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24 horas: o final depois de oito anos

terça-feira, maio 25th, 2010

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Lembro que comecei vendo 24 horas na rede Globo. Acordava de madrugada ou esperava o final do Jornal da Globo para poder assistir a série. Sempre tive um costume de não assistir nada dublado e, por esta razão, passei a tentar achar os episódios na internet. No entanto, vi que as caixas com os DVDs eram relativamente baratos. Comprei os boxes das três primeiras temporadas – sendo eles os primeiros da minha coleção, que hoje inclui mais de 80 caixas. A cada capítulo, desde a primeira temporada, 24 horas empolgava, trazia atuações intensas e reviravoltas que eram interessantes. Personagens memoráveis como David Palmer, por exemplo, ficarão para sempre guardados na minha memória. E assim contamos Tony Almeida, Michelle Dressler, Chloe O’ Brian, Bill Buchanan, dentre tantos outros.

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24 horas
não foi apenas uma série que acompanhei. É como se eu fizesse parte daquela história. Somente a partir da quarta temporada que passei a fazer downloads dos episódios (não aguentando mais a espera dos DVDs). Desde então, venho baixando tudo o que eu posso. Não só séries novas como também as antigas. Passei a querer conhecer este mundo fantástico das séries e que tinha me fisgado de uma maneira impressionante. Foram oito temporadas acompanhando Jack Bauer, um personagem ora herói, ora vilão. Suas ações podem ser discutíveis, assim como os seus métodos. Mas a verdade é que os espectadores torciam por ele e também pela maneira que ele agia. Logo o intitularam como o novo “MacGyver”, por conta das coisas extraordinárias que ele fazia.

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Nestas duas horas finais, a série seguiu o seu protocolo: muita intensidade, muito drama, algumas reviravoltas, ação e, principalmente, muita emoção. 24 horas nunca teve a intenção de emocionar com arcos dramáticos que explorassem este sentimento. Na primeira hora, Jack se mostra decidido a fazer vingança de qualquer forma ao descobrir que Mikhail Novakovich, chefe da delegação russa, fazia parte do complô que chegava até o presidente russo, Yuri Suvarov, em relação às tentativas de ataque em solo americano e também ao assassinato de Renee Walker. Enquanto isso, a presidente dos Estados Unidos não conseguia mais sustentar as mentiras e as ações impensáveis de Charles Logan para Dalia Hassan, presidente da IRK (cargo assumido após o assassinato do seu marido). A verdade veio à tona, mas a determinação de Allison Taylor em fechar o Acordo de Paz parecia ser mais importante do que o seu comprometimento com a verdade.

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Para Jack, não tinha outra escolha. Ele teria que matar as pessoas que iniciaram esta guerra e que mancharam, com sangue, este falso Acordo de Paz que estavam tentando assinar. Antes de finalizar o seu ato, que seria matar o presidente russo, ele faz uma gravação, que, ao que parece, deveria ser direcionada à sua filha, Kim Bauer. E assim surge Chloe O’Brian, a melhor amiga de Jack e uma das personagens mais simpáticas de toda esta série vivida com maestria e extrema competência por Mary Lynn Rajskub. A amizade dos dois, por mais que a série nunca entrasse neste mérito, foi algo construído conforme as temporadas. Ela sempre ajudando a encobertar os “crimes” cometidos por Jack que ajudavam a salvar os Estados Unidos de algum ataque terrorista. E, assim, não somente Jack desiste do seu ataque para se entregar, mas a própria presidente Taylor acaba percebendo as mentiras que havia contado e também desiste de assinar o Acordo.

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Nestas duas horas, foram tantos momentos memoráveis e que ficarão para sempre guardados. Primeiro, a fita gravada por Jack Bauer antes dele finalizar a sua operação de assassinar o presidente russo. Em todo este curso, o drama vivido por Allisson Taylor, interpretado de maneira eficiente pela atriz Cherry Jones, e que ajudou a sustentar a sua indecisão de levar o processo de paz à frente. Segundo, os diálogos com Charles Logan que, com Gregory Itzin, soube contar tantas mentiras que nos fez acreditar que ele estava mesmo tentando consertar as coisas. E, para mim, o momento mais emocionante de todos, quando Jack agradece à sua amiga, Chloe, tudo o que ela fez por ele nestes anos. É claro que pode ser incompreensível ele sair correndo como se estivesse bem após ter sido baleado, esfaqueado e apanhado um pouco. Mas quem liga? Afinal de contas, ele é Jack Bauer.

