http://blogna.tv/wp-content/uploads/2010/08/Weeds_Season6.jpgA série Weeds, do canal fechado Showtime, retornou com a sua sexta temporada há pouco mais de duas semanas. Até então, eu estava dando um tempo antes de começar a escrever qualquer texto sobre os episódios, mesmo porque, não seria justo falar com base apenas em um capítulo. No entanto, o canal já exibiu três episódios e, até o momento, nada de muito empolgante. Pra começar, Weeds parece ter se esquecido da sua própria essência, isto é, um dos motivos pelos quais surgiu a ideia de se produzir a série.

É bem verdade que todos os personagens cresceram bastante. Shane Botwin, por exemplo, é um dos que mais sofreram mudanças e isso fica nítido até pela voz mais grossa que o ator Alexander Gould começou a ter desde a temporada passada. Sobre este sexto ano, o primeiro episódio começa exatamente de onde terminou a passada: Shane mata uma mulher e a família Botwin tem que fugir de Esteban e de todos para começar uma nova vida.

O maior problema é que Weeds se tornou, assim, uma série aparentemente sem propósito. Assistindo a estes novos episódios, fico me recordando das quatro primeiras temporadas e de toda a ação que se passava no subúrbio. Pra mim, o que a Jenji Kohan fez naquele final do quarto ano foi um verdadeiro tiro no próprio pé: ao incendiar todo o subúrbio e transferindo a ação para um outro lugar, a série se perdeu completamente. Personagens-chave como Celia Rodes, por exemplo, perderam tanto espaço que a própria atriz Elizabeth Perkins preferiu sair da série.

E falo, sim, com uma certa saudade do tempo em que ela e Mary-Louise Parker conseguiam excelentes tiradas de humor negro com cada situação em que se envolviam. E isso envolve também personagens como Conrad, que tinha um grande destaque e depois foi perdendo espaço para as novas histórias da família Botwin, que não conseguem mais o mesmo efeito que tinham antes. O próprio roteiro de Jenji Kohan e do seu time de roteiristas, que fugiram do lugar-comum com boas críticas à sociedade americana, voltou a criar episódios que são “mais do mesmo”.

Não há como não atribuir os problemas adquiridos pela série nestes dois últimos anos à mudança de local, tirando a ação do subúrbio e partindo para San Diego. É uma decisão contestável, uma vez que a série não vem conseguindo repetir as boas histórias que lhe renderam indicações ao Emmy Awards. Hoje, ela se tornou completamente esquecida, tanto pelas premiações quanto pelo seu público. Weeds já não tem mais o mesmo apelo de antes, e também desistiu das críticas e passou a apostar em tramas relativamente normais. Claramente, o roteiro apresenta um desgaste que é até mesmo natural pelo excesso de temporadas.

Uma pena, no entanto, que a série tenha se perdido tanto em seu caminho. Me lembro dos tempos em que eu me divertia assistindo Weeds nas tardes em que eu não tinha nada para fazer, me empolgando a cada episódio. Já hoje, não posso mais dizer a mesma coisa. Weeds se tornou extremamente chata com situações que irritam e beiram o ridículo. Enquanto isso, o humor negro usado de maneira tão inteligente parece ter sido incendiado junto com o subúrbio que ajudou a formar esta série.

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festival Tenho ouvido um burburinho sobre este evento a um grande período aqui pela cidade. Mas agora foi finalmenete confirmado. O 1º Festival de Cinema Universitário da Bahia acontecerá de 14 a 18 de outubro de 2010, no Centro Universitáro Jorge Amado. Durante uma semana Salvador será pólo de discussão, produção e difusão do cinema universitário brasileiro.

Voltado à produção universitária nacional, o Festival tem o objetivo de trazer filmes experimentais com uma linguagem cinematográfica própria, nos mais variados formatos.

Ao todo o Festival selecionará 50 curtas-metragens que serão divididos em uma Mostra Informativa (40 filmes) e a Mostra Competitiva (10 filmes). Os 10 realizadores finalistas serão convidados para participar do evento em Salvador.

Serão distribuídos R$ 12.000,00 em prêmios.

Programação
Além da exibição dos filmes experimentais da Mostra Informativa e da Mostra Competitiva, o festival também pretende buscar interação e discussão sobre o cinema, consolidando atividades paralelas para quem deseja participar. Ainda não sei dizer se serão palestras ou mesas-redondas aos modos do Semcine, mas a intenção dos organizadores é não apenas ficar restrito ao campo da projeção.

