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Uma pequena homenagem ao Teleséries

sexta-feira, agosto 13th, 2010

teleséries

Nós colaboradores do site sabemos que é um choque imaginar uma pausa em nosso site preferido, mas entendemos os motivos do Paulo de nos sugerir isso e, mais que tudo, entendemos que é preciso um retorno com mais energia e garra.
Pouco antes do site fazer 07 anos, nós nos juntamos e escrevemos um texto para o Paulo que tenta demonstrar o quanto amamos o site e do quanto ele também é importante para nós. Com  pausa no site, resolvemos prestar essa homenagem de forma pública, levando o texto aos blogs pessoais dos colaboradores, de maneira que vocês possam ter a certeza de que faremos de tudo para que, em setembro, vocês só tenham motivos para comemorar:

Ale Rocha (www.poltrona.tv/)
Anderson e Juliano (www.seriemaniacos.com.br)
Mica (http://esperandooesperado.wordpress.com/...
Simone Miletic (
http://soseriadosdetv.com)
Vinícius Silva (http://www.sobaminhalente.com)

“Quem passar os olhos rapidamente para todos os textos dessa coluna vai ver histórias muito semelhantes: na ânsia por mais informações sobre seriados de TV cada um de nós foi achando o Teleséries de maneiras diversas; seja a convite do Paulo Antunes, seja porque fomos “bicões” – eu entre estes – acabamos nos tornando responsáveis por uma coluna, por um ou vários textos. 

Isso pode parecer estranho hoje, quando notícias sobre seriados que nem estrearam por aqui são tão comuns, com todo mundo baixando seus episódios preferidos, mas quando boa parte de nós chegou aqui, nada disso existia e olha que nem faz tanto tempo assim. Muitos não tínhamos com quem falar sobre sua paixão, outros eram considerados parcialmente loucos por causa de seu vício em televisão.

A paixão do Antunes e seu apoio talvez tenha sido o ponta-pé necessário para que boa parte criasse coragem de criar seu próprio espaço e criar outros blogs. Então, se hoje vocês podem ler uma notícia em diversos blogs, de maneira cada vez mais rápida, acredito que podem, em parte, agradecer a ele. 

Acho que, para todos nós que contribuímos para o site, assim como muita gente que apenas passa por aqui, lê sobre seu seriado favorito, comenta sobre algo que gostou, o Teleséries tem jeito de ponto de encontro.

É o nosso Central Perk. Onde o lugar no sofá está garantido e podemos falar de coisas importantes ou nem tanto, nos sentirmos entre amigos. E, quando falamos com nossos amigos, o assunto pode até não ser a última novidade, pode não ser a primeira vez em que você ouve tal história, mas é o fato de você compartilhar esse algo, de você ouvir uma opinião diferente, que torna a experiência mais enriquecedora, melhor se for sobre algo de que realmente gostamos.

Por ser tudo isso é que os colaboradores do Teleséries resolveram se unir e fazer uma pequena homenagem ao site e enviamos o apanhados de textos abaixos para seu criador quando o site completou 07 anos. Agora decidimos tornar essa homenagem pública, para que vocês saibam como nos sentimos em relação ao site e, mais que tudo, saibam que estamos tão ou mais ansiosos que vocês pela nossa volta das férias. “
(Simone Miletic)

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”Outro dia estava conversando com uma grande amiga, não lembro exatamente qual era o tema, mas era sobre um evento que ocorreu no ano 2000, e ela dizia não lembrar direito e eu perguntava “como assim você não lembra?” e ela me respondeu “Fiaes, na época eu só tinha 10 anos”.

O curioso é que essa conversa foi ano passado e eu ainda me via com 15 anos, como se os anos não tivessem passado pra mim, mas desde que ela me falou isto, eu enxerguei algumas coisas como, por exemplo, o fato de Petkovic, no meu tempo, ser o craque do Flamengo e o Adriano ser xingado por ser jogador de outro time. Hoje Adriano se tornou o imperador e Pet é uma incógnita para o time e para todos em geral.
No meu tempo Dawson’s Creek era o melhor retrato já visto sobre o que é ser um adolescente, onde tudo nessa fase é exagerado. Hoje em dia parece que ser adolescente é expor alguém ao ridículo, simplesmente porque você pode e tem uma conexão de internet rápida.

Um pouco depois de 2000 eu conheci o Teleséries e lembro que foram dias de busca no “Cadê” - eu acho que ainda não existia o Google ou, se existia, eu não conhecia. Lembro que procurava notícias sobre Barrados no Baile porque, naquela época, eu só conhecia Barrados no Baile e Plantão Médico, que foram as séries que se destacaram na TV Globo dos anos 90.

Lembro que quando encontrei o Teleséries, ou melhor dizendo, lembro que depois de não sei quantos meses navegando no Teleséries, os tópicos do site ainda eram os mesmos, incluindo o especial Barrados no Baile que me levou a conhecer o site.
Eu me lembro dos textos que lia no site e aquilo me tocava porque parecia que havia encontrado um semelhante, muitas vezes pensando da mesma forma que eu. Lembro que tinha uma seção que era atualizada de tempos em tempos chamada de Spoiler Zone. Eu odiava este cara que escrevia esta seção, um tal Pedro Beck, odiava porque os textos dele eram incríveis e eu acabava me pegando lendo spoilers, sendo que eu já odiava spoilers ao ponto de não ler o resumo da semana de Malhação.