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Não foram somente destes momentos dramáticos vistos nesta oitava temporada que a série teve. Pude sentir esta mesma emoção na morte de Teri Bauer no final da primeira temporada, assim também como no final da quarta quando Jack parte sozinho para uma nova vida onde teria que fingir a sua própria morte para encobertar a sua invasão na Embaixada Chinesa. Quem não se emocionou com a morte de David Palmer, principalmente pelo seu ressentimento de que não teria mais nada a ser feito e que só lhe restava a morte naquele momento? Ou ainda quando Jack precisou atirar no agente Curtis, na sexta temporada, para continuar a operação para achar os cilindros com gases tóxicos? E o que dizer daquela agonia de Edgar Stiles, morto quando a CTU foi atacada? Personagens carismáticos que morreram ao longo da jornada, com momentos que nos passaram uma incrível emoção em meio ao caos e uma ameaça terrorista.

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É com grande pesar que digo “adeus” para 24 horas. Ainda tenho certeza que, qualquer dia desses, vou pegar os meus DVDs da primeira temporada e começar a rever a série (como devo fazer também Lost e One Tree Hill, quando esta acabar um dia). São três séries que me marcaram, cada uma com o seu propósito. Acompanhar 24 horas era, claro, mais para saber até onde Jack Bauer estava disposto a ir com os seus atos para salvar o seu país. Atos de patriotismo vemos constantemente em filmes americanos e, aqui, não poderia ser diferente. Mesmo quando o governo americano o punia deliberadamente, como no início do sétimo ano, ele estava lá disposto a ajudar o seu presidente mesmo não fazendo mais parte da CTU ou de nenhuma outra agência de inteligência. Jack Bauer foi um herói e um personagem que sofreu com as perdas, exatamente ao seu jeito: matando os responsáveis pelo seu sofrimento, e do seu país, além de lutar sempre pela justiça.

24 horas: mais um dia terrível para Jack Bauer

terça-feira, janeiro 19th, 2010

24 horas está de volta para mais um dia de muita ação na vida de Jack Bauer. Aposentado, ele descansa com a família em Nova York e tenta reconstruir a sua relação com a sua filha depois de tanto tempo afastado. Agora vovô, chegou o momento de pensar em viver melhor. Por isso ele decide voltar para Los Angeles com Kim, com este objetivo de recomeçar. E quem poderia pensar que seria tudo fácil assim? Ao mesmo tempo em que Jack está com isso em mente, os Estados Unidos vive um momento importante. A Presidente Allison Taylor está prestes a fechar um acordo com a República Islâmica, definindo o cancelamento do programa nuclear dando espaço, assim, para uma inspeção norte-americana de tudo que acontece neste meio. Uma vitória importante que pode selar a paz entre os dois governos. Mas, como sempre, tem gente que não deseja ver este acordo fechado e vem preparando uma ofensiva contra o presidente Hassan, que decidiu ceder aos norte-americanos e, por esta razão, tem sido bastante criticado pela oposição e por grupos separatistas. Jack não estava se importando com isso. Pelo contrário, ele estava prestes a fazer a sua mala para se mudar para Los Angeles, quando um antigo informante o procura com uma informação valiosa e que poderá cancelar toda esta cerimônia que foi programada para selar o acordo. E, assim, começa mais um dia na vida de Jack Bauer.

Uma coisa que se pode perceber ao longo destas oito temporadas, é que a série nunca perdeu as suas principais características. Por mais que ela possa ficar repetitiva (em relação ás suas tramas), vemos que 24 horas continuou apostando na ação e, principalmente, nestas ameaças sempre em contraponto com alguma temática que poderia estar em discussão no momento. Toda esta questão nuclear, por exemplo, envolve um debate antigo, mas novo, no qual o governo americano critica o Irã por continuar com o projeto nuclear sem a inspeção de orgãos superiores que possam comprovar os seus devidos fins. No primeiro episódio exibido, portanto, a série apresenta os novos personagens de maneira rápida e também marca o retorno da Unidade Contra-Terrorista (UCT ou CTU, como preferir). Quem também está trabalhando por lá é a Chloe, que precisa se adaptar aos novos sistemas que foram criados e também às novas tecnologias empregadas, uma vez que tudo mudou desde que ela foi explodida na sexta temporada. As relações diplomáticas e as disputas internas dentro do governo da presidente Taylor também continuam sendo um dos temas favoritos pelos roteiros, que sempre criam bons arcos dramáticos para também não deixar a série apenas focada na ação.

