Séries em Foco - Parte II

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Existe uma nova série para se ficar bastante ligado. E ela se chama Sons of Anarchy. Se na primeira temporada, aquele épico episódio final já a colocava como uma das promessas para esta fall season, espere só para você vê o que ela tem feito neste segundo ano. Seguidamente ela tem impressionado, tem surpreendido. E Charming está pegando fogo. O contrabando de armas perto do que tem acontecido é, como diz a expressão, “fichinha”. Os arianos liderados por Zobelle não estão pra brincadeira. Mais impressionante que isso é a maneira como a série consegue dividir bem os episódios entre esta trama central e os conflitos internos entre Jax e Clay, que vem abalando o Clube. Uma série para se asssitir, com certeza! Boa leitura!

2×05 - Environmental Hazards: Acho que o maior problema de 90210 não é exatamente a série. Acho que sou eu. Costumo levar a sério demais e este é um seriado em que a seriedadade não deve ser o centro. Porém, não consigo sair do “sério” e esta coisa me acompanha. Então, tudo o que eu posso dizer sobre este episódio é o seguinte: quanta bobagem! Com exceção da trama envolvendo a Silver, cuja mãe foi diagnosticada com câncer e está morrendo, o restante foi uma completa idiotice. Naomi tentanto entrar na Universidade de Califórnia por meio do seu relacionamento com o filho da Reitora de Admissões? É sério que eu preciso assistir a isso? E mais: Liam apagando a única prova que ele teria para mostrar que a irmã de Naomi é uma farsa? O mais engraçado (ou irônico, vai saber), é que logo quando ele gravou o áudio no seu celular, sabíamos que seria um processo para que ele mostrasse a tal gravação. Provavelmente o celular seria perdido ou caíria nas mãos de alguém (como aconteceu), então ele recuperaria, mas logo iria desistir da ideia caso visse Naomi com outra pessoa (como também aconteceu). Talvez esta supere a bobagem de Dixon e todo esse seu relacionamento com Sasha (eu logo lembro da filha da Xuxa e da sua formação “em inglês). De qualquer maneira, o clichê da “mãe morrendo querendo se aproximar da filha” até que salvou um pouco o episódio, mas não o suficiente.

Cotação: ★★☆☆☆

2×05 - Smite: Uau! Não sei como essa temporada vai terminar, mas posso dizer que ela está tão boa quanto a primeira. “Charming está pegando fogo”, literalmente. A calmaria em Smite durou, digamos assim, até os minutos finais do episódio. Após esta calma, veio a tempestade e uma votação importanet que poderia definir os rumos do clube. A verdade é que eles ignoraram, até certo ponto, a presença de Zobelle. Agora, eles percebem o quanto isso foi errado da parte deles. O que estava em votação foi exatamente isso: uma retaliação imediata ou esperar mais um tempo? E tudo isso surgiu a partir do ataque que a trupe ariana de Zobelle à Otto, que está preso e foi atacado. Jax conseguiu que a votação não tivesse maioria e adiou o ataque, mas até quando? A sua decisão foi apenas momentânea porque, em seguida, uma situação criada de maneira espetacular pela edição e pelo roteiro da série, Chibs sofre um atentado e tudo aquilo que foi discutido e ficou acerto no Conselho parece ter ido por água abaixo. O Sons of Anarchy não irão esperar que mais um companheiro seja morto. A retaliação já será no próximo episódio, tenham certeza. E eu estou aqui apreensivo para saber o que poderá acontecer. É incrível como Sons of Anarchy tem sido tão equilibrada. Simplesmente assistimos um seriado em que as tramas fazem sentido e percebemos que há uma preocupação em torná-las cada vez mais próximas uma das outras, em todos os núcleos. Se antes a série era uma surpresa na sua primeira temporada, hoje posso dizer que ela já está se tornando uma das melhores produções que o canal FX produz no momento.

Cotação: ★★★★★

1×03 - You Can’t Go Home Again: O passado parece estar sempre retornando na vida de Alícia, mesmo que seja nas pequenas coisas. Apesar dela tentar se desvencilhar dos problemas que enfrentou (e continua enfrentando) com o seu marido, várias mudanças foram feitas para que a sua família pudesse voltar a viver normalmente. A começar pela troca de viver em Highland Park para um lugar mais real, longe da riqueza do bairro anterior. E o caso que Alícia precisou enfrentar tinha tudo a ver com o seu passado. Um antigo garoto que ela conhecia, Kenny, se envolveu em um roubo seguido por assassinato e resolveu procurar Alícia para ajudá-lo. Ela viu este jovem nascer e, por isso, resolveu encarar, não somente ele, mas todas as sombras do seu passado (como os vizinhos, o bairro, o código de moradores, etc). É claro que a sua vivência de dez anos em Highland Park ajudou a resolver o caso no final. Porém, o mais importante é que ele também mostrou, principalmente para os seus filhos, que este bairro que eles moravam ficou para trás. O que existe agora é uma nova vida, E tenho que deixar registrado aqui a maneira impressionante como Alícia consegue se comportar, tendo que cuidar dos seus filhos, tendo que conviver com as traições do marido e, ainda por cima, resolvendo casos para provar a sua capacidade como advogada. The Good Wife, até o momento, tem se mostrado uma das gratas surpresas desta temporada. Ela é uma dessas séries em que se ouve muito pouco falar. E é bom que continue assim. Chegando sem estardalhaço, ela vem conquistando cada vez mais o seu público.

