Archive for janeiro, 2010

O fim da Miramax

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

Foi sem nenhuma surpresa que recebi a notícia de que Harvey Weinstein havia fechado os escritórios da Miramax, que era controlada pela Disney desde os anos 90, em Los Angeles e em Nova York. E digo a vocês: esta é uma péssima notícia. Já era esperado que, com a crise econômica pela qual os Estados Unidos passaram no ano passado, muitos estúdios poderiam não aguentar o baque e o déficit econômico que eles, porventura, iriam sofrer. Foi exatamente o que aconteceu com a Miramax, que já não andava muito bem. Na realidade, o estúdio nunca se preocupou exatamente em fazer filmes com grandes bilheterias mas, principalmente, em levar ao seu público um selo de arte que pudesse ser contemplado por uma classe cinéfila mais exigente.

Atualmente, alguns estúdios se tornaram responsáveis por distribuir estes filmes independentes. É o caso da Fox Searchlight, da Sony Classics e a Focus (que é ligada à Universal). Paramos aqui, porque a Warner também tinha um selo para distribuir tais obras, que também foi fechado em 2008 por conta de uma crise que atingiu o estúdio. Ora, a Miramax foi a grande responsável por lançar diretores que hoje são consagrados como, por exemplo, Quentin Tarantino, David Lynch, Anthony Minghella, Rob Marshall e tantos outros.

O que isso muda para Harvey Weinstein? Nada, obviamente. Ele continua com o seu estúdio The Weinstein Company, produzindo e distribuindo filmes independentes. Mesmo assim, esta notícia surge em um momento terrível, principalmente porque coincide com o Festival de Sundance, em Park City, que é o grande símbolo do cinema independente mundial. Chega a ser irônico porque, na abertura do festival, o novo diretor, John Cooper, afirmou que Sundance precisava se redefinir e voltar a ser, de fato, um festival que busca a produção cinematográfica independente, dando espaço para novas obras, novos diretores e novas linguagens. A edição desse ano ele resumiu assim: “menos comercial e mais independente”.

Ao mesmo tempo que Cooper prometeu redefinir o pensamento do festival, também surge outra questão no debate. Em Sundance, todos estão querendo discutir os novos meios de distribuição como, por exemplo, ter a opção de que algumas produções de baixo custo sejam exibidas do lado de fora dos cinemas, e não nas salas de exibição. A ideia - de distribuição alternativa de filmes para assinantes de videos por TV a cabo (algo como um pay per view) ou sistemas de televisão por satélite e a internet - é o que alguns dos envolvidos com as produções independentes estão apoiando. E tudo isso surge exatamente na semana em que recebemos a notícia que a Miramax foi fechada, enquanto que em Sundance, cineastas, distribuidores e pessoas ligadas à produção cinematográfica, discutem o que fazer com o cinema independente.

Existem dois caminhos a partir daqui e somente um deles é o certo: é, de fato, o fim de uma Era. Mas será que uma nova pode estar se iniciando? Sinceramente, não vejo movimentação (nem das salas exibidoras e nem dos grandes distribuidores) em querer fazer muitas apostas ou abrigar os filmes independentes. A resposta do público pode variar bastante e, com a crise que ainda continua aterrorizando os estúdios, são poucos aqueles que querem arriscar em algo que eles não sabem qual será o resultado. Com a diminuição do suporte aos filmes independentes (principalmente agora que a Miramax foi fechada), as decisões de Sundance têm mais potencial do que nunca para impactar o gênero.

Invictus

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

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Dirigido por Clint Eastwood. Com: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge, Patrick Mofokeng, Matt Stern, Julian Lewis Jones e Adjoa Andoh. (idem, 2010)

Quando o poeta inglês William Ernest Henley escreveu o poema “Invictus”, os seus versos vêm sendo usados como uma prova de superação. Nas entrelinhas, em meio às metáforas, o seu significado é exatamente este. Talvez seja por isto que Nelson Mandela tenha lido tanto ele durante os muitos anos em que permaneceu preso, sonhando com o dia que deixaria aquele lugar para governar uma nação que vivia desunida, separada pelo preconceito, pela cor das suas peles. Neste filme dirigido por Clint Eastwood, o foco está exatamente na chegada de Mandela (Freeman) à presidência e a realização da Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, na África do Sul. Antes disso, Eastwood deixa claro no início do filme a maneira como os africanos viviam naquela época. Partindo do treinamento do time de rúgbi, o diretor americano mostra os dois lados de um país dividido: enquanto os “brancos” jogavam rúgbi, os “negros” se empolgavam com o futebol. E assim sempre foi, até um determinado momento.

