Cartaz e Trailler de Bond 22

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O trailler você pode conferir clicando aqui.

Previsão de estréia nos cinemas americanos: 07 de Novembro

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Ponto de Vista

Cinema, Críticas Sem comentários »

Dirigido por Pete Travis. Com: Dennis Quaid, Matthew Fox, Forrest Whitaker, Sigourney Weaver, William Hurt. (Vantage Point, 2008)

Ponto de Vista é um filme que não foge à premissa de conter diversos clichês que são até bem usados e conduzidos. A história, já tão abatida, acaba prendendo o espectador pela forma com que é contada. Mesmo assim, é uma obra que não tem o mínimo interesse em discutir as circunstâncias da guerra, ou ideologias de grupos terroristas. É um filme que está apenas interessado na ação e no divertimento das pessoas.

Logo o início somos apresentados ao cenário em que toda a história se passa, no qual o presidente norte-americano (William Hurt) participará de uma conferência em combate aos grupos terroristas, firmando uma aliança entre a Espanha e os Estados Unidos. O longa traz a história sob a lente de um canal de televisão que está fazendo a cobertura do evento, trazendo informações e procurando notícias para serem veiculadas na imprensa. Ponto de vista já deixa claro que a intensidade com que foi filmado é a sua grande característica, principalmente pela edição bastante rápida, sem deixar com que o filme pare um só instante. Enquanto a chefe de reportagem (Sigourney Weaver) comanda as câmeras e os seus repórteres, o agente especial do governo Thomas Barnes (Dennis Quaid) percebe que tem algo errado e começa a acionar toda a equipe para que garantir que nada aconteça. Porém, o que se vê é o presidente tomando dois tiros, bombas explodindo e toda uma multidão correndo desesperada.

Era só o início de uma série de fatos que iriam ser colados e apresentados aos poucos. E o filme vai repetindo a mesma história, mas mudando o ângulo, criando assim vários pontos de vista. A cada vez que o filme volta para o início e se fecha em um certo personagem, vemos a mesma história contada de diversas maneiras e tudo depois é colado para fechar um arco narrativo de vários núcleos. É assim quando Pete Travis (diretor) parte para apresentar o turista Howard Lewis (Forrest Whitaker), um americano que está de passagem pela Europa e resolveu acompanhar o discurso do seu presidente com a sua filmadora. Também quando ele volta a fita e conta tudo novamente focando agora em Thomas Barnes, que tinha acabado de ser reintegrado depois que tomou um tiro para salvar o presidente. Aos poucos a história vai fazendo sentido quando, por exemplo, a lente se volta para os terroristas e no planejamento deles, ou ainda na segurança do local para garantir que tudo se mantivesse em perfeita ordem.

E o roteiro vai ficando até interessante à medida em que os fatos vão tendo explicações, porque ele consegue desenvolver tantos os personagens quanto a própria história. E este é um acerto do roteirista Barry Levy, sabendo mesclar bem a ação com o drama e aflições dos seus personagens. Com isso, ele economiza tempo. Um dos terroristas, por exemplo, o roteiro soube mostrar como alguns deles foram usados em meio aos diversos ângulos que a história era contada. Talvez o grande problema sejam as voltas que o filme dá, quando ele termina o foco de um personagem e está prestes a partir para outro. Isso lembra muito a série Day Break, no qual um detetive vive o mesmo dia diversas vezes. Porém, Ponto de Vista cria uma situação que faz com que isto se torne um problema ou que fique muito chato para quem está assistindo ao filme.

O principal problema do filme é o ator Matthew Fox, que interpreta o agente corrupto Kent Taylor. A decisão do roteiro era em esconder os fatos e depois colar todos eles fazendo com que tudo estivesse interligado e fizesse sentido. Porém, mal o filme começa e logo sabemos que o agente Kent Taylor é corrupto pela sua maneira de conversar com o seu amigo Thomas Barnes, além de um comportamento que não esconde em nada a sua identidade. Ele poderia ter feito um pouco mais de força para que isso não ficasse tão visível. E quando Barnes descobre a “verdade”, o choque que o roteiro tinha o interesse de transmitir se perde na péssima interpretação de Matthew Fox, que sabemos ser um grande ator por tudo aquilo que ele faz na série Lost.

Mesmo assim, Ponto de Vista garante a diversão, com as boas cenas de ação, de perseguição e de uma edição que deixa a narrativa muito mais intensa. Sendo um filme pipoca, o diretor Pete Travis soube conduzir bem a história e tinha um roteiro realmente interessante em suas mãos, com um tipo de montagem não muito usual para filmes desse tipo. O ritmo alucinante garante a atenção do espectador, que irá assistir a um bom filme de ação, com um final previsível na luta entre o Bem e o Mal, o mocinho e o vilão.