Hoje em dia, quando leio que o “Teleséries já foi melhor” ou “que o site não é mais o mesmo” eu simplesmente não consigo entender. Esse site cresceu por causa de uma paixão de um cara que acabou contagiando cada vez mais pessoas que tinham esta mesma paixão que ele e, se antes o site tinha apenas um espaço pra comentarmos sobre tudo, agora podemos, ao fim de cada texto, opinar sobre o assunto em questão.

Além disso, o site nunca fez média com alguém, quando o editor do site rasgava elogios a The West Wing, ninguém mais escutava porque ainda éramos jovens demais pra entender aquela série. E quando todos rasgaram elogios a Studio 60, o editor do site viu ali um rascunho do que The West Wing tinha sido.

Realmente o tempo mudou, hoje em dia é normal dizer no twitter quem vai retornar ou morrer em Lost, é fácil colocar em seu blog posts cujos títulos são spoilers, atraindo uma multidão de pessoas ou revoltadas por terem lido a notícia sem querer ou chateadas porque apenas foi uma repetição de uma mesma notícia incompleta e mal traduzida já publicada em outros blogs, quase sempre sem revelar a fonte ou dar o devido crédito.

Sim, isso tudo é normal, mas o fato é que não tenho mais 10 anos e, talvez por isso, ainda acho o Teleséries um passo a frente de tudo que já vi a respeito de séries aqui no país. Vida longa ao Teleséries!” (Paulo Fiaes)

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”O Teleséries foi uma das minhas primeiras fontes de informação, lá nos idos de 2006, quando criei o Poltrona. Meses depois, Paulo Antunes me convidou para ser colaborador e confiou a mim a posição de seu representante em uma coletiva do Warner Channel. Ou seja, ele foi a primeira pessoa que acreditou em meu trabalho e me deu espaço de verdade. Portanto, culpem Paulo Antunes. Foi ele o responsável pelo Poltrona alçar seu primeiro vôo.

Três anos se passaram. Parece pouco, mas é uma longa e árdua caminhada para quem tenta ser profissional em um mercado amador. Manter um blog sobre televisão - e ainda por cima especializado em séries - não é tarefa fácil. Não há anunciantes. São raros os canais abertos e pagos que atendem aos blogs de maneira satisfatória. Muitos sonegam informação! O que se vê são blogs persistindo na base da paixão.

E Paulo Antunes é um apaixonado. Acredita no que faz. Busca sempre a excelência nas informações que publica, nos reviews que edita. Briga por qualidade, criticando os canais que dublam sua programação sem aviso prévio ou que mudam as séries de horário sem dar satisfação aos assinantes.”

Vida longa ao Teleséries! (Alê Rocha)

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”Conheci o Teleséries em meados de 2004. Eu era um novato no universo da TV paga e fiquei completamente encantado com o que ela tinha a oferecer. A TV aberta parecia uma grande piada de mau gosto diante daquilo (e ainda parece, não é verdade?). Logo fiquei antenado e viciado. Desesperado por mais informações acerca daquele mundo fascinante recém descoberto, eu me deparei com este site por pura sorte - ou seria destino? - e nesses mais de cinco anos não houve uma semana sequer em que eu tenha deixado de visitá-lo, inclusive diariamente. Foi aqui que aprendi coisas como o que era uma temporada, renovação, hiato, cancelamento…

Fiquei por dentro das novidades, anualmente votei com empolgação no ‘Prêmio Teleséries’ e esperei ansioso pelos comentários acerca de minhas séries favoritas: tudo feito com carinho e conteúdo classe A.

O tempo foi passando e o Teleséries cresceu, ficou interativo e ainda mais pessoal (os comentários nem sempre existiram, novatos. Vocês são privilegiados por poder falar com esses caras quando quiserem). A essa altura eu já havia consumido todo tipo de narrativa serial e a paixão por ela só continuava a crescer, assim como o nível de devoção e admiração pelo site.

Hoje, além de colaborador, tenho o imenso prazer de dialogar de forma ainda mais próxima com os demais responsáveis pelo Teleséries e com seu idealizador e editor, Paulo Antunes, que - mesmo em tempos difíceis - fez e ainda faz a alegria de todo serie maníaco que se preze.” (Ângelo Romão)

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”Não sei ao certo como fui parar no Teleséries. Minha cabeça era outra, o site era outro, as séries no ar eram outras - poxa, acho até que a década era outra, hehe. Coloca chão aí. Mas o Teleséries era e ainda é, em minha opinião, o melhor site voltado para seriados no país - razão suficiente para me ter como leitor, admirador e colaborador praticamente desde seu surgimento.