O segundo episódio continuou a desenvolver a trama que foi apresentada na primeira hora. Dessa vez, o mais importante foram as decisões que precisaram ser tomadas. Ao contrário do que poderíamos imaginar, Jack Bauer queria mesmo voar para Los Angeles com a sua família. Ele seguiu os seus instintos de querer recomeçar, mas a sua filha Kim pediu para que ele ficasse e continuasse aquilo que começou. Dessa maneira, Jack resolveu ajudar Chloe, ao contrário dos outros anos, onde ele sempre pedia ajuda da parceira. Ambos seguiram uma outra pista, que a CTU resolveu ignorar por achar que já estava com tudo nas mãos. Com isso, faço as minhas as palavras de Jack: “eu odeio esse lugar”. Sempre achei irritante o quanto eles eram estúpidos (a palavra certa é burro) em determinados momentos. Ainda assim, estas tramas apresentadas por 24 horas têm ainda muito o que acontecer, obviamente. Está tudo ainda apenas no começo. Entre um episódio e outro, os espectadores poderão ir conhecendo as verdadeiras identidades destes personagens. Aliás, a personalidade do novo diretor da CTU não me impressionou neste primeiro momento, ainda soando muito forçado no que tange ao seu lado controlador de achar que tem tudo nas mãos. Para mim, 24 horas ainda não se tornou repetitiva. Pelo contrário, é possível se ver mergulhado em toda esta ação.

A decisão por parte da equipe de roteiristas de começar a mudar os lugares onde as histórias passavam também ajudou para que a fórmula não ficasse muito “batida”. Saindo do cenário de Los Angeles depois de seis temporadas, vimos Jack Bauer em Washington e, agora, em Nova York. Novas locações, mas a corrupção, a vingança, a investigação e, principalmente, toda a “burocracia dramática”, são elementos que continuam fazendo parte da série. Foram apenas dois episódios exibidos (na noite de segunda a Fox transmitiu mais duas horas) e muita coisa ainda para acontecer em mais um dia infernal na vida de Jack Bauer, onde ele se verá mais uma vez mergulhado em uma rede de conspiração e terá que desmantelá-la para salvar os Estados Unidos de uma nova ameaça terrorista. Enquanto tudo isso acontece, veremos como os roteiristas lidarão com o fato dele querer tanto voltar pra casa. Será um misto de dramas que já estamos acostumados a assistir mas que, com certeza, nem por isso deixaremos de ver. A pergunta que muitos podem estar se fazendo é se esta será mesmo a última temporada de 24 horas. Por enquanto, basta vivenciar mais um dia terrível na vida de Jack Bauer e curtir esta nova temporada.

24 horas: trailer da oitava temporada

terça-feira, outubro 27th, 2009

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A oitava temporada de 24 Horas só vai estrear, nos Estados Unidos, em 17 de janeiro de 2010, mas o trailer já está disponível na internet. O vídeo mostra um Jack Bauer (Kiefer Sutherland) mais família e com várias missões para resolver. Além disso, o oitavo ano da série terá Nova York como cenário e vai tratar da tentativa de assassinato do presidente árabe Hassan (Anil Kapoor).

John Boyd (The Notorious Bettie Page), Jennifer Westfeldt (Grey´s Anatomy, Private Practice), Anil Kapoor (Quem Quer Ser Um Milionário?), Freddie Prinze Jr. (Regras do Brooklyn) e Katee Sackhoff (Battlestar Galactica) estarão na nova fase da série.

