Archive for fevereiro 16th, 2010

OTH 7×16 – My Attendence is Bad, But…

terça-feira, fevereiro 16th, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: My Attendance Is Bad, But My Intentions Are Good
Temporada: 07
Episódio: 16
Exibição: 08/02/10
Emissora: CW

Ultimamente, andei conversando com alguns blogueiros sobre esta sétima temporada de One Tree Hill. Entre algumas discordâncias, todos chegaram em um denominador comum em algum momento: a série não tem mais assunto. E é triste constatar isso. Outro dia eu estava revendo alguns episódios da terceira temporada (pra mim, a melhor até hoje) e fiquei com saudades daquela época, onde se podia sentir os dramas que eram colocados. Existiam outras pessoas que torciam pelos casais, outros ficavam esperando o próximo plano diabólico de Dan Scott. Aliás, o susto foi grande quando ele puxou o gatilho e matou o próprio irmão. E lembro que, em seguida, aquele episódio onde mostra os estágios do pesar ficou na minha cabeça durante um bom tempo, assim como a incrível tragédia na season finale, quando o capítulo se chamou “The Show Must Go On”, em um momento que a série estava prestes a ser cancelada na fusão dos canais WB e UPN, que acabou culminando na CW de hoje. E Mark (criador da série) surpreendeu o seu público com um final realmente chocante, deixando ganchos e tragédias que somente seriam superados com o tempo. Pois bem, isso já não existe mais na série. Todas estas coisas parecem ter ficado para trás porque é nítida a sensação de esgotamento e de uma narrativa que, simplesmente, não sai do lugar.

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Esse episódio, por exemplo, marcou o retorno da mãe de Haley. De antemão, eu já suspeitava de alguma coisa. Nenhum personagem “retorna” e faz uma atuação de “passagem” por One Tree Hill. Ela só poderia estar morrendo, em estado terminal, e precisava passar os últimos dias da sua vida com as filhas. Não deu outra. O seu câncer pancreático não pode ser curado com um tratamento pesado e ela resolveu se entregar à doença, desistindo de passar por momentos difíceis no hospital em troca da esperança de viver os últimos momentos com as filhas e com a sua família. Não diria que isso seria apelação, mas é o melhor que One Tree Hill consegue fazer no momento. O romance entre Julian e Brooke também rendem boas cenas, principalmente pelo fato deles estarem separados e tentando trabalhar juntos. Já a Millicent, também se esgotaram as tramas para ela e já não consegue os efeitos que teve alguns episódios atrás. Ainda me pergunto o que Nathan anda fazendo nesta série porque, claramente, ele parece sempre deslocado, andando de um lado para o outro com o seu filho. O próprio Clay, que tinha tudo para ter arcos interessantes nesta temporada, parece que não vai render mais nada daqui pra frente. Enfim, One Tree Hill está estagnada em dramas infantis e sem nexo até o momento. E ainda querem renovar a série. Mas como isso pode acontecer? Vai pular mais tempo ou “recomeçar”?

Cotação: ★☆☆☆☆

Friday Night Lights 4×13 - Thanksgiving

terça-feira, fevereiro 16th, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: Thanksgiving (season finale)
Temporada: 04
Episódio: 13
Exibição: 10/02/10
Emissora: Directv

Eu perdi a conta de quantas vezes consegui me emocionar com os episódios de Friday Night Lights. Por esta série, já fiz resenhas até pessoais demais (coisa que dificilmente faço aqui neste blog, por ter medo de me expôr tanto para os outros que estão lendo). Decerto, só de estar escrevendo minhas opiniões já estou me expondo, dando às pessoas a oportunidade delas me julgarem a partir das palavras que são escritas neste espaço. Eu lembro que o episódio “The Son” foi o que mais me emocionou e que mais me trouxe vontade de falar sobre algo que realmente havia me deixado triste naquele momento. Pois em “Thanksgiving”, que é a season finale desta quarta temporada, me sinto novamente daquela mesma forma. Se tem uma coisa que sinto medo é de perder as pessoas, principalmente aquelas que eu amo e que sempre estiveram comigo. Este deve ser um medo de qualquer ser humano. Em compensação, vivo em plena solidão comigo mesmo e isso, de vez em quando, me deixa confortável sem a pressão de estar com ninguém. Mas, de uns tempos para cá, não tem sido exatamente assim.

