Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers
Título: Go Your Own Way
Temporada: 01
Episódio: 05
Data de Exibição: 03/07/08
Emissora: CBS
O que se espera de uma série como Swingtown que se passa no auge dos anos 70? Muito mais do que apenas caracterizar os seus personagens com os figurinos da época, ou mostrar a sua trilha sonora envolvente e dançante. Pela primeira vez, depois de cinco episódios, a série realmente mostrou o outro lado dos anos 70. As mudanças de comportamentos, a mulher começando a se tornar um pouco mais independente e não apenas sendo um objeto que obedece o seu marido. Go Your Own Way tem uma narrativa diferente dos anteriores, exatamente por trazer questões que eram discutidas naquela época e outras que eram usadas para apenas alienar à população.
Trina está dando mais uma festa em sua casa, agora em parceria com Sylvia (advogada que estava provocando ciúmes em Susan), para arrecadar fundos para a defesa de um ator pornô que foi preso por conta da censura e da sua atuação no filme. Toda essa questão mexe com a mídia, que naquele instante estava mais envolvida com o caso Watergate. Foi a primeira vez que o escândalo político foi devidamente citado na série. Eram características que estavam faltando em Swingtown, uma vez que se passa numa década diferente é preciso saber também usar os elementos que fizeram parte dela. Mike Kelley (criador do programa), estava apenas preocupado com a música, mas dessa vez mostrou que também se importa com as questões políticas e comportamentais da época. Para muitos, o que Nixon estava fazendo era desviar o foco, uma vez que se estava julgando o caso desse ator pornô.
Um outro ponto interessante desse episódio foi também o começo da independência da mulher. Susan, por exemplo, já estava começando a tomar decisões sozinha sem se preocupar com o julgamento do seu marido e se ele concordava ou não. Bruce começava a reclamar que ela não ia mais até a estação buscá-lo depois de uma jornada de trabalho, o jantar não estava mais pronto quando ele chegava em casa. Isso tudo é o começo de que a mulher não estava mais vivendo em função do homem, mas que deveria existir sim um companheirismo para que as coisas funcionassem. Apesar dos dois terem aderido ao swing e terem gostado, existem outras questões que os dois não concordavam e elas começaram a ser discutidas nesse episódio, que me parece ser um divisor de águas dessa temporada, pelo menos por enquanto.
Uma outra prova de que esse feminismo engajado começava a surgir, está também no próprio comportamento da filha de Susan. Laurie está cada vez mais próxima do seu professor e disposta a lutar contra o medo de ambos das conseqüências que um relacionamento entre eles poderá ter. No entanto, é notório que um já está começando a ceder para o outro. Assim, Laurie já dispensou o seu ex-namorado pedindo para que ele a deixe viver, assim como o seu pensamento influencia completamente a sua mãe a tomar decisões sem a ajuda do seu marido, ou pelo menos, sem o consentimento deste. Com isso, Swingtown começa a explorar mais a década trazendo tais questões para o campo da sua narrativa e daquilo que ela está se propondo a contar.












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