Através da Spoiler Zone ensinei um monte e aprendi mais ainda como crítico. Ensinei e aprendi mais ainda sobre TV. E por último, mas não menos importante, ensinei e aprendi mais ainda sobre amizade e respeito.

Sempre há o site da moda, mas todos vem e vão enquanto o Teleséries fica. Ano após ano, ainda mais forte. A recente parceria com o UOL, é prova ‘URLística’ disso. Independente do formato, da periodicidade e da URL, vida longa a um dos redutos mais respeitados pelos fãs e pelos críticos de TV no Brasil.

Ao Paulo, a todos os colaboradores e a todos os leitores, obrigado e parabéns!
Pedro Beck, sempre com muito orgulho de ser membro desta equipe.” (Pedro Beck)

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”Conheci o Teleséries em 2005, quando comecei a assistir The O.C. - por sinal, a primeira série que acompanhei inteira. Estava no segundo ano do Ensino Médio e não sabia que existia um lugar para debater sobre seriados de TV. Procurei diversos sites sobre televisão e acabei encontrando um excelente. 

Ficou claro que o Teleséries era o que tinha a melhor linha editorial, reviews interessantes e uma cobertura eficiente. Em 2006, prestei vestibular para Cinema na USP e vi no site um excelente estágio. Tomei coragem e escrevi um email para o Paulo Antunes pedindo uma oportunidade. Ele me pediu um texto sobre a entrada do Liev Schreiber - como Michael Keppler, porque o Grissom ia ficar um tempo fora de CSI.

Demorei quase um mês para escrever o texto de tão nervoso que estava. Nem sei quantas vezes revisei aquela matéria, pensando que se não estivesse perfeito, seria recusado. Quando finalmente enviei para o Paulo, ele até tinha esquecido de mim. Mas, tudo correu bem e assim entrei para a equipeteleseries.

O tempo passou e hoje estou no terceiro ano da faculdade de Jornalismo. Posso dizer que o Teleséries tem grande parte da responsabilidade por eu ter escolhido mudar de carreira - e isso é muito bom, porque acabei descobrindo uma área fantástica, que gosto muito. Enfim, o Teleséries me ajudou a encontrar a profissão que pretendo seguir até o fim da vida.

Para mim, não existe outro site em que os fãs de séries possam discutir, debater e encontrar sempre alguém para tirar suas dúvidas sobre séries. Bom, pelo menos nenhum outro lugar que eu queira ir. Trabalhar no Teleséries é uma experiência sensacional e muito divertida, porque sempre tem alguém para contrariar tudo que você diz - e isso é muito bom, te inspira a tentar se tornar cada vez melhor.” (Gabriel Bonis)

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”Quando pequeno adorava séries e, por algum motivo, ler sobre séries. Vieram os estudos e o trabalho e me afastei deste mundo. Em 2004 me aposentei e procurei um hobbie que me ocupasse. Comecei a ver séries e me apaixonei (viciei) novamente.

Em 1º. De setembro de 2004 o USA Channel vira UNIVERSAL e estréia MONK. Este foi o dia da minha virada. Como comecei a ver cerca de 70 episódios por semana precisava me organizar e além de ver seriados entendê-los. Assim comecei a saga de ler blogs e sites. Nesta aventura descobri o Teleséries e em especial a coluna Destaques do Dia, aonde ficava sabendo o que era reprise e o que era inédito e podia decidir o que ver e gravar. 

O aspecto especial  de colaboração do site Teleséries é o que o torna único. Paulo Antunes sabe escutar e em especial acolher pessoas que colaboram e com isto criar um site único no mundo de séries.” (Marcos Clayton)

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”Em agosto o Teleséries completará sete anos de vida, o que parece mentira, já que eu não consigo lembrar-me da uma época sem o site. É como se ele sempre tivesse existido. Não lembro sequer como eu cheguei aqui pela primeira vez.  Entretanto eu lembro o que me fez segui-lo diariamente: Battlestar Galactica. Ou melhor, uma amiga com quem eu conversava sobre a série por e-mail ou em Fóruns e que sempre mencionava o site.

Quando percebi, eu já o freqüentava assiduamente e o venho fazendo desde então. Acho que o único período em que não fui tão regular foi quando mudei de cidade e fiquei sem internet por um longo ano, e mesmo assim sempre que tinha a oportunidade de fugir para o Centro Cultural ou alguma lanhouse da vida eu o acessava.

O site sempre foi, para mim, mais do que um lugar de notícias, embora eu goste da forma como elas são expostas por aqui. Tenho um carinho especial pela redação do Paulo Antunes, seja em seus textos opinativos seja nos informativos.

Mas minha admiração maior é pela forma como ele soube juntar colaboradores (e me sinto honrada em ser uma entre eles) e ainda assim manter o Teleséries com a sua cara. E não importa quantos outros sites eu possa freqüentar hoje ou amanhã, ainda assim é aqui que eu volto todos os dias, porque é aqui que eu posso me expressar, encontrar amigos que fiz totalmente sem esperar, e principalmente posso ler e falar sobre um sem número de séries, muitas das quais eu jamais assistiria se não fosse ter uma notinha ou uma resenha por aqui.