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True Blood 3×11 – Fresh Blood

By Vinícius Silva | Filed in Reviews, True Blood | 4 comments

Atenção: spoilers nos próximos parágrafos

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Título: Fresh Blood 
Temporada: 03
Episódio: 11
Emissora: HBO
Data de Exibição: 29/08/2010

Talvez alguns discordem, mas estes dois últimos episódios de True Blood deram um tédio terrível, não? Não sei dizer se aconteceu apenas comigo, mas eles me deixaram inquieto (e isso não aconteceu em um sentido positivo). Me assusta, por exemplo, ver que a série está prestes a finalizar esta terceira temporada e a maneira como ela continua perdendo tempo com algumas coisas. Não levanto a bandeira para que todo o episódio seja concentrado em Eric, Sookie ou Russell – até porque, nem mesmo eu aguentaria isso. O problema foi que True Blood não conseguiu desenvolver boas tramas paralelas. Ao longo deste terceiro ano, por exemplo, Jason Stackhouse esteve longe de ser o bom personagem que foi nas temporadas anteriores. A cena em que ele vai mais uma vez enfrentar o “QB1” no campo de futebol de Bon Temps representa muito bem isso.

O mesmo acontece, por sinal, com Lafayette. A sua “viagem” com Jesus no episódio anterior durou mais tempo do que realmente precisava. Mais uma vez, neste capítulo, True Blood tentou apostar nisso. Ainda bem que, dessa vez, os roteiristas pensaram melhor e encurtaram as suas cenas. Mas estes sonhos que ele tem por conta do efeito do “V” é algo que, até o momento, não tem uma justificativa. A série já mostrou estes efeitos nos anos anteriores, e o que se viu foram repetições de algo que não acrescentou em nada. Aliás, este “Fresh Blood” foi cheio de momentos desse tipo. Os diálogos entre Tara e Sam comprovam isso (apesar de entender a confusão que ele está passando por conta do seu passado que voltou a assombrá-lo). Engraçado que, o momento que mais me chamou a atenção, foi o romance entre Hoyt e Jessica – e olha que a cena durou apenas alguns minutos.

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De resto, “Fresh Blood” seguiu a ladainha que estamos vendo ao longo desta terceira temporada. Todos querem tirar uma “lasquinha” de Sookie e do poder do seu sangue. Eric está dando uma de bom samaritano e esta subversão da sua personagem tem sido uma das coisas mais deploráveis que a série tem feito. Ele não deveria bancar o “bonzinho”. Ele é o Xerife (mas parece que se esqueceram disso). Tudo bem que, agora, existe uma motivação de que ele luta por sobrevivência. Mas não é demais ele se sacrificar por Sookie? Será este o preço que ele pagará por amá-la? É claro que a temporada ainda não terminou mas, obviamente, Eric tem salvado muito ós episódios da monotonia que eles têm apresentado, juntamente com as interpretações do Denis O’Hare. Apesar de eu ter elogiado esta temporada por conta de alguns excelentes episódios que foram exibidos, True Blood mostra que chegou a este final praticamente sem fôlego, talvez restando um último suspiro para apresentar algo “de novo”.

Sem contar que eu tenho um medo em saber por onde o roteiro deverá continuar esta história na próxima temporada. Todo este envolvimento da série com as Fadas, com a Wicca, me faz lembrar de Maryann (e as lembranças não são muito boas). Meu receio é de que True Blood se perca em meio à religião e os ensinamentos pregados pela Wicca, se tornando algo extremamente confuso e sem lógica. Os rituais já começaram. E não vai demorar muito para que criaturas estranhas sejam apresentadas ao espectador. Tirando toda esta filosofia, e voltando para a realidade do final da terceira temporada, fico na expectativa de que True Blood consiga apresentar um bom cliffhanger em sua season finale, deixando um gancho (como normalmente faz) para a temporada seguinte. Mas é uma pena que as histórias se tornaram tão entediantes, chatas e repetitivas, principalmente porque a série conseguiu apresentar momentos históricos (o monólogo de Russell Edgington na televisão não me deixa mentir).

