Archive for agosto, 2009

Divulgado trailer de ‘Capitalism: A Love Story’

domingo, agosto 30th, 2009

Michael Moore está de volta!

Se Beber, Não Case!

sábado, agosto 29th, 2009

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Dirigido por Todd Phillips. Com: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham, Sasha Barrese e Jeffrey Tambor. (The Hangover, 2009)

Quando Judd Apatow lançou Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 anos, estava praticamente definido um novo sub-gênero para as comédias. Chega de filmes parecidos com American Pie (ou até mesmo continuações dele), a moda agora é fazer comédia com personagens adultos que, ao contrário desta última citada, não busca desafiar a inteligência do seu público. Muito pelo contrário, as situações mostradas em Ligeiramente Grávidos e neste Se Beber, Não Case (que tradução horrível para o título, não?), do diretor Todd Phillips, são reais o suficiente para nos fazer acreditar em algumas confusões que eles se metem, principalmente em uma despedida de solteiro em Las Vegas.

Doug está prestes a se casar. Mas antes, ele e seus amigos vão fazer a festa de despedida de solteiro em Las Vegas, “a cidade do pecado”. Em companhia de Stu (o responsável), Alan (o irmão da noiva) e Phil (o galã), eles estão prontos para terem uma noite inesquecível, literalmente. Vítimas do ‘boa noite, Cinderela’, eles acordam no dia seguinte à despedida de solteiro completamente esquecidos do que fizeram e do que aconteceu nas últimas horas. No quarto do hotel, uma bagunça incrível. Como se não bastasse, eles se dão conta de que acordaram com um bebê e com um tigre dentro do banheiro. Como estas ‘coisas’ foram parar no quarto de hotel em que eles estavam? Nem eles mesmos sabem dizer.

A montagem que o roteiro de Jon Lucas e Scott Moore dão para o filme funciona muito bem dentro da estória. Uma vez que a obra começa com uma ligação de Stu para a noiva de Doug, dizendo que o casamento não poderá acontecer. Dessa forma, somos trazidos para dois dias antes e os fatos que aconteceram para que eles chegassem naquele ponto em que estavam. Por meio desta montagem circular, os rapazes vão procurando pistas para, primeiro, acharem Doug e, segundo, se lembrarem do que fizeram na noite da despedida de solteiro. Como uma coisa acaba ligando à outra, Stu, por exemplo, descobre que casou com uma stripper e deu de presente até o anel que seria entregue à sua noiva.

A confusão não para por aí. Ao refazerem os passos da noite anterior, Stu, Phill e Alan, vão descobrindo que a encrenca é muito maior do que eles pesnavam. O casamento de mentira no qual Stu se meteu trouxe consigo o bebê que eles encontraram dentro do quarto onde estavam hospedados. Alan descobre que, o ecstasy comprado por ele não era exatamente a droga que ele estava querendo (ou pensando). E assim por diante, eles vão tentando descobrir o paradeiro de Doug. E como o tempo vai se esgotando, já que eles precisam voltar para Los Angeles para o casamento, o desespero começa a tomar conta.

E a cada situação que o filme nos coloca, Se Beber, Não Case consegue ser hilário. O Alan, por exemplo, lembra muito o personagem Sock da série Reaper, que foi recentemente cancelada pelo canal CW. Não apenas pelas coincidências físicas (ambos são relativamente gordos), mas também pelo senso de humor que eles acabam tendo. Agora, é claro, Se Beber, Não Case é um filme em que não apenas um ator se destaca. Todos que estão ligados no círculo de amigos que viajam para Vegas conseguem o seu destaque de diferentes maneiras. E isso é o mais importante de perceber, uma vez que esta química se torna fundamental e parte integrante do filme.

Ainda que o espectador já saiba que no final tudo dará certo, a motivação que temos para ver este longa-metragem não é exatamente esta. Ele é divertido e, acima de tudo, tem um humor inteligente. A cena em que o Mike Tyson aparece é uma das melhores surpresas no filme, assim como o chinês pelado que subitamente pula do porta-malas do carro de Doug. Em situações engraçadas como estas, Se Beber, Não Case não é o tipo de filme com um humor escrachado. Diferentemente disso, é uma comédia muito mais sutil mas que, na mesma proporção, consegue atingir o seu público pela boa trama apresentada pelo filme e, principalmente, pelos atores.