24: Day 7 - 06:00 am - 08:00 am (finale)

quarta-feira, junho 3rd, 2009

As reviravoltas que este final de temporada tem proporcionado estão sendo surpreendentes. Até mesmo Bauer tendo que subverter novamente em fazer algo para salvar alguém, apesar do clichê, soou de maneira bastante interessnate em meio ao plano preparado por Tony Almeida. Como os cilindros com os patógenos biológicos foram todos destruídos, a única fonte restante é exatamente Bauer, que foi infectado nos episódios passados. Logo, colocar agentes para seguir a sua filha foi uma estratégia de precaução, resultando principalmente no plano de reconstituir o patógeno a partir do sangue de Jack. E quem disse que seria assim tão fácil? Jack sempre tem alguma “carta na manga” e o final deste episódio mostrou exatamente isso, com a season finale cada vez mais próxima. Além disso, a trama dentro da Casa Branca está cada vez mais acirrada, principalmente porque Ethan Kanin retornou a pedido de Aaron Pierce para investigar o que, de fato, Olívia Taylor está tramando, se ela foi mesmo a responsável pela morte de Jonas Hodges. Isso é 24 horas, não acredito porque demorei tanto tempo para escrever sobre estes episódios. Nunca tinha visto um episódio de 24 horas tão melodramático, com tantos diálogos com o intuito de emocionar e cenas que tinham o mesmo propósito.

Os primeiros vinte minutos foram para resolver as tramas e mostrar que Tony Almeida sempre esteve trabalhando dos dois lados, já que o seu objetivo era vingar a morte de sua esposa, Michelle Dessler, matando Alan Wilson, o chefão por trás do governo de Charles Logan na quinta temporada e também de ter matado o senador David Palmer. Fazer Justiça com as próprias mãos faz parte da descrença na mesma, indo de encontro com os princípios ideológicos de Jack, que, mesmo fazendo o que faz, acredita no que a Justiça é capaz de fazer. Porém, se durante toda esta sétima temporada vimos Reneé se desvirtuando, o clímax acontece exatamente no final deste episódio, quando ela aceita fazer o que for preciso para conseguir arrancar a verdade de Alan Wilson, deixando um bom gancho para a temporada seguinte. Aliás, ela foi um personagem de extrema importância para a série, principalmente em um diálogo marcante entre ela e Jack, que me fizeram realmente perceber que os roteiristas possuem coração para pensar um pouco no amor. Excelente temporada. Bastante equilibrada, reviravoltas surpreendentes. Que venha a oitava e que ela seja ainda melhor do que foi esta sétima. Dizem que será a última, pois este é mais um motivo para ela ser superior a todas as outras que já foram exibidas.

24 - 7×23


Cotação: ★★★★☆


24 - 7×24


Cotação: ★★★★½


Séries em Foco - Parte I

sábado, maio 23rd, 2009

Como estou atrasado, não? Também, nem estou tanto assim. Apenas deixei alguns episódios passarem, porque o tempo realmente se tornou algo muito cronometrado. No entanto, o Séries em Foco ainda tem mais algumas edições até sair completamente de cena e retornar apenas no segundo semestre, quando a fall season americano começar. Somente nesta primeira parte, trago o episódio atrasado de The Mentalist, mais 24 e os finais de temporada de The Big Bang Theory, Fringe e House. Sim, de uma vez só. Na segunda parte, que deve ser publicada no final desta semana, colocarei os capítulos atrasados de Lie To Me e a season finale de The Mentalist, além da série Dollhouse. Haja fôlego! É tanta coisa pra escrever que, às vezes, acho que minha cabeça vai explodir. Por enquanto, fiquem com o ‘Séries em Foco – Parte I’. Boa leitura!

Day 7 – 5:00 am – 6:00 am: Os roteiristas arranjaram uma maneira inteligente para ligar Kim Bauer à cura do seu pai. Estava muito fácil para ser verdade, Jack capturando Tony, depois Jibraan achando o pacote e a arma biológica sendo desmaterializada. Tudo ocorreu como naqueles filmes em que todos ficam “felizes para sempre”. Mas 24 ainda tem cartas na manga: Kim sendo monitorada pelo mesmo bando de Tony Almeida, já na expectativa de que ele pudesse fracassar na sua missão de causar um grande terror no centro de Washington. Pra completar, Jack se viu mais uma vez numa situação difícil porque agora terá que passar por um batalhão de policiais para libertar Almeida. É o problema de ter sido transformado em herói. Não me resta dúvidas de que ele consegue tal feito mas, ainda assim, 24 tem apresentado um desenrolar eficaz para (quase) tudo que aconteceu nesta temporada. Não podemos esquecer também de Olivia.


