Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers
Título: Don’t You Forget About Me
Temporada: 07
Episódio: 15
Exibição: 01/02/10
Emissora: CW
Se você viu este episódio, caro leitor, esqueça as tramas que foram abordadas nele. Por incrível que pareça, elas não fazem muito sentido. Na realidade, deixe na memória apenas algumas cenas, que este blogueiro irá citar mais pra frente nesta mesma resenha. Por enquanto, leve a sua mente para a década de 80. Pense nas músicas que eram tocadas nesta época, pense nos bailes, nas roupas e nos carros. Feito isso, tente pensar no cinema e na juventude. Agora, relembre os filmes do diretor John Hughes. Sim, é nele que devemos pensar neste momento, O episódio de One Tree Hill, meu caro leitor, foi uma homenagem a este diretor que criou bobagens inesquecíveis, como Gatinhas e Gatões, mas que conseguia trazer tudo isso com uma banalidade realmente inspiradora, traduzindo e definindo a linguagem dos adolescentes desta década. E se você viu Curtindo a Vida Adoidado, vai saber do que estou falando neste primeiro parágrafo. Se pensarmos neste episódio como uma narrativa da sétima temporada, é possível dizer que ele foi incrivelmente péssimo. Porque, por mais que a série ainda tente dialogar com o público adolescente, é complicado ainda ver cenas infantis depois dela ter pulado quatro anos no tempo.
Mas se pensarmos nele como homenagem, é bom ressaltar que ele deixou a sua mensagem. Tudo estava centrado na década de 80, muito por conta do filme que Julian pretende filmar. O seu diretor favorito: John Hughes. É a partir desse pressuposto que a série se encaminha. Dialogando por tanto tempo, pelo menos nas quatro primeiras temporadas, com o seu público juvenil, One Tree Hill soube construir personagens em tramas dramáticas que fizeram o seu telespectador acompanhar esta jornada até este momento. È bem verdade que alguns desistiram, mas todos lembram dos triângulos amorosos, das decepções e de tantos outros momentos que a série nos proporcionou. Talvez seja por isso tudo que ela resolveu recriar esse mundo, aproveitando também o momento de homenagear John Hughes, por toda a representatividade que ele tinha com esse público. Aqui, o aniversário de Haley foi o que menos importou. Na realidade, este episódio serviou apenas como arco para trazer isto que já foi relatado. De vez em quando, é bom ter capítulos assim (mesmo com algumas cenas realmente desnecessárias). De qualquer maneira, nada de se “gabar” muito. One Tree Hill é uma série que, infelizmente, esgotou os seus assuntos. O que vemos agora é uma repetição de tudo aquilo que já foi mostrado, sendo feito sob novos ângulos e enquadramentos.


















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