Cotação: ★★★★½

2×03 - Belle Chose: Mais um episódio confuso, porém, mais interessante que o anterior. Sempre gosto quando existe uma quebra de protocolos e isso acaba influenciando diretamente nas personalidades que foram upadas no cérebro de cada “doll”. Aqui, a mentalidade doentia de Terry, um serial killer que usa as mulheres para reconstruir a sua família e brincar com elas como se fossem bonecas, ficou em contraste com Echo e Victor. Com o problema remoto enfrentado na região central, as personalidades se cruzaram e ambos tiveram homeopáticas de Terry. Isso quer dizer que, querendo ou não, os dois estão com um pouco desta personalidade gravada em seus respectivos cérebros. Enquanto isso, Terry permanece em coma por conta de um atropelamento que ele sofreu. Mas, se por acaso ele acordar, existe alguma possibilidade que Echo, por exemplo, tenha que conviver com este lado assassino que ficou em seu cérebro? Como deve funcionar esta transição? Até o momento, somente o primeiro episódio de Dollhouse conseguiu empolgar um pouco. Admito que eu esperava muito mais da série para esta segunda temporada e confesso que ela tem decepcionado um pouco as minhas expectativas.

Cotação: ★★½☆☆

1×03 - 137 Sekunden: O que não faltarão agora é tentativas de se explicar as visões do futuro que cada um teve. Porém, uma coisa parece que poderemos aprender com este episódio: elas nem sempre são verdadeiras. Contudo, para continuar as investigações, Mark Benford viajou até a Alemanha para seguir uma pista. Um ex-Nazista postou que conhecia o porquê das visões terem durado exatamente 137 segundos. E o seu nome, Sekunden, remetia em Mark algo que ele tinha visto no seu flashforward. As explicações de uma mistura de números hebraicos somados e que dão 137 não é das melhores, mas confesso que algo me chamou atenção: este elemento novo de que corvos morreram em todo o mundo, suscitou uma investigação para os agentes do FBI que levam eles para o ano de 1991, em uma região do Afeganistão, onde parece ter acontecido a mesma coisa. A pergunta que fica é a seguinte: será mesmo que estas visões já aconteceram em outros lugares e com estes mesmos níveis de padrões? Ainda que eu esteja gostando da série, Flashforward promete ter muitos nós até que eles sejam todos desamarrados e ligados. O bom é saber que o canal ABC já lhe concedeu uma full season, ou seja, ainda teremos explicações e muitos questionamentos a serem feitos sobre o que aconteceu na visão de cada um (e até que ponto elas são verdadeiras ou falsas).

Cotação: ★★★☆☆

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Séries em Foco - Parte II

90210, Dollhouse, Reviews, Séries em Foco 1 Comentário »

Ainda com atraso, mas nunca é tarde demais. A coluna era pra ter saído no final de semana passado, mas por razões pessoais não consegui assistir a todos os episódios. Eles acumularam e aproveitei o feriadão para colocar tudo em dia. Meu destaque dessa coluna fica para o péssimo episódio de Dollhouse. Tinha achado até impressionante a maneira como a série iniciou o seu segundo ano, mas ela se perdeu um pouco logo em seguida. Na realidade, acho que esta segunda temporada tem boas premissas para ser boa, mas é preciso ter calma. A mesma que o espectador, possivelmente, teve na primeira, uma vez que ela só começou a engrenar, de fato, a partir do sexto episódio. Como já perdemos muito tempo sem ter publicado a coluna, não quero perder ainda mais com longas introduções. Então, boa leitura!