Mais do que cumprir as promessas que havia feito, Mandela queria mesmo era fazer com que o seu povo se unisse. Para ele, nada melhor do que uma Copa do Mundo para transformar todos os corações dos sul-africanos a torcer por sua seleção, mostrando que o esporte é uma importante ferramenta de fazer com que as pessoas possam se tornar sociáveis e, principalmente, movidas por uma única paixão: torcer. Para isso, Mandela convoca François (Damon), o capitão da seleção da África do Sul. O roteiro de Anthony Peckham erra, no entanto, ao não conseguir mostrar com eficiência as investidas de François para também inspirar a sua equipe. A impressão que dá é a de que todos eles aceitaram de uma maneira muito rápida o que estava acontecendo (apesar de entender que todos eles estavam querendo ganhar). Se o roteiro peca por isso, a direção de Clint Eastwood é algo sempre a se destacar, principalmente porque ele sempre impressionar e emocionar os espectadores que estão assistindo.

Durante os jogos de rúgbi, por exemplo, os planos-detalhes em cada jogada ou nas táticas que os jogadores usam para fazer o jogo fluir, coloca qualquer leigo em completa harmonia com o esporte, mesmo não tendo conhecimento das suas regras. A fotografia de Tom Stern, que trabalhou com Clint no filme A Troca, aqui não demonstra muita eficiência em relação à sua estética, ao contrário do que ele realizou no seu trabalho anterior (quando também foi ajudado pela equipe de direção de arte, sendo estes os dois melhores elementos que A Troca pode oferecer). Entretanto, Invictus mostra uma importante força em Morgan Freeman de uma maneira equivalente ao papel importante que Nelson Mandela desempenhou em prol da paz em seu país. Os contrastes que antes eram tão visíveis, começou a dar lugar a um olhar de esperança na medida em que a Copa do Mundo avançava e, com ela, a Seleção da África também, ganhando cada partida e encantando os seus torcedores, fazendo com que eles acreditassem que aquele sonho era realmente possível, bastava apenas alimentá-lo.

Parece um discurso romântico, mas grande parte daquilo que Nelson Mandela conseguiu realizar foi por conta dessa sua perseguição em nunca desistir. E isso vem do poema Invictus, tantas vezes citado durante o filme. Aliás, o filme de Eastwood consegue alcançar grandes cenas neste tom romântico que o filme possui em seu discurso, principalmente no jogo da final da Copa do Mundo, quando ele se utiliza de uma excelente montagem para mostrar a maneira como o esporte, como previa Mandela, realmente conseguiu unir as pessoas. Todos assistindo o jogo e comemorando foi a prova que ele queria (e que o povo precisava) para ter a confiança dos sul-africanos. Além disso,  Invictus também procura mostrar a personalidade de Nelson Mandela, seja pelo jeito que ele cumprimentava as pessoas, ou por meio dos seus diálogos e por não ter medo de enfrentar os desafios. Além disso, também mostra o seu lado de querer sempre trabalhar, algo que começou a prejudicar a sua saúde com o tempo.

Ao falar tanto de inspiração, Invictus (tanto o poema quanto o filme) são duas obras inspiradoras e que tratam de um único tema: esperança. Ambos falam de caminhos difíceis e turtosos para se alcançar os seus objetivos mas, em contrapartida, se tornam inspiradores de diferentes maneiras. O poema de Henley será sempre lembrado por conter a clássica frase “eu sou o senhor do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”, o qual quer dizer o quanto você é capaz de guiar a sua vida, pois é você quem a controla. Enquanto isso, o filme Invictus nos mostra a importante figura que o Nelson Mandela foi, não somente para a África do Sul, mas também para o Mundo. Ele fez tanto para os dois e as suas palavras de esperança continuam presentes quando se fala de preconceito, em qualquer esfera e de qualquer tipo. Invictus pode ser um filme irregular em determinados momentos, mas é comovente ver esta história e enxergar o quanto as coisas podem ser transformadas, por mais difíceis que elas sejam. Basta querer, basta alguém procurar mudar e acreditar nestas mudanças.

Cotação: ★★★☆☆

O retorno de Damages

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

O ótimo drama Damages, do canal fechado americano FX, retornou na última segunda para a sua terceira temporada (que, provavelmente, deverá ser a última). Se consolidando como uma série cuja principal característica se encontra no suspense misturado com o drama jurídico, Damages traz novamente Glenn Close e Rose Byrne em uma rede de conspiração onde tudo pode acontecer. Aliás, para quem assistiu a primeira temporada, é perfeitamente perceptível a maneira como os roteiristas conseguem ligar os fatos aos seus personagens, colocando todos eles em uma trama onde todos são suspeitos.