Enfim, para mim o Teleséries é mais do que apenas um site de seriados, é tão familiar quanto a minha casa. O que mais eu posso pedir?!” (Mica)

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”Eu não sei exatamente quando cheguei ao Teleséries, mas lembro que eu não agüentava mais a falta de informação do Séries Online, que era o local aonde eu checava o horário de programação. No início o Teleseries era apenas para conseguir saber exatamente a hora que cada programa iria passar e assim poder programar meu vídeo-cassete para não perder minhas séries prediletas enquanto estava na faculdade.

Depois, com o tempo, passei a ler as reviews e achei interessante o fato do site trazer mais de uma ‘voz’. Eu muitas vezes não concordava com algumas questões, ou não entendia certas paixões, mas gostava de ler o que era escrito.

Nunca iria imaginar que um dia iria colaborar com o site e muito menos acabar colaborando em uma entrevista. E estou adorando cada vez mais a experiência. Não vou entrar na questão pessoal porque o site acabou indiretamente trazendo mais coisas para minha vida que eu sequer poderia sonhar. O fato é: o Teleséries é mais que um site de notícias, o Teleséries é um site de discussões aonde nem todos gostam da mesma coisa, mas dentro das implicâncias normais entre fãs, há um respeito mútuo. E isso é o mais importante.” (Tati Leite)

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”Na época em que fui convidada a escrever para o Teleséries, eu nem era uma série maníaca. Amava cinema e queria fazer cinema, e passava horas em um fórum sobre cinema também freqüentado por Cavalca, Anderson Vidoni e Eric Fernandes. Com o tempo, passei a ver séries na TV a cabo e conheci Alias, que foi a série que me levou ao Teleséries pela primeira vez. E com meus comentários acalorados sobre a saga de Sydney Bristow, veio o convite para tentar escrever sobre uma série policial, gênero que estava em falta no site.

O texto foi aceito e além de me envolver cada vez mais com todo o universo da série que me cabia, CSI, me envolvi com várias outras séries. Virei fã de carteirinha e assistir séries passou a não mais ser suficiente. Era preciso conversar sobre elas, conhecê-las a fundo, discutir o que nos era passado nas entrelinhas. E para isso, o Teleséries era o melhor lugar e a equipe Teleséries tinha as melhores pessoas que poderiam me cercar.
E é essa mesma equipe que serve como apoio indispensável a qualquer um que se disponha a expor sua opinião na Internet. Cada texto publicado é uma possibilidade para discussões extremamente interessantes e potenciais insultos, provocações e brigas.

Ás vezes nos desanimamos em continuar e sentimos que todo nosso esforço para entregar textos de qualidade profissional é em vão, porque as pessoas mal conseguem interpretar o que lêem. Mas, então, vem o apoio. Do editor, da própria equipe, de outros leitores. E faz tudo valer à pena. E é por isso que o Teleséries é diferente. Porque a nossa paixão faz a nossa união, e cria um espaço onde não só para se opinar, mas também para ser compreendido e compreender o outro.” (Thaís Afonso)

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”O Teleséries está prestes a completar sete anos. Isso é muito tempo. Já vimos vários ótimos seriados serem cancelados antes de, digamos, seis temporadas, e quando o site estreou a ABC ainda não tinha lançado sua trinca Grey’s Anatomy, Lost e Desperate Housewives. Mesmo assim, pra mim, não parece tanto tempo assim. Parece que foi ontem.

Honestamente, não me lembro de como entrei no site pela primeira vez, que na época era bastante diferente e tinha pouco mais de dois anos de existência. Mas lembro de meu primeiro e-mail que enviei ao Teleséries: meio que de bicão, mandei em 2004 um piloto de review e um pedido pra ser colaborador de ER. Respeitosamente fui atendido por Paulo Antunes e sigo atualmente na quinta temporada dessa série, além de participação em alguns textos… Algo que me ajudou muito.

Faço jornalismo há exatos dois anos e garanto que a influencia de meu tempo no site ajudou nisso. Quando entrei no site, haviam os ótimos review de The West Wing (pena eu não acompanhar a série na época), as ricas Spoiler Zones de Pedro Beck (foi lá que pela primeira vez ouvi falar de Prison Break, que acabou nessa temporada) e a participação cada vez mais crescente dos internautas e uma equipe de colaboradores que crescia cada vez mais com o passar do tempo.

Acreditem ou não, conversamos diversas vezes sobre nossas pautas, os assuntos a serem levados ao ar e, em meu caso em particular, sempre tinha um feedback do Paulo sobre como iniciar uma matéria com o lead (algo que só fui ver na faculdade esse semestre), resumos e cortes de textos. Tem sido uma ótima experiência. E muito divertida.

Sei pode soar falso a própria equipe chegar e narrar suas experiências do local de "trabalho", mas fica difícil não elogiar em demasia algo que realmente merece. E só pra registrar: entro no Teleséries todo santo dia sabendo que teremos boas discussões com os internautas sobre as séries que amamos (ou odiamos). Mais do que notícias recentes que todos podemos encontrar no E!, Ausiello ou Twitters da vida, em nenhum lugar podemos falar de fã pra fã sobre o andamento de um seriado, ou mesmo assuntos mais importantes e abordados sempre de maneira inteligente nos editoriais do Teleséries (um verdadeiro diferencial do site).