2×02 - The Scarlet Letter: The Mentalist tem até uma boa premissa com esta trama do Red John (apesar dela não avançar), mas o problema está quando o caso apresentado no episódio não oferece nenhum atrativo ou consiga superar como o tripé que sustenta todo o arco narrativo dele. Aqui, pecando pela obviedade dos fatos e também pela falta de criatividade, The Mentalist apresentou o caso do homicídio de uma mulher que, possivelmente, se envolvia com o marido de uma importante figura política do estado da Califórnia. O capítulo avança e descobrimos que, na realidade, Melissa (a tal política) é uma pessoa lésbica e que tinha feito um acordo de casamento com o intuito de apenas impressionar a imprensa e os leitores, para conseguir votos e se tornar uma das representantes do estado. Ainda assim, o episódio foi confuso, se mostrou truncado em alguns momentos e bastante metódico. Talvez já seja dada a hora dos roteiristas começarem a apresentar mais um pouco dos casos, das personalidades e das facetas do assassino Red John, ou que comece a trazer casos mais enigmáticos e interessantes para satisfazer os seus telespectadores.

Cotação: ★★½☆☆

2×02 - Instinct: A partir do primeiro episódio, Dollhouse apresentou algumas anomalias em Echo agora que as suas lembranças estão mais presentes. Por mais que a sua mente esteja sendo apagada, ela não tem conseguido suportar outras informações que são “upadas” em seu cérebro. De qualquer maneira, Instinct evidenciou este fato descontrolado em que ela se encontra, ao se comportar de maneira desequilibrada em uma missão. Ela está sempre com a noção de que está sendo seguida e observada. Entretanto, o roteiro do capítulo foi bastante confuso. A maneira como ele iniciou colocando Echo já na sua missão, não dando tempo de sabermos o porquê dela estar ali, não ajudou a criar nenhuma tensão. Na realidade, o próprio diálogo entre Ballard e Topher no início foi um pouco exagerado e forçado demais. Contextualizado de maneira bastante surreal, o maior problema é que o episódio passa a impressão de tudo ter sido muito vago, e deixa o espectador sem a mínima noção daquilo que está sendo contado.

Cotação: ★★☆☆☆

1×02 - Stripped: Com certeza, este não seria, para Alicia, mais um caso normal em que ela atuaria como advogada. Ao entrar em um processo onde envolvia uma “dançarina”, ela sabia que poderia também adentrar em um mundo desconhecido, mas que precisou passar a conhecer por conta das traições do seu marido. Assim, ela “mergulho de cabeça” na estória de Christy, mesmo as alegações sobre o estupro que ela estava mencionando soarem efetivamente como falsas. Ao mesmo tempo em que ela precisou entender, mais ou menos, como esse mundo funciona, Alicia também passou a querer conhecer quanto que o seu marido pagava para ficar com as “dançarinas”, o que elas poderiam fazer e dar por esse dinheiro e outros questionamentos que ela passou a se fazer com o intuito de entender o porquê dele ter estragado a família. Por enquanto, o que tem me impressionado em The Good Wife é a maneira como a série vem construindo Alicia, tornando-se cada vez mais uma mulher forte e determinada.

Cotação: ★★★★☆

1×02 - White to Play: Charlie, a filha de Mark, sabe muito mais do que poderíamos imaginar. E isso não acontece à toa. Logo quando o primeiro episódio da série foi ao ar, ela diz que tinha sonhado que não existiriam mais dias bons. Logo, isso pode ter sido um sinal de que as tramas terão muito mais a ver com ela. Por que será que não conhecemos aquilo que ela sonhou (ou aquilo visto por ela)? Completamente enigmática em grande parte das cenas, de uma certa maneira ela conhece as pessoas que estão por trás disso que aconteceu. O grande mérito da série é nos fazer, neste momento, questionar a maneira como ela sabe disso ou o porquê dela saber e, indo mais longe, a relação que ela poderá ter com os envolvidos. Além disso, aos poucos, os pontos começam a se interligar uns com os outros, os agentes federais começam a seguir algumas pistas do que pode ter acontecido e, desse jeito, Flashforward continua em um bom caminho para se tornar uma grande série. A produção é excelente e o roteiro também está aprendendo a ser. É torcer para que ela continue neste caminho e que não se perca no meio dele.

Cotação: ★★★½☆

2×04 - The Porn King: Às vezes fico “encantado” com a obviedade das séries. Antes de comentar como foi o episódio, é impressionante como 90210 se empresta a um desenrolar barato de tudo o que acontece. Esse caso de Naomi é um exemplo claro disso. Durante quatro episódios ficou um imbróglio terrível para um provar a inocência e reconquistar o outro. Eis que surge a “brilhante” ideia de gravar aquilo que a tia de Naomi disse. Ora, isso não poderia ser feito antes? Por que demorar tanto tempo em algo tão óbvio? Falando um pouco do capítulo, o  mendigo atropelado por Annie era um ex-aluno do colégio West Beverly e que, em seu testamento, acabou doando $100.000 para a instituição. O seu sobrinho, que estuda na escola, revela a identidade do tio e explica que ele sofria de esquizofrenia e, por esta razão, vivia sozinho no mundo sem saber exatamente para onde ir. Enquanto isso, Adrianna ganhou um papel para voltar a atuar, mas acabou desistindo por Navid e por todas as coisas que ambos passaram na temporada anterior. O episódio, porém, se baseou muito mais em Dixon e nas mentiras que ele tem contado para se relacionar com Sasha, se passando por um cara que trabalha no ramo da música até por um ‘Rei do Pornô’.