O segundo ano, no entanto, mostrou que Damages havia perdido um pouco da sua força narrativa. Demorou para que os episódios começassem a ter sentido e, principalmente, começassem a engatinhar a história que estava sendo tratada. De qualquer maneira, ela manteve o suspense cmo é de praxe. Contando sempre com um elenco altamente capaz de rasgar boas intepretações - foi assim com Zélyko Ivanek e William Hurt - tanto dos coadjuvantes, quanto dos principais. E, dessa maneira, se começa mais um ano.

Por um lado, este primeiro episódio “Your Secrets are Safe” demorou para contemplar a história. Seguiu de maneira muito lenta e utilizando diversas metáforas. As idas e vindas no tempo, algo que a série já se acostumou a fazer, começaram a elucidar o que ela se prepara para apresentar neste terceiro ano. Patty está com um novo de um empresário que roubou dinheiro dos seus clientes e mergulhou toda a sua família em uma crise, já que todos os negócios que ele dizia ter eram falsos. Mais do que isso, Hewes precisa lidar também com o fato de estar ainda mais sozinha, principalmente porque Ellen Parsons saiu do seu consultório e se juntou à Promotoria. A única pessoa que ela tem como amigo neste momento é Tom Shayes, que  parece ter se tornado o grande fio condutor para esta temporada.

Com o nome na parede ao lado de Patty Hewes, ele está vendo a sua carreira como advogado finalmente deslanchar, conquistando aquilo que ele sempre sonhou. Já Ellen, persegue um traficante para conseguir chegar até o fornecedor, que é o seu principal objetivo. Ao que parece, todos continuaram seguindo as suas vidas. Resta saber, até quando eles vão apenas fingir que isso está acontecendo.

Ao contrário de alguns comentários, não achei que este primeiro episódio foi tudo isso que alguns estão comentando. Mesmo porque, ainda é muito cedo para dizer se esta temporada será ou não boa, ou melhor que a segunda. No início, Damages procura apenas se realizar por meio de metáforas e manter os mistérios, fazendo com o que o seu espectador possa se ver jogado em uma rede de mentiras e de conspiração. Esta é a sua principal característica. Foi dessa forma que a série conquistou grande parte do seu público. Agora, é esperar pelos próximos episódios, porque aquele final me deixou realmente com muito interesse de assistir esta temporada. Vale ressaltar também a boa edição do início deste capítulo, quando recapitulou os últimos acontecimentos. E, assim, mais uma temporada se inicia.

OTH 7×13 - Weeks Go By Like Days

terça-feira, janeiro 26th, 2010

Atenção: os próximos parágrafos possuem spoilers

Título: Weeks Go By Like Days
Temporada: 07
Episódio: 13
Exibição: 18/01/10
Emissora: CW

Eu não poderia esperar que esta temporada de One Tree Hill fosse melhorar, mas o fato é que ela vem se equilibrando e melhorando conforme os episódios passam. No hiatus que a série teve, inteligentemente o roteiro colocou Haley James Scott e sua família na estrada de divulgação do seu novo álbum, em uma nova turnê. Durante os primeiros dez minutos, a edição favoreceu e deixou os seus telespectadores “a par” do que tinha acontecido e do que estaria para acontecer. Assim, vimos Millie completamente sozinha em sua casa, onde os móveis todos foram vendidos para que ela pudesse financiar o seu vício pela cocaína. Em contrapartida, vimos Alex cuidando de si mesma e entrando em uma clínica de reabilitação para sair dessa vida e poder retorna para Tree Hill. Entre tudo isso, ainda tinha Clay observando alguns novos jogadores para fazer contato e também a sua “profunda paixão” por Quinn. As seis semanas de intervalo que a série teve em cima destas tramas, só não foram suficientes para salvar o relacionamento entre Brooke e Julian, já desgastados com as brigas e com os conflitos que os dois passaram neste período. Afinal, quando será que Brooke abrirá realmente o seu coração?

Sobre isso, Quinn e Clay parece que não estão com nenhum medo. Por enquanto, eles têm sido personagens que ainda resgatam aquele sentimento de amor que antes tinha em One Tree Hill com Nathan e Haley (claro que em dimensões completamente diferentes, não vamos comparar e nem entrar neste mérito). As cenas dos dois são bonitas e eles estão formando um bom casal para a série. É claro que os conflitos irão aparecer. Com isso, fico esperando como os roteiristas irão tratar todas estas tramas entre os dois, principalmente agora que o ex-marido de Quinn, David, está de volta à Tree Hill como namorado da sua irmã Taylor, que vai ficar na casa de Haley até achar um lugar para morar. Enfim, com tantas questões familiares, tenho certeza que a série se afundará ainda mais neste tema de como são complexas as famílias. Taylor, mais uma vez, está prestes a estragar a harmonia que estava reinando e imperando na casa. Nem por isso a trama pode acabar ficando repetitiva. Dessa vez, a história gira muito mais em torno da família “James”, com três irmãs que possuem personalidades diferentes uma das outras e extremamente complexas em seus pensamentos.