Cotação: ★★☆☆☆

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Cães de Aluguel

By Vinícius Silva | Filed in Cinema, Críticas | 2 comments

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Dirigido por Quentin Tarantino. Com: Michael Madsen, Steve Buscemi, Quentin Tarantino, Tim Roth, Harvey Keitel, Lawrence Tierney, Chris Penn e Edward Bunker. (Reservoir Dogs, 1992)

O cinema americano na década de 90 passava por uma crise existencial e também criativa. A indústria tinha problemas em lançar novos diretores, assim como filmes que poderiam surpreender um público cada vez mais exigente em querer assistir novas histórias. Quem surgiu para dar um fim nesta crise foi Quentin Tarantino, um cara desconhecido e ex atendente de locadora que, com Cães de Aluguel e Pulp Fiction, mudaria completamente a forma de se fazer cinema naquela época e passando a ser um dos diretores mais cultuados até o presente momento.

A primeira cena de Cães de Aluguel possui a marca do cinema de Quentin Tarantino. Seis caras começam a conversar sobre o significado da música “Like a Virgin”, da cantora Madonna. Enquanto isso, um outro mais velho fica repetindo nomes da sua agenda. Todos bem vestidos, de terno e gravata, passam a discutir diversas músicas da cantora Madonna e cada um apresenta teorias diversificadas sobre o que cada letra poderia dizer. Aparentemente, a cena pode não significar absolutamente nada, mas ela se torna um marco por definir o cinema que o Quentin Tarantino começaria a fazer a partir deste filme (e daquela cena).

Assim surge Cães de Aluguel, um filme que conta a história sobre um grupo de assaltantes contratado para roubar uma joalheria. O plano todo daria certo se não fosse por conta de um informante que estaria infiltrado no grupo, responsável por fazer com que o roubo não desse certo e se tornasse uma verdadeira bagunça. Tarantino inova por construir o seu longa-metragem a partir de uma narrativa completamente diferente, não seguindo a linearidade dos fatos. Ao contrário do óbvio que poderia ser, ele não mostra o roubo na joalheria, mas sim o que acontece dentro do galpão que seria o ponto de encontro para eles.

Quanto mais o filme avança, ele vai se tornando extremamente perturbador. E isso acontece, principalmente, pela presença do Sr. Pink (Buscemi, em belíssima interpretação), pois ele vive se questionando quem poderia ser o traidor do grupo. E a narrativa de Tarantino vai ganhando força com o uso do flashback para apresentar a forma como os personagens embarcaram naquela aventura. O recurso narrativo, aliás, é muito bem utilizado e organizado pelo diretor porque ele demonstra uma tranquilidade absurda em saber definir o tempo de apresentar os personagens, com o clímax e o desfecho que viria logo a seguir.

No entanto, Cães de Aluguel tem um problema que às vezes é muito comum nos roteiros de Tarantino: a repetição. Em uma cena, por exemplo, “quando aquele que seria conhecido como o traidor” começa a contar uma piada que permanece em quatro quadros diferentes. A cena é bem construída, mas se torna repetitiva e, por mais que Tarantino queira demonstrar o quanto a história era bem-humorada, a verdade é que a piada não é exatamente engraçada como o diretor poderia imaginar. Mas nem mesmo isso tira o brilho do roteiro escrito por Tarantino e, principalmente, pela sua criatividade em transformar histórias (ou diálogos) aparentemente banais em algo interessante e inventivo.

Os cenários também criados em Cães de Aluguel funcionam para o filme. O galpão, que é onde toda a ação acontece, tem exatamente as características de um esconderijo. E é nele que o elenco de Cães de Aluguel demonstra que estava realmente em sintonia. Aos poucos, cada um daqueles que estavam envolvidos no assalto vão aparecendo. A narrativa vai se tornando mais ágil, tomada por um suspense em relação ao que seria feito a partir do momento em que eles descobrissem quem seria o traidor. Tarantino preserva a sua forma intrigante de contar esta história até o último minuto do filme literalmente. Os seus planos de câmeras, a sua montagem em sintonia com uma edição muito bem arquitetada, ajudam a transformar a sua história em algo bem armado e que prendem o espectador a ficar atento a cada detalhe que é colocado na tela.

Dá para dizer que, desde 1992 (ano em que Cães de Aluguel foi lançado), Quentin Tarantino vem fazendo o que se chama de “cinema de autor”. Cada obra que ele realiza é possível reconhecer as características que fazem parte da sua narrativa. A montagem que muitas vezes não segue a linearidade da narrativa, a violência explícita das cenas, o roteiro com diálogos cujas referências estão ligadas à cultura pop americana. As banais discussões também ganham momentos de tensão em seus filmes como, por exemplo, no mesmo Cães de Aluguel quando Steve Buscemi reclama de ter recebido o nome de “Sr. Pink” ou, ainda, quando ele também fala sobre o porquê de não dar gorjetas.