O ditado mais conhecido do mundo, talvez, diz que aquilo que fazemos em Vegas, fica em Vegas. E, realmente, para estes amigos, o que eles fizeram na “cidade do pecado” ficará por lá (até que a continuação nos prove alguma coisa). As fotografias colocadas nos créditos, por sinal, são uma atração à parte. Elas elucidam um pouco das ‘travessuras’ que estes quatro amigos fizeram na despedida de solteiro de Doug. Um filme bastante divertido, que não se preza apenas pelas piadas ou em soar engraçado. Mais do que isso, Se Beber, Não Case possui uma boa trama que é bem desenvolvida ao longo do filme.

Representando de maneira engraçada as inseguranças vividas por estes adultos, Todd Phillips é extremamente feliz na sua direção misteriosa durante toda a obra. Porque ele nos faz acreditar que realmente algo de ruim poderia (ou pudesse) ter acontecido com o noivo. E o mais engraçado é a resolução que dá para isso tudo, uma vez que Doug havia sido esquecido no telhado do hotel em que estavam. Se Beber, Não Case é um desses filmes que não estamos esperando muita coisa e, ao assistirmos, saímos com a sensação de ter visto um bom filme e dele ter se tornado em uma grande surpresa no ano.

Cotação: ★★★★☆

Os Normais 2 - a noite mais maluca de todas

sexta-feira, agosto 28th, 2009

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Dirigido por José Alvarenga Jr. Com: Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres, Cláudia Raia, Drica Moraes, Danielle Winits, Daniel Dantas, Alinne Moraes, Daniele Suzuki e Mayana Neiva. (idem, 2009)

Existe uma certa diferença estética entre uma série de tevê e o cinema. Enquanto os seriados são feitos de maneira episódica e mais curtos em sua essência, a arte de fazer cinema se caracteriza por consolidar uma obra com início, meio e fim, não importando a maneira como você monta estas ações que, no final, traga ao espectador o entendimento necessário para o que ele acabara de ver. Pois é exatamente esta sensibilidade que falta para Os Normais 2, que estreia neste fim de semana, ao passo que os criadores preferiram preservar o símbolo estético de um programa de tevê em uma transposição livre e vergonhosa para os cinemas.

Uma das piadas em Os Normais 2 pode causar um certo desconforto para um determinado público nos cinemas. ‘Se você cruzar um ser humano com um bicho-preguiça, nasce o quê?’ A resposta: ‘Um baiano de pulôver’. Os atores juram não saber que esta sequência entraria no curtíssimo longa-metragem de 75 minutos, mantendo a estética do programa de televisão. Mas esta com certeza não é a primeira vez, e nem será a última, que os baianos sofrerão algum tipo de preconceito nos filmes.

Não basta ir muito longe para buscar um exemplo. O filme Tropa de Elite, do diretor José Padilha, por exemplo, em um determinado momento concentra a sua narrativa em cima de um traficante que, por mera ‘coincidência’, se chama ‘Baiano’. Ele não poderia ser ‘Carioca’, ‘Mineiro’, ‘Paulista’ ou com um nome de qualquer outro estado? Porém, esta é a maneira com que este povo que vive na Bahia é visto lá fora, pelo menos é o que compreendemos a partir dos filmes que acabamos vendo.

Retomando, Os Normais 2 é um filme que se esforça para ser engraçado. No entanto, tudo o que ele consegue é envergonhar o seu espectador com piadas descabidas e situações que beiram o absurdo. Tudo bem, na série de tevê Rui e Vani também se metiam em confusões gigantescas mas, pela própria estética da televisão, existia um determinado sentido. Para o cinema, temos a nítida noção de estarmos vendo apenas mais um episódio da série em que o casal, procurando esquentar o relacionamento, começam a buscar a idéia de fazer um ‘ménage à trois’.

Dessa forma, eles começam a conhecer pessoas distintas dispostas (ou não) a participar desta ‘mistura’. Uma coisa em Os Normais 2 é inegável: a química entre Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres. Impressionante como eles conseguem fazer com que tudo soe naturalmente para os olhos de quem está assistindo, e essa é uma virtude que o filme possui a partir do sucesso que foi o seriado. O diretor José Alvarenga Jr. (‘Divã‘), tenta até mesmo utilizar dos mesmos enquadramentos que são feitos na televisão, mas claramente peca por uma direção descontrolada que, para a estética cinematográfica, não funciona em nenhum momento.