E é isso. Mesmo que de maneira simplória, meio que cresci profissionalmente com o site, fui brindado com a oportunidade de conversar sobre as séries que amo (e odeio) e mesmo com a fase atual que vivemos em relação à manutenção de blogs (a cada ano, parece que perdemos um site que fala de seriados) espero que o Teleséries se mantenha por muitos anos a fio. Algo difícil de não acontecer graças aos diferenciais do site.” (Thiago Sampaio)

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”Ah! Eu sou privilegiada por fazer parte deste time, nisso não há dúvida. O site é um sobrevivente numa era em que notícia fica velha rapidamente e é extremamente árduo o trabalho de manter um weblog.

Fui recebida de braços abertos pelos meus colegas e, em pouco tempo, pude notar que a equipe é uma família. E gente, essa família é movida pelo prazer e pela satisfação de interagir com você, leitor, sobre o universo das séries; não há profissionais recebendo para escrever, eu pelo menos não sou profissional, nem ao menos jornalista, uma estudante de Direito que também se interessa em seriados de TV.
Por tudo isso é preciso ressaltar a grande importância do mentor desse trabalho. Foi ele quem abriu espaço para mim, assim como para os outros, e é ele quem nos orienta para crescer a cada review.

Não é bajulação, é simplesmente fato que Paulo Serpa Antunes é o homem por trás disso tudo. Não consigo enxergar o site sem ele, sem a sua orientação, disponibilidade, paciência e vontade de fazer um trabalho melhor todos os dias. Tanto como profissional e como pessoa não vejo palavras para descrevê-lo. Educado, simples e apaixonado pelo que faz só pra começar. A ele o meu muito obrigada. Aos meus colegas, parabéns pelo bom trabalho, que possamos melhorar a cada dia e que o site, o meu querido Teleséries, tenha vida longa!!” (Lara Lima)

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“Eu assistia um monte de séries, do tipo de ver todo o horário do primetime e deixar o vídeo gravando de madrugada o que eu não conseguia ver. Mas eu era um solitário, ninguém mais que eu conhecia gostava de seriados. Eis que decidi buscar na internet pessoas com essa mesma paixão que eu. Porém a busca se mostrou mais difícil do que eu imaginava. Mas eu encontrei algo, era praticamente a única página dedicada a séries que aparecia na busca: SériesOnLine, do Terra. Porém, aquilo era um ambiente sem vida, me perguntava “Será que tem mesmo um ser humano escrevendo nesse site ai? Não seriam robôs programados para soltar notícias de vez em quando?”. Mas lembro que no fórum desse site eu vi alguém postar o link do Teleséries.

Chegando lá/aqui, eu encontrei pessoas de verdade, sentia paixão no que lia. Eram pessoas que gostavam de séries tanto quanto eu. O blog nem tinha essa cara de hoje, mas como perder os reviews do Marquinhos e do Thiago. As opiniões do Paulo. A Spoiler Zone do Beck… Lembro que demorei a deixar um comentário, tinha um certo receio e etc. E até hoje não sei qual foi meu primeiro comentário, se foi seguindo um coro de “Morra Lana, morra!” que alguém puxou num texto do Antunes sobre Smallville ou se foi um comentário totalmente espontâneo que fiz na SZ logo após assistir a season finale da primeira temporada de Verônica Mars, agradecendo ao Beck por tê-la indicado.

Ler todos os dias esses textos feitos na base da vontade e paixão, foi o que me motivou a escrever e tentar me tornar um colaborador do site. Fiz um texto, enviei para o Paulo e depois de algumas conversas, me tornei parte dessa família que é o Teleséries. Conheci grandes pessoas e amigos no contato direto pelo site, seja nos comentários ou no contato com quem lê os textos. Eu conheci o Eric aqui.

Acredito que a maioria de quem entra no Teleséries, compartilha um pouco dessa minha história e/ou a dos outros que deram seu depoimento aqui. O site fez e faz parte de nossas vidas e ele não seria tudo isso se não fosse por uma pessoa. Não estaria ainda no ar se não fosse por todo esforço dele. O senhor Paulo Antunes. E essa é minha contribuição nessa homenagem a criador e criatura.” (Anderson Vidoni)

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”Para qualquer pessoa que se arrisca em abrir um blog (ou um site) na internet, deve saber o quanto é difícil trabalhar para conseguir manter - não somente a qualidade dos textos, mas também a sua periodicidade.

Tem exatos três anos que escrevo para o Teleséries. Minha primeira resenha (me recordo muito bem), foi logo quando a segunda temporada de Friday Night Lights estreou no canal Sony. A partir daí, escrevi alguns textos sobre episódios de One Tree Hill, sobre Skins, In Treatment e outros programas. As resenhas de Heroes, apesar de não ser a minha série favorita, talvez tenham sido as mais importantes. Fiquei nervoso quando aceitei escrever sobre a série, confesso.

