Emmy Awards: mais alguns finalistas

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Continuando a comentar os finalistas em algumas categorias do Emmy, foram divulgados hoje os Atores e Atrizes em Drama e os melhores Atores Coadjuvantes em Comédia. Dessa vez resolvi fazer diferente. Na outra postagem que fiz referente aos pré-indicados, eu apenas comentei. Agora, além dos comentários, trago também a lista final na opinião deste blogueiro que vos fala. Segue a lista:

Melhor Atriz em Drama

Patricia Arquette, Medium

Glenn Close, Damages

Minnie Driver, The Riches

Sally Field, Brothers & Sisters

Mariska Hargitay, Law & Order: Special Victims Unit

Holly Hunter, Saving Grace

Elisabeth Moss, Mad Men

Mary McDonnell, Battlestar Gallactica

Kyra Sedgwick, The Closer

Jeanne Tripplehorn, Big Love

A indicação de Glenn Close é mais do que merecida. Uma interpretação precisa na série Damages, criando um personagem cheio de mistérios como Paty Heres. Ela deve ficar entre as cinco, assim como Patricia Arquette, que já vem desempenhando um bom papel em Medium faz um tempinho. Elizabeth Moss também tem uma chance, até porque Mad Men é uma série muito querida pela crítica.

As cinco favoritas para mim:

Patricia Arquette

Glenn Close

Elizabeth Moss

Kyra Sedgwick

Holy Hunter

Melhor Ator em Drama

Gabriel Byrne, In Treatment

Kyle Chandler, Friday Night Lights

Bryan Cranston, Breaking Bad

Patrick Dempsey, Grey’s Anatomy

Michael C. Hall, Dexter

Jon Hamm, Mad Men

Eddie Izzard, The Riches

Hugh Laurie, House

Denis Leary, Rescue Me

James Spader, Boston Legal

Uma categoria fortíssima, com grandes candidatos interpretando personagens altamente carismáticos e muito diferentes. As presenças de James Spader e de Hugh Laurie não é de espantar, até porque, as séries em que eles estão podem não ter tido um bom desenvolvimento nessa temporada, mas os dois continuam impecáveis. Ainda assim, o grande favorito pra mim é o Gabriel Bryne, interpretando o psicoterapeuta Paul Weston na fantástica In Treatment. Mesmo assim, o ator tem um concorrente muito forte, Michael C. Hall, que interpreta com maestria o psicopata Dexter e já fez um belíssimo trabalho na série Six Feet Under. As cartas estão na mesa.

Os cinco favoritos para mim:

Gabriel Bryne

Michael C. Hall

Bryan Cranston

Hugh Laurie

James Spader

Melhor Ator Coadjuvante em Comédia

Jon Cryer, Two and a Half Men

Kevin Dillon, Entourage

Justin Kirk, Weeds

Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother

John Krasinski, The Office

Jack McBrayer, 30 Rock

Tracy Morgan, 30 Rock

Jeremy Piven, Entourage

Fred Willard, Back to You

Rainn Wilson, The Office

Em relação às comédias já falo com pouca propriedade. Não tenho acompanhado muito o gênero, com exceção de 30 Rock e The Big Bang Theory além, é claro, de Weeds. As outras séries eu não tenho visto e não tenho feito muita questão de ver, menos The Office que estou muito atrasado em relação à exibição norte-americana. Com isso, acredito que 30 Rock entra como a grande favorita, principalmente depois dos prêmios do SAG Awards desse ano.

Os cinco favoritos para mim:

Tracy Morgan

Jeremy Piven

Justin Kirk

Rainn Wilson

Jon Cryer

Os indicados ao Emmy Awards 2008 serão divulgados no dia 17 de Julho.

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Trailler: Hancock

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Muito divulgado durante os playoffs da NBA, o novo filme do ator Will Smith estreiou no último dia 30 lá nos Estados Unidos. Confira o Trailler Oficial, inaugurando a nova categoria aqui no blog:

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Senhores do Crime

Cinema, Críticas Sem comentários »

Dirigido por David Cronenberg. Com: Viggo Mortensen, Naomi Watts, Vincent Cassel, Armin Mueller-Stahl. (Eastern Promises, 2007)

Muitos dizem que Senhores do Crime é uma continuação do filme Marcas da Violência, dirigido pelo próprio Cronenberg e também com Viggo Mortensen no elenco principal. Na verdade, quando se fala isso é mais por acharem que existem muitas coisas parecidas entre os dois longas, mais apenas de ser o mesmo diretor e o mesmo ator que protagoniza o filme. Porém, Senhores do Crime também uma espécie de sujeira muito mais forte daquilo que foi feito em Marcas da Violência. É como se houvesse um odor, um ambiente carregado de tensão na medida em que vamos nos aprofundando ainda mais na história e nos costumes da máfia russa.