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Um gênero que não assusta mais

Cinema, Opinião do Editor Sem comentários »

Antes mesmo de gostar apenas de dramas, eu era fascinado por suspense/terror. Lembro de ter visto várias vezes Lenda Urbana, até mesmo o Eu Sei o que Vocês fizeram no verão passado. Com o tempo comecei a procurar algumas coisas antigas, foi aí que me deparei com Alfred Hitchock. Minha vida já não era mais a mesma. O que dizer de Um Corpo que Cai? Ou, ainda, o grande clássico Psicose com a cena ainda mais clássica do chuveiro? O mestre do terror era fascinante e ele conseguia se reinventar, inclusive mesclar outros elementos com o suspense que faziam com que qualquer espectador pudesse vibrar com o filme, pudesse ser surpreendido.

Nesta semana procurei dar uma chance à Fear Itself, nova série de terror da NBC para esta midseason. O programa conta com episódios isolados e por isso não tem uma narrativa fixa. A cada semana uma nova história é apresentada, com novos personagens. Os capítulos são escritos e dirigidos pelos “mestres do terror” que são considerados atualmente. Fico a pensar: como eles podem dar um título como este a pessoas que não têm a mínima ousadia em ser diferente? E depois a minha imaginação parte completamente para a obra de Hitchock e imagino como este deve estar se remexendo no túmulo.

Fear Itself tem graves problemas de roteiro, algo que já ficou muito claro nos filmes do gênero atualmente. Como os episódios são isolados uns dos outros, sobra muito pouco tempo para desenvolver os personagens, as histórias. Parece que, enquanto o capítulo vai passando, só ficamos mais perdidos com o que está sendo contado porque nada faz sentido. O roteiro começa a jogar muitos fatos e, obviamente, sem dar nenhuma explicação para o que acontece. Tudo isso porque o tempo é pequeno para eles se preocuparem com a história, por isso a ação acaba sendo a parte favorita desses diretores e roteiristas. Os elementos do gênero também são explorados, mas o besteirol é muito maior do que qualquer outra coisa.

Eu tenho dito que o grande problemas dessas produções atualmente são as continuações e a tentativa de ganhar dinheiro. Claro, o cinema é algo mercadológico, assim como tudo nesta vida. Quando lançaram Jogos Mortais, por exemplo, foi um tremendo sucesso porque, naquele instante, foi um longa que conseguiu soar diferente e assustador ao mesmo tempo. Não era um filme apenas para dar sustos, mas tinha um roteiro altamente inteligente por trás. Depois vieram as continuações e a franquia se perdeu completamente na própria inteligência em constituir uma história tão boa no primeiro filme. A mesma coisa aconteceu também com Eu Ainda Sei…, Lenda Urbana 2 e outros que foram lançados.

Os remakes também nunca dão certo. Gus Van Sant é um exemplo disso. Ele deveria apagar a refilmagem que ele fez de Psicose da sua filmografia. E ele é um diretor extremamente competente e isso está comprovado nos filmes Últimos Dias, Paranoid Park e Elephant. No ano passado foi a vez de regravarem A Morte Pede Carona e o resultado: um desastre. Só valeu mesmo porque tinha a maravilhosa Sophia Bush no elenco. E esta tem sido a grande aposta do gênero: investir cada vez mais em mulheres gostosas para atrair o público. O que dizer, então, de Captivity estrelado por Elisha Cuthbert (24 horas). O filme não tinha história alguma, mas bastava colocá-la tirando a roupa para que fosse adquirida atenção. Veja bem, eu não estou reclamando do formato, mas acredito que o gênero é bem maior do que isso. Na verdade, essa história, dizem os especialistas, se enquadram em sub-gênero: o torture porn. Fica a pergunta: até quando eles vão continuar criando gêneros para incluir as besteiras que eles mesmos fazem?

Assistir a um bom filme de terror hoje é algo realmente difícil. O último que consegui ver foi 30 Dias de Noite. A própria atmosfera do filme deu conta de transmitir o suspense. Como foi baseado numa história em quadrinhos, o trabalho ficou facilitado porque eles não tiveram que criar uma história, mas sim adaptar. Assim, o resultado não foi tão ruim como se esperava. O que nos resta é continuar relembrando clássicos como O Iluminado dirigido por Stanley Kubrick, Carrie: A Estranha, O Exorcista. Para ser um pouco mais contemporâneo, dá pra citar O Exorcismo de Emily Rose que, nos últimos anos, é o único que salva da mediocridade.

E mesmo quando se lança obras que realmente resgatam os elementos do suspense/terror, como foi o filme Possuídos de William Friedkin, a crítica pouco dá valor e prefere continuar comentando dessas porcarias que hoje são lançadas. Possuídos foi um filme que passou despercebido pelo Brasil. Pouco se comentou que o diretor de um clássico, como O Exorcista, tinha conseguido novamente criar uma história inteligente e assustadora ao mesmo tempo. A verdade é que o gênero está entregue nas mãos de pessoas que se consideram “mestres”, sem ao menos saberem o que realmente significa ser um.

A imagem que ilustra esta postagem é de uma cena do filme O Exorcista (1973), dirigido por William Friedkin.