Além de ter começado a escrever para um site com uma grande importância para a internet, foi o Teleséries que me abriu outras portas para publicar os meus textos. Sem contar das boas amizades que foram formadas, aprendendo a cada dia com pessoas que já acompanhavam este mundo das séries há mais tempo.

Como, então, lidar com isso? E essa é uma pergunta que faço para mim mesmo, pois também tenho um blog para ser atualizado. Como manter a vontade e a intensidade de continuar postando textos? Como bem escreve o editor do Teleséries, Paulo Antunes, tudo tem que ser feito com amor e não apenas por obrigação. Nada que é feito dessa forma sai bem feito ou sai da maneira como gostaríamos. É exatamente este amor que mantém o blog e, tenho certeza, será ele vai manter o Teleséries após a pausa!” (Vinícius Silva)

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Por que precisamos da crítica?

quinta-feira, julho 22nd, 2010

http://discretoblog.files.wordpress.com/2009/09/critico.jpgEu já perdi a conta de quantos textos eu escrevi relatando sobre “o papel da crítica” ou sobre “o que é ser crítico”. Confesso que não sou a pessoa mais indicada para incrementar este debate pois existem, no mercado e no mundo, profissionais muito mais competentes. Enquanto sou, apenas, um mero estudante que ainda está desenvolvendo esta prática.

Eu tenho muitos amigos que me criticam por eu gostar da crítica cinematográfica - e cultural - além de pensar nisso como uma carreira que pretendo seguir por toda a minha vida. Alguns falam que sou do “contra” apenas para fingir que sou intelectual. E essa parece ser uma opinião cada vez maior no meio das pessoas em que convivo.

É realmente muita pretensão para um pessoa criticar o trabalho do artístico do outro. E não é exatamente dessa forma que as coisas se dão. Eu estava lendo o blog Diário de Bordo, mantido por Pablo Villaça, crítico e editor do Cinema em Cena, e me deparei com este texto, reproduzido logo abaixo, de autoria do crítico canadense Geoff Pevere.

Segundo a tradução feita pelo próprio Pablo Villaça, o texto fala sobre estas reações viscerais e enérgicas do público em relação ás críticas, principalmente quando elas são negativas. Pense nos fãs de Crepúsculo, por exemplo. Ao lerem o texto de algum crítico falando mal da obra que eles tanto amam, as reações são as piores possíveis. Estes fãs começam a se organizar em comunidades para xingar o escritor, além de aproveitar para dizer que ele não tem embasamento para escrever aquilo, ou seja, uma guerra se inicia.

Leiam os trechos traduzidos por Pablo Villaça abaixo. O texto na íntegra pode ser lido aqui.

“O CRÍTICO ESSENCIAL (E POR QUE PRECISAMOS DELES)

(…) A crítica boa e legítima vem se tornando cada vez menos apreciada nos dias de hoje.

Quando penso em crítica, não estou buscando uma reafirmação de minha opinião - estou buscando algo que me faça pensar diferente. Ver algo sob uma nova luz, ver algum tópico a partir da perspectiva de outro indivíduo, perceber uma metáfora ou analogia ou simbolismo ou qualquer coisa - qualquer coisa que me faça ver algo novo. Se concordo ou não com a crítica em si é irrelevante; o que importa é que eu possa extrair algo dela, que talvez eu possa aprender algo com ela.

(…) A percepção mais comum é a de que críticos são como abutres, sempre prontos para atacar e destruir o duro trabalho de qualquer aspirante a artista. Eu acredito no oposto: criticar é pensar, e é uma arte que vem se tornando cada vez menos apreciada em um mundo que valoriza uma mentalidade de “quero me sentir bem agora” em vez de qualquer coisa de maior substância intelectual. O prolífico Todd McCarthy, um crítico de cinema com imenso conhecimento sobre a arte e sua história, foi recentemente demitido da antes prestigiada Variety numa decisão que claramente reflete a mudança da sociedade: críticos valem menos do que o Tomatômetro, o Metacritic, enquetes do Yahoo e frases curtas sobre “como este filme é fantástico!” ou “que porcaria de filme!”. Todos querem uma reafirmação de suas opiniões que lhes façam sentir bem - e críticos de verdade não oferecem isso.

Críticos defendem seus argumentos e suas decisões por trás destes. Freqüentemente um crítico vai chamar a atenção sobre um novato que ele encara como digno de nota. (…) Isto não é necessariamente uma obrigação do crítico, mas representa o tipo de valorização que freqüentemente o crítico considera ser devida aos artistas que admira. Da mesma forma, esta é a força motriz ao desancar obras que consideram ruins e ofensivas, quando sentem que o público merecia algo melhor. (…) Nenhuma opinião é, a princípio, certa ou errada - o que importa de fato é a argumentação por trás de cada opinião, os motivos que levam um crítico a apoiar ou a atacar uma obra.