A mediocridade do filme não se caracteriza apenas por estas piadas ridículas, ou pela direção tosca, mas ainda mais por brincar com o seu espectador em um determinado momento, quando a tela fica completamente preta e mensagens são enviadas para a platéia. Claramente, um artifício ridículo que está ali apenas para dar mais minutos a um filme que, por si só, já é extremamente curto. Um longa-metragem com cara de curta-metragem que não consegue, em nenhum momento, sintetizar ou transformar a excelente química entre os atores principais com os personagens que eles encontram no meio do caminho.

Péssimo em sua montagem, Os Normais 2 talvez até cause algumas risadas no público (o que acho muito difícil). O ápice da vergonha é quando Rui e Vani ficam presos dentro da banheira da casa de Cláudia Raia. E são inúmeras as tentativas de conquistar a platéia por meio de cenas como essas mas, para um filme de comédia, me parece que os roteiristas Alexandre e Fernanda Young perderam o senso de humor.

Cotação: ☆☆☆☆☆

Intrigas de Estado

quinta-feira, agosto 27th, 2009

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Dirigido por Kevin MacDonald. Com: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright Pen e Jason Bateman. (State of Play, 2009)

Recentemente, temos acompanhado a crise do Senado brasileiro. Todas as mídias estão noticiando, seja na internet, no impresso ou na televisão. E é impressionante como os fatos, sendo cada vez mais fundo investigados, vão nos apresentando novas facetas de um mundo político em que não existem “santos” ou “justos”. Existem, sim, pessoas que estão ali apenas para defender os seus interesses e nada mais do que isso. A população? Estes servem apenas no momento do voto porque, em seguida, são completamente esquecidos e se tornam vítimas de uma corrupção que parece não ter fim.

Pois bem, Intrigas de Estado possui uma estória muito parecida. Cal McAffrey (Crowe) é um repórter que cobre crime e polícia para o jornal Washington Globe. Para alguns, ele é um fracassado. Para outros, ele é um cara astuto na arte de apurar os fatos e descobrir estórias onde não parece existir. Em um desses ‘crimes rotineiros’ que ele foi cobrir, Cal começa a notar que existe uma tremenda articulação política e criminosa por trás de um homicídio que entraria apenas para a estatística da noite. Cal não pensava assim, principalmente quando Sonia Baker, mulher ligada ao deputado Rep. Stephen Collins (Affleck), é assassinada em uma estação de metrô.

Como os dois fatos, o assassinato de um ladrãozinho que roubava maletas de pessoas nas ruas para depois revendê-las a preços mais caros para o mesmo dono, e o homicídio desta mulher ligada a um deputado que estava apurando o envolvimento da PointCorp nas guerras do Iraque e Afeganistão? Ora, ninguém entra na guerra exatamente pensando naquilo que é melhor para o país. Cada um tem os seus interesses e vira, literalmente, um negócio onde se lucra bastante. A estória perseguida por Cal, basicamente, girava em torno de grandes figuras políticas que estavam ganhando dinheiro com os conflitos a mercê daqueles que estavam lutando e dando as suas vidas pelo país.

Porém, quanto mais o filme avança, percebemos que o roteiro da equipe de Tony Gilroy, baseado em uma minissérie escrita por Paul Abbott, sinaliza uma série de intrigas que são bem condizentes com o título. Cal, por exemplo, foi colega de quarto de Stephen e, por essa razão, acaba tendo-o como uma fonte para conseguir desvendar a sua estória. No entanto, a esposa de Stephen, Anne Collins (Penn), é completamente apaixonada por Cal e isso cria, por um determinado instante, um certo triângulo que em nenhum momento funciona, ou parece ser o foco do filme. É mais apenas para situar a confusão que o longa-metragem tenta retratar, ao passo em que vemos o próprio Cal e a sua colega, Della Frye (McAdams), arriscando as suas vidas para conseguir um furo jornalístico que poderia devolver ao Washington Globe o prestígio de outrora.

E, aqui, por mais que o filme seja uma ficção, me faz perguntar até que ponto o jornalista deve ir para conseguir aquilo que ele precisa para escrever uma reportagem. E, na realidade, ao contrário de outros filmes que já foram produzidos por Hollywood e que tinham a prática jornalística como pano-de-fundo, este Intrigas de Estado não me parece tão preocupado em discutir estas funcionalidades. É claro que ele mostra um processo muito importante dentro da profissão, que é a maneira como cada repórter se vira para apurar a sua pauta, ou para descobrir algum fato de importância onde, a princípio, não parece ter. Mais do que isso, ele trava uma briga entre o jornal impresso e o conteúdo que é disponibilizado online, uma vez que Della é a articulista do jornal na Web enquanto que Cal é o repórter apaixonado pelo veículo impresso.

