Oscar 2010: confira os indicados

Cinema, Premiações Sem comentários »

vert_82awards A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou na manhã desta terça-feira (2), a lista de filmes que disputam o maior prêmio do cinema mundial. A divulgação dos indicados foi feita ao vivo pela atriz Anne Hathaway, acompanhada pelo presidente da associação, Tom Sherak, direto de Beverly Hills.

Com uma lista de poucas surpresas, todos aguardavam pela indicação dos dez filmes na categoria principal. Entretanto, a disputa que promete movimentar esta edição do Oscar é a briga entre James Cameron (Avatar) e a sua ex-esposa, Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror). Ambos tiveram nove indicações e lideram na lista de indicados, sendo os dois principais para vencer na categoria de Melhor Filme. Correndo por fora está Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, que foi indicado em oito categorias.

Os três filmes são seguidos de perto por Amor Sem Escalas e Preciosa que tiveram seis indicações, além da animação Up – Altas Aventuras, com cinco no atual (incluindo Melhor Filme).

Entre as surpresas que sempre são preparadas pela Academia, está a indicação de Maggie Gyllenhaal, que não vinha sendo lembrada em outras premiações dos sindicatos, em sua atuação no filme Crazy Heart, além da indicação de Preciosa na categoria de Melhor Montagem. Já em relação às decepções, o fato de Distrito 9 não ter sido lembrado em Melhor Maquiagem pode render algumas críticas para a Academia por parte da mídia especializada.

Agora, foi dada a largada. Quem irá vencer: a mega produção de Avatar ou o sucesso de crítica Guerra ao Terror? Façam as suas apostas. Confira os indicados logo abaixo:

Melhor Atriz Coadjuvante
Penelope Cruz
Vera Farmiga
Maggie Gyllenhall
Anna Kendrick
Mo’Nique

Melhor Ator Coadjuvante
Matt Damon
Woody Harrelson
Christopher Plummer
Stanley Tucci
Christoph Waltz

Melhor Atriz
Sandra Bullock
Helen Mirren
Carrey Mulligan
Gaborey Sidibey
Meryl Streep

Melhor Ator
Jeff Bridges
George Clooney
Colin Firth
Morgan Freeman
Jeremy Renner

Melhor Direção
James Cameron
Kathryn Bigelow
Quentin Tarantino
Lee Daniels
Jason Reitman

Melhor Roteiro Original
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
The Messenger
Um Homem Sério
Up

Melhor Roteiro Adaptado
Distrito 9
Educação
In the Loop
Preciosa
Amor Sem Escalas

Melhor Animação
Coraline
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
The Secret of Kells
Up

Melhor Filme
Avatar
The Blind Side
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa
Um Homem Sério
Up
Amor sem Escalas

Melhor Filme Estrangeiro
“Ajami”
“El secreto de sus ojos”
“The milk of sorrow”
“Un prophète”
“A fita branca”

Melhor Direção de Arte
Avatar
The Imaginarium of Doctor Parnassus
Nine
Sherlock Holmes
The Young Victoria

Melhor Fotografia
Avatar, por Mauro Fiore
Harry Potter and the Half-Blood Prince, por Bruno Delbonnel
The Hurt Locker, por Barry Ackroyd
Inglourious Basterds, por Robert Richardson
The White Ribbon, por Christian Berger

Melhor Figurino
Bright Star, por Janet Patterson
Coco before Chanel, por Catherine Leterrier
The Imaginarium of Doctor Parnassus, por Monique Prudhomme
Nine, por Colleen Atwood
The Young Victoria, por Sandy Powell

Melhor Documentário
Burma VJ, por Anders Østergaard and Lise Lense-Møller
The Cove
Food, Inc., por Robert Kenner and Elise Pearlstein
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers, por Judith Ehrlich and Rick Goldsmith
Which Way Home, por Rebecca Cammisa

Melhor Curta de Documentário
China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province, por Jon Alpert and Matthew O’Neill
The Last Campaign of Governor Booth Gardner, por Daniel Junge and Henry Ansbacher
The Last Truck: Closing of a GM Plant, por Steven Bognar and Julia Reichert
Music by Prudence, por Roger Ross Williams and Elinor Burkett
Rabbit à la Berlin, por Bartek Konopka and Anna Wydra

Melhor Montagem/Edição
Avatar
Distrito 9
Guerra ao Terror
Preciosa
Bastardos Inglórios

Melhor Maquiagem
Star Trek
ILL Divo
The Young Victoria

Melhor Trilha Sonora
Avatar
O fantástico Mr. Fox
Guerra ao Terror
Sherlock Holmes
Up