Cotação: ★★☆☆☆

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Séries em Foco - Parte II

90210, Dollhouse, Reviews, Séries em Foco 2 Comentários »

‘Eu tive um sonho ruim de que não existiriam mais dias bons’. Essa é uma frase que ficou na minha memória enquanto eu estava assistindo ao primeiro episódio da série Flashforward, tida como a substituta do canal ABC para a aclamada Lost. Nessas viagens entre o futuro e o presente, acredito que os roteiristas conseguiram alavancar um bom capítulo de estreia, introduzindo os personagens, criando uma trama, mostrando o futuro de cada um e interligando estes fatos. Aliás, a série me deixa questionar, mesmo que seja uma fcção, o fato das pessoas tentarem mudar o seu futuro. E acho que esta será também uma das premissas para esta nova aposta do canal ABC. Entre outras estreias que apresento nesta segunda parta da coluna, está a série The Good Wife. E sei que ainda é muito cedo, mas ela tem tudo para ser o grande drama desta temporada. O texto é bem construído, os casos têm tudo para serem interessantes em contraste com a luta de uma mulher para superar os escândalos do marido. Enfim, boa leitura!

1×01 - No More Good Days: Durante dois minutos, a população de todo o mundo foi até o futuro e voltou. Quatro horas antes, todos viviam uma vida tranquila e se preparavam para um novo dia. Mas estes minutos que começaram a “faltar”, podem ser a chave para se compreender o que acontecerá dali a seis meses, exatamente no dia 29 de abril do ano de 2010. É com uma premissa misteriosa como esta que ‘Flash Forward’, apontada como o drama substituto da série ‘Lost’, se apresenta ao seus espectadores. Com esta trama de pânico global e um caos em esfera mundial, o roteiro interliga o “futuro” de cada um por meio do medo e do susto de enxergarem o futuro. No caso de Mark, um agente do FBI, o que o assusta ainda mais é a possibilidade de não poder transformar este “futuro”. Afinal, é possível mudá-lo? As semelhanças com ‘Lost’ também são claras, principalmente no início quando todos desmaiam e retornam à uma realidade completamente diferente, da cidade de Los Angeles tomada pelo caos, por explosões aqui e acolá. Aos poucos, as pessoas vão se dando conta de que está acontecendo em todos os países, gerando um pânico em massa. Entretanto, além desses mistérios envolvendo o “futuro”, um ainda persistirá em meio a ele: um homem, no estádio de Detroit, não sofreu o apagão. Por que será? E quem é aquela santa alma que não apagou como os outros, pelo contrário, observou durante dois minutos e saiu de “mansinho” do estádio? A série começou bem, com tantas perguntas que nos motivam a continuar assistindo.

Cotação: ★★★★☆

1×01 - Pilot: Alicia era casada com um chefe de promotoria. Ela achava que tinha encontrado o homem certo, até que um escândalo veio à tona. Peter traía a sua esposa com diversas prostitutas. Porém, em declaração que ele renuncia o cargo, Alicia estava lá ao seu lado. Mas a cena crucial no início do episódio é quando ambos saem dos holofotes e Alicia dá um tapa na cara de Peter. Este é o estopim para a série pular seis meses e colocar a sua protagonista tentando reerguer a sua vida, voltando a trabalhar como advogada e pegando um caso complicado de homicídio. Mais do que falar sobre superação, ‘The Good Wife’ é uma série sobre tribunais, jogos de poder e traições. Tendo como produtores executivos os irmãos Tony e Ridley Scott, essa aposta do canal CBS me parece, até o momento, uma das melhores estreias nesta fall season. E digo isso porque, primeiramente, ela não me parece ser apenas um drama nos tribunais sobre a advocacia como, por exemplo, ‘Boston Legal’. O objetivo é ir mais longe: é narrar a trajetória de uma mulher que, mesmo ainda apaixonada pelo marido (é o que aparenta), tem conseguido se sobressair em trabalhar, cuidar dos seus filhos e reerguer uma carreira. Entre superações, riscos e atitudes, Alicia está no centro de uma conspiração que ainda pode dar muita coisa para a série. E é isso que esperamos.