Críticos de verdade não são como Ben Lyons, que de forma infame declarou que Eu Sou a Lenda era “um dos melhores filmes já feitos” e que atacou Sinédoque, Nova York, de Charlie Kaufman, por ser “difícil de entender”. (…) Ele não é um crítico de cinema, é um gerador de frases para anúncios de televisão. Ele é um daqueles nomes que você vê em cartazes de filmes universalmente atacados debaixo de frases como “Este filme é ÓTIMO!” sem que nenhum argumento seja apresentado para embasar a afirmação. (…) Isso não é um crítico de cinema, é uma turbina publicitária que não oferece nada que mereça atenção.

(Nota do tradutor: lamentavelmente, há vários Ben Lyons “brasileiros” - alguns deles, infelizmente, por trás de alguns sites incrivelmente populares -, mas citá-los é desnecessário. Vocês os reconhecerá facilmente através de seus textos ou “argumentações”.)

O que críticos de verdade oferecem é uma área de dissonância mental, de discussão instigante. David Edelstein estava do “lado errado” quando atacou O Cavaleiro das Trevas em 2008 e fãs irados (muitos dos quais nem mesmo haviam visto o filme quando o artigo foi publicado) o acusaram de ser um “babaca arrogante”, alguém que estava apenas atrás de “acessos para seu site”. Poucos discutiram realmente o que ele havia escrito em seu texto, que era inteligente e bem argumentado. Eu não concordo com Edelstein em todos os seus argumentos, mas sua opinião tinha valor. (…)  Eu prefiro ler um texto que discorde de minha opinião, mas que seja articulado, do que um festival de elogios vazios e superficiais a um filme do qual eu goste.

A crítica é essencial; sem ela, estamos destinados a um ciclo perpétuo de sentimentalismo barato, condenados à infantilidade sem qualquer esperança de amadurecermos em direção a idéias críticas e honestas. Discussões não são sobre certo ou errado, ganhar ou perder - são sobre idéias e sobre como estas são apresentadas; são sobre prosa. Discussões nunca são definitivas e jamais serão; em vez disso, estão condenadas a serem continuamente repetidas e revisadas, a baterem de um lado a outro até o fim da consciência humana. Nós precisamos delas para o nosso próprio bem - e precisamos delas ainda mais nos dias de hoje, nesta sociedade que valoriza cada vez mais uma mentalidade centrada apenas em se sentir bem.”

Mudanças de uma lente

domingo, maio 2nd, 2010

blog O blog completa agora em 2010 três anos de existência. E já fazia um certo tempo que eu queria aplicar algumas mudanças nele, mudar o layout e a forma como as informações estavam dispostas. Além disso, tinha muita coisa velha que precisava ser retirada, uma vez que eu estava sem tempo de mexer nas configurações dele. A partir deste domingo (02), os leitores poderão perceber as mudanças no layout cujo objetivo também é deixar o espaço “clean”, sem utilizar muitas cores e se mantendo fiel à proposta de simplicidade e de ser discreto do visual anterior.

É claro que algumas coisas ainda precisam ser arrumadas. O blog está sem um header neste momento, que também vai mudar em relação ao anterior que tinha com o jogo de lentes representando o nome do blog. O intuito é mesmo mudar após três anos usando um mesmo layout que deu muito certo, diga-se de passagem. No entanto, qualquer mudança é bem-vinda para que o blog possa continuar empolgando aos leitores e, principalmente, a mim. As postagens voltaram a ser regulares e tendem a continuar assim, pois encontrei novamente forças para me dedicar a este blog como eu já fazia antes.

Entre algumas mudanças, além do layout, está na forma com que a sidebar foi construída. Antes, eu utilizava a lista completa com as categorias. Entretanto, percebi que aquilo disponibilizava um espaço muito grande dentro da página. Então, resolvi aderir à proposta do theme e deixei tudo em formato de seleção, o que pode ser mais prático para os leitores encontrarem alguns textos. Os feeds também foram consertados com este novo layout, pois alguns leitores reclamavam que não recebiam atualizações. Pelo menos, aqui no meu computador, tudo parece estar funcionando corretamente.

Agora meu nome também faz parte da assinatura das postagens, o que não acontecia com o layout antigo. Pra mim, fica bem melhor assim (apesar das pessoas já me conhecerem). Ainda pretendo mudar o “Sobre”. Comecei a escrever o texto, mas acabei parando porque preciso encontrar uma forma de me expressar diferente em relação a este texto que foi postado. Não tenho muito o que falar, apenas agradecer ao sempre amigo Christiano Erick que ajudou a fazer tudo isso (ele sempre acaba mexendo nestas coisas para mim). Ainda ficou faltando também colocar as postagens do Twitter, problema que deve ser resolvido com mais calma na semana que vem.

E, claro, agradecer aos leitores que deixam os seus comentários e até mesmo aqueles que não comentam, mas que lêem diariamente o blog. A intenção é deixar este espaço cada vez melhor para que a leitura fique acessível, apresentável e, claro, tendo por trás um visual bonito e diferente. Espero que tenham gostado e, assim, vamos continuar caminhando em frente.  Estava comentando via Twitter o quanto me sinto orgulhoso deste espaço. Já são três anos escrevendo aqui. Nunca eu poderia imaginar que iria conseguir permanecer com ele durante tanto tempo.