Decerto, o maior problema de Intrigas de Estado é que ele se prende muito facilmente aos clichês destas obras investigativas ou de muitas reviravoltas. O próprio assassino, apesar da tentativa de humanizar o personagem no final do filme, se percebe a sua clara função de ser um desses soldados revoltados que são, de alguma maneira, suspensos da corporação e não conseguem conviver com esta ideia. Mais do que isso: o filme nos conduz por uma teia de intrigas, de mentiras e de suposições que nos dá um entendimento de que teremos uma conclusão bombástica, ou até mesmo surpreendente. Entretanto, acontece exatamente o contrário, pois o roteiro, apesar de esforçar para esconder a verdade, não demora muito para que o espectador possa perceber as verdades nas mentiras que estavam sendo contadas.

De qualquer maneira, é bom ressaltar a boa atuação do elenco no filme. O Ben Affleck, por exemplo, normalmente sempre muito criticado por este que vos fala neste momento, consegue desempenhar um bom papel interpretando um personagem ambíguo, inseguro e que sempre tenta contornar a situação para se passar de vítima, ou de desentendido. Apesar de no final a gente ter a nítida noção do péssimo ator. A própria Rachel McAdams também desempenha um bom papel, ao passo em que Russell Crowe, mais acostumado em seus papéis de jornalista, consegue uma atuação até mesmo discreta por todo o talento que conhecemos. O mesmo acontece com a atriz Helen Mirren (ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por A Rainha) que, pouco aproveitada pelo roteiro, aparece apenas como uma diretora caricatural de um jornal prestes a explodir (lê-se: acabar).

Ainda assim, é possível dizer que Intrigas de Estado é um bom filme, pois ele consegue prender o seu espectador nas investigações do jornalista Cal, correndo atrás das suas fontes, entrevistando um aqui e outro ali, para conseguir fechar a sua matéria, lutando contra o deadline de um jornal que precisa ir para gráfica para ser rodado e que não pode esperar, pois o tempo continua passando. São nestas nuances que podemos perceber um pouco do que significa a prática jornalística, ou o que é jornalismo. É uma arte de contar estórias a partir da coleta de dados. Muitos vão até as últimas consequências e, às vezes, pagam muito caro para conseguirem o que querem. Foi o caso do Tim Lopes, assassinado por traficantes no Rio de Janeiro. Para alguns, a profissão não precisa de diploma. Para outros, pouco importa. Para mim, ser jornalista é tão importante quanto ser médico.

Cotação: ★★★☆☆

O Mundo revolucionário de Avatar

terça-feira, agosto 25th, 2009

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James Cameron, desde o fenômeno e a obra-prima de ‘Titanic’, não fez mais filmes. Posso dizer que o diretor se caracteriza por trabalhos complexos e por revolucionar determinados efeitos cinematográficos que ajudaram a moldá-lo e transformá-lo, esteticamente falando. Como alguns tem dito pela internet, Avatar é um dos filmes mais grandiosos e falado, sem nem ao menos ter estreado. Desde que as imagens começaram a ser veiculadas na internet e que um trailer foi solto na grande rede, o burburinho começou a tomar conta de um público que anseia ver algo exatamente revolucionário que, se der certo, poderá mudar completamente certas maneiras de se fazer cinema e, se por acaso acontecer de dar errado, poderá ‘quebrar’ de vez o estúdio Fox e James Cameron não fará mais filme nenhum na sua vida.

Tudo isso que estou falando pode ser uma completa besteira, mas é dessa forma que o filme tem sido encarado. O próprio Cameron chegou a dizer em uma determinada publicação há algumas semanas: ‘não sei dizer se será bom, ruim, ou medíocre. O que posso dizer é que você verá coisas que nunca viu antes’. Ora, se isso não soa como um projeto totalmente ambicioso da parte dele, não sei o que pode significar. O roteiro começou a ser escrito em 1995 e não foi filmado porque ainda não existia tecnologia suficiente à disposição na captação de movimento e efeitos do gênero. O texto final ficou pronto em 2006. E personagens como Gollum, Davy Jones e King Kong, ajudaram a nos dar uma dimensão do que o 3-D pode fazer, se utilizado de maneira correta.