Cotação: ★★★★½

2×03 - Sit Down, You’re Rocking the Boat: As tramas não saíram do lugar. Nada de novo aconteceu neste episódio, que, até mesmo quando terminou, deu a impressão de ter sido meio vago. Guerrinhas entre Naomi e Annie e mais um pouco de dose no tom dramático foram uma das características que vimos no capítulo, o que não é nenhuma novidade. Me pergunto até quando a série continuará investindo nisso. A Silver, por exemplo, que tinha um papel importante por conta da sua híbrida personalidade, até o momento neste início de temporada pouco foi utilizada este artifício para criar algo de diferente dentro da série. Vamos continuar com as guerrinhas e coisas do tipo? Se for assim, duvido que o programa encontre fôlego para continuar. Aliás, nada deste episódio me chamou a atenção. Dixon tentando se passar por um empresário para conquistar uma mulher que julga ser parecida com ele, Navid passando uma boa impressão para a sua namorada Adrianna e, no meio disso tudo, pouca movimentação para fazer com que o capítulo pudesse prender a nossa atenção. E prefiro nem comentar o final, porque senão eu teria que passar mais alguns parágrafos reclamando de outras coisas. Enfim, ‘90210’ retirou alguns excessos da primeira temporada, mas continua pecando por ainda tentar resgatar alguns assuntos que já foram tratados exaustivamente em outros programas do gênero. É preciso se reinventar e ter mais ousadia para soar diferente.

Cotação: ★½☆☆☆

1×03 - Friday Night Bites: Bom, os irmãos Damon e Stefan continuam disputando terreno. E estamos somente no terceiro episódio e essa estória já está começando a me cansar. O excesso de interpretação nos atos de Damon me passam a impressão de que está sendo feito de maneira forçada. O lado caricato de Stefan, em ser esse vampiro galanteador e apaixonado, mostra uma ingenuidade que, em vampiros da idade deles, não se vê. Tudo bem, eu não deveria estar analisando estes fatos, mas eles passaram pela minha cabeça. A ingenuidade de Stefan é tamanha que ele, em determinada cena do episódio, realmente tentou acreditar que, no fundo da alma do seu irmão, existia uma parte humana. Quer dizer, a sua amada Elena correndo perigo e Damon matando pessoas sem pensar, e ele ainda consegue pensar nisso? Entretanto, esta trama que envolve o passado dos dois com Katharine, é uma premissa que estou curioso para saber o que, de fato, aconteceu. Ao que parece, Damon culpa Stefan pela morte da garota, que aconteceu em um grande e terrível incêndio (?). Ainda assim, gosto desse aspecto “teen” que a série tem, apesar de não ter mais paciência para estas séries. Cresci assistindo ‘Dawson’s Creek’, ‘The O.C’ e ‘One Tree Hill’ e sempre adorei este gênero. Deve ser por isso que eu continuo assistindo ‘The Vampire Diaries’, que se assemelha a estas supracitadas com as suas devidas diferenças e tradições. De qualquer maneira, ainda não desisti. Quero saber onde a trama envolvendo a linhagem da garota que acredita ser bruxa vai parar, assim como esta estória do relacionamento com Stefan, tendo o fantasma de Damon para atrapalhar.

Cotação: ★★½☆☆

2×02 - The Once and Future Queen: Para Arthur, o fato de ser Príncipe de Camelot faz com que as pessoas não o desafiem. Pelo contrário, a superproteção o incomoda. No torneio que acontece na cidade, ele resolveu provar para si de que poderia ser capaz de derrotar a todos. Para isso, a sua presença não poderia ser notada. Ele inventou uma viagem e disputou o torneio normalmente (e venceu as lutas que tinha pra vencer). Entretanto, ele não contava com a vingança de Odin cujo filho foi morto por Arthur durante um duelo. O pai, desesperado pela morte do herdeiro, contratou um assassino profissional para matar Arthur. Foi engraçado notar que este capítulo, em nenhum momento, vimos a presença de mágica ou algum feitiço. Foi mais uma pequena trajetória de mudanças. Entre todas elas, o relacionamento entre ele e Gwennvere, o que representa uma luta dele próprio contra todas as ideologias do seu pai e do próprio Reino. É impensável que alguém possa se relacionar com uma criada. Mas Arthur percebeu também, ficando esse tempo na casa de Gwen, que existe vida fora da corte a qual ele não está vivendo por se esconder e de ser responsável por um título tão importante, que é ser o herdeiro do trono do Rei do Camelot. Entre outras palavras, foi um ótimo episódio. Sem utilização de mágica e contando apenas os dramas vividos pelos personagens