Mas eis que ele passou por diversas fases e continua tendo textos diários sobre os assuntos que procuro abordar. Sinceramente, escrever é tudo o que eu sei fazer. É um dos maiores prazeres que tenho na vida é a maneira de me expressar neste espaço. Pode soar piegas, mas o blog sempre acaba funcionando como um escapismo para algum tipo de problema. Dessa forma, espero que vocês tenham gostado e aprovado as mudanças. Agora, vamos em frente pois tem muitos textos para serem publicados.

Alice no País de Tim Burton

sábado, abril 24th, 2010

O diretor Tim Burton percebeu que “Alice no país das maravilhas” é uma obra sobre o tempo e aproveitou a oportunidade de filmá-la para fazer uma homenagem ao livro que muita gente conhece e quase ninguém leu. Um tributo ao longa-metragem de animação da Disney, com a sua menina de cabelos louros e vestido azul.

Ou uma espécie de filme de fã, em que ele imaginou o que aconteceria caso Alice voltasse para o país daquele gato de sorriso largo, além do coelho sempre atrasado e da lebre assustada, misturado com os gêmeos que discordam sobre qualquer assunto, ou o assustador Jaguadarte, que aparecem apenas em “Alice através do espelho”, também do escritor Lewis Carroll.


Tim Burton disse que a sua versão não é tão ‘amalucada’

Para filmar sua versão – que estreou na sexta-feira (23) –, Burton, diretor de filmes como “Edward mãos de tesoura”, “Batman” e “Peixe grande”, chamou a sua trupe de atores preferidos. O eterno parceiro e espécie de alter-ego cinematográfico Johnny Depp faz um chapeleiro racionalmente louco e sentimental – que ganhou um espaço e uma importância que nunca teve.


Burton e Depp: parceria que já dura 20 anos

A mulher de Burton, Helena Bonham Carter, interpreta uma rainha vermelha com problemas com a própria cabeça – e que quer cortar outras por conta própria. Para incrementar o elenco, Anne Hathaway faz a boa rainha branca, e a ótima aposta Mia Wasikowska, o papel título.

O resto é animação. Em 3D, inclusive. Mas se não contassem na propaganda, quase não daria para reparar. É claro que, com os óculos especiais, em algumas cenas vemos os personagens e cenários para fora da tela. Mas esses efeitos especiais não parecem tão essenciais como são em, por exemplo, “Avatar”.


Mia Wasikowska ouve os conselhos de Tim Burton para interpretar Alice

Mesmo humor nonsense, mas com trama diferente
Vemos Alice grande, já adolescente, mas ainda com um humor nonsense típico da infância – e de Carroll. Alice começa a perseguir o coelho de colete no momento em que teria que decidir se casa ou não com um rapaz sem graça – assim, ganha um pouco de tempo para dar a resposta.

Já no mundo maravilhoso, que agora ela descobre se chamar de “país subterrâneo”, ela passa por situações surpreendentes até saber que poderia ser a responsável por acabar com o domínio da malvada rainha vermelha. Alice tem que acreditar em si mesma para poder combatê-la.


Chapeleiro Maluco ganhou uma grande importância na trama, diz Burton

É com essa trama messiânica que Burton sustenta seu filme por mais de duas horas. Mas o problema do filme não é o tempo de duração, mas a faixa etária para qual ele está destinado: os muito jovens. Ainda assistimos a típicos momentos sombrios que só Burton sabe fazer, como quando Alice deve atravessar um fosso pisando nas cabeças cortadas pela rainha má. Mas, apesar do extremo cuidado com cada cena e diferentemente do livro original, o filme da Disney não consegue agradar a todas as faixas etárias: é infantil demais.

Um medley sensacional!

sábado, março 20th, 2010

Uau! Estava passeando por alguns blogs nesta semana e vi este incrível vídeo, que é um medley com várias músicas de seriados (a lista segue abaixo do player). Simplesmente sensacional, principalmente pelo virtuosismo do garoto, que se “divide” em duas pessoas (entre o piano e o violão), para tocar estas músicas das séries. Melhor do que isso, foi a junção de imagem que ele teve que fazer depois na hora de editar todo este material. Por isso, repito, o trabalho deve ser visto. Segue o vídeo logo abaixo:


Confira a lista das músicas tocadas:

0:01 Two and a Half Men
0:22 The Simpsons
0:36 O.C
1:00 Naruto
1:11 Family Guy
1:41 Married with Children
1:57 Cheers
2:16 That 70’s Show
2:41 Big Love
2:58 Freaks and Geeks
3:18 Malcolm in the Middle
3:35 X-Files
3:55 Firefly
4:09 The Office
4:24 The Fresh Prince of Bel-Air
4:44 Scrubs
4:54 True Blood
5:27 Charles in Charge
5:38 The Big Bang Theory
5:55 How I Met Your Mother
6:05 Mission Impossible
6:14 Friends