Cameron é também o homem que deu vida à franquia O Exterminador do Futuro – que rendeu quatro filmes, uma série com duas temporadas e mais outros dois filmes que estiveram recentemente nos cinemas. Sua competência também pode ser conferida em Aliens – O Resgate, produção que não idealizou, mas assim como Ridley Scott fez no primeiro filme da série, manteve o altíssimo nível de qualidade em uma produção que é, segundo muitos, melhor até que o original. Somente estas produções são as referências que precisamos para confiar no discurso proposto do diretor, disposto a desafiar os próprios efeitos da indústria cinematográfica em prol de uma produção capaz de nos impressionar pela tamanha realidade das cenas.

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Com um orçamento oficial na casa dos US$ 200 milhões – embora muitos afirmem que a produção já tenha extrapolado os US$ 300 milhões – Cameron escolheu justamente os estúdios de Peter Jackson, a Weta Studios para dar vida aos efeitos especiais do mundo de Pandora. Para a captação de imagens e movimentos do atores, Cameron escolheu um hangar de 16 mil metros quadrados chamado “Spruce Goose” – mesmo local em que o milionário Howard Hughes construiu seu avião no início do século passado. E é por isso que continuo afirmando: se a produção não vingar, o prejuízo para a Fox será estratosférico, inimaginável. Mas tem alguém ai duvidando disso?

De acordo com informações do site  ‘Portal de Cinema’, o sistema de câmeras de Avatar deverá ser mais ágil e mais leve que o próprio Cameron ajudou a projetar há nove anos atrás. A captação de imagens do filme é toda em 3-D estereoscópico. A idéia é que o 3-D não seja apenas um elemento exibicionista no filme e, sim, que ele tenha uma função de linguagem, produzindo uma estética que deve valer para o longa-metragem como um elemento narrativo da própria obra cinematográfica. A nova dimensão deverá ter uma função na história e despertar sensações específicas no espectador.

O Mundo de Avatar
A história de Avatar se passa no futuro, mais precisamente no século 22. A ação acontece em Pandora, uma lua que está na órbita de um planeta gasoso chamado Poliphemus, em Alfa Centauro. Em Pandora vive uma raça humanóide primitiva, mas bastante sábia, chamada Na’vi.

O ar de Pandora é irrespirável para os seres humanos. Então, para que pudéssemos entrar na atmosfera do planeta foram criados híbridos humano-Na’vi, chamados de Avatares. Esses híbridos são controlados por humanos, por meio de projeção de consciência, o que possibilita, em outras palavras, viver por meio deles.

A trama está centrada em Jake Sully, um fuzileiro naval ferido em combate que está paralisado, mas que em Pandora pode novamente andar graças ao seu avatar. Ameaçados pela expansão dos seres humanos em seu planeta, os Na’vi entram em conflito com militares da nossa raça, travando uma grande batalha.

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Captação de Movimento

Não é preciso esperar o filme estrear no dia 18 de dezembro deste ano para compreender o marketing em torno deste longa-metragem. Pelas imagens divulgadas na última semana - e principalmente pelo trailer - mostram que estamos diante de algo novo, talvez nunca visto. Aos poucos, eu diria que o cinema vem moldando estas tecnologias para se alcançar um clímax, que é exatamente este.

No próprio O Senhor dos Anéis, Gollum era um personagem cujos movimentos era feitos pelo ator mas, grande parte daquilo que vemos na tela, é programado e sofisticado no computador. Nos extras da trilogia, os técnicos dos efeitos visuais e desta técnica nos dão uma idéia clara do que estava sendo feito. Sempre vestido com uma roupa branca, o ator que viveu Gollum exercitava os seus movimentos de maneira bastante calma para dar um determinado tempo, altamente necessário, para se criar a captação imaginada.

Apesar de sabermos que tudo foi feito no computador, temos a nítida noção de realidade. E é impressionante como estes elementos cinematográficos conseguem ser encaixados na cena, contracenando com os atores reais (mesmo em ambientes fictícios). E este, pra mim, é o maior desafio que Avatar possui, uma vez que ele sendo feito em 3-D e recriando um mundo imaginado pelo seu diretor, perceber a composição das cenas é algo que deve ser observado e estudado minuciosamente. Entre tantos detalhes, Avatar desde o seu conceito é um filme que marcará a estória do cinema.