Melhor Canção
Almost There (A Princesa e o Sapo) Music/Lyric: by Randy Newman
Down in New Orleans (The Princess and the Frog) Music/Lyric: Randy Newman
Loin de Paname (Paris 36) Music: Reinhardt Wagner / Lyric: Frank Thomas
Take It All (Nine) Music/Lyric: Maury Yeston
The Weary Kind (Crazy Heart) Music/Lyric: Ryan Bingham e T Bone Burnett

Melhor Edição de Som
Avatar
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Up
Star Trek

Melhor Mixagem de Som
Avatar
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Star Trek
Transformers 2

Melhores Efeitos Visuais
Avatar
Distrito 9
Star Trek

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Friday Night Lights 4×10 – I Can’t

Friday Night Lights, Reviews 1 Comentário »

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

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Título: I Can’t

Temporada: 04
Episódio: 10
Exibição: 20/01/10
Emissora: DirecTv

Existe um ponto nesta temporada em que todas as histórias se encontram – pelo menos a maioria delas: o desequílibrio familiar. Muitos dos dramas que são apresentados com estes adolescentes, se formaram em lares onde eles cresceram sem os pais, tendo como apoio apenas as mães. E elas, apesar de estarem sempre do lado dos filhos, estiveram ocupadas precisando trabalhar para continuar mantendo-os ou tendo que se drogar para se esquecer do mundo real. É a situação de Becky e Vince, ambos com problemas familiares para enfrentar, mas sem nenhum suporte de como passar por eles. Sem receber grande ajuda e sem ter ninguém para contar, ambos tentam resolver como podem os respectivos dramas que enfrentam. E, neste quesito, Friday Night Lights ainda é uma série envolvente, capaz de conseguir mesclar estes dramas com a difícil realidade enfrentada pelos jovens que são da população carente e vítimas de governos que não dão a mínima para eles, nem para as suas famílias.

Becky, por exemplo, está grávida e parece ter decidido o que fazer. O aborto foi a saída que ela encontrou para não querer encarar o fato de ter sofrido do mesmo mal da sua mãe (e, assim, não cometer os mesmos erros que ela). Sem conseguir espaço para o diálogo, Tim lhe ajuda e a leva para conhecer Tami Taylor, que lhe apresenta as opções. Becky, no entanto, quer fazer o aborto por entender que não possui a capacidade de criar um filho, ou filha. E isso representa exatamente a falta de equilíbrio familiar que comento no primeiro parágrafo desta resenha. Friday Night Lights sempre deixou claro, ao longo destas quatro temporadas, o quão importante a família é na vida de qualquer ser humano. Por esta razão, as histórias acabam tendo um fio condutor comum entre os personagens, por mais que eles não tenham nunca se encontrado em seus núcleos mas, ainda assim, sabe-se que existe uma relação entre eles que está intrínsicamente ligada a estes problemas.

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Ainda impressiona, no entanto, o cuidado com que esta série é filmada. Nas duas principais cenas (os diálogos entre Tami e Becky, e a conversa entre Luke e seu pai), perceba como a câmera se mantém afastada dos seus personagens, criando um enquadramento maior da cena. É como se a câmera não quisesse atrapalhar aquele momento íntimo que estava acontecendo, dando uma representatividade ainda mais clara para uma direção que se preocupa com a sua estética (e são poucas as séries que fazem isso). Em seguida a estes quadros, a montagem corta diretamente para os rostos dos dois personagens jovens, mesmo porque, é neles que está o foco de todo este drama que a série está contando. Além deles, ainda tem o de Vince Howard na tentativa de colocar a sua mãe em um centro de reabilitação. Ele tentou procurar ajuda da melhor maneira, mas só acabou conseguindo com uma turma que poderá lhe trazer problemas no futuro, obrigando-o a fazer coisas que ele não deseja em troca deste “favor” (e ele sabe que funciona exatamente assim).

Talvez a série tenha perdido um pouco do seu ritmo depois do episódio “Stay”, mas a qualidade continua e, principalmente, Friday Night Lights não tem medo de abordar temas polêmicos ou que soam relativamente difíceis para o seu público juvenil. Pelo contrário, atuando como um “alertador” de que estas histórias que estão sendo contadas podem acontecer com qualquer pessoa que esteja assistindo. São dramas reais, apesar de estarem sendo contados de maneira ficcional. Porém, a série continua mesmo impressionando por este cuidado, pela direção (deixando de lado a “câmera nervosa” e investindo cada vez em planos abertos e enquadramentos bruscos). Enfim, Friday Night LIghts sempre consegue impressionar mesmo quando ela parece não estar em um bom ritimo. Foi assim com estes dois capítulos (em especial neste “I Can’t”). Os dramas irão continuar, assim como as resoluções para determinadas problemáticas que ainda estão por vir. Antes de terminar a resenha, acabei me recordando de algo (ou alguém): o JD McCoy ainda está vivo?

Cotação: ★★★★☆

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