Cotação: ★★★☆☆

2×01 - Vows: ‘Lá estava a Sra. Rome, se casando para conseguir se infiltrar no mercado do tráfico de armas para desarticular uma quadrilha para o FBI. E ela aparentava ser uma moça indefesa, sem muito o que fazer caso algo viesse contra si. Conturbada e alguns momentos e passando por múltiplas personalidades inseridas na sua, ela entrou em confusão e colocou todo o plano a perder. Porém, a menina que antes era indefesa, se tornou uma máquina vingativa que agora anseia por respostas e irá correr atrás delas, nem que isso custe se rebelar contra a Dollhouse’. Mais ou menos em um conto como este é que eu poderia definir este episódio de estreia da segunda temporada de ‘Dollhouse’. No começo, eu não gostava da série e deixei isso claro em algumas resenhas. Mas ela foi melhorando, alcançou um nível surpreendente e, hoje, a enxergo com um roteiro que parece ter tudo nas mãos para entrelaçar as suas tramas com o passado de Caroline, sendo esta uma das principais premissas do programa. Além disso, o fato da Dra. Saunders também ser uma “doll”, como foi mencionado no final da temporada anterior, coloca também um ponto de interrogação para saber até onde ela está disposta a ir para conhecer a sua verdadeira identidade - uma vez que a sua mente e personalidade se encontra no corpo de outra pessoa. E tudo isso em contraste com o fato de Paul Ballard ser, agora, o segurança de Echo. Este segundo ano promete e mal posso esperar para ser surpreendido novamente.

Cotação: ★★★★☆

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Séries em Foco

90210, Reviews, Seriados, Séries em Foco 3 Comentários »

Editorial

Essa semana não consegui assistir ainda ao episódio de Sons of Anarchy e por isso peço desculpas por ele não entrar na coluna. Na realidade, senti um certo receio em assistí-lo sem legenda. Eu bem que tentei, mas alguns diálogos estavam sendo incompreendidos e por isso resolvi tirar o episódio desta série e colocarei ele na coluna da próxima semana. Falando especificamente dos seriados que entraram nesta publicação, acho que o retorno mais comemorado foi o de Fringe. Ainda faltam muitas séries voltarem neste começo de fall season, mas a novata criação de J.J Abrams apresentou um capítulo bastante promissor para a atual temporada. Invocando os assuntos já tratados da ciência marginal ao longo da primeira temporada, Fringe foi envolvente e nos desafia constantemente. Até que ponto o que estamos vendo é real? Sempre fico me questionando isso enquanto assisto aos capítulos, porque eles mexem com o nosso subconsciente e com o fato de nos provar uma certa realidade onde dificilmente exista (ou seja impossível de existir). Com isso, tenham uma boa leitura e semana que vem retorno com mais uma coluna ‘Séries em Foco’.

2×01 - A New Day in the Old Town: Fringe retornou com um daqueles episódios em que duvidamos da nossa própria realidade. E, sim, foi um bom capítulo de retorno, apesar de não ter tido nada de excepcional. O final, claro, é o que mais chama atenção, mas não vamos falar dele agora. Primeiro, questionamentos já começam a ser feitos em apenas 43 minutos. A comunicação entre duas pessoas por meio daquela máquina de datilografar é uma incógnita. Como é possível que aconteça aquilo? Aliás, Fringe retornou exatamente de onde terminou na temporada passada, naquele acidente de carro. Olívia Dunham não se lembra de nada do que aconteceu, mas sabe que estava indo encontrar alguém importante, e que poderia lhe dar respostas sobre as investigações da ‘Operação Fringe, que ainda está correndo o risco de ser fechada por estar dando prejuízos e sem mostrar resultados concretos sobre o que está sendo investigado. O mais intrigante, no entanto, é o aparelho em que é possível “sugar” a aparência de uma outra pessoa. E o episódio fica intrigante exatamente quando o Agente Charlie Francis passa para o lado negro da força, o que caracteriza que o perigo para Olívia estará mais próximo do que ela própria imagina. O mais importante é que foi um capítulo coeso, equilibrado e bem construído. Tem tudo para ser uma boa temporada, com todas aquelas confusões que a ciência marginal provoca nas nossas cabeças.

Cotação: ★★★★☆

2×02 - To Sext or Not to Sext: A vida de Annie não está mesmo fácil neste início de temporada. Ela não fez sexo com Liam, mas teve que admitir que fez para tentar ganhar a confiança de Naomi, pois ela conseguiu pegar a foto em que está nua. Ela admitiu e achou que estava tudo bem. Porém, existe uma concorrência muito desleal para saber quem é o vilão nesta estória toda: Naomi ou a sua irmã? É claro que Naomi está sendo vítima de um jogo psicológico daquela pessoa que, para ela, é a mais confiável. Enquanto Liam tenta provar a sua inocência, e Ryan achando que vale a pena lutar pelo amor da irmã de Naomi, ela vai espalhando o seu veneno e conseguindo os seus objetivos de enfeitiçar e colocar todos contra eles mesmos. É um clichê bastante caprichado e que já sabemos como vai acabar. Mesmo assim, 90210 tem até boas premissas neste começo de temporada. A trama envolvendo a Silver e o Dixon, mesmo soando meio forçada, possa ser que consiga ser bem desenvolvida ao longo do episódio. Na realidade, nunca podemos esperar grande coisa da série. O que posso dizer é que ela tem conseguido divertir, mesmo em um gênero onde é quase impossível se reinventar.

