
"Chantrapas", de Otar Iosseliani
"Abel", de Diego Luna

Cannes’10: divulgado pôster do festival

segunda-feira, março 29th, 2010

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A atriz Juliette Binoche posa para o cartaz da 63a edição do Festival de Cannes, um dos mais importantes eventos do cinema mundial. A peça foi divulgada nesta segunda-feira (29) e é assinada pela fotógrafa francesa Brigitte Lacombe. O Festival de Cannes acontece entre 12 e 23 de maio de 2010.

O filme “Robin Hood” será o responsável pela abertura do Festival de Cannes. A produção da Universal Studios tem roteiro de Brian Helgeland e fala sobre o nascimento da história de Robin Hood. Quem interpretará o personagem principal na nova versão da lenda será Russel Crowe.

Ridley Scott, que tem 72 anos, já participou do festival francês outras duas vezes: com “Os Duelistas”, de 1977, e “Thelma & Louise”, em 1991. Em 15 de abril, será divulgada uma lista de 20 filmes que disputarão a Palma de Ouro na edição deste ano. O famoso cineasta Tim Burton (Alice) será o responsável por presidir o júri.

Sundance ‘10: confira os vencedores

domingo, janeiro 31st, 2010

O Festival de Sundance chegou ao fim, tendo mais uma edição dedicada especialmente à produção independente. A certeza que fica é que, mesmo com o fechamento da Miramax e com a falta de distribuição, enquanto o Sundance existir poderemos continuar imaginando que as produções deste gênero tenham espaço. Para tanto, é cada vez melhor acreditar que exista público para elas, como é possível ver na plateia lotada em Park City. Mais do que um mero texto onde apresento os vencedores, falo como um blogueiro que ama a produção independente e que, como qualquer um, fica esperando para que elas possam chegar aos nossos olhos. Existem grandes obras (como devem existir muitas ruins também), que precisam ser vistas por todos nós. São filmes que invocam estéticas cinematográficas de diretores que se preocupam em passar mensagens, em transmitir propósitos e, principalmente, que querem preencher o espaço da produção com a arte de continuar fazendo cinema com amor.

E, assim, sem mais delongas, confira os vencedores do Festival de Sundance 2010:

- Competitiva Internacional

Prêmio Especial do Júri para Documentário: “Enemies of the People”
Prêmio de Melhor Documentário Cinematográfico: "His & Hers”
Prêmio de Melhor Edição em Documentário: “A Film Unfinishied”
Prêmio de Melhor Direção em Documentário: Christian Frei, por “Space Tourists”
Prêmio do Grande Júri para Documentário: “The Red Chapel”
Prêmio Especial do Júro para Melhor Atuação: Tatiana Maslany, por “Grown Up Movie Star”
Prêmio de Melhor Filme Dramático: “The Man Next Door”
Prêmio de Melhor Roteiro: “Southern District”, por Juan Carlos Valdivia
Prêmio de Melhor Direção: “Southern District”
Prêmio do Júri para Melhor Filme Internacional de Ficção: “It’s Animal Kingdom”
Prêmio de Melhor Apresentação pelo Youtube: “Homewrecker”
Prêmio da Audiência de Melhor Documentário: “Waste Land”

- Competitiva Americana

Prêmio Honda de Audiência de Documentário: “Waiting for Superman”
Prêmio Honda de Audiência de Drama: “Happythankyoumoreplease”
Prêmio da Audiência de Melhor Drama: “Contracorriente”
Prêmio Especial do Júri para Documentário: “GasLand”
Prêmio Especial do Júri para Drama: “Sympathy for Delicious”
Prêmio de Excelência em Documentário: “The Oath”
Prêmio de Excelência em Drama: “Obeslidia”
Prêmio de Melhor Edição em Documentário: Penelope Falk, por “Joan Rivers: A Piece of Work” 
Prêmio de Roteiro Waldo Salt: Debra Granik and Anne Rosellini, por “Winter’s Bone”
Prêmio de Melhor Direção em Documentário: Leon Gash, por “Smash His Camera”
Prêmio de Melhor Direção em Drama: Eric Mendelsohn’s, por “3 Backyards”
Prêmio do Grande Júri para Documentário: “Restrepo”
Prêmio do Grande Júri para Drama: “Winter’s Bone”

Sundance ‘10: a premiere de “The Runaways”

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

A história do filme é sobre a banda The Runaways, centrada em especial nas integrantes Joan Jett e Cherie Currie. O grupo alcançou imenso reconhecimento como a primeira banda de sucesso de rock formada apenas por mulheres, na década de 70. Além de Jett e Currie, Runaways contava com a baterista Sandy West, a guitarrista Lita Ford e a baixista Jackie Fox. A banda permaneceu unida durante quatro anos, terminado em função de problemas com dinheiro e empresários. Escrito e dirigido por Floria Sigismondi, o filme será lançado dia 19 de março de 2010 nos Estados Unidos. No Brasil, ainda não há data prevista, mas já se sabe que o filme será distribuido pela Paris Filmes.