Assim como os filmes que Quentin Tarantino iria dirigir posteriormente, Cães de Aluguel segue a tendência de ser trágico e violento, inovador e original, engraçado e dramático. A violência exagerada que pode ser vista nas cenas de tortura de um policial dentro do galpão onde os assaltantes se encontrariam, também faz parte do cinema idealizado por Tarantino. Além disso, o diretor analisa, de maneira indireta, a psicologia de cada personagem que ele construiu, principalmente em relação às ações que eles tomam ao saberem que o assalto não teria dado certo. Por mais que o filme se torne repetitivo e até prolongue a história do Sr. Orange, Cães de Aluguel, para mim, não é um marco do cinema, mas foi ele o responsável por lançar um diretor que veio a se tornar um marco para a cinematografia mundial.

Cotação: ★★★★☆

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O Emmy, maior premiação da TV americana, escolheu os melhores programas e atores dos seriados neste domingo (29), em evento na cidade de Los Angeles (EUA). Com apresentação do comediante Jimmy Fallon, o evento começou com uma sátira de "Glee", com Fallon, os atores da série musical e diversos indicados cantando "Born to run", de Bruce Springsteen.

O primeiro prêmio da noite, de melhor ator coadjuvante em comédia, foi para Eric Stonestreet, de "Modern family". Essa foi a primeira indicação dele, que interpreta um pai de família homossexual na atração. Jane Lynch foi premiada como melhor atriz coadjuvante na categoria, por "Glee". A partir de então, "Glee" e "Modern family" travaram uma batalha para saber qual seria a comédia mais premiada da noite.

Em seguida, a primeira levou como melhor roteiro, enquanto, a segunda, por direção.

Como melhor ator de comédia, Jim Parsons, de "The Big bang theory, foi uma surpresa. Como atriz,  Edie Falco foi a vencedora por "Nurse Jackie" - o quarto Emmy de sua carreira, pois ela ganhou outras três vezes por "Família Soprano".

Dentre os prêmios dramáticos, "Breaking band" conseguiu uma dobradinha: Aaaron Paul foi eleito o melhor ator coadjuvante, enquanto Bryan Cranston venceu como principal, pela terceira vez consecutiva. Como atriz coajduvante deu Archie Panjabi, por "The good wife", enquanto Kyra Sedgwick ganhou seu primeiro Emmy por "The closer", após ser indicada quatro vezes.

Já "Mad men" e "Dexter" venceram por melhor roteiro e direção na categoria. "Mad men", aliás, confirmou seu favoritismo e  foi eleita, pelo terceiro ano consecutivo, como melhor seriado dramático.

Na categoria de minisséries ou filmes para a TV, os prêmios foram bastante divididos, apesar da ampla dominação de atrações da HBO. O drama "Temple grandin", cinebiografia sobre uma cientista com Síndrome de Asperger, ganhou quase os principais prêmios individuais para os atores, incluindo o de melhor filme para TV.

O veterano Al Pacino ganhou como melhor  ator de minissérie ou filme para TV, por "You don’t know Jack". Já o épico de guerra "The pacific" foi eleito a melhor minissérie.

Confira os vencedores:

Melhor série dramática
"Mad men"

Melhor ator de drama

Bryan Cranston, "Breaking bad"

Melhor atriz de drama
Kyra Sedgwick, "The closer"

Melhor ator coadjuvante de drama
Aaron Paul, "Breaking bad"

Melhor atriz coadjuvante de drama

Archie Panjabi, "The good wife"

Melhor série cômica

"Modern family"

Melhor ator de comédia

Jim Parsons, "The big bang theory"

Melhor atriz de comédia
Edie Falco, "Nurse Jackie"

Melhor ator coadjuvante de comédia

Eric Stonestreet, "Modern family"

Melhor minissérie
"The pacific"

Melhor filme para TV

"Temple grandin"

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV

Al Pacino, "You Don’t Know Jack"

Melhor atriz coadjuvante de comédia

Jane Lynch, "Glee"

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme para TV
David Strathairn, "Temple grandin"

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Claire Danes, "Temple grandin"

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para TV

Julia Ormond, "Temple grandin"

Melhor reality show de competição
"Top chef"

Melhor programa de variedades, música ou comédia
"The Colbert report"

(As informações são do G1)

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