Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers
Título: Pilot
Temporada: 01
Episódio: 01
Data de Exibição: 05/06/08
Emissora: CBS
Como a fall season chegou ao fim, o que nos resta agora são os programas que vão preencher a midseason americana. Swingtown, nova série do canal americano CBS, é uma das mais esperadas lá fora, principalmente por trazer um tema tão ousado: o troca-troca de casais. Com um pequeno detalhe: a história se passa nos anos 70. Época de sexo, drogas e rock n’ roll, a série investe no rótulo de uma década tão conturbada e cheia de ousadias. O episódio Pilot deixa boas impressões, o que mostra que a série tem força para continuar e para conquistar fãs que querem ver algo de diferente na televisão.
A história de Swingtown é sobre uma vizinhaça do subúrbio de Chicago, onde os residentes tem o costume de praticar a troca de casais. O casal recém-chegado ao bairro, Susan e Bruce Miller, já despertam o interesse de um outro casal, Trina e Tom Decker e, assim, logo são iniciados no swing. Imaginar os anos 70 como uma década moralmente correta, é algo que definitivamente não está nos planos do roteiro da série, e nem poderia mesmo. Os relatos são mesmos de uma filosofia em que, viver ao extremo era a maior das aventuras, por isso vamos ver bastante os personagens da série se descobrindo como pessoas, através do sexo, das drogas e das experiências que são geradas a partir disso.
Além de retratar um tema como esse, Swingtown não hesita em mostrar drogas rolando solto, adolescentes procurando charme com professor, se deliciando com revistas de mulheres peladas e por aí vai. Neste sentido, logo quando começa o episódio, já vemos o diálogo entre Tom Decker, piloto, e uma aeromoça. Quando os dois começam a ficar mais íntimos e a rolar um clima entre eles, a mulher logo afirma: “a sua esposa vai me matar”. E o piloto, com um olhar sarcástico, rebate: “ela vai amar você!”. E isso já é um presságio do que veremos dentro da série.
Ainda assim, acho que será difícil se acostumar com os episódios. Primeiro porque explora um tema que, obviamente, não é convencional para um canal aberto americano, mas que gera uma série de polêmicas. Se no séc. XXI ela causa certa indigestão, imagine no século passado. Sempre passa pela minha cabeça como é que se consegue aceitar este tipo de prática, ou melhor, quais os estágios que se deve passar até chegar nesse ponto. Pensando nisso, a explicação que encontro é que deve ser muito mais fácil administrar um relacionamento aberto, do que ficar se preocupando com a posibilidade do seu parceiro em começar outros relacionamentos.
E o swing também não perpassa apenas por essas questões. Pessoas utilizam bastante a idéia em busca de uma aventura dentro de uma relação amorosa que vai se enfraquecendo com o tempo. E está aí, me parece, a grande proposta de Swingtown. O casamento entre Susan e Bruce não vai muito bem. Susan já não sente tanta atração pelo marido. Depois de dois filhos e de tanto tempo juntos, parece que os dois estão mais naquela fase de “viver para a família”. É aí que surge os planos de Trina e Tom, que prometem esquentar o relacionamento entre os dois, sem contar que ainda é uma incógnita a forma como eles vão reagir em relação ao que acontece no porão da casa dos Decker.
Mas o que chamou mais atenção nesse Pilot foi a “cara” de anos 70 que a produção deu para essa série, seja com o figurino, com a montagem e até mesmo com o desenho das casas. Além disso, os personagens tem todas as feições das pessoas que viveram naquela década, sem contar que a trilha sonora até agora é o ponto principal de Swingtown. Contando com um elenco extremamente experiente, a série tem tudo para conseguir emplacar. Eu, particularmente, adorei o retrato que eles fizeram nesse episódio, começando em 1974 e terminando no ano de 1976, que deve ser por onde a série deve prosseguir. Até agora já foram exibidos dois episódios e vamos ver qual será o desenvolvimento da série a partir dele.











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