Nikolai (Mortensen) é o motorista de uma das mais conhecidas famílias do Leste Europeu que atua no crime organizado em Londres. A família faz parte de uma irmandade chamada Vory v Zakone, dirigida por Semyon (Mueller-Stahl), um dos mafiosos mais influentes e teve que deixar os negócios que ele praticava na Rússia e transferí-lo para a Inglaterra. O restaurante é apenas uma fachada para as reuniões da irmandade. Kirill (Cassel), filho de Semyon, é quem comanda os negócios da família e é altamente ligado à Nikolai, como se ele fosse o seu próprio irmão. Porém, Kirill é um ser completamente desequilibrado e faz o tipo de filho que, quando tem um grande poder em mãos, não sabe como utilizar e acaba fazendo bobagem.

Logo no início do filme, para representar essa estesia de violência e sujeira que a obra apresenta, vemos de imediato uma garganta sendo cortada como se fosse um pão e que a gente vai cortando aos poucos. O sangue escorrendo e a câmera de Cronenberg sem a intenção de censurar a cena já nos promete um filme que não se trata especificamente de violência gratuita, mas sim de significados e vingança. No mesmo momento em que isso acontece uma jovem adolescente morre na mesma ala do Hospital onde trabalha a parteira Anna (Watts), que consegue salvar a criança mas não a mãe. Ela fica incrivelmente chocada com o acontecido por já ter também sofrido o mesmo tipo de trauma quando esteve grávida. Ao encontrar o diário da garota escrito em russo, ela pede para o seu tio traduzí-lo e acaba descobrindo coisas terríveis que ligam à Semyon e a sua irmandada.

O caminho de Nikolai e Anna então se cruzam quando ela começa a se relacionar com Semyon para tentar achar a família de Anna e Semyon tenta manter as portas da irmandade fechadas para que ninguém descubra as suas práticas. Tanto ele quanto o seu filho desnaturado Kirill que, apesar de se preocupar apenas com festas e bebidas, também é fortemente ligado às raízes da sua irmandade. E isso é algo muito comum. As pessoas já nascem com essa ligação e as tatuagens (outro ponto muito bem explorado) ajudam a contar a história da pessoa. São elas que ditam se você é mesmo pertencente à alguma irmandade ou se é apenas uma pessoa comum.

Senhores do Crime mantém um bom ritmo do início ao fim e aos poucos Cronenberg vai entrelaçando os pontos do seu roteiro, que é o grande forte do filme. Além disso, a atuação de Viggo Mortensen é impecável, o que lhe rendeu até uma indicação ao Oscar esse ano. Ele se preparou bastante para este personagem e até viajou sozinho para Moscou, São Petersburgo e a região da Sibéria para estudar gangues locais, além de aprender o idioma e de perceber a importância que as tatuagens têm para essas pessoas como representação dos crimes cometidos. E vai a partir do uso delas que Cronenberg criou uma das melhores cenas do seu filme, quando Nikolai é atacado numa sauna por uma gangue rival. A cena é completamente crua, sem qualquer trilha sonora, e tem todas as características do cinema de Cronenberg e em como ele não tem medo algum de ousar e de criar cenas violentas.

Mesmo assim, Senhores do Crime tem um desfecho que não é fácil de engolir. A minha expectativa era por uma vingança por parte de Nikolai ao saber que ele foi traído por Semyon. No entanto, dá pra saber também que ele fazia parte de uma investigação por parte da polícia britânica para prender o chefe da irmandade e talvez por isso o filme termine de tal forma. É a única explicação que eu pude encontrar. De qualquer maneira, Senhores do Crime é uma obra altamente violenta, ao estilo de David Cronenberg. E ele sabe fazer isso como ninguém, além de arrancar grandes interpretações de Viggo Mortensen, que andava meio perdido entre algumas produções que não souberam valorizar o seu talento.

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