Cotação: ★★½☆☆

1×01 - Pilot: Nova York é uma cidade que não vive sem a correria, e também sem moda. A nova série do canal The CW, que traz Mischa Barton (a Marissa da série The O.C) em um dos papéis principais, além da produção executiva de Ashton Kutcher, procura materializar o que de fato acontece nos bastidores deste mundo competitivo, mesquinho, ganancioso e cheio de reviravoltas. Assim, Sonja (Barton) é uma modelo em decadência e que retorna após seis meses de ausência (ela ficou grávida do editor-chefe de uma famosa revista, que ainda não sabe que tem um filho). Raina é uma garota nova que roubou os holofotes um desfile na Semana de Moda de NY e, agora, tem sido bastante requisitada e também odiada pelas outras modelos. Chris é um modelo que foi subitamente descoberto (tão forçado quanto qualquer outra coisa) e está contando com a ajuda de Raina para aprender a compreender este mundo. The Beautiful Life, em sua primeira metade, não apresentou nada de novo além dos clichês que já sabemos. Daí pro final, confesso que o episódio melhorou um pouco, mas tenho as minhas dúvidas se a série terá fôlego para continuar nesta fall season. No mais, pretendo ainda dar mais uma chance em continuar assistindo, resta saber até quando.

Cotação: ★★☆☆☆

1×02 - The Night of the Comets: Ainda estou aqui tentando assistir a este novo programa da CW. É um pouco difícil em alguns momentos, porque são muitas bobagens em uma série só, mas até que ela se torna divertida em alguns momentos. Neste capítulo, a direção procurou muito mais as cenas de sustos em alguns determinados momentos de suspense. E até posso dizer que ela conseguiu. É claro que The Vampire Diaries não é uma série em que você possa esperar muita coisa. Aqui, por exemplo, vimos mais um pouco das desavenças entre os dois irmãos, Stefan e Damon. Enquanto um voltou para Mystic Falls por conta de Elena, o outro está na cidade para agitá-la um pouco. E não demorou mais do que dois episódios, para que o casal da série desse o primeiro beijo. Sem romantismo exagerado (o que me surpreendeu), é engraçado perceber como estas tramas de amor entre vampiros e humanos estão tão em cena. Ainda que The Vampire Diaries se esbarre em clichês e subversões (vampiros andando de dia e coisas do tipo) que incomodam, por enquanto a série é divertida e isso é o suficiente para que eu continue assistindo, não sei por quanto tempo.

Cotação: ★★½☆☆


2×01 - The Curse of Cornelius Sigan: A série britânica Merlin está de volta. Esta é a primeira vez que a encaixo nesta coluna. Contudo, entre uma temporada e outra não tivemos mudanças alguma. As tramas continuam muito parecidas, uma vez que o intuito do programa é moldar o relacionamento de Merlin com o Príncipe Arthur - e estou desconsiderado a confusão que a série já fez com todo o misticismo que existe por esta história. Aliás, se o roteiro peca por isso, os efeitos especiais também continuam ruins, mas não compromete. Aqui vimos o retorno de Cornelius Sigan, um antigo feiticeiro que foi morto quando o Rei resolveu banir a magia no Reino. Ele prometeu voltar para destruir Camelot e até que tentou fazer isto neste episódio. O grande problema da série, no entanto, é que ela não tem tramas continuadas. Esta, por exemplo, poderia durar mais alguns episódios. É incrível como Sigan (dentro do corpo de uma outra pessoa), tentou destruir Camelot, a rapidez com que Merlin aprendeu o feitiço de matá-lo adquirido com o Grande Dragão e, em seguida, perceber como todo o Reino já tinha passado pelo atentado como se nada tivesse acontecido. São nessas coisas pequenas que a série continua a desagradar, mas ela consegue ser um bom divertimento. E nada mais do que isso, por favor.