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IV SEMCINE - Programação “Diálogos”

Cinema, SEMCINE Sem comentários »

Um diferencial deste IV Semcine para as edições anteriores é a mesa diálogos, que será feita em dois dias do festival contando com a presença de diretores e também de críticos. Com isso, aqueles que estarão lá no Seminário poderão conversar mais um pouco e trocar idéias com pessoas entendidas do assunto, inclusive tirando dúvidas sobre as técnicas ou sobre qualquer outro assunto.

Na “Conversa com Diretores”, por exemplo, destaque para o diretor português Luis Filipe Rocha, que inclusive vai apresentar o seu longa “A Outra Margem” em uma das noites do Seminário. O diretor também concedeu uma entrevista para este blogueiro que vos fala e que em breve será postada aqui, quando o momento do Seminário estiver mais próximo. No entanto, posso garantir que foi uma das melhores entrevistas que eu já fiz, não pelas minhas perguntas, mas sim pelas respostas sinceras do diretor português.

Outro momento que promete bastante é a “Conversa com Críticos”. No ano passado a Crítica foi um tema sempre recorrente. Muito se questionava sobre o seu papel e sobre a comodidade das pessoas que apenas criticam. Este assunto rendeu até uma discussão fervorosa entre Edgar Navarro (cineasta) e André Setaro (crítico). De qualquer maneira, tenho certeza que o “diálogo” deve seguir por esse prisma de mostrar qual é o verdadeiro papel da crítica e como ela deve ser exercida.

Confira abaixo a programação “diálogos” completa:

[ programação ]

[ díálogos ]

Teatro Castro Alves - 24 e 25 de julho de 2008 - Sala Principal

24/07 quinta feira

10:00hs
Conversa com os Críticos
Mediador: Marcos Pierry

15:00hs
Conversa com Diretores
Luis Filipe Rocha, Miguel Kohan e Nicolas Pereda
Mediador: a confirmar

25/07 sexta-feira

15:00hs
Conversa com Abderrahmane Sissako
Mediador: a confirmar

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Swingtown 1×03 - Double Exposure

Reviews, Swingtown 1 Comentário »

Atenção: os próximos parágrafos contém spoilers

Título: Double Exposure
Temporada: 01
Episódio: 03
Data de Exibição: 19/06/08
Emissora: CBS

Double Exposure foi apenas uma continuação de tudo que a série apresentou até o momento. Festas, dúvidas, novos romances e muita discoteca, ou seja, nada de novo. Talvez este tenha sido o episódio mais fraco até agora, porque ele não manteve o ritmo dos anteriores e não desenvolveu novos fatos. Na verdade, já estou vendo que este vai ser um dos problemas principais em Swingtown. O roteiro, até o momento, não consolidou nada além da premissa básica da série que foi mostrada no Pilot, e isso acaba influenciando diretamente no ritmo que ela ter daqui pra frente.

Neste episódio, Susan tenta compreender o que de fato está acontecendo no seu casamento. Depois que ela e Bruce praticaram o swing, as coisas ficaram um pouco incertas e isso tem influenciado no seio familiar. Para tentar juntar as peças e trazer a sua família de volta para perto de si, ela começa com algumas práticas antigas que eles costumavam fazer, como tomar café juntos, ir à Igreja, coisas que normalmente se fazem juntos e que servem para aproximar todos da casa. Ela também sentiu que a sua amizade com Janet estava abalada e conturbada. Com a intenção também de resgatar a paz com a sua melhor amiga, Susan pede para que ela organizasse uma festa, até para deixar claro que as duas não vão deixar que a amizade termine por uma estar morando longe da outra.

Porém, os objetivos de Susan não são tão fáceis como parece. Os ciúmes dela com as possíveis investidas de Bruce só cria um clima ainda mais inseguro, mas que Trina e Tom já começam a planejar uma maneira para que eles possam ter confiança um no outro e que não se tornem apenas exclusivos, mas que acreditem no que eles estão experimentando, principalmente nos resultados que isso pode trazer para o relacionamento deles. E Janet organiza toda a festa, mas as diferenças de pensamentos entre ela e Trina ficam claras, inclusive os cíumes que Janet sente por Trina estar transformando Susan em uma outra pessoa. No entanto, Roger (marido de Trina), também se sente igual à sua esposa e não entende o que significa “experimentar” na língua dos swingers, colocando esta relação como uma traição.

Mas Swingtown procurou explorar mais nesse episódio a outra ponta do elenco, formado pelos filhos dos casais principais. O filho de Susan e Bruce, por exemplo, tem se relacionado cada vez mais com a filha da vizinha. Até o momento, tenho gostado da maneira como tem sido retratado e a série parece não estar forçando absolutamente nada, criando apenas um cenário para que as coisas possam se desenvolver com naturalidade. A filha mais velha, também do casal Susan e Bruce, já mostrou interesse pelo professor e teve até beijo. Esta é uma história que ainda vai render muitas discussões dentro da série passando, principalmente, pela aceitação dos pais e pela repercussão dentro da escola. Ainda assim, Swingtown precisa mostrar mais para se consolidar como a grande estréia dessa midseason.

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