Para falar do episódio, precisei mesmo fazer esta pequena introdução. O Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos é algo que as pessoas levam mesmo muito a sério. È o momento de reunir a família e de viver coisas boas. Porém, em Dillon, todos estavam apreensivos pelo jogo decisivo entre os Panthers e os Lions. Para o time do “Coach” Taylor, seria a partida para dar início a um orgulho que eles sempre buscaram durante toda esta temporada, seja na reconstrução da escola, seja na luta por dias melhores do lado “East” ou, ainda, para reconstruir um time que ficou tanto tempo perdido e que ninguém dava conta. Para os Panthers, era a vitória os colocaria nos playoffs e todos estavam contando com isso. Mas antes desse jogo emocionante, que consagrou aqueles que sempre lutaram, o discurso de Billy Riggins no jantar de Ação de Graças tratou de colocar o tom “emoção” que esse episódio viria a ter. Mesmo antes disso, todas as cenas estavam extremamente carregadas de sentimentos, que foram tão bem transmitidos pelas músicas que tocavam e que nos faziam simplesmente ficar pensativos assistindo tudo aquilo.

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Enquanto isso, ainda tivemos boas cenas entre Matt e Julie, onde a sinceridade mais uma vez imperou entre eles. Aliás, não se podia esperar nada mais do que isso. É difícil se despedir da pessoa que você ama, porque você parece ter encontrado finalmente alguém para contar, alguém para te fazer companhia quando não existir mais ninguém. Entretanto, cada um deve seguir os seus sonhos em um determinado momento do amor. Nem sempre o amor será o sentimento que irá fazer sentido nas nossas vidas, pois existe também a realidade e existe a vontade de cada um querer (e poder) fazer o que quiserem. Foi assim que Julie pensou em um belíssimo diálogo com Matt, que havia chegado a hora dela perseguir os sonhos dela. E ela que viu tantas pessoas indo embora, parece que finalmente a vida e as responsabilidades bateram à sua porta. E ela parece estar preparada para seguir em frente. O mesmo acontece com Tami, que desistiu do cargo de diretora da West Dillon e, agora, promete ajudar a East Dillon em sua recuperação. Mal posso esperar para ver tudo isso acontecer na próxima temporada que, provavelmente, deverá ser a última.

E o que dizer de Tim Riggins? Eu nunca havia pensado em um final para ele, na realidade. Sempre imaginei que ele ficaria sozinho, ou que ele estaria em algum lugar bebendo e lamentando alguma coisa que deixou passar. A cena entre os irmãos, um abraçando o outro, e o momento em que Tim vai definir o seu destino, mostrou o porquê de eu dizer tanto por aqui que esta série é realmente especial, ela sabe tratar dos problemas e, acima de tudo, sabe fazer com que cada personagem ganhe seu espaço na trama. Friday Night Lights busca a realidade em meio a tramas que podem até soar fictícias, apesar de estarem se baseando em um livro que foi escrito com base em eventos reais. De qualquer maneira, teremos que esperar mais seis meses para saber o futuro de cada um desses personagens, o amadurecimento de alguns e a volta por cima de outros. De alguma forma, Friday Night Lights me marcou com algumas tramas relatadas nesta temporada. Depois de treze capítulos, percebemos que muita coisa mudou e, além disso, se pode ver o quanto esta série amadureceu os seus personagens para enfrentar os dramas que foram colocados ao longo da temporada. Agora, é esperar pela próxima!

Cotação: ★★★★★