Cotação: ★★★☆☆

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Séries em Foco

90210, Reviews, Séries em Foco 1 Comentário »

Editorial:

A fall season aos poucos está retomando. Nem todas as séries estrearam, mas algumas já começaram a dar as caras, seja as novas temporadas ou aquelas estreantes. De início, trago os comentários da estreia de Vampire Diaries, Sons of Anarchy e 90210. Consegui assistir Glee e Melrose Place, mas não pretendo no momento incluí-las nesta coluna semanal por um motivo de que ainda não consegui me identificar com as séries para começar a escrever sobre elas. De qualquer maneira, acredito que estamos começando a ter uma nova grande série. E ela se chama Sons of Anarchy. E isso não vem de agora. Desde o final da temporada passada, com um episódio fantástico, sensível e altamente revelador, a série vem se consolidando, deixando de ser uma mera promessa para se tornar uma grande série. E, provavelmente, é isso que veremos nesta segunda temporada. Uma série que, cada vez mais, busca uma perfeição em cima de questões ideológicas tão fortes que giram em torno de um clube de motoqueiros.

Vampire Diaries 1×01 - Pilot: A moda retomada pela série Crepúsculo trouxe de volta este romance envolvendo os vampiros, criaturas que são ligadas ao romantismo por autores consagrados como Bram Stoker, Anne Ricce e outros. Esta nova série do canal CW conta a estória de uma adolescente que se vê apaixonada por um vampiro. Stefan Salvatore retornou à cidade de Mystic Fails exatamente para seguir de perto Elena, pois ele acredita que a garota tenha alguma relação com Elizabeth, que provavelmente deve ser a sua mãe (ou criadora). No entanto, o embate pode ser ainda maior, uma vez que o irmão de Stefan, Damon, também está de volta à cidade e já começou a espalhar o terror de ter que viver se alimentando dos humanos. Baseado em uma série de livros, ainda é cedo para fazer qualquer tipo de previsão, e acho que este primeiro episódio é até bem construído ao apresentar os personagens e trazer alguns mistérios para a série. Elena e seu irmão, por exemplo, vivem a dor de terem perdido os pais recentemente. Enquanto ambos tentam continuar vivendo, coisas estranhas começam a acontecer (e nem sabemos ainda quem mais pode ser um vampiro dentro desta pequena cidade).

Cotação: ★★½☆☆

90210 2×01 - To New Beginnings: Decerto, muitas mudanças entre uma temporada e outra. Talvez seja por isso que o título seja mais voltado para o recomeço. Ainda que alguns elementos tenham funcionado até bem neste episódio, considerando que a série não consegue manter um ritmo e equilíbrio (vide a primeira temporada), acho que mudanças demais podem não ser tão boas. O fato é que este segundo ano será dedicado ao trio Silver, Naomi e Adrianna, cada uma com os seus dramas, mas elas vão dominar o seriado. Do outro lado, está a Annie, que tem um papel cada vez mais chato e desinteressante dentro do programa. Talvez seja culpa da atriz. Nesta season premiere, entretanto, um ponto positivo foi perceber que a série tentará resgatar os fatos que culminaram no final da temporada passada. É claro que tudo soa com muito clichê - e até forçado em alguns momentos - mas, mesmo assim, 90210 até que apresentou uma certa qualidade nas tramas que tratou. Tudo bem, a Silver se recuperou muito rapidamente do seu problema bipolar e estes são erros que acontecem pelo imediatismo de não se querer continuar tratando desse tema. E ainda tem a chantagem pela foto nua tirada por Mark enquanto este transava com Annie. Enfim, não sei se vou ter muita paciência para acompanhar mas, pelo menos, até que gostei do que vi neste início.

Cotação: ★★★☆☆

Sons of Anarchy 2×01 - Albification: É guerra! Que início fantástico desta série. Desde o final da temporada passada, na realidade, temos visto no programa uma qualidade incrível. E Albification chega para, não apenas iniciar um novo ano, mas para introduzir as tramas que serão abordadas. E acreditem quando eu falo: estão ainda melhores. Os conflitos serão muito maiores, a começar ainda pelo assassinato de Donna. Ope voltou com sede de vingança. O Sons Of Anarchy, sob o comando de Clay, já arranjaram alguém para culpar: os Mayans. Mas será que a dúvida de Ope já foi embora? Sem contar que o próprio clube está passando por um desequilíbrio. São muitas suspeitas e ninguém parece confiar um no outro. Jax, por exemplo, aceitou que é hora de mudar, mas sabe que precisará fazer tudo com bastante calma, principalmente porque ele quer descobrir a verdadeira estória por trás do assassinato de Donna. Com tudo isso, uma outra guerra estará por vir. O contrabando de armas em Charming está ficando ainda mais competitivo agora que um grupo neonazista resolveu entrar no jogo. E o final de ‘Albification’ é quase que uma obra-prima de como criar uma tensão para fechar os arcos que foram (e devem permanecer) soltos. ‘Sons of Anarchy’ continua impecável e já estou me tornando um completo fã desta maravilhosa série.

Cotação: ★★★★★

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