Ainda assim, continuo achando importante o romance entre Julian e Brooke. As discussões que ambos tiveram no episódio foram intensas e reais, onde cada um falou verdades sobre o outro. Brooke continua sendo aquela pessoa que não consegue se dar bem nos relacionamentos, sempre presa ao passado que teve com Luke e, principalmente, nas traições de Peyton e na falta de confiança nas pessoas que estão em sua volta. Enquanto isso, Julian tentou construir um relacionamento com ela que pudesse dar certo, por todo o amor que ele tinha para oferecer. Mas não adianta somente um lutar para que funcione, não é mesmo? Esta é a principal queixa de Julian em relação à Brooke, que continua sentindo ciúmes da relação que ele possui com Alex. O diálogo final que ambos tiveram deixa o futuro dos dois em aberto, sem saber exatamente onde vai dar. Neste quesito, One Tree Hill acertou por um lado, mas acabou errando por outro. Colocar Brooke correndo para o tal inglês consultor da linha masculina da sua presa foi uma das piores decisões que os roteiristas poderiam ter tomado, principalmente como resolução de um episódio que caminhava bem em relação aos diálogos entre os Brooke e Julian.

Ainda assim, tenho gostado desta sétima temporada. É claro que ela não tem sido a minha favorita, ainda acho tudo meio inconstante e sem sentido. Mas tivemos excelentes episódios por aqui. “Weeks Go By Like Days” é um capítulo que, aparentemente, não acontece nada de muito importante e a trama parece não sair do lugar. Mas vimos momentos importantes nele como, por exemplo, o retorno de Mouth para ajudar Millie a se recuperar do seu vício (Alex também resolveu prestar socorro) ou, ainda, as maneiras como Jamie segue aprendendo com os seus ensinamentos, meio que rápidos e sem muito sentimento, dos seus pais em relação à sua convivência com os seus amigos e a importância que eles possuem na vida de qualquer ser humano. Aliás, Jamie é um espetáculo a parte neste episódio. Enquanto tudo isso acontece, resta saber como a família Scott irá lidar com o “furacão Taylor” e todas as loucuras que ela provavelmente irá aprontar a partir de agora. Tramas não irão faltar. Sobre o recomeço de Brooke e Julian, eles também são um motivo para continuar assistindo esta temporada. Os dois se amam, mas é necessário saber até onde o amor deles pode permitir que eles fiquem juntos sem um desconfiar do outro, sem um querer afastar o outro.

Cotação: ★★★☆☆

Sundance ‘10: a premiere de “The Runaways”

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

A história do filme é sobre a banda The Runaways, centrada em especial nas integrantes Joan Jett e Cherie Currie. O grupo alcançou imenso reconhecimento como a primeira banda de sucesso de rock formada apenas por mulheres, na década de 70. Além de Jett e Currie, Runaways contava com a baterista Sandy West, a guitarrista Lita Ford e a baixista Jackie Fox. A banda permaneceu unida durante quatro anos, terminado em função de problemas com dinheiro e empresários. Escrito e dirigido por Floria Sigismondi, o filme será lançado dia 19 de março de 2010 nos Estados Unidos. No Brasil, ainda não há data prevista, mas já se sabe que o filme será distribuido pela Paris Filmes.

Críticas da ex-guitarrista
Em entrevista ao site da Rolling Stone EUA, Lita Ford, ex-guitarrista do The Runaways, criticou a produção da cinebiografia sobre a banda. Prestes a lançar Wicked Wonderland, primeiro álbum de estúdio desde 1995, Ford contou que não irá se envolver com o longa.

“Só quero que as pessoas saibam que não tenho nada a ver com o esse filme”, disse. “O agente de Joan [Jett] ofereceu alguns milhares de dólares para comprar os direitos sobre minha história de vida. Achei isso nojento - nunca respondi de volta.”

Apesar de não ter problemas pessoais com Joan Jett, Ford apontou o agente como o responsável por uma “guerra” entra as duas, o que viria acontecendo desde 1985. “Até agora, mantive a boca calada e não sei como alguém como ele passa tanto tempo tentando destruir a carreira de outra pessoa”, explicou. “Joan e eu não fizemos nada para machucar uma a outra. Sempre amei Joan. Não sei qual é o problema dele.”

- Confira algumas fotos da premiére e da coletiva de imprensa

Kristen Stewart interpreta Joan Jett

Joan Jett: a própria também estava em Sundance

Direção do filme ficou a cargo de Floria Sigismondi

Kristen Stewart participou de uma entrevista coletiva

Atriz respondeu sobre “The Runaways” e “Welcome to The Rileys

“The Runaways” chega em março nos Estados Unidos

- Confira o trailer do filme