24 horas está de volta para mais um dia de muita ação na vida de Jack Bauer. Aposentado, ele descansa com a família em Nova York e tenta reconstruir a sua relação com a sua filha depois de tanto tempo afastado. Agora vovô, chegou o momento de pensar em viver melhor. Por isso ele decide voltar para Los Angeles com Kim, com este objetivo de recomeçar. E quem poderia pensar que seria tudo fácil assim? Ao mesmo tempo em que Jack está com isso em mente, os Estados Unidos vive um momento importante. A Presidente Allison Taylor está prestes a fechar um acordo com a República Islâmica, definindo o cancelamento do programa nuclear dando espaço, assim, para uma inspeção norte-americana de tudo que acontece neste meio. Uma vitória importante que pode selar a paz entre os dois governos. Mas, como sempre, tem gente que não deseja ver este acordo fechado e vem preparando uma ofensiva contra o presidente Hassan, que decidiu ceder aos norte-americanos e, por esta razão, tem sido bastante criticado pela oposição e por grupos separatistas. Jack não estava se importando com isso. Pelo contrário, ele estava prestes a fazer a sua mala para se mudar para Los Angeles, quando um antigo informante o procura com uma informação valiosa e que poderá cancelar toda esta cerimônia que foi programada para selar o acordo. E, assim, começa mais um dia na vida de Jack Bauer.
Uma coisa que se pode perceber ao longo destas oito temporadas, é que a série nunca perdeu as suas principais características. Por mais que ela possa ficar repetitiva (em relação ás suas tramas), vemos que 24 horas continuou apostando na ação e, principalmente, nestas ameaças sempre em contraponto com alguma temática que poderia estar em discussão no momento. Toda esta questão nuclear, por exemplo, envolve um debate antigo, mas novo, no qual o governo americano critica o Irã por continuar com o projeto nuclear sem a inspeção de orgãos superiores que possam comprovar os seus devidos fins. No primeiro episódio exibido, portanto, a série apresenta os novos personagens de maneira rápida e também marca o retorno da Unidade Contra-Terrorista (UCT ou CTU, como preferir). Quem também está trabalhando por lá é a Chloe, que precisa se adaptar aos novos sistemas que foram criados e também às novas tecnologias empregadas, uma vez que tudo mudou desde que ela foi explodida na sexta temporada. As relações diplomáticas e as disputas internas dentro do governo da presidente Taylor também continuam sendo um dos temas favoritos pelos roteiros, que sempre criam bons arcos dramáticos para também não deixar a série apenas focada na ação.
O segundo episódio continuou a desenvolver a trama que foi apresentada na primeira hora. Dessa vez, o mais importante foram as decisões que precisaram ser tomadas. Ao contrário do que poderíamos imaginar, Jack Bauer queria mesmo voar para Los Angeles com a sua família. Ele seguiu os seus instintos de querer recomeçar, mas a sua filha Kim pediu para que ele ficasse e continuasse aquilo que começou. Dessa maneira, Jack resolveu ajudar Chloe, ao contrário dos outros anos, onde ele sempre pedia ajuda da parceira. Ambos seguiram uma outra pista, que a CTU resolveu ignorar por achar que já estava com tudo nas mãos. Com isso, faço as minhas as palavras de Jack: “eu odeio esse lugar”. Sempre achei irritante o quanto eles eram estúpidos (a palavra certa é burro) em determinados momentos. Ainda assim, estas tramas apresentadas por 24 horas têm ainda muito o que acontecer, obviamente. Está tudo ainda apenas no começo. Entre um episódio e outro, os espectadores poderão ir conhecendo as verdadeiras identidades destes personagens. Aliás, a personalidade do novo diretor da CTU não me impressionou neste primeiro momento, ainda soando muito forçado no que tange ao seu lado controlador de achar que tem tudo nas mãos. Para mim, 24 horas ainda não se tornou repetitiva. Pelo contrário, é possível se ver mergulhado em toda esta ação.
A decisão por parte da equipe de roteiristas de começar a mudar os lugares onde as histórias passavam também ajudou para que a fórmula não ficasse muito “batida”. Saindo do cenário de Los Angeles depois de seis temporadas, vimos Jack Bauer em Washington e, agora, em Nova York. Novas locações, mas a corrupção, a vingança, a investigação e, principalmente, toda a “burocracia dramática”, são elementos que continuam fazendo parte da série. Foram apenas dois episódios exibidos (na noite de segunda a Fox transmitiu mais duas horas) e muita coisa ainda para acontecer em mais um dia infernal na vida de Jack Bauer, onde ele se verá mais uma vez mergulhado em uma rede de conspiração e terá que desmantelá-la para salvar os Estados Unidos de uma nova ameaça terrorista. Enquanto tudo isso acontece, veremos como os roteiristas lidarão com o fato dele querer tanto voltar pra casa. Será um misto de dramas que já estamos acostumados a assistir mas que, com certeza, nem por isso deixaremos de ver. A pergunta que muitos podem estar se fazendo é se esta será mesmo a última temporada de 24 horas. Por enquanto, basta vivenciar mais um dia terrível na vida de Jack Bauer e curtir esta nova temporada.

























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