Cotação: ★★★★☆


1×20 – Red Suance: É aquele típico episódio em que a trama se concentra numa mulher que matou o próprio marido. O roteiro faz uma série de rodeios, colocando pessoas da máfia como suspostos assassinos mas, no final, tudo aponta para o de sempre. Não “sempre” no sentido de que isso é algo extremamente comum, mas porque normalmente é o que se aborda. A grande maioria dos casos, acontece de forma inversa, mas os parâmetros não mudam quanto a isso. Aliás, este capítulo foi completamente diferente daqueles que estou acostumado a ver da série. E olha que me tornei bastante viciado em The Mentalist, apesar de não ser fã destes programas forenses e coisas do tipo. Como não quero mais falar deste péssimo episódio, será que Bruno Heller dará algum desfecho pro assassino Red John ainda nesta temporada?


Cotação: ★★☆☆☆


1×19 – The Road Not Taken: Assistir Fringe também quer dizer mergulha em inúmeras possibilidades da ciência marginal. Acreditando ou não, talvez a série seja uma forma de livrar as pessoas um pouco do preconceito ou de fazê-las acreditar em algo que parece inacreditável. É um discurso profundo e romântico, mas é exatamente por meio desse caminho que os roteiristas devem escrever as tramas, penso eu. Aquela cena de Peter captando o som vindo direto da explosão do vidro é um exemplo claro do que estou falando. Eu posso não querer acreditar, mas por que devo achar que isto não é possível? Este episódio é o preparativo para a season finale, e ainda cheio de mistérios com os experimentos do Cortexiphan na região de Jacksonville, na Flórida. Além disso, o Observador mais uma vez apareceu. E se tem uma coisa que aprendemos com esta série, é que ele não apenas surge por mero acaso. Sempre algum evento importante está prestes a explodir quando ele resolve sair da moita. E é exatamente por este mesmo evento que estou louco para ver o final da temporada.


Cotação: ★★★★☆


1×20 – There’s More Than One of Everything (season finale): Realidade paralela. Universo paralelo. Será que estas coisas existem? Em Fringe, não se trata apenas de acreditar, mas muito mais na possiblidade da crença de que exista. Quando Robert Jones rouba uma poderosa energia do braço de metal de Nina Sharp, ele estava predisposto a programar um encontro com William Bell, que é aquele típico personagem misterioso que sempre se ouve falar mas nunca aparece. Bell vive numa realidade paralela à “nossa”, digo, ao comum. Desenvolvida a partir dos estudos com Walter Bishop (acredito eu), que é o único que detém o poder de fechar o buraco para que outras pessoas não possam utilizá-lo. Pra mim, Jones estava mesmo tentando encontrar William para um possível acerto de contas, ou apenas se escondendo do mundo real que ele se encontra, foragido da polícia e procurado em todo o mundo. Esta season finale, aliás, foi bem construída a partir de um tema que pode ser muito debatido atualmente. Porém, o fato mais intrigante de todos é o túmulo de Peter Bishop. Ainda estou aqui formulando teorias do que pode significar, mas com certeza tem a ver com esta realidade alternativa imaginada pelo seu pai e por William Bell.


Cotação: ★★★★½


5×24 – Both Sides Now: O Vicodin já apresentava efeitos colaterais anteriormente, mas dessa vez deixou House completamente louco, sem saber exatamente onde ele estava. Grande parte de tudo aquilo que ele viveu nestes últimos três ou quatro episódios da temporada foi uma mera ilusão. É como se ele, muito parecido com o seu paciente nesta season finale, não conseguisse controlar o seu cérebro (ou as propulsões cerebrais que ele tinha). Os momentos que ele passou com Cuddy só foi mais uma história pensada, imaginada pela sua mente doentia – não por uma mente psicopata, mas por um distúrbio mental. Desde o suicídio de Kutner que ele se tornou alguém irreconhecível, até para ele próprio. Aceitar ser internado em um hospital psiquiátrico foi a primeira coisa que ele precisou fazer para tentar, não apenas se desvincular do vício do Vicodin, mas também para recuperar aquilo que ele considera o seu bem mais precioso: a mente. A cena final deste episódio, com um raccord entre House sendo internado e o casamento de Chase e Cameron, além da excelente trilha sonora, compra que House ainda tem a grande capacidade de nos fazer emocionar.


Cotação: ★★★★★