Críticas da ex-guitarrista
Em entrevista ao site da Rolling Stone EUA, Lita Ford, ex-guitarrista do The Runaways, criticou a produção da cinebiografia sobre a banda. Prestes a lançar Wicked Wonderland, primeiro álbum de estúdio desde 1995, Ford contou que não irá se envolver com o longa.

“Só quero que as pessoas saibam que não tenho nada a ver com o esse filme”, disse. “O agente de Joan [Jett] ofereceu alguns milhares de dólares para comprar os direitos sobre minha história de vida. Achei isso nojento - nunca respondi de volta.”

Apesar de não ter problemas pessoais com Joan Jett, Ford apontou o agente como o responsável por uma “guerra” entra as duas, o que viria acontecendo desde 1985. “Até agora, mantive a boca calada e não sei como alguém como ele passa tanto tempo tentando destruir a carreira de outra pessoa”, explicou. “Joan e eu não fizemos nada para machucar uma a outra. Sempre amei Joan. Não sei qual é o problema dele.”

- Confira algumas fotos da premiére e da coletiva de imprensa

Kristen Stewart interpreta Joan Jett

Joan Jett: a própria também estava em Sundance

Direção do filme ficou a cargo de Floria Sigismondi

Kristen Stewart participou de uma entrevista coletiva

Atriz respondeu sobre “The Runaways” e “Welcome to The Rileys

“The Runaways” chega em março nos Estados Unidos

- Confira o trailer do filme

Sundance ‘10: o destino de Pablo Escobar

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

Um impressionante documentário apresentado neste sábado no Festival de Cinema de Sundance, em Park City (Utah, EUA), conta a história do único filho do traficante colombiano Pablo Escobar, que decidiu viajar à Colômbia para se reconciliar com as vítimas de seu pai.

A produção do argentino Nicolas Entel, de 34 anos, revela pela primeira vez o testemunho de Sebastian Marroqui, que junto com sua mãe decidiu romper com o passado, mudar de nome e de país: os dois moram na Argentina desde a morte de Escobar, assassinado pela polícia em 1993.

“Um amigo produtor, na Colômbia, sugeriu que eu fizesse um documentário sobre Pablo Escobar”, contou à AFP Nicolas Entel, cujo filme, entitulado “Pecados de mi padre” (”Os pecados do meu pai”, numa tradução livre), participa da competição oficial do festival de Sundance, que termina em 31 de janeiro.

“Eu queria fazer algo novo, com um ponto de vista diferente, e tive a ideia de contar a história através de seu único filho”, explicou.

“Depois disso, passei seis meses tentando convencê-lo, para que se animasse a participar do projeto. Ele já havia recusado mais de 50 propostas, entre elas Hollywood. Em grande medida ele as recusou porque eram tentativas de explorar o nome de Pablo Escobar, dar glamour ao estilo de vida do gângster”, estimou Entel.

Sebastian Marroquin, nascido Juan Pablo Escobar, é um homem na casa dos 30 anos, pacífico, de voz serena e olhar triste. Se mostra surpreendentemente tranquilo apesar de seu conflito interior, entre o amor filial por um pai que adorava e a rejeição ao monstro que causou a morte de milhares de pessoas. Segundo o cineasta, ele sente tristeza porque “sabe que perdeu o direito de se expreesar”.

“Darei um exemplo bobo. Se você faz algo muito ruim e eu digo (…) ‘vou te matar’, você sabe que eu não vou te matar, que estou falando no sentido figurado. Se ele diz algo assim e tiram isso de contexto, no dia seguinte estará na capa de todos os jornais que o filho de Pablo Escobar ameaçou alguém de morte”, disse.

No filme, Sebastian Marroquin comenta as principais fases da vida de seu pai, mas a história gira na verdade em torno de seus esforços de reconciliação com os filhos de Rodrigo Lara Bonilla, ex-ministro da Justiça colombiano, e de Luis Carlos Galán, ex-candidato à presidência da Colômbia, ambos mortos por seu pai. A ideia de reunir os filhos de Bonilla e Galán veio do próprio Entel, e acabou aceita por Sebastian Marroquin.

“No começo eu tinha este sonho. Era um sonho, um disparate impossível. Para que o encontro acontecesse, um monte de gestos precisaram ser feitos no mundo real”, contou o cineasta argentino. A reunião, que aconteceu em solo colombiano, é um dos pontos altos do documentário.

“O ‘establishment’ colombiano se assustou e começou a nos criticar. E isso porque as conexões entre Pablo Escobar e o ‘establishment’ colombiano, os políticos, os empresários, os meios de comunicação, nunca foram devidamente investigadas. Então tem gente muito poderosa na Colômbia que não quer uma discussão séria sobre Pablo Escobar